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16/04/2015 - 19h14

Seguridade aprova proposta que obriga o SUS a tratar síndrome de fibromialgia

Divulgação
Deputada Benedita da Silva (PT-RJ)
Benedita: como a enfermidade acomete entre 2% e 4% da população, as medidas não representarão impacto significativo sobre o SUS.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o projeto (PL 6858/13) que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer tratamento para pessoas com síndrome de fibromialgia ou fadiga crônica. A doença causa dor difusa e crônica nos músculos e ossos, mas a pessoa também pode apresentar fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e paralisia de extremidades, entre outros sintomas.

A proposta garante ao paciente atendimento multidisciplinar com médicos, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de assegurar o acesso a exames, assistência farmacêutica e outras terapias.

Favorável à matéria, a relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), assinalou que a fibromialgia é uma síndrome dolorosa extremamente incômoda para aqueles por ela acometidos. “Como não causa alterações em exames complementares, de imagem ou laboratoriais, era comum que os pacientes ficassem sem diagnóstico, ou pior, que fossem rotulados como simuladores.”

Benedita ressaltou ainda que hoje existem critérios clínicos para diagnosticar a fibromialgia de forma segura, e medidas terapêuticas comprovadas. "No entanto, mais que em outros casos, o tratamento adequado depende de abordagem multidisciplinar, incluindo, além de medicamentos, exercícios físicos e apoio psicoterápico."

Ela lembrou que como a enfermidade acomete somente entre 2% e 4% da população, as medidas não representarão impacto significativo sobre o SUS, seja sob o aspecto financeiro seja sob o aspecto de pessoal.

A autora do projeto, deputada Erika Kokay (PT-DF), acredita que, além do reconhecimento da doença, a expansão desse atendimento ao SUS possibilitará que o tratamento da síndrome possa, inclusive, transformar-se em política pública de saúde. "Com essa política de atendimento na saúde, no SUS, para as pessoas com fibromialgia, nós estamos, primeiro, reconhecendo a doença, dando visibilidade a ela, possibilitando que essas pessoas possam, enfim, resgatar suas vidas ou ter suas vidas de volta, [por meio] desse atendimento multissetorial".

Doença frequente
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia é uma das doenças reumatológicas mais frequentes. Segundo a representante da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação do Distrito Federal (ABBR-DF), doutora Cláudia Barata Ribeiro, ainda há muito preconceito em torno da síndrome, que afeta principalmente mulheres - cerca de 90% dos diagnósticos. "Mais ou menos 50% dos pacientes que possuem fibromialgia possuem depressão. Não são todos que apresentam depressão. Muita gente tem fibromialgia e não tem depressão. Muita gente, hoje em dia, fala que isso é doença da cabeça, que não é uma patologia real, que isso não existe, é emocional. Não é emocional. Existem vários trabalhos científicos mostrando que o cérebro do paciente com fibromialgia é diferente de quem não a possui".

Quem sofre com as dores da doença acredita que a mudança na legislação, além de ampliar o tratamento médico, fará com que o tema seja mais debatido na sociedade. Essa é a opinião de Fernanda Gotti, que também sofre com a depressão. "Quando vêm as crises, vem junto, também, a depressão. Então, eu fico péssima, sinto dores. Eu tenho que tomar muitos remédios. [Você] sente muita dor de cabeça, não consegue dormir, dói o corpo, os tendões, o músculo, tudo dói".

Tramitação
O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Thyago Marcel
Edição – Regina Céli Assumpção

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Comentários

Edvania maria bandeira leite | 24/04/2018 - 12h12
Eu estou aqui para nao mas para pedir tratamento e sim para pedir socorro, sofro de fibromialgia , desde os sete anos de idade eu tomava bezentacil para dor , diziam os medicos que era, tendinite, carpo, artrite , bucite , em fim , acabei com esta doença horrivel , fibromialgia, que ja me trouse um nodulos no baço , uma parte do meu celebro que nao oxigena e eu me torço de dores, dores horrivieis sem medicamento proprio para elas, vou me acabando, sem nem um apoio do governo da medicina, ja fui cobaia de tratamentos com lazer , e nada! ainda estou trabalhando , peço socorro, por Deus!
José Hélio | 12/04/2018 - 11h33
Se o SUS não tem condições de assegurar uma saúde para o povo brasileiro imagine dar suporte aos fibromialgicos, o que tem que ser feito e criar uma lei para aposentar quem tem a doença e já contribuiu para o inss pelo menos 15 anos, para poder receber um grande salario de 954,00 para se tratar, porque o SUS mesmo não da conta nem do povo que sofre morrendo na porta dos hospitais sem atendimento medico e as farmácia sem remédios, isso é uma piada da deputada, quer se promover na costa da gente que sofre com a doença.
Graziele Gomes | 03/04/2018 - 07h46
Fui diagnosticada com fibromialgia à 10 anos, antes de saber da sua existência passei por varios especialistas, um que me marcou muito disse que minha dor de cabeça enlouquecedora era falta de homem, filhos ou namorado, ou seja, falta do que me preocupar, levantei da mesa e qdo ía dar um murro na mesa ele acrescentou: vc vai passar de médico em médico por anos até descobrir que seu problema é fibromialgia. Infelizmente, ele tinha razão