Congresso ouvirá chefe do GSI, diretor da Abin e agente que teria trabalhado para os EUA

Brasília – O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), presidente das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), da Câmara dos Deputados e Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso Nacional, pretende ouvir em audiência, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza, e o agente de inteligência acusado de ter trabalhado para os Estados Unidos quando subchefe da Abin em Foz do Iguaçu (PR).
29/10/2013 19h00

Foto: Marcelo Rech

Congresso ouvirá chefe do GSI, diretor da Abin e agente que teria trabalhado para os EUA

Perpétua Almeida e Nelson Pellegrino consideram grave denúncia de que agente da Abin teria trabalhado para os EUA

No domingo 27, o jornal O Estado de São Paulo, publicou denúncia em que um agente da Abin estaria trabalhando com agentes de inteligência dos Estados Unidos em temas relacionados à Tríplice Fronteira Argentina, Brasil, Paraguai. De acordo com o jornal, tanto a Abin quanto o GSI decidiriam ignorar as evidências e optaram por aposentar o agente sem qualquer advertência.

Para Nelson Pellegrino, "as denúncias são gravíssimas e nós precisamos saber até que ponto estamos vulneráveis com a participação de um agente brasileiro a serviço de outro governo. Também precisamos saber por quê a Abin decidiu simplesmente aposentá-lo ignorando a farta documentação produzida por sua própria contrainteligência".

O deputado que está em missão oficial à França, classificou o episódio como lamentável. Na sua avaliação, "um país como o Brasil não pode negligenciar sua inteligência, pelo contrário, precisa dotá-la de condições para neutralizar as ações estrangeiras, e o Congresso deve regulamentar urgentemente o órgão de controle externo da atividade para poder fiscalizá-la legalmente".

Vice-presidente da CREDN, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) lamentou a decisão da Abin de aposentar o agente e impedir uma sindicância sobre suas ações. "Esta atitude reforça ainda mais a necessidade de um controle externo sobre as atividades da Abin. Estamos investigando as ações dos Estados Unidos contra nossas autoridades e empresas estratégicas e a agência de Inteligência joga para debaixo do tapete algo dessa gravidade? É como dormir com o inimigo".

 

 

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