Câmara otimiza central de recolhimento de resíduos hospitalares nocivos

13/04/2016 15h15

Câmara otimiza central de recolhimento de resíduos hospitalares nocivos

Novo local de armazenamento de resíduos perigosos

 

Ao longo dos últimos anos, todo o lixo hospitalar produzido no Departamento Médico da Câmara dos Deputados (Demed) era armazenado em espaço interno, localizado a baixo de escadaria no Anexo III. Esse tipo de material, que abrange seringas usadas, fraldas e diversos materiais de uso médico, porém, é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que seja guardado temporariamente até a destinação final em local externo.

Pensando na segurança dos servidores e visitantes da Casa, a Câmara realizou uma reforma de aperfeiçoamento do espaço.  Com a reforma, o novo espaço reuniu o armazenamento de lixo hospitalar, a central de gases e vácuo hospitalar e um tanque para higienização de materiais reutilizáveis. Entenda o caso:

 

               Funcionários recolhendo resíduos perigosos no antigo local (foto 1)

Todo material tóxico produzido no Demed estava sendo guardado em lixeiras apropriadas debaixo da escada do anexo III. Foi construída uma porta por lá e fecharam esse ambiente. Isso era bem guardado dentro de sacos plásticos lacrados e despejado dentro dessa lixeira, que era constantemente higienizada (foto 1). Quando o pessoal ia recolher o lixo, levava essa lixeira e colocava uma nova. Em um determinado momento, a empresa que realizava o recolhimento do lixo passou a negligenciar o tratamento, trazendo os carrinhos sujos. Então as pessoas começaram a reclamar do mau cheiro que vinha das lixeiras.

A primeira providencia foi pedir ao pessoal responsável para averiguar a situação. A empresa que realizava a coleta foi autuada e notificada e passou a trazer novamente os recipientes desinfetados, como deveria. Uma vez que passou esse problema, as pessoas perceberam que talvez o local em que o lixo era armazenado não fosse o ideal. Foi então que o Departamento Técnico começou a elaborar um projeto para construção de um novo local de armazenamento, higienização de materiais reutilizáveis e uma nova central de  vácuo, também localizada em ambiente interno.

De acordo com as recomendações da Anvisa, lixos hospitalares e centrais de gases medicinais e  vácuo deveriam, preferencialmente, estar em local externos. O único local disponível para a nova central era uma área da empena cega, do lado de fora do Demed, próximo à via S2 (foto 2). O espaço é muito curto, o que faz com que a inclinação seja muito forte. Com isso, foi necessário um novo projeto de arquitetura. 

   Empena cega onde foi contruído o novo local de armazenamento do lixo tóxico  (foto 2) 

De acordo com Maurício Matta, arquiteto do Detec, o local escolhido tinha um desnível tão grande que abalava várias estruturas próximas, inclusive a rua: "A pista que passa ali tem toda uma compactação. Abaixo daquela calçada tem uma série de redes, entre elas de telefone, elétrica e de fibra ótica, de dados, etc. Então foi necessário refazer o projeto".

O primeiro projeto, que tinha 87,5 m², foi modificado por um de 18,62m², que cumpria com a demanda necessária. O engenheiro calculista refez os cálculos para o novo projeto e verificou que a interferência da obra no talude era menos de 15% daquilo que estava previsto anteriormente. Então a equipe do Detec refez o projeto para garantir uma reforma que tivesse menor impacto, um custo mais baixo, e que pudesse ser executado com os meios próprios da Câmara, sem ter que contratar uma empresa de obras (foto 3). 

(foto 3)

Graças à consciência da equipe de utilizar critérios sustentáveis, como a reutilização de materiais e a redução de custos, foi possível simplificar o projeto. O resultado, para o Detec, ficou bastante satisfatório e atendeu às necessidades de segurança e descontaminação dos resíduos perigosos do Departamento Médico.