CREDN comemora os 109 anos da imigração japonesa e parceria é destaque
A parceria entre o Brasil e o Japão foi destaque nos debates realizados nesta quarta-feira, dia 21, na audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) e de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS), que também comemoraram os 109 anos de imigração japonesa e permitiram a discussão sobre temas da agenda bilateral. Autor do requerimento que deu origem ao evento, o deputado Luiz Nishimori (PR-PR) reconheceu o papel e a cooperação do Japão para o desenvolvimento do Brasil.
Participaram da audiência deputados e representantes do governo japonês, que expressaram o desejo de aprofundar cada vez mais a parceria entre os dois países, como o Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento Agrícola dos Cerrados (Proceder), o Projeto para Carajás, a Usiminas e a Alumínio do Amazonas.
Akio Saito, representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), afirmou que “o nosso relacionamento de cooperação teve início há 58 anos, quando foi enviado ao Brasil um perito japonês na área da agricultura. Tivemos também participação no projeto de siderurgia da Usiminas, que simboliza as relações entre Brasil e Japão”.
Desde 1961, quase onze mil técnicos brasileiros participaram de treinamento no Japão, que também viabilizou empréstimos de US$ 3,4 bilhões a diferentes programas de cooperação.
De acordo com a ministra Cecília Kiku Ishitani, do ministério das Relações Exteriores brasileiro, o Japão é o parceiro mais tradicional do Brasil na Ásia e onde residem quase 200 mil brasileiros. “Atualmente, o Japão possui o sexto maior estoque de investimentos diretos no Brasil. Aqui se concentram mais de 700 empresas japonesas que atuam principalmente nos setores de siderurgia, mineração, automobilístico, de energia e transporte”, revelou a diplomata.
Durante os debates, os deputados nipo-brasileiros Walter Ihoshi (PSD-SP) e Takayama (PSC-PR) afirmaram esperar um estreitamento ainda maior das relações, incluindo a assinatura de um acordo de livre comércio entre Brasil e Japão.
O embaixador do Japão no Brasil, Satoru Satoh, salientou que “a imigração japonesa foi uma verdadeira saga, além de muitos exemplos de superação. Houve privação de pais, avós e bisavós, mas também perseverança, valorização do trabalho, da família e do bem-estar coletivo”.
Jornalista responsável: Marcelo Rech
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