DIPLOMA MULHER-CIDADÃ CARLOTA PEREIRA DE QUEIRÓS

Carlota Pereira de Queirós 

 

Aberto o prazo de inscrições para o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, edição 2024.

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Calendário 2024

- Inscrições (indicações ao Diploma): de 3 a 17 de julho 

- Divulgação das indicadas: 18 de julho

- Eleição das 5 agraciadas: 16 de outubro

- Solenidade de entrega do Diploma: 26 de novembro

Observação: calendário sujeito a alterações

Informações adicionais: 6-6962 ou 

 

Histórico

O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, criado por meio da Resolução nº 3, de 2003,  é destinado a agraciar mulheres que, no País, tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero.

Com a criação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) em 2016 a indicação dos agraciados para o Diploma Mulher-Cidadã passou a ser competência desta Comissão.

 

Regulamentação

Resolução nº 3, de 2003;

Resolução 15, de 2016;

Regulamento 1, de 2023.

 

Biografia - Quem é Carlota Pereira de Queirós?

Carlota Pereira de Queirós (13/02/1892 — 14/04/1982), nasceu na cidade de São Paulo. Médica, escritora, pedagoga e política foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

Filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1926, com a tese Estudos sobre o Câncer. Interna da terceira cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Clínica Pediátrica (1928), foi assistente do professor Pinheiro Cintra.

Foi comissionada pelo governo de São Paulo em 1929 para estudar Dietética Infantil em centros médicos da Europa.
Membro da Associação Paulista de Medicina de São Paulo, "Association Française pour l'Étude du Cancer", Academia Nacional de Medicina e Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires, fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.
Ingressando na política, foi a primeira deputada federal da história do Brasil. Eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional.
Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira.
Ocupou seu cargo até o Golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.

Segue abaixo o discurso proferido por ela em 13 de março de 1934:

“Além de representante feminina, única nesta Assembleia, sou, como todos os que aqui se encontram, uma brasileira, integrada nos destinos do seu país e identificada para sempre com os seus problemas. (…) Acolhe-nos, sempre, um ambiente amigo. Esta é a impressão que me deixa o convívio desta Casa. Nem um só momento, me senti na presença de adversários. Porque nós, mulheres, precisamos ter sempre em mente que foi por decisão dos homens que nos foi concedido o direito de voto. E, se assim nos tratam eles hoje, é porque a mulher brasileira já demonstrou o quanto vale e o que é capaz de fazer pela sua gente. Num momento como este, em que se trata de refazer o arcabouço das nossas leis, era justo, portanto, que ela também fosse chamada a colaborar. (…) Quem observar a evolução da mulher na vida, não deixará por certo de compreender esta conquista, resultante da grande evolução industrial que se operou no mundo e que já repercutiu no nosso país. Não há muitos anos, o lar era a unidade produtora da sociedade. Tudo se fabricava ali: o açúcar, o azeite, a farinha, o pão, o tecido. E, como única operária, a mulher nele imperava, empregando todas as suas atividades. Mas, as condições de vida mudaram. As máquinas, a eletricidade, substituindo o trabalho do homem, deram novo aspecto à vida. As condições financeiras da família exigiram da mulher nova adaptação. Através do funcionalismo e da indústria, ela passou a colaborar na esfera econômica. E, o resultado dessa mudança, foi a necessidade que ela sentiu de uma educação mais completa. As moças passaram a estudar nas mesmas escolas que os rapazes, para obter as mesmas oportunidades na vida. E assim foi que ingressaram nas carreiras liberais. Essa nova situação despertou-lhes o interesse pelas questões políticas e administrativas, pelas questões sociais. O lugar que ocupo neste momento nada mais significa, portanto, do que o fruto dessa evolução.”
Teve valiosa participação na Revolução Constitucionalista de 1932, lutando pelos ideais democráticos defendidos por São Paulo.
Carlota Pereira de Queirós também foi escritora e historiadora. Teve as seguintes obras publicadas: Um Fazendeiro Paulista no século XIX e Vida e Morte de um Capitão.           

 

 

Saiba mais sobre Carlota Pereira de Queirós

 

Acesse, nos links abaixo, os livretos com as indicadas das edições anteriores do Diploma:

2023

2022

2021

2019

2018

2017

2016