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02/10/2017 07h00

Lei sancionada pelo presidente Michel Temer substitui o estatuto do estrangeiro

Mais de sessenta e cinco milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus lares e mesmo seus países, por conta de conflitos, violências e perseguições motivadas, por questões políticas, religiosas e raciais

O mundo vive a mais grave crise humanitária desde a segunda guerra mundial.

Em 2016, cerca de sessenta e cinco milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus lares e mesmo seus países, por conta de conflitos, violências e perseguições motivadas, especialmente, por questões políticas, religiosas e raciais.

O número de refugiados no mundo supera, em proporção, o crescimento populacional. No Brasil, as concessões de refúgio entre 2010 e 2014 aumentaram bastante. É o que mostra livro lançado, recentemente, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

João Brígido Bezerra Lima, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e autor de estudo que faz um panorama dos refugiados no Brasil. Ele comentou pontos da pesquisa lançada pelo Ipea. De acordo com a pesquisa, os refugiados que procuram o país são homens na faixa etária de 20 a 40 anos e com ensino médio. A maioria vem de países africanos e os estados mais procurados são Rio de Janeiro e São Paulo.

Ele comentou que a nova lei de migração sancionada em maio deste ano, pelo Presidente Michel Temer, que substituiu o estatuto do estrangeiro, é um avanço porque não trata o imigrante como uma ameaça, mas reconhece o direito humano a migrar.

Segundo João Brígido Bezerra Lima, o estudo do Ipea vai possibilitar a discussão e criação de políticas públicas que ajudem o imigrante a viver e trabalhar no Brasil.

Ouça o áudio completo da entrevista.

Apresentação - Elisabel Ferriche e Lincon Macário