Tragédia em Brumadinho: impactos econômicos e sociais

No dia 25 de janeiro deste ano, uma barragem pertencente à mineradora Vale no município de Brumadinho (MG) rompeu, liberando 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. De acordo com as investigações, nenhuma sirene de perigo foi acionada. Na tragédia, 270 pessoas morreram e cerca de 35 continuam desaparecidas.
23/05/2019 16h55

Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros / MG

Tragédia em Brumadinho: impactos econômicos e sociais

Relatório de pesquisadores de universidades federais, intitulado “Minas não há mais: avaliação dos aspectos econômicos e institucionais do desastre da Vale em Brumadinho” levantou a posição da Vale S.A. em relação ao mercado financeiro e à possível prioridade dada ao retorno aos acionistas, em detrimento de aspectos operacionais. O documento aborda também alguns dos desdobramentos do rompimento, como as características raciais e de renda da população atingida.

Para avaliar os aspectos econômicos e institucionais do desastre da Vale em Brumadinho, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) faz, na próxima terça-feira (28), às 14h, uma audiência pública. O debate acontece no plenário 9.

“Queremos analisar a correlação de forças entre grandes mineradoras e os demais agentes. Essa tragédia de grandes proporções, ambiental, trabalhista e humanitária, vitimou fatalmente centenas de pessoas e deve ter suas causas e consequências examinadas pela Comissão”, avalia Helder Salomão (PT/ES), presidente da CDHM, que também solicitou a realização da audiência.

Devem participar do debate Bruno Milanez, pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora; Luiz de Moraes Wanderley, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; José Inácio, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI); Antônio Tonet, procurador-geral de Justiça de Minas Gerais; Edmundo Dias Netto Júnior, procurador da República; e Eduardo de Souza Leão, diretor da Agência Nacional de Mineração. Também estão convidados o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale.

Pedro Calvi / CDHM 

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