Governo brasileiro defende Tratado de Livre Comércio MERCOSUL - UE

O governo brasileiro defendeu nesta terça-feira, 30, a assinatura do Tratado de Livre Comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia, negociado há quase 20 anos
30/04/2019 13h05

Cleia Viana

Governo brasileiro defende Tratado de Livre Comércio MERCOSUL - UE

Brasília – O governo brasileiro defendeu nesta terça-feira, 30, a assinatura do Tratado de Livre Comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia, negociado há quase 20 anos. De acordo com os representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Pecuária e Economia, o presidente Jair Bolsonaro conferiu prioridade absoluta às negociações.

No dia 13 de maio, será realizada a segunda rodada de negociações do ano. A primeira, ocorreu em Buenos Aires no mês de março e serviu para destravar uma série de questões. Na avaliação dos dois blocos, o novo presidente brasileiro trouxe dinamismo para fazer avançar os entendimentos.

De acordo com o ministro Michel Arslanian Neto, Diretor do Departamento de MERCOSUL e Integração Regional do ministério das Relações Exteriores, a intenção é fechar o acordo ainda na atual gestão da Comissão Europeia. No dia 26 de maio, serão realizadas as eleições para o Parlamento Europeu e as mudanças serão efetivadas até novembro.

Segundo ele, “há uma janela entre maio e novembro que queremos aproveitar. Os dois lados terão de ceder e ver as coisas pela sua importância política. Há uma mensagem muito relevante a ser passada quando a OMC atravessa um momento de impasse e há o crescimento do protecionismo”, explicou.

Na avaliação do governo brasileiro, o acordo dará mais fôlego para se avançar em outras negociações. Neste ano, já foram realizadas rodadas entre o MERCOSUL e o Canadá, Coreia do Sul, Singapura e os países do EFTA. Japão e Estados Unidos também têm interesse em discutir comércio com o bloco sul-americano.

Já a Diretora do Departamento de Comércio e Negociações Comerciais da Secretaria de Comércio e Negociações Internacionais do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Lúcia Oliveira Gomes, “a agricultura brasileira não pode ignorar a robustez do setor agrícola europeu. Há muitos produtos sensíveis e estamos em diálogo permanente com os sócios do MERCOSUL para alinharmos e ajustarmos posições”, afirmou.

No entanto, ela reconheceu que a União Europeia tem feito concessões importantes para frutas, café solúvel e cachaça, entre outros.

Também presente na audiência pública realizada pela CREDN, Alexandre Lobo, Subsecretário de Relações Internacionais da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ministério da Economia, defendeu a conclusão das negociações. Ele revelou que a União Europeia representa entre 17% e 18% do comércio exterior do Brasil, enquanto a corrente de comércio chegou, em 2018, aos US$ 76 bilhões.

O evento atendeu a requerimento do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), subscrito pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).  

 

 

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