Bruna Furlan prega engajamento da sociedade civil nos assuntos de Política Externa e de Defesa
Bruna Furlan assume a presidência da CREDN disposta a envolver a sociedade nas discussões da Comissão
Furlan está em seu segundo mandato e já foi vice-presidente da CREDN em 2015. No ano passado, presidiu a Comissão Especial que discutiu a nova Lei de Migração, aprovada pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal. Atualmente, preside a Comissão Especial sobre Tratamento e Proteção de Dados Pessoais. Na sua avaliação, “os desafios que temos pela frente fazem jus ao tamanho deste país e da sua importância na cena internacional. O Brasil não pode abdicar de sua projeção, de sua influência e de sua presença nas grandes decisões, sejam elas políticas, humanitárias e/ou comerciais”, afirmou.
Para a deputada, as relações internacionais do país passam pelo resgate do Itamaraty como principal formulador e executor da Política Externa e o fortalecimento da presença brasileira no exterior, “na resolução de conflitos, nas principais negociações comerciais, sem esquecermos o nosso papel e a nossa responsabilidade nos temas que dizem respeito às questões de caráter humanitário, como aqueles que tocam aos refugiados e aos migrantes, por exemplo”, explicou.
Defesa e Inteligência
No campo da Defesa Nacional, a presidente da CREDN lembrou que o Legislativo irá analisar as novas versões da Estratégia Nacional de Defesa (END), da Política Nacional de Defesa (PND) e do Livro Branco da Defesa Nacional (LBDN). “Atuaremos, ainda, para que os Projetos Estratégicos das Forças Armadas e as condições da Marinha, do Exército e da Aeronáutica sejam significativamente melhoradas”, assegurou.
Ela quer ainda um maior envolvimento da CREDN nas discussões em torno da Base Industrial de Defesa (BID), elemento classificado como essencial para que o desenvolvimento tecnológico seja alcançado e consolidado por meio de produtos com alto valor agregado, divisas e empregos.
Bruna Furlan acumulará ainda a presidência da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, órgão de controle externo do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). “Inteligência de Estado é uma área fundamental para que possamos nos antecipar as tendências e pensarmos o Brasil no longo prazo”, disse.
“Para aprofundar os debates em torno dessas três importantes políticas de Estado, realizaremos audiências públicas e seminários onde reuniremos especialistas brasileiros e estrangeiros e discutiremos os principais temas das agendas internacional, de defesa, e de inteligência”, concluiu a deputada.
Jornalista responsável: Marcelo Rech
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