Cohn-Bendit vê espaços para o Brasil avançar na questão ambiental
Foto: Luis Macedo (CD)
CREDN realiza audiência pública sobre as relações Brasil e União Europeia nos temas de meio ambiente e mudanças climáticas
Durante a audiência pública requerida e presidida pelo deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), o deputado do Parlamento Europeu alertou que a democracia contemporânea não está sabendo resolver as questões das mudanças climáticas, do padrão de produção e consumo energético e da emissão de poluentes.
Um dos pioneiros na organização da plataforma ambiental na política, Daniel Cohn-Bendit, embora reconheça esforços do Brasil, considerou que o governo brasileiro é excessivamente cauteloso e que há setores "negacionistas" (do aquecimento global e outros problemas climáticos) "escondidos" dentro dele.
Por sua vez, Alfredo Sirkis lembrou que o Brasil foi o único país emergente a reduzir emissões "no agregado", com uma previsão realista de atingir suas metas voluntárias apresentadas na Conferência de Copenhague. Reconheceu que há um segmento tradicional que valoriza as fontes tradicionais de energia e despreza as alternativas, no Ministério das Minas e Energia, mas que essa não é a posição do governo brasileiro.
A emergência das decisões foi defendida com veemência pelo convidado europeu. Para ele, há previsões científicas de que o aquecimento dos oceanos vai provocar, por exemplo, grandes levas de refugiados climáticos em 20 anos. Desta forma, é necessário assumir compromissos urgentes para com as futuras gerações. "Os políticos estão se escondendo, evitando decisões. É preciso tomar decisões multilaterais responsáveis até a Cúpula do Clima, em 2015", defendeu.
O diplomata João Marcelo Montenegro Filho, chefe da Divisão Europa III do ministério das Relações Exteriores, também participou da audiência pública.
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