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Diploma Mulher-Cidadã CARLOTA PEREIRA DE QUEIRÓS

Veja as 5 mulheres agraciadas com o Diploma Carlota Pereira de Queirós, edição 2017, a premiação aconteceu no dia 26 de outubro, em Sessão Solene da Câmara dos Deputados.
10/05/2017 15h40

Diploma Mulher-Cidadã CARLOTA PEREIRA DE QUEIRÓS

Deputada Carlota Pereira de Queirós

 

A Comissão de Defesa de Direitos da Mulher (CMULHER) entregou na manhã do dia 26 de outubro o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós edição 2017.

A premiação é destinada a agraciar mulheres que, no País, tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero.

O nome dado ao prêmio homenageia a primeira mulher deputada federal do Brasil, a paulista Carlota Pereira de Queirós, que se elegeu para a Câmara Federal em 1934.

As cinco agraciadas com o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2017 foram:

1. Daniela Rodrigues Teixeira: indicação do Deputado Rogério Rosso (PSD/DF)

2. Elza da Conceição Soares: indicação das Deputadas Maria do Rosário (PT/RS) e Benedita da Silva (PT/RJ)

3. Maria Gabriela Prado Manssur: indicação da Deputada Keiko Ota (PSB/SP)

4. Marina Kroeff: indicação das Deputadas Laura Carneiro (PMDB/RJ) e Maria Helena (PSB/RR)

5. Raimunda Gomes da Silva: indicação da Deputada Professora Dorinha S. Rezende (DEM/TO) 

A Presidente da CMULHER, Deputada Shéridan, parabenizou todas as indicadas, que lutam pelos direitos das mulheres e para uma sociedade mais igualitária.

Histórico do Prêmio: Diploma Carlota Pereira de Queirós

 

O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós foi criado por meio da Resolução nº 3, de 2003, destinado a agraciar mulheres que, no País, tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero.

Com a criação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER), a indicação dos agraciados para o Diploma Carlota Pereira de Queirós passou a ser competência da referida Comissão.

A Câmara dos Deputados, desde a aprovação da Resolução nº 3/2003, já agraciou trinta mulheres, premiando cinco indicadas a cada ano, em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2016.

Conheça as mulheres que já receberam o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós.

A prática de conceder premiações a pessoas e entidades que se destacaram em determinadas áreas tem sido uma constante na Casa a exemplo da concessão, em abril do ano em curso, do Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher (instituído em 2009). São exemplos ainda a concessão de premiações como: Prêmio Darcy Ribeiro de Educação (instituído em 1998), "Selo Cidade Cidadã" (2003), Prêmio Transparência e Fiscalização Pública (2003), Prêmio Brasil Mais Inclusão (2005), Prêmio de Direitos Humanos Evandro Lins e Silva (2014), Prêmio Mérito Agropecuário Deputado Homero Pereira (2014), Prêmio Dignidade no Trabalho (2014), Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação (2015). Com tais iniciativas, a Câmara dos Deputados valoriza e reconhece publicamente iniciativas que contribuem para a plena implementação de direitos e garantias instituídas na Constituição Federal e em vasta legislação aprovada pelo Poder Legislativo.

 

Veja a primeira edição da premiação na CMulher, edição 2016.

As deputadas da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados entregaram o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós às cinco mulheres agraciadas com o prêmio, em Sessão Solene do dia 1º de dezembro de 2016. (Matéria aqui)

Conheça as agraciadas.

Veja as Notas Taquigráficas da Sessão Solene aqui

 

Legislação Relacionada

Resolução nº 3, de 2003

Resolução nº 15, de 2016

Regulamento (CMULHER) nº 1, de 2016

 

Biografia

Carlota Pereira de Queirós (13/02/1892 — 14/04/1982) nasceu na cidade de São Paulo. Médica, escritora, pedagoga e política, Carlota Pereira foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

Filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1926, com a tese Estudos sobre o Câncer. Interna da terceira cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Clínica Pediátrica (1928), foi assistente do professor Pinheiro Cintra.

Foi comissionada pelo governo de São Paulo em 1929 para estudar Dietética Infantil em centros médicos da Europa.

Membro da Associação Paulista de Medicina de São Paulo, "Association Française pour l'Étude du Cancer", Academia Nacional de Medicina e Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires, fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.

Ingressando na política, foi a primeira deputada federal da história do Brasil. Eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional.

Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira.

Ocupou seu cargo até o Golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.

Segue abaixo parte do discurso  proferido por ela em 13 de março de 1934:

Além de representante feminina, única nesta Assembléia, sou, como todos os que aqui se encontram, uma brasileira, integrada nos destinos do seu país e identificada para sempre com os seus problemas. (…) Acolhe-nos, sempre, um ambiente amigo. Esta é a impressão que me deixa o convívio desta Casa. Nem um só momento, me senti na presença de adversários. Porque nós, mulheres, precisamos ter sempre em mente que foi por decisão dos homens que nos foi concedido o direito de voto. E, se assim nos tratam eles hoje, é porque a mulher brasileira já demonstrou o quanto vale e o que é capaz de fazer pela sua gente. Num momento como este, em que se trata de refazer o arcabouço das nossas leis, era justo, portanto, que ela também fosse chamada a colaborar. (…) Quem observar a evolução da mulher na vida, não deixará por certo de compreender esta conquista, resultante da grande evolução industrial que se operou no mundo e que já repercutiu no nosso país. Não há muitos anos, o lar era a unidade produtora da sociedade. Tudo se fabricava ali: o açúcar, o azeite, a farinha, o pão, o tecido. E, como única operária, a mulher nele imperava, empregando todas as suas atividades. Mas, as condições de vida mudaram. As máquinas, a eletricidade, substituindo o trabalho do homem, deram novo aspecto à vida. As condições financeiras da família exigiram da mulher nova adaptação. Através do funcionalismo e da indústria, ela passou a colaborar na esfera econômica. E, o resultado dessa mudança, foi a necessidade que ela sentiu de uma educação mais completa. As moças passaram a estudar nas mesmas escolas que os rapazes, para obter as mesmas oportunidades na vida. E assim foi que ingressaram nas carreiras liberais. Essa nova situação despertou-lhes o interesse pelas questões políticas e administrativas, pelas questões sociais. O lugar que ocupo neste momento nada mais significa, portanto, do que o fruto dessa evolução.

 

(Veja a íntegra do discurso aqui)

Teve valiosa participação na Revolução Constitucionalista de 1932, lutando pelos ideais democráticos defendidos por São Paulo.

Carlota Pereira de Queirós também foi escritora e historiadora. Teve as seguintes obras publicadas: Um Fazendeiro Paulista no século XIX e Vida e Morte de um Capitão.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre