CREDN repudia retirada do Brasil da Aliança Internacional pela Memória do Holocausto
Brasília – O governo terá de explicar, por meio do ministério das Relações Exteriores, as razões pelas quais o Brasil se retirou da Aliança Internacional pela Memória do Holocausto. Seis requerimentos e moções de repúdio sobre o tema, foram aprovados nesta quarta-feira, 13, na CREDN.
As moções de repúdio foram apresentadas pelos deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), Gustavo Gayer (PL/GO) e Evair Vieira de Melo (PP/ES). A Aliança Internacional pela Memória do Holocausto é uma organização multilateral dedicada à preservação da memória do Holocausto e ao combate ao antissemitismo.
De acordo com Luiz Phillippe, “o fato contrasta frontalmente com a tradição histórica da diplomacia brasileira, que teve papel protagonista nas negociações que culminaram na criação do Estado de Israel, refletindo um desvio preocupante dos valores que sempre orientaram nossa política externa no campo dos direitos humanos e da dignidade humana”, explicou.
Para Gustavo Gayer, “trata-se de um gesto diplomático com consequências negativas no plano internacional, que enfraquece a imagem do Brasil como nação comprometida com os direitos humanos, a justiça histórica e o combate ao antissemitismo”, afirmou.
Gayer apresentou, também, requerimento de informações ao ministro das Relações Exteriores, para que explique o que levou o governo brasileiro a adotar tal medida. O deputado salientou, ainda, que a decisão não foi anunciada publicamente.
“A permanência do Brasil nesse grupo, ainda que como observador, era um símbolo do compromisso nacional com a dignidade humana e com os princípios da civilização contra os horrores totalitários do século XX”, defendeu.
Ainda sobre este tema, a CREDN aprovou outro requerimento de informações ao ministro Mauro Vieira, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo e um convite para ele trata deste tema, ambos igualmente aprovados pela Comissão.
Assessoria de Imprensa - CREDN