Atletas brasileiros participam de eventos preparatórios para Olimpíadas de 2020

Objetivo é facilitar a adaptação ao fuso horário, clima e hábitos alimentares do Japão. Recursos para o setor são inferiores aos de 2016, mas suficientes, segundo dirigentes
09/05/2019 09h46

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Atletas brasileiros participam de eventos preparatórios para Olimpíadas de 2020

Audiência pública da Comissão do Esporte da Câmara

Atletas brasileiros vão participar de eventos preparatórios para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020, que acontecerão em Tóquio, no Japão. O assunto foi debatido pela Comissão do Esporte da Câmara que reuniu dirigentes em audiência pública nesta terça-feira (7).

O diretor de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Jorge Bichara, explicou que esses eventos permitem aos atletas se adaptarem ao fuso horário, clima e hábitos alimentares do país. “Observamos também as reações desses atletas, o que dá certo e o que dá errado, para que no ano que vem a gente consiga mitigar os erros e acertar mais no oferecimento da melhor posição de performance”, afirmou.

O Brasil alcançou na Olimpíada Rio 2016 o seu melhor desempenho na história dos jogos, com sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze, 19 medalhas no total. De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro, no ano pré-olímpico, o foco está na preparação dos atletas para que 2020 seja mais um ano de destaque para o esporte brasileiro.

O deputado Luiz Lima (PSL-RJ), autor do pedido da audiência, destacou que o esporte é um tema suprapartidário e que deve ser incentivado nas escolas. “Esse programa aqui é muito bom, mas ele é potencializado com o esporte na escola”, ressaltou.

Para o vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antônio La Porta, os recursos oferecidos ao comitê são inferiores aos de 2016, mas são suficientes. “Nenhum recurso que é recebido é utilizado sem que haja planejamento, conversa com as confederações, projetos focados para os atletas, focados para os objetivos”, afirmou.

Paralimpíadas
O Brasil terminou em 8º lugar no quadro geral de medalhas da Paralimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Foram 72 medalhas no total. Para o diretor do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins, esse incentivo ao esporte na vida de pessoas com deficiência é fundamental.

“É o principal instrumento de inclusão social, é o principal instrumento de cidadania das pessoas com deficiência. Por isso, no nosso planejamento estratégico, a inclusão social está presente”, destacou.

O diretor do Comitê Paralímpico ressaltou que será feito um mapeamento de atletas e adversários em cenário internacional para que os treinos sejam direcionados.

Agência Câmara Notícias

 

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