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07/05/2014 - 00h25 Atualizado em 07/05/2014 - 00h50

PEC do orçamento impositivo é aprovada em 1º turno; falta votar destaques

Proposta estabelece a execução obrigatória das emendas parlamentares ao Orçamento; e um percentual mínimo de aplicação da receita corrente líquida da União em ações e serviços públicos de saúde. Metade do valor das emendas deverá ser aplicada no setor.

JBatista/Câmara dos Deputados
Presidente Henrique Eduardo Alves fala sobre a pauta de votações
Alves: “Aprovamos esta matéria para que, nunca mais, nenhum parlamentar se submeta à humilhação de mendigar favores do Poder Executivo".

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6), em 1º turno, o texto base da chamada PEC do orçamento impositivo (Proposta de Emenda à Constituição 358/13, do Senado), que obriga a execução das emendas individuais ao orçamento da União até o limite de 1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior.

Para 2014, a lei orçamentária (12.952/14) destinou R$ 8,72 bilhões em emendas (R$ 14,68 milhões por parlamentar).

A matéria foi aprovada com o voto de 384 deputados contra 6. Por acordo entre os partidos, os destaques serão analisados somente na próxima terça-feira (13).

Entre os destaques, dois apresentados pelo DEM pretendem retirar da proposta a destinação de metade dos recursos das emendas para a saúde e a fixação de percentuais mínimos de recursos da União no setor. O partido teme que a definição dos percentuais acabe reduzindo os investimentos na área.

Outro destaque, do PCdoB, quer impedir a contagem dos recursos das emendas parlamentares direcionados à saúde para o cálculo do mínimo a ser aplicado anualmente no setor.

Fim dos favores
Para o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que liderou a tramitação da matéria, a proposta diz respeito à dignidade dos deputados. “Aprovamos essa matéria para que, nunca mais, nenhum parlamentar se submeta à humilhação de mendigar favores de Poder Executivo nenhum”, disse.

Alves defendeu as emendas como instrumento legítimo de atuação parlamentar. “Não aceito preconceito em relação às emendas. É direito nosso, são pedidos de uma pequena adutora, uma quadra de esportes, pleitos que vão chegar quando às mesas ministeriais? Nunca! Chega pelos parlamentares, representantes legítimos”, afirmou.

O relator da matéria, deputado Edio Lopes (PMDB-RR), lembrou que a discussão sobre o orçamento impositivo surgiu há mais de cem anos, ainda durante a época do império. “É humilhante o ritual de via sacra que enfrentamos para pedir a liberação dos valores de emendas parlamentares, que é um instrumento legítimo desta Casa”, disse.

Custeio
A ideia inicial de vinculação dos recursos à saúde surgiu na Câmara, com o índice de 40%. No entanto, acabaram vingando os 50% defendidos pelo governo, com aumento do total da receita corrente líquida para as emendas, que passou de 1% para 1,2%.

Esse montante poderá ser usado inclusive no custeio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não poderá servir para o pagamento de pessoal ou de encargos sociais.

Gastos mínimos
Atualmente, a Constituição obriga a União a gastar em saúde o que foi empenhado no ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

A PEC 358/13 também muda esse montante mínimo, que passará a ser de 15% da receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro. A reavaliação desse índice ou a mudança do referencial de cálculo por lei complementar não precisará mais ocorrer a cada cinco anos. Esse ponto ainda será votado na próxima semana devido aos destaques apresentados.

A mudança de parâmetros deve provocar um aumento de recursos para a saúde, mas a ampliação será progressiva nos cinco anos seguintes ao da promulgação da futura emenda constitucional.

No primeiro ano, a aplicação mínima em saúde será de 13,2% da receita corrente líquida; no segundo ano, 13,7%; no terceiro ano, 14,1%; no quarto ano, 14,5%; e, do quinto ano em diante, 15%.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Sávio | 10/05/2014 - 14h17
Não cabe ao legislativo interferir no orçamento no caráter de intervenção que se pretende fazer. As leis orçamentarias são examinadas e aprovadas pelo legislativo. As chamadas emendas parlamentares são utilizadas com fins eleitorais e na maior parte das vezes não se coadunam com as políticas governamentais sem andamento. São frequentes as denúncias de desvios de finalidade. Digam não a pec. que desvirtua a vontade do constituinte originário.
Lunardi | 07/05/2014 - 21h32
Não deixa de ser mais democratico,mas o como controlar as emendas absurdas...!!
Carlos Eustáquio de Almeida Pacheco | 07/05/2014 - 09h54
Acho uma decisão inteligente, desde que haja um controle rigoroso por parte da Casa no sentido de proibir as emendas anti-éticas,ou imorais.Exemplo: Cesta básica com aguardente, incentivo a prostituição etc. Também seria oportuno que as propagandas governamentais fossem licitadas por leilão público, acabaria com a censura do governo. Lembra que hoje vc pode ser situação, amanhã pode ser oposição. Esta é uma ideia a favor do Brasil. Aproveitem! as empresas relacionadas a informação vão apoiar.
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