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01/10/2013 - 19h46

Comissão aprova “Mais Médicos” com dispensa de registro por conselhos

Entre as principais modificações feitas pelo relator estão a transferência da responsabilidade de registro para o Ministério da Saúde e obrigatoriedade de revalidar o diploma após quatro anos no programa, além da avaliação de estudantes de medicina a cada dois anos.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Apreciação do relatório da Comissão Mista sobre a MP 621/13, que trata da instituição do Programa Mais Médicos e dá outras providências. Relator da comissão, dep. Rogério Carvalho (PT-SE)
Carvalho manteve artigos que estabelecem a bolsa de R$ 10 mil sem direitos trabalhistas.

A comissão mista que analisou medida provisória que criou o Programa Mais Médicos (MP 621/13) aprovou, nesta terça-feira (1º), o texto final elaborado pelo deputado Rogério Carvalho (PT-SE). A medida provisória ainda precisa ser votada pelos plenários da Câmara e do Senado.

O objetivo do programa é levar médicos para o interior do País e para as áreas das periferias das grandes cidades onde há falta desses profissionais. O governo oferece bolsas para curso de especialização em atenção básica de saúde, inclusive para médicos estrangeiros. A atenção básica à saúde engloba a prevenção de doenças, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação do paciente.

O relator fez várias mudanças no texto original enviado pelo governo, mas manteve os artigos que estabelecem a bolsa de formação de R$ 10 mil para os participantes do programa, sem qualquer direito trabalhista, como 13º salário e contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Modificações
A forma de registro dos médicos vindos do exterior foi modificada por Rogério Carvalho. O texto original da MP estabelecia que o registro provisório seria feito pelos conselhos regionais de medicina. O relator passou essa incumbência para o Ministério da Saúde. Mas a fiscalização do trabalho dos participantes do programa continua sendo feita pelos conselhos.

O relator também definiu que os médicos formados no exterior não vão precisar revalidar o diploma para atuar no programa por até quatro anos. O texto original da medida provisória previa a atuação no programa por três anos, prorrogáveis por mais três, sem revalidação.

Carvalho estabeleceu ainda uma avaliação de habilidades e atitudes dos médicos em formação a cada dois anos. “Também criamos uma nova modalidade de residência médica que vai servir de pré-requisito para nós formarmos médicos com capacidade na área de urgência e emergência, na área de atenção primária. Ou seja, de clínica, de acompanhamento de pacientes crônicos, crianças, gestantes. Nós criamos a possibilidade de uma avaliação para esses médicos residentes também”, explicou.

O texto aprovado prevê a abertura de 11,8 mil vagas para residência médica até o fim de 2018.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Apreciação do relatório da Comissão Mista sobre a MP 621/13, que trata da instituição do Programa Mais Médicos e dá outras providências
Apenas um destaque apresentado pelos deputados foi acolhido pelo relator.

Destaques
Sete dos oito destaques apresentados por integrantes da comissão mista foram rejeitados e um deles foi acolhido pelo relator. O destaque acatado, do deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), mantém a prerrogativa de sociedades de especialistas conferirem títulos da respectiva especialidade após a aprovação do candidato em exames específicos. A proposta do relator era que a residência médica fosse a única forma de especialização dos médicos.

Novos cursos
O texto aprovado determina que o funcionamento e abertura de novos cursos de medicina vão depender da implantação de diretrizes curriculares nacionais que vão ser definidas pelo Conselho Nacional de Educação.

A proposta do relator também cria o Fórum Nacional de Ordenação de Recursos Humanos na Saúde, um órgão consultivo vinculado ao Ministério da Saúde, formado por representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), de entidades representativas de caráter nacional dos profissionais de saúde, dos conselhos profissionais das profissões de saúde, e dos ministérios da Educação e da Saúde, entre outros.

“O objetivo é permitir ao governo discutir permanente com a sociedade sobre o ordenamento dos recursos humanos na área de saúde”, explicou Rogério Carvalho.

A Medida Provisória do Mais Médicos pode ser votada na Câmara já na próxima semana. Ela perde a validade no dia 5 de novembro.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Renata Tôrres
Edição – Rachel Librelon

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


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Comentários

paulonery | 07/10/2013 - 07h57
Médicos cubanos: A medicina naquele país, ocupa com destaque os mais altos conceitos no contexto mundial. O Brasil de hoje, os médicos brasileiros, a serviço do SUS não perdem mais de 10 minutos com o "enfermo". Escrevem, em apenas segundos, as indicações para que "máquinas" interpretem o "mal". O que tornaram estes médicos do SUS? Passaram a interpretadores de máquinas!!. Ou não querem assumir a enfermidade do enfermo ou não ganham para isso. Que saudade do médico da família. Lembrete: Os médicos cubanos tem um programa chamado "médico familiar" ...e lá funciona bem. P.Nery
Alessandro Izzo Coria | 03/10/2013 - 06h43
Esse problema do registro dos médico pelo Conselho Federal e Regional é fácil de ser resolvido. Na verdade, eles são autarquias criadas para fiscalizar a atividade privada. Como os médicos estão no exercício da atividade pública, poder-se-ia colocar um artigo dizendo que é dispensado o registro de qualquer médico no exercício da atividade pública. Aliás, o exercício da atividade pública deve ser fiscalizado pelo ente público contratante e quando o médico está no exercício de atividade privada pelo CRM. Na verdade, os conselhos estão agindo como sindicato, procurando garantir o mercado.
Tiago Soliman | 02/10/2013 - 10h51
Só achei estranho criar uma nova avaliação para os médicos brasileiros, enquanto os cubanos, que ninguém sabe onde estudaram, podem trabalhar sem fazer nenhuma avaliação da sua competência. A impressão que se tem é que querem dificultar a formação de médicos no Brasil para trazer mais companheiros de Cuba.
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