Luiz Philippe defende Forças Armadas com poder de dissuasão

Presidente da CREDN quer investimentos em tecnologia e inovação nas Forças Armadas para que o país assegure a sua soberania.
15/04/2026 17h57

Renato Araújo

Luiz Philippe defende Forças Armadas com poder de dissuasão

Defesa Nacional

Brasília – O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) defendeu, nesta quarta-feira, 15, Forças Armadas com poder real de dissuasão, ao palestrar para oficiais e civis do Curso Superior de Defesa, da Escola Superior de Guerra (ESG).

Autor de uma Proposta de Emenda Constitucional que assegura 0,5% do Produto Interno Bruto para investimentos nas Forças Armadas, Luiz Philippe afirmou que “o Brasil sofre grande dependência tecnológica e um profundo processo de desindustrialização que afeta diretamente a nossa Base Industrial de Defesa. O nosso poder de dissuasão tem que começar por uma indústria forte”, pregou.

De acordo com o deputado, “temos que aprender com os conflitos atuais na Ucrânia e no Irã onde EUA e Israel enfrentam uma resistência que guarda relação direta com a descentralização do poder, especialmente no Irã. A capacitação das nossas Forças Armadas deve ser algo natural e, para isso, precisamos, entre outras coisas, assumir que o narcotráfico é uma força desestabilizadora”, afirmou.

O deputado falou para uma audiência composta por 138 oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica; 11 oficiais da Argentina, Angola, Equador, EUA, Índia, Namíbia e Peru; 25 civis de órgãos governamentais brasileiros; e 6 militares dos estados de Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Em sua exposição, o presidente da CREDN destacou que o Brasil não possui uma agenda própria e que o seu modelo de Relações Exteriores e de Defesa, é fortemente reativo. “O que vimos são as potências globais impondo seus interesses e o Brasil acatando. Somos um gigante adormecido por decreto”, pregou.

Imigração

Luiz Philippe voltou a criticar a Lei de Imigração por escancarar a abertura das nossas fronteiras e impedir que o Estado possa deportar aqueles que representam ameaça à Segurança Nacional. “Já no preâmbulo da Lei de Imigração, se derrubava o conceito de Estado-Nação, visto pelo governo de turno como algo superado”, explicou.

Assessoria de Imprensa CREDN