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19/01/2016 14h19

Entre redes e paredes (interprograma)

O grande desafio para as novas gerações é pensar um jeito de manter a escola como centro do saber, quando todas as paredes forem derrubadas pela pequena tela do celular

Olá! Entre a crise das crises, a que me parece mais perturbadora nesses tempos de virada é o futuro da escola. Claro que todos estamos preocupados com a economia e que país podemos esperar em 2016, mas o desafio mais visível e palpável para as novas gerações é pensar um jeito de manter a escola como centro do saber, quando todas as paredes forem derrubadas pela pequena tela do celular.

Este alerta é feito por uma pesquisadora, a argentina Flávia Sibilia, no livro "Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão". Em suma, a escola também vai ter que se reinventar, para dar conta de um mercado baseado, agora, no consumo e não mais na produção; numa modernidade em que a célula da família foi rompida pelas redes de relacionamento e que a autoridade sucumbiu à ditadura do WhatApps e uma educação em que tudo não apenas pode, mas também é possível, na lógica do mundo digital.

Em época de renovação de livros e matrículas para os pais, é bom as escolas renovarem também suas formas de interação e compreensão do que brota dessa nova infância e juventude que nasceu em rede e jamais aceitará meramente o confinamento entre quatro paredes.

Eu sou a Beth Veloso e esse é o Papo de Futuro. Escreva para a gente: papodefuturo@camara.leg.br