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23/03/2016 11h52 - Atualizado em 28/03/2016 13h40

Vai ter shortinho (interprograma)

No dinamismo da rede, todo mundo compartilha, critica e até muda de opinião

Foi-se o tempo em que as feministas queimavam sutiãs em praça pública, apenas para dizer que o espaço público era concreto, real e sofrido para o sexo mais frágil. Reunião de feministas era algo tão indesejável quanto assembleia de condomínio. Mas o mundo delas está cada vez mais pulverizado no meio internet. As questões de gênero ganharam de vez voz e consistência ideológica na rede mundial de computadores, e o resultado pode ter escala planetária.

Não estamos discutindo aqui apenas desigualdade salarial, o peso da maternidade ou os inúmeros lares sem pai. Falamos do direito de não sermos “cantadas”, uma das grandes manias nacionais.

Pois é, nas últimas semanas, os comentários considerados machistas da atriz Fernanda Torres sobre a delícia de um “fiu, fiu” contrastaram com a campanha “vai ter shortinho”, em que garotas de várias escolas pregaram e ganharam o direito de viver num país tropical sem que seu corpo seja sexualizado a cada minuto.

Assim, vai ter shortinho na escola, sim! No dinamismo da rede, todo mundo compartilha, critica e até muda de opinião. Fernanda Torres fez sua mea culpa e admitiu: sou contra o estupro, a violência, o baixo salário, o racismo, e a favor dos movimentos de luta pelos direitos das mulheres e minorias no Brasil.

Mea culpa e igualdade de gênero pegam bem na Internet. E no mundo real também.

Eu sou a Beth Veloso e este é o Papo de Futuro. Mande suas dúvidas, críticas ou sugestões para papodefuturo@camara.leg.br

Roteiro – Beth Veloso
Apresentação – Mariana Monteiro e Márcio Salema