Jô Moraes faz palestra para militares do Exército

"A sociedade ainda não tem consciência da importância das políticas de defesa". Assim a presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Jô Moraes, destacou um dos principais desafios enfrentados pelo Brasil na atualidade. O tema foi um dos focos de sua palestra dirigida a um grupo de oficiais militares, alunos da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 24/8, em Brasília.
25/08/2015 18h54

Foto: Claudia Guerreiro

Jô Moraes faz palestra para militares do Exército

Jô Moraes em palestra para militares do Exército brasileiro

Ao longo de sua apresentação, Jô comentou que as pessoas em geral precisam conhecer o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), por exemplo, um dos principais Projetos Estratégicos do Exército, que monitora e controla a movimentação nas fronteiras terrestres brasileiras. Ela explicou que quando a sociedade perceber que este trabalho garante a soberania e impede os tráficos de armas e drogas, apoiará seu desenvolvimento. "É importante compartilhar nossas preocupações sob a ótica da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. É como se enfrenta cotidianamente os desafios da área. A política externa e a política de defesa são os dois pilares da construção de nossa soberania nacional", afirmou.

Aproveitando o ensejo, Jô lembrou uma fala do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan: "Se a guerra é o fracasso da diplomacia, então... diplomacia bilateral e multilateral é a nossa primeira linha de defesa. O mundo hoje gasta bilhões preparando para a guerra; Não deveríamos gastar um ou dois bilhões de preparação para a paz"?

Outro aspecto destacado pela presidente da Comissão é o "desafio de separar Defesa Nacional de segurança pública". Jô reforçou também que "o esforço para a reindustrilização do Brasil passa, prioritariamente, pela indústria de Defesa". Aproveitando a temática, explicou ainda que a dificuldade na discussão da política nacional de inteligência "é enorme" e a própria regulamentação da atividade de inteligência é "extremamente difícil".

"Nossa democracia nos legou instituições que, se respeitadas, nos permitirão realizar esta travessia – dolorosa travessia, com corrupção, desemprego – de forma contornada, buscando o porto seguro de um país com desenvolvimento sustentável, justiça social e pleno convívio democrático, mantendo os pés no presente e os olhos no futuro".

 

 

 

Cláudia Guerreiro

Assessora de comunicação da CREDN

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