Psicólogos não podem tratar homossexualidade como doença, diz vice-presidente do CFP
O vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério de Oliveira Silva, rebateu as críticas de que os psicólogos não acolheriam bem as pessoas que declaram querer deixar a vivência homossexual. “Nós na Psicologia não somos contrários ao sofrimento das pessoas que nos procuram. O que ocorre é uma confusão, é que não podemos, no exercício profissional, partir do pressuposto de que vamos fazer o tratamento de algo que não é considerado como doença”, disse.
Ele participa de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, sugerida pelo deputado Pr. Marco Feliciano (PSC-SP), para ouvir o depoimento de pessoas que afirmam ter deixado de ser gays e discutir seu posicionamento e os problemas enfrentados na sociedade.
Silva citou a Resolução 01/99 da entidade, em que foi definido que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão. “As pessoas não podem exercer suas convicções ideológicas e religiosas nos consultórios de Psicologia.” Segundo ele, o profissional de Psicologia não pode se orientar por questões ideológicas ou religiosas que possam comprometer o indivíduo que procura atendimento.
Já o especialista em políticas sobre drogas e mestre em Saúde Pública Claudemiro Soares Ferreira afirmou que a homossexualidade é uma doença. “A OMS [Organização Mundial de Saúde] e o CFP [Conselho Federal de Psicologia] são entidades políticas. O que temos na ciência é que a homossexualidade é doença”, afirmou. Desde 1990, a homossexualidade não é classificada como doença, depois de assembleia geral da OMS.
Ferreira fez denúncia de mal uso de recursos públicos por organizações que defendem os direitos da comunidade LGBT. “Onde tem LGBT, tem malversação de recursos públicos.”
Agência Câmara Notícias