Representante do MRE afirma que Brasil atua na crise Rússia – Ucrânia
Biato Júnior falou por pouco mais de dez minutos e pediu que os questionamentos dos parlamentares fossem feitos diretamente ao chanceler Luiz Alberto Figueiredo Machado que comparecerá à CREDN no dia 16 de abril para falar sobre este e outros temas da política externa brasileira.
No entanto, o embaixador explicou que uma solução para a crise entre a Rússia e a Ucrânia passa pelo respeito a todas as minorias que vivem naquela região. "O Brasil também apoia fortemente o papel do Secretário-Geral da ONU que tem dialogado com as partes. Esta crise não tem ganhadores e o Brasil está à disposição para ajudar neste processo", afirmou.
O diplomata revelou ainda que a comunidade brasileira na Ucrânia é formada por cerca de 100 pessoas e que a embaixada do Brasil em Kiev tem mantido contato permanente com elas. Segundo ele, estas pessoas não têm enfrentado nenhum tipo de problema por conta da crise.
A audiência pública realizada por requerimento dos deputados Angelo Vanhoni (PT-PR) e Eduardo Barbosa (PSDB-MG), ouviu ainda o presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitorio Sorotiuk, e o presidente da Sociedade Ucraniana do Brasil (SUBRA), Roberto Oresten.
Sorotiuk reclamou da posição brasileira. Segundo ele, cartas enviadas ao ministro das Relações Exteriores e à presidente da República não foram respondidas, "embora eu represente uma comunidade com meio milhão de pessoas". Ele também chamou a atenção para os desdobramentos da crise uma vez que Polônia, Eslovênia e até a Suécia, estão reforçando suas capacidades militares por temerem novas ações russas. Para Roberto Oresten, a posição do Brasil é determinante, pois influencia a comunidade internacional.
Eduardo Barbosa anunciou que um grupo de trabalho será criado no âmbito da CREDN para a elaboração de uma moção da Comissão a respeito da crise. O objetivo é que haja ainda uma posição da instituição Câmara dos Deputados.
"Esperamos do Brasil uma tomada de posicionamento contundente. No entanto, a CREDN como responsável por discutir os temas relacionados à política exterior, irá se posicionar a respeito do assunto", afirmou Barbosa.
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