Presidente da CDHM demanda investigação de morte de militante do MST no Tocantins

20/12/2022 16h16
A pedido do deputado Célio Moura e da Deputada Vivi Reis, Orlando Silva demandou autoridades para apuração da morte de Raimundo Nonato, de 46 anos, defensor de direitos humanos, pai de três filhos, executado com tiros de arma de fogo na região do Bico do Papagaio

Reprodução portal MST

Presidente da CDHM demanda investigação de morte de militante do MST no Tocantins

Raimundo Nonato Oliveira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

O deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), demandou, nesta segunda-feira (19), ao governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa Castro, e ao Procurador-Geral de Justiça, Luciano César Casaroti, a apuração da morte de Raimundo Nonato Oliveira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), no município de Araguatins, no Tocantins.

O deputado Célio Moura (PT/TO) e a deputada Vivi Reis (PSOL/PA) comunicaram à Presidência da CDHM o assassinato de Raimundo Nonato, conhecido por Cacheado. 

Segundo notícia do Portal da Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Superior), a morte teria ocorrido no dia 13 de dezembro, quando homens encapuzados teriam invadido  a casa da vítima e a executado com tiros.  Publicação do portal G1 diz que Raimundo Nonato foi morto enquanto dormia com a namorada e que o militante não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Raimundo sofreu várias ameaças durante a vida e também perdeu o pai de forma violenta, um dos motivos que o levou a entrar na luta por moradias populares”, diz trecho de outra reportagem do portal G1 sobre o assassinato. 

“Tanto o Movimento como o próprio Cacheado sempre foram criminalizados e perseguidos pelos latifundiários, grandes grileiros de terras públicas na região do Bico do Papagaio. Estes, por diversas vezes, entre os anos de 2000 e 2015, tentaram assassinar Cacheado. Porém, ele conseguiu sobreviver às tentativas”, afirmou o MST em nota. 

Orlando Silva reforçou que Declaração da ONU sobre o Direito e a Responsabilidade dos Indivíduos, Grupos ou Órgãos da Sociedade de Promover e Proteger os Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos (Defensores de Direitos Humanos) afirma que todas as pessoas têm o direito, individualmente e em associação com outras, de promover e lutar pela proteção e realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais a nível nacional e internacional. E que, de acordo com o instrumento internacional, o Estado deverá adotar todas as medidas adequadas para garantir que as autoridades competentes protejam todas as pessoas defensoras de direitos humanos.

 

Fábia Pessoa/CDHM