EcoCâmara ensina Hospital de Base a separar lixo

A experiência da Câmara dos Deputados na reciclagem do lixo hospitalar é modelo para outras instituições do Distrito Federal. Na última quarta-feira (7), o método empregado no Departamento Médico (Demed) foi apresentado à equipe do Hospital de Base de Brasília (HBB). Médicos, enfermeiros e demais servidores do hospital ouviram da assessora técnica do Núcleo de Gestão Ambiental da Casa (Ecocâmara), Jacimara Machado, como fazer para separar o lixo orgânico de materiais que podem ser reaproveitados, de maneira a diminuir a quantidade de lixo incinerado. A idéia da direção do hospital é seguir o mesmo modelo.

Em pouco mais de um ano, o sistema desenvolvido pelo Ecocâmara obteve bons resultados e se tornou referência no setor. No início de 2004, todo o lixo produzido pelo Demed era enviado para incineração. Com as mudanças na coleta, esse índice foi reduzido para 23,74% e a meta é chegar a 15%. "O sucesso do programa deve-se em grande parte aos esforços dos servidores que foram treinados e sensibilizados para a questão. Essa redução é fruto de muita informação", explica Jacimara. Em junho passado, mais de mil servidores da Câmara receberam orientação sobre a destinação correta do lixo.

De acordo com Rachel Osório, coordenadora do Ecocâmara, o principal benefício gerado da iniciativa é a preservação do meio ambiente. "Com a diminuição do processo de incineração, os efeitos colaterais são minimizados e o impacto ao meio ambiente é menor", disse. Ela explica que a incineração deve ser o último caminho para a destinação do lixo, por conta da grande quantidade de poluentes emitida na queima de produtos químicos.


PROJETOS AMBIENTAIS

O Ecocâmara tem outras iniciativas de sucesso no gerenciamento ambiental de um órgão como a Câmara dos Deputados, que recebe em média 20 mil pessoas por dia. Entre os projetos, estão a manutenção dos jardins públicos com adubo natural, a elaboração de um catálogo de espécies vegetais e animais que vivem na área da Câmara, a reciclagem de todo papel e plástico usado na Casa, a implantação de mecanismos de controle ambiental por meio de oficinas e a fabricação de blocos de anotação com sobras de papel.

 

Texto produzido pela Secretaria de Comunicação Social em 12 de dezembro de 2005.