Reunião conjunta busca solução para brasileiro preso na Palestina
Na reunião foram avaliados os aspectos relacionados aos direitos humanos do prisioneiro que, de acordo com familiares que o visitaram na prisão, eram violados continuamente. Como agravante desta situação há o fato de Islam Hamed estar com a saúde debilitada em função da greve de fome a que se submete para protestar contra sua detenção, alegadamente injusta, uma vez que já cumpriu sua pena de ato violento contra colonos israelenses. Entretanto, como está sendo investigado por uma suspeita do governo de Israel, as autoridades deste país informam que – caso saia da prisão – será preso novamente.
Por outro lado, o governo da Autoridade Palestina, afirma que só libertará Hamed caso o Brasil se comprometa com a sua segurança, o que – de acordo com o Itamaraty – não pode ocorrer uma vez que o governo brasileiro não pode exercer poder de polícia em território Palestino, ocupado por Israel. Segundo o embaixador palestino, Ibrahim Alzeben, "a solução para o caso depende apenas de Israel".
Para Jô Moraes, presidente da CREDN, é fundamental uma reunião com o embaixador de Israel para que se encontre uma solução o mais rápido possível: "Nós queremos apenas que sejam asseguradas condições humanitárias e garantia de vida para ele. Isto, naquela região, só pode ser feito se Israel demonstrar boa vontade, assim como a Autoridade Palestina demonstrou a boa vontade de libertá-lo imediatamente".
Na ocasião, o Itamaraty divulgou nota oficial sobre o posicionamento do governo brasileiro.
Cláudia Guerreiro
Assessora de comunicação da CREDN
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