CREDN quer acesso à documentação dos EUA sobre facções criminosas

A classificação de facções como organizações terroristas estrangeiras permite o congelamento imediato de ativos sob jurisdição norte-americana e a proibição de qualquer forma de suporte material por indivíduos ou entidades.
29/04/2026 15h49

Bruno Spada CD

CREDN quer acesso à documentação dos EUA sobre facções criminosas

Terrorismo

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) aprovou nesta quarta-feira, 29, requerimento de informação ao Ministério das Relações Exteriores sobre toda a comunicação mantida com o governo dos EUA acerca da designação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A iniciativa é do deputado Evair Vieira de Melo (PP/ES).

Entre outras coisas, ele quer saber quais foram as manifestações oficiais do governo brasileiro, por intermédio do Itamaraty, diante dessa possibilidade, inclusive eventuais notas diplomáticas, comunicações formais ou posicionamentos registrados junto a autoridades norte-americanas.

Além disso, o deputado tem interesse em saber se o MRE realizou alguma avaliação sobre os impactos diplomáticos, econômicos e reputacionais para o Brasil decorrentes da eventual classificação dessas organizações como terroristas por parte de governo estrangeiro, “especialmente no que se refere a possíveis efeitos sobre o sistema financeiro internacional, o comércio exterior e a imagem do país”, observou.

Evair Vieira de Melo destacou que designação de facções criminosas como organizações terroristas “representa uma inflexão significativa na forma de enfrentamento ao crime organizado em nível internacional, na medida em que desloca essas organizações do campo da criminalidade comum para o âmbito da segurança nacional, ativando mecanismos rigorosos de controle financeiro, inclusive com efeitos extraterritoriais”, explicou.

Assessoria de Imprensa CREDN