Argentina quer celebrar os 35 anos da cooperação nuclear com o Brasil

A Argentina é o terceiro maior importador de bens do Brasil com um volume de US$ 13 bilhões nos últimos anos. Além disso, exporta outros US$ 15 bilhões ao Brasil.
10/03/2026 18h42

Assessoria de Imprensa CREDN

Argentina quer celebrar os 35 anos da cooperação nuclear com o Brasil

Diplomacia Parlamentar

Brasília – No mês de julho, a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle (ABACC), completará 35 anos e o governo argentino, por meio de sua Embaixada no Brasil, quer celebrar a data com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

O assunto foi tema do encontro, nesta terça-feira, 10, entre o presidente da CREDN, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) e o Embaixador da Argentina, Guillermo Daniel Raimondi. O dois coincidiram que o sucesso de mais de três décadas de cooperação e construção de confiança não podem passar em branco.

Luiz Philippe lembrou que “o desenvolvimento nuclear, não necessariamente para fins bélicos, é condição para se negociar com as grandes potências”. O deputado lembrou a rejeição da CREDN ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN), em 2025, de sua relatoria. “Este instrumento foi imposto pelos países nuclearmente armados, aos desarmados”, afirmou.

Raimondi também destacou o interesse dos membros da Comissão de Relações Exteriores e Culto, da Câmara dos Deputados da Argentina, em firmar cooperação com a CREDN. Nesta semana, a deputada Juliana Santillán Juárez Brahim, assumiu a presidência da Comissão.

“Temos todo o interesse em dialogar com os colegas argentinos. Os dois países não podem ignorar a importância econômica e comercial desta relação e devem avançar na cooperação em vários outros temas relevantes como segurança nas fronteiras e combate ao crime organizado”, explicou o deputado.

No ano passado, a Argentina, junto com o Paraguai, classificou o PCC e o CV como organizações terroristas. O país também reforçou a segurança nas fronteiras com o Brasil e aumentou a cooperação com o Paraguai e os EUA, no combate às organizações criminosas.

Na semana passada, Javier Milei participou da Cúpula do Escudo das Américas, junto com outros 16 chefes de Estado da região (o Brasil não participou). O Escudo das Américas é uma iniciativa de Trump para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no hemisfério.

Assessoria de Imprensa CREDN