Câmara mantém viveiro para abastecer seus jardins

Você sabia que a Câmara possui um viveiro de plantas, no Complexo Avançado (ex-Coordenação de Transportes), para manter os jardins das áreas internas e externas da Casa, além dos vasos ornamentais, que tornam os ambientes de trabalho mais agradáveis e bonitos?



A Seção de Manutenção de Jardins da Coordenação de Projetos do Departamento Técnico (Detec) é responsável pela manutenção do local e, há cinco anos, trabalha também na produção de mudas para todas as áreas verdes da Câmara. Quem cuida de tudo isso é o "Seu" Francisco, chamado carinhosamente por todos de "Dedo Verde", por causa de sua sabedoria e habilidade no manuseio das plantas. Ele conta com a ajuda de Roni nas atribuições do dia-a-dia. São eles que metem a mão na massa, sob a supervisão de Rachel Osório, chefe da Seção de Manutenção de Jardins e integrante do Ecocâmara, e Franklin Lessa, Técnico Agrícola.

 

1.  gloriosa 2.  palmeiras 3.  viuvinha 4.  ostus 5.  "Seu" Francisco


Desde a sua criação, não se usam defensivos químicos nas áreas verdes da Casa. Folhas e caules de tomateiros, arruda e pimenta são alguns dos ingredientes usados na fabricação dos defensivos naturais utilizados no local.

O viveiro, hoje, produz centenas de mudas e coleta sementes das mais variadas espécies, algumas nativas do Cerrado, outras exóticas, a partir das próprias espécies plantadas nas áreas da Câmara. Das sementes coletadas, parte atende às necessidades da Casa e o restante é doado para o Clube da Semente ou para a Rede do Cerrado. Também são reaproveitadas as plantas dos vasos ornamentais já decadentes, além de podas e sobras de replantios.


Francisco e Roni e as mudas do viveiro

Todo esse processo significa uma economia expressiva para a Câmara. Além da produção de mudas e defensivos orgânicos, a produção de composto também é feita no viveiro. Rachel revela que todos os resíduos resultantes da poda de grama, cercas vivas, plantas e arbustos, bem como folhas secas, pó de café e serragem, são transformados, por um processo chamado compostagem, em matéria orgânica utilizável nas áreas verdes da Casa. "Uma pilha em processo de compostagem não é apenas um monte de lixo orgânico, e sim um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos, para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas. Podas hoje viram mudas, lixo vira composto, plantas viram defensivos alternativos, e todos voltam à terra...de onde outras vidas virão", explica a servidora.


Outra importante contribuição do composto é que ele melhora a "saúde" do solo. A matéria orgânica forma pequenos grânulos, que ajudam na retenção e drenagem da água, além de melhorarem a aeração. Além disso, a presença de matéria orgânica no solo aumenta o número de minhocas, insetos e microorganismos desejáveis, melhorando a saúde das plantas.

O ambiente saudável, criado a partir dessas ações, também é atrativo para espécies como a do beija-flor "Júnior", que escolheu o viveiro para sua morada e, hoje, é o mascote do lugar, com direito a tratamento vip. Júnior faz com que todos tratem o Sapatinho de Judia (Thunbergia mysorensis), a trepadeira que transformou em sua casa, com o maior cuidado. Afinal, além de morar em um de seus galhos, ele se alimenta dela.

Os responsáveis pelo viveiro ainda reutilizam, no cultivo das mudas, garrafas plásticas, latas vazias de tinta e pedaços de canos e de madeira que sobram das obras realizadas na Câmara. Todo o sucesso no aproveitamento de materiais está diretamente associado à campanha feita pela Câmara, por meio do Ecocâmara, para sensibilização e conscientização dos funcionários para a questão ambiental. Quanto maior a participação voluntária em programas como esse, maior o benefício ao meio ambiente e menor o custo da administração.


Uso da água

Para evitar o desperdício de água e reduzir os fatores que comprometem os recursos hídricos disponíveis, como, por exemplo, a irrigação dos gramados, a Seção de Manutenção de Jardins da Câmara já explora o uso de plantas que não exigem muita água, como forma de minimizar o consumo desse recurso.
Rachel Osório conta que a primeira concretização dessa é o canteiro que fica no fumódromo do Anexo II/III. "Ali, estão plantas nativas e exóticas, cultivadas no viveiro da Casa, que florescem na seca sem a necessidade de serem molhadas com frequência", finaliza.

 


Texto produzido pela Secretaria de Comunicação Social da CD em 17/07/04.