Venezuelanos pedem ajuda do Brasil e afirmam que o país é governado por uma ditadura
Brasília – Os venezuelanos Roderick Navarro e Eduardo Bittar pediram a ajuda do Brasil e afirmaram que o país é governado por uma ditadura. Eles participaram de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, solicitada pelos deputados Nelson Pellegrino (PT-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).
Além dos dois cidadãos venezuelanos, o Embaixador Tarcísio de Lima Ferreira Fernandes Costa, Diretor do Departamento da América do Sul Setentrional e Ocidental do Itamaraty, apresentou a posição do Brasil em relação à crise. “Estamos vendo uma claríssima escalada autoritária que pode caracterizar a Venezuela hoje como regime de exceção, que afetou a ordem democrática e provocou uma crise humanitária sem precedentes”, afirmou.
O diplomata descartou que o Brasil vá romper as relações diplomáticas ou adotar sanções econômicas contra o regime de Nicolás Maduro, mas ressaltou que o país está empenhado na defesa de uma pronta e negociada restauração do estado de direito na Venezuela. Também afirmou que o governo federal está atento no monitoramento e assistência ao fluxo migratório de venezuelanos para Roraima.
Desde o aprofundamento da crise, cerca de 24 mil venezuelanos cruzaram a fronteira com o Brasil onde buscam refúgio. De acordo com o Itamaraty, pelo menos mil fogem pela fronteira com Roraima diariamente. Outra preocupação diz respeito aos 20 mil brasileiros que vivem em Caracas e nas regiões próximas às fronteiras com a Colômbia e o Brasil. Além disso, há uma dívida do governo venezuelano com empresas brasileiras de US$ 5 bilhões que precisa ser equacionada.
Integrantes do movimento Rumo à Liberdade, Roderick Navarro e Eduardo Bittar classificaram o governo venezuelano como comunista e denunciaram a violação dos direitos humanos cometidos pelo regime. Além disso, apresentaram indicadores sociais e econômicos comprovando que os mais pobres são as principais vítimas da crise naquele país e acusaram o governo de manter relações com organizações dedicadas ao narcotráfico e ao terrorismo internacional.
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