09/04/2019 - 18h36

Frente Parlamentar quer implantar conselhos e valorizar ensino técnico

Lei aprovada no ano passado determina a criação dos conselhos federais dos Técnicos Industriais e dos Técnicos Agrícolas. Apenas o primeiro foi implantado

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Lançamento da frente
Deputados e senadores vão defender mais investimentos no ensino técnico e profissionalizante

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que pessoas sem formação técnica têm um ganho de apenas 6% no salário quando atuam em uma vaga que exige qualificação. Mas os que têm formação técnica específica para a vaga ganham 25% a mais.

Os números do Ipea reforçam o trabalho da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante, lançada nesta terça-feira (9) na Câmara dos Deputados. A frente é formada por 218 deputados e 14 senadores.

Para o coordenador da frente, deputado Giovani Cherini (PR-RS), que também é técnico agrícola, o investimento na área do ensino técnico é fundamental para capacitar jovens.

“Precisamos valorizar o ensino técnico e ter, na agricultura ou mesmo na área industrial, técnicos modernos, bem habilitados para poder já no segundo grau (ensino médio) fazer sua profissão, ter o seu salário e depois, quando ele chegar na faculdade, vai poder pagar sua faculdade através do ensino técnico”, disse Cherini.

Conselhos
Outro tema importante para a frente será a implantação dos conselhos relacionados aos técnicos. Em 2018, uma proposta (Lei 13.639/18) foi aprovada determinando a criação de conselhos federais dos Técnicos Industriais e dos Técnicos Agrícolas, além dos conselhos regionais.

Giovani Cherini ressaltou que, apesar da divisão dos conselhos, a frente irá focar no trabalho em conjunto.

“Nós vamos continuar trabalhando juntos. Agora teremos que implantar o Conselho dos Técnicos Agrícolas, essa vai ser nossa grande tarefa. O Conselho dos Técnicos Industriais já está implantado, a gente deu grandes passos importantes para a valorização do ensino técnico profissionalizante para que o nosso jovem tenha uma profissão já no segundo grau (ensino médio)”, afirmou.

Segundo Cherini, a Frente Parlamentar em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante pretende acompanhar de perto os trabalhos das comissões temáticas do Congresso Nacional relacionadas ao tema.

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Reportagem – Caroline César
Edição – Roberto Seabra

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