06/12/2016 - 19h34

Rodrigo Maia defende ampla discussão sobre a reforma da Previdência

“Meu compromisso com as centrais sindicais é de que a Câmara vai ter todo o zelo no tramite da matéria, nos prazos constitucionais, no respeito ao debate, na construção de uma comissão geral para analisar o texto”, disse o presidente

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Ordem do dia para análise, discussão e votação de diversos projetos. Presidente da Câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante a sessão do Plenário nesta terça-feira

O presidente da Câmara Rodrigo Maia propôs nesta terça-feira (6) uma ampla discussão sobre a reforma da Previdência (PEC 287/16). Maia afirmou que a matéria vai seguir os prazos, o trâmite correto e o respeito ao debate com toda a sociedade. O presidente participou de encontro com representantes de centrais sindicais, que criticam o texto encaminhado pelo Executivo.

“É uma matéria difícil e polêmica. Então, nada mais que o diálogo para que possamos construir consensos e convencimentos para que possa ser aprovada por uma boa margem de votos”, afirmou.

Centrais sindicais
O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) classificou a PEC como inaceitável e disse que, se o texto for mantido da forma em que está, o País pode enfrentar uma greve geral de trabalhadores. Segundo o parlamentar, é importante que a Câmara discuta o tema.

“Se não tiver uma ampla discussão, achamos que há um combustível perfeito para fazer uma grande greve geral no País”, afirmou Silva. “A proposta que o governo fez é inaceitável. Ela cria um embaraço muito grande, principalmente para as pessoas que tem menos de 50 anos [homens] e 45 anos [mulheres]. Fica em uma situação quase impossível de se aposentar.”

Maia informou que vai propor uma comissão geral no Plenário da Câmara para que as centrais sindicais possam debater o assunto. Para Maia, a aprovação da reforma da Previdência vai ser estimular o crescimento econômico, a geração de emprego, e a queda da taxa de juros.

“Meu compromisso com as centrais sindicais é de que a Câmara dos Deputados vai ter todo o zelo no tramite da matéria, nos prazos constitucionais, no respeito ao debate, na construção de uma comissão geral para analisar o texto apresentado pelo governo”, disse o presidente.

Apoio ao texto

O vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu a aprovação da reforma da Previdência. Para ele, a proposta garante o pagamento dos benefícios dos aposentados.

“Primeiro, a reforma da Previdência é fundamental, porque o aposentado pode não receber dentro de seis anos. Segundo: todos os direitos adquiridos estão garantidos. Terceiro: os ativos estão pagando para os inativos e daqui a 20 anos vai ter menos gente contribuindo para Previdência e muito mais aposentado trabalhando”, explicou.

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Comentários

movimento voto consciente fortaleza | 10/12/2016 - 23h18
Senhores! Se o problema é dinheiro, os senhores sabem quem roubou, sabem com quem esta a grana, é irem buscar! A reforma que os senhores querem não vai passar, nós vamos tomar as ruas do brasil e botar a todos pra correm da vida publica, não somos idiotas, não aceitamos a reforma e ponto final.
Anselmo Kovalski | 09/12/2016 - 20h44
So para dizer, fala-se que não tem dinheiro para INSS, mas para manter 528 deputados com verba de gabinete de R$ 200.000,00, e mais senadores, para isso não falta dinheiro, engraçado isso não acham. Pensem nisso deputados, o povo trabalha com condições precarias, e ainda estão querendo ferrar mais. Pensem que virão novas eleições.
Renata Cristina de Almeida Bergamini | 09/12/2016 - 14h05
Completo 40 anos no próximo ano e 22 anos de contribuição ao INSS. Consideram realmente justo que eu tenha que trabalhar mais 25 anos para me aposentar? É preciso uma regra de transição para todas as faixas de idade. Meu direito foi adquirido quando compulsoriamente fui inserida neste modelo de previdência, e tenho direito às regras existentes nesta data.