Notícias de Turismos

13/03/2007 12h30

A balela sobre a exigência de estacionamento na Copa do Mundo
Blog Juca Kfouri 13/03/07

O principal argumento da CBF para vetar o Morumbi como um dos estádios para receber jogos da eventual Copa do Mundo de 2014 no Brasil é a falta de vagas no estacionamento.
Já está mais que demonstrado que não é bem assim.
O mais moderno estádio em funcionamento do mundo é o do Arsenal, que sequer estacionamento tem.
O novo estádio de Wembley terá a metade das vagas disponíveis no antigo estádio de Wembley.
Tudo de acordo com as mais modernas regras de proteção ambiental, que evitam congestionamentos de automóveis e seus gases poluentes nas imediações dos palcos de grandes eventos públicos.
A solução está em bolsões de estacionamento num raio mais distante dos estádios, com serviço de metrô.
O Morumbi terá uma estação de metrô praticamente em sua porta já em 2012.
Mas há mais.
O estádio de Yokohama, onde se disputou a final da Copa do Mundo de 2002, tem três estacionamentos, com capacidade total de 1052 vagas, número bem abaixo das tais 11 mil vagas exigidas pela Fifa.
A Catedral do Benfica, construída para receber a Eurocopa de 2004, tem apenas 1410 vagas e se gaba de obedecer aos "princípios e técnicas mais inovadoras para a construção de estádios modernos e vai ao encontro das mais exigentes normas de segurança e recomendações da Fifa e da UEFA".

A CBF, portanto, que arranje outra desculpa.

Chefes de missão conhecem instalações do Parapan do Rio
Da Redação Uol - 12/03/2007
Em São Paulo

Os chefes de missão de 14 países conheceram nesta segunda-feira toda a estrutura montada pelo Co-Rio (Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos) para os Jogos Parapan-Americanos Rio 2007, que serão realizados entre 12 a 19 de agosto deste ano no Rio de Janeiro.
O evento contou com a presença de representantes dos seguintes países: Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Haiti, Jamaica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.
O encontro serviu para que os chefes de missão tivessem mais informações sobre credenciamento, alimentação, segurança, transporte e logística dos Jogos. Além disso, os chefes tiraram todas as dúvidas sobre a organização do Para-pan do Rio.
O evento contou com a presença do presidente do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzmann, além do diretor esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), David Grevemberg e do presidente do Comitê Paraolímpico das Américas (APC), Andrew Parsons.


(Im)possibilidades
por Sócrates (Carta Capital)

Com pouco mais de 16 anos, ele tinha três possibilidades de destino. Convites para atuar em clubes de futebol, aprovação no vestibular e a chance de seguir carreira no tênis profissional. O que escolher?
Ele ainda não definira o seu futuro. Também pudera, tinha pouco mais de 16 anos. Porém, os sonhos não saíam de sua cabeça adolescente. Dividia o seu dia entre as aulas matinais no terceiro e último ano do ensino médio e treinos intensivos no esporte que até então havia escolhido. Era um garoto calado e observador, possuidor de uma fina ironia em suas intervenções. Era realmente um rapaz feliz. Fazia amigos com facilidade, dado o seu desprendimento quanto a questões materiais. De pouco tempo para cá passou a se destacar em outro esporte, este muito mais popular que o outro. Titular da equipe do colégio, ele levou seu time ao título municipal da categoria. Foi o artilheiro, líder e maior revelação do torneio anual. Acabou criando mais uma dúvida ao ter de conviver com duas paixões esportivas do mesmo quilate.
Daí em diante, sua tranqüilidade foi para o espaço. Toda noite ficava pensando horas sobre o futuro. Era sempre como um grande painel que rodava em torno do seu corpo com as várias opções que havia criado. E nunca chegava a uma definição. Afinal, as conseqüências de cada uma das possibilidades que passavam por sua mente podiam ser inúmeras e impossíveis de ser previstas. Resolveu que tentaria conciliar as várias oportunidades durante aquele ano que se iniciara sem definir qual seria a sua escolha. E assim começou a organizar a sua agenda de forma que pudesse preencher tudo o que lhe interessava naquele instante. Pela manhã iria para as aulas do precoce cursinho vestibular que acabava por se mesclar com o terceiro ano do antigo colegial e à tarde teria de dar um jeito de praticar as duas especialidades esportivas que o atraíam. E assim fez.
Durante todo o ano letivo esforçou-se para cumprir o que havia programado. Como na escola e no primeiro esporte, que já praticava há algum tempo, muito pouca coisa se modificara, só teve alguma dificuldade de adaptação ao futebol, o segundo esporte. Como este é um ambiente coletivo e multissocial, era necessário que ele estivesse disposto a conviver bem com companheiros de diferentes origens e expectativas, o que não tardou a acontecer. Os treinos não eram tão puxados como no outro esporte, porém o acúmulo o exauria por completo no fim do dia.
Muitas vezes corria da quadra de tênis para o campo de futebol, o que, convenhamos, não é tarefa para muitos. O dispêndio de energia física e mental, já que queria de todas as formas realizar bem o que se havia proposto, chegava perto da estafa. Mas ele nunca se dava por vencido e depois de algumas horas de sono recomeçava tudo outra vez.
Perto do fim daquele ano, os resultados eram para lá de satisfatórios. Encontrava-se na quarta posição do ranking brasileiro de tênis na categoria 16 a 18 anos, o que estava muito bom para quem era um dos mais novos do grupo. Tornara-se titular do time de futebol juvenil da melhor equipe profissional da cidade, recebendo convites para treinar com o primeiro time e se preparar para no futuro envergar a camisa principal. Acreditava estar extremamente bem preparado para o vestibular que se realizaria dali a poucos dias, já que no simulado de novembro havia se classificado entre os dez melhores de seu colégio.
Escolhera engenharia como a área que gostaria de cursar, engenharia de produção, para ser mais exato, e conseguiu entrar em uma das melhores faculdades do País, na Universidade Federal de São Carlos, interior paulista.
No fim de janeiro tinha em mãos três possibilidades de destino, pois recebera convites de dois grandes times de futebol do Brasil, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro, entrara na faculdade, as aulas começariam em uma semana e poderia, com algum esforço, é claro, já que é um esporte altamente competitivo e individual, seguir no tênis profissional.
Uma decisão, sem dúvida, difícil de ser tomada particularmente por ter apenas 17 anos, com poucos elementos para definir o melhor caminho. E, pior ainda, sem outras experiências semelhantes na sociedade em que vive. Definiu que só encerraria a questão nas últimas horas antes da necessária tomada de posição. Ouviu seus pais, seus amigos e outros familiares e o conselho de todos era praticamente o mesmo: fazer a faculdade. Ele não queria abrir mão da possibilidade no esporte. Porém, por uma incrível filosofia hoje existente, não se vê com bons olhos no meio esportivo quem tem uma boa formação. Ele abriu mão de sua vocação esportiva.