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Diploma Mulher-Cidadã CARLOTA PEREIRA DE QUEIRÓS

10/05/2017 15h40

Diploma Mulher-Cidadã CARLOTA PEREIRA DE QUEIRÓS

Deputada Carlota Pereira de Queirós

Inscrições para o Diploma Mulher Cidadã Carlota Pereira de Queirós, Edição 2018

 

A CMulher comunica a abertura do prazo de inscrições para a oitava edição do Diploma Mulher Cidadã Carlota Pereira de Queirós da Câmara dos Deputados.

Para participar é necessário que o parlamentar indique sua candidata preenchendo o formulário de inscrição específico, que deverá ser entregue, no período de 15/05/2018 a 03/08/2018, junto à Secretaria da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Sala 150, Ala B - Anexo II da Câmara dos Deputados.

 

Perguntas frequentes:

Qual o período de inscrição? De 15/05 a 03/08/2018.

Como fazer a inscrição? Preenchendo o seguinte formulário de inscrição.

Onde entregar o formulário de inscrição? Na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Anexo II, sala 150, Ala B, pavimento superior. Telefone: 3216-6961 a 67

Quem pode indicar candidatas? Os Deputados Federais.

Quem pode ser candidata? Mulheres que, no País, tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero. Serão aceitas indicações de candidatas in memoriam

Quem não pode ser candidata? Parlamentares no exercício do mandato.

 

Histórico do Prêmio: Diploma Carlota Pereira de Queirós

 O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós foi criado por meio da Resolução nº 3, de 2003, destinado a agraciar mulheres que, no País, tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero.

Com a criação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER), a indicação dos agraciados para o Diploma Carlota Pereira de Queirós passou a ser competência da referida Comissão.

A Câmara dos Deputados, desde a aprovação da Resolução nº 3/2003, já agraciou trinta e cinco mulheres, premiando cinco indicadas a cada ano, nas seguintes datas: 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2016 e 2017.

Conheça as mulheres que já receberam o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós.

A prática de conceder premiações a pessoas e entidades que se destacaram em determinadas áreas tem sido uma constante na Casa a exemplo da concessão, em abril do ano em curso, do Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher (instituído em 2009). São exemplos ainda a concessão de premiações como: Prêmio Darcy Ribeiro de Educação (instituído em 1998), "Selo Cidade Cidadã" (2003), Prêmio Transparência e Fiscalização Pública (2003), Prêmio Brasil Mais Inclusão (2005), Prêmio de Direitos Humanos Evandro Lins e Silva (2014), Prêmio Mérito Agropecuário Deputado Homero Pereira (2014), Prêmio Dignidade no Trabalho (2014), Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação (2015). Com tais iniciativas, a Câmara dos Deputados valoriza e reconhece publicamente iniciativas que contribuem para a plena implementação de direitos e garantias instituídas na Constituição Federal e em vasta legislação aprovada pelo Poder Legislativo.

 

Veja aqui notícia da segunda edição da cerimônia de entrega do Diploma Mulher Cidadã.

As deputadas da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados entregaram o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós às cinco mulheres agraciadas com o prêmio, em Sessão Solene do dia 26 de outubro de 2017

Acesse aqui as Notas Taquigráficas da Sessão Solene

 

Legislação Relacionada

Resolução nº 3, de 2003

Resolução nº 15, de 2016

Regulamento (CMULHER) nº 1, de 2016

 

Biografia

Carlota Pereira de Queirós (13/02/1892 — 14/04/1982) nasceu na cidade de São Paulo. Médica, escritora, pedagoga e política, Carlota Pereira foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

Filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1926, com a tese Estudos sobre o Câncer. Interna da terceira cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Clínica Pediátrica (1928), foi assistente do professor Pinheiro Cintra.

Foi comissionada pelo governo de São Paulo em 1929 para estudar Dietética Infantil em centros médicos da Europa.

Membro da Associação Paulista de Medicina de São Paulo, "Association Française pour l'Étude du Cancer", Academia Nacional de Medicina e Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires, fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.

Ingressando na política, foi a primeira deputada federal da história do Brasil. Eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional.

Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira.

Ocupou seu cargo até o Golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.

Segue abaixo parte do discurso  proferido por ela em 13 de março de 1934:

Além de representante feminina, única nesta Assembléia, sou, como todos os que aqui se encontram, uma brasileira, integrada nos destinos do seu país e identificada para sempre com os seus problemas. (…) Acolhe-nos, sempre, um ambiente amigo. Esta é a impressão que me deixa o convívio desta Casa. Nem um só momento, me senti na presença de adversários. Porque nós, mulheres, precisamos ter sempre em mente que foi por decisão dos homens que nos foi concedido o direito de voto. E, se assim nos tratam eles hoje, é porque a mulher brasileira já demonstrou o quanto vale e o que é capaz de fazer pela sua gente. Num momento como este, em que se trata de refazer o arcabouço das nossas leis, era justo, portanto, que ela também fosse chamada a colaborar. (…) Quem observar a evolução da mulher na vida, não deixará por certo de compreender esta conquista, resultante da grande evolução industrial que se operou no mundo e que já repercutiu no nosso país. Não há muitos anos, o lar era a unidade produtora da sociedade. Tudo se fabricava ali: o açúcar, o azeite, a farinha, o pão, o tecido. E, como única operária, a mulher nele imperava, empregando todas as suas atividades. Mas, as condições de vida mudaram. As máquinas, a eletricidade, substituindo o trabalho do homem, deram novo aspecto à vida. As condições financeiras da família exigiram da mulher nova adaptação. Através do funcionalismo e da indústria, ela passou a colaborar na esfera econômica. E, o resultado dessa mudança, foi a necessidade que ela sentiu de uma educação mais completa. As moças passaram a estudar nas mesmas escolas que os rapazes, para obter as mesmas oportunidades na vida. E assim foi que ingressaram nas carreiras liberais. Essa nova situação despertou-lhes o interesse pelas questões políticas e administrativas, pelas questões sociais. O lugar que ocupo neste momento nada mais significa, portanto, do que o fruto dessa evolução.

 

(Veja a íntegra do discurso aqui)

Teve valiosa participação na Revolução Constitucionalista de 1932, lutando pelos ideais democráticos defendidos por São Paulo.

Carlota Pereira de Queirós também foi escritora e historiadora. Teve as seguintes obras publicadas: Um Fazendeiro Paulista no século XIX e Vida e Morte de um Capitão.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre