10/12/2014 - 13h35

Plenário retoma sessão e mantém cassação de André Vargas na pauta

Restabelecida a nova sessão, os deputados decidiram manter a cassação de André Vargas (sem partido - PR) na pauta, e a discussão do processo foi iniciada há pouco. Um requerimento foi feito para que o pedido de cassação do parlamentar seja o primeiro item de pauta da nova sessão.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, assumiu a responsabilidade pelo término da sessão anterior. Ele relatou que estava a caminho da Câmara, após a posse do senador Vital do Rego como ministro do Tribunal de Contas da União, e o fez porque queria votar as PECs programadas, e não sabia que o plenário estava próximo de alcançar quórum de votação.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) disse que faltavam apenas 10 ou 12 deputados para o quórum, e que a interpretação da Mesa tem sido de esperar o quórum quando ele está próximo de ser obtido. Para o relator do processo de Vargas, Júlio Delgado (PSB-MG), caso a representação não fosse votada ficaria a interpretação de que um golpe foi bem sucedido.

Orientação

Mais cedo, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), explicou que havia uma orientação de Alves, de que a sessão fosse encerrada decorridas duas horas se não houvesse quórum para votação, de forma a abrir espaço para a votação do orçamento impositivo (PEC 358/13) e a que concede aposentadoria integral para servidores aposentados por invalidez (PEC 170/12). As votações dependem de acordo. 

Como no momento havia uma confusão em Plenário de deputados que discutiam com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), o deputado José Mentor (PT-SP) assumiu a presidência e encerrou a sessão por falta de quórum. A sessão foi encerrada sem maiores explicações, o que causou indignação nos deputados que queriam votar a cassação do deputado André Vargar (Sem Partido-PR).

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