CREDN vai trabalhar pelo fortalecimento das Forças Armadas

Brasília – Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), afirmou nesta terça-feira, 11, em Comissão Geral da Câmara dos Deputados, que o colegiado irá trabalhar pelo fortalecimento das Forças Armadas brasileiras. Para tanto, os desdobramentos da Comissão Geral serão objeto de discussões no âmbito da Subcomissão Permanente dos Projetos Estratégicos das Forças Armadas.
11/03/2014 15h55

Foto: Zeca Ribeiro (CD)

CREDN vai trabalhar pelo fortalecimento das Forças Armadas

Militares e autoridades do ministério da Defesa participam de Comissão Geral sobre as Forças Armadas na Câmara dos Deputados

Eduardo Barbosa afirmou que vai aprofundar o debate acerca dos temas voltados à Defesa Nacional, principalmente aqueles referentes às condições de trabalho dos militares. "Representantes das entidades, militares e familiares terão espaço na Comissão para a discussão dessas questões", garantiu.

Ele destacou a relação estreita já existente entre as Forças Armadas e a CREDN e revelou que em breve irá conhecer em detalhes os principais projetos em desenvolvimento. "Vamos fazer nessa Comissão uma discussão que amplie os horizontes, estabelecendo novas interlocuções, para que possamos também ouvir outros segmentos que representam essa parcela da nossa população que desempenha um papel de relevância para a autonomia do nosso país", pontuou.

Membro da CREDN, Nelson Marquezelli (PTB-SP) enalteceu os serviços prestados pelas Forças Armadas ao país. "A democracia depende de nossas instituições de defesa fortalecidas. Investimentos em pessoas e nas estruturas são a base de um regime democrático consolidado", afirmou.

Para evitar que as Forças Armadas sofram com os constantes contingenciamentos orçamentários, Marquezelli cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, que tornará obrigatória a execução orçamentária dos projetos e atividades relativas ao ministério da Defesa.

Atualmente, o Brasil investe 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa. Para piorar, do total aprovado para o Orçamento da Defesa, apenas 70% tem sido executado.

Presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Defesa, Carlos Zarattini (PT-SP), lembrou: "vamos para o sexto ano, da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa, que marca um novo período na Defesa brasileira, que marca um novo momento nas Forças Armadas, porque nós passamos a constituir um projeto de Defesa que é muito mais do que uma somatória de ações, como vinha sendo feito anteriormente".

Perpétua Almeida (PCdoB-AC), coordenadora da Subcomissão Permanente dos Projetos Estratégicos das Forças Armadas, está otimista. Segundo ela, "o Governo brasileiro tem olhado, com maior prioridade e, portanto, com mais responsabilidade, para o reaparelhamento e a modernização das nossas Forças Armadas. Ao discutirmos os projetos estratégicos de que o Brasil necessita, não podemos tirar o foco também da indústria nacional de Defesa, das empresas que estão aí estrategicamente ajudando o Brasil neste seu novo momento".

Por outro lado, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), chamou a atenção para a situação dos militares. "Se querem destruir uma nação, destruam a sua moeda e as suas Forças Armadas. Isso acaba com a unidade. Estou estarrecido que, em 2004, os militares recebiam 10% acima da média salarial dos funcionários federais e hoje recebem dois terços", revelou.

 

 

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