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06/09/2017 - 18h28 Atualizado em 08/09/2017 - 16h21

CPMI da JBS se reúne na semana que vem para definir relator e audiências

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS marcou reuniões para terça-feira (12) e quarta-feira (13) da semana que vem. Na pauta, há mais de 70 requerimentos a serem apreciados. O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), também vai designar o relator, que será um deputado.

A CPI mista foi instalada para investigar a relação entre a JBS e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o acordo de delação premiada firmado entre os acionistas da empresa e o Ministério Público Federal. Entre os requerimentos apresentados pelos parlamentares estão convocações desses empresários – Ricardo Saud e os irmãos Joesley e Wesley Batista, além de autoridades como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff; os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Guido Mantega; e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Plano de trabalho
Integrante da comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que os requerimentos serão votados só depois de escolhido o relator e aprovado o plano de trabalho da comissão.

"Este plano de trabalho inclusive será objeto de debate, na medida que ele não é um plano de trabalho do relator, mas da comissão. Parece um pouco precipitado votar requerimentos sem ter um plano de trabalho que vai possibilitar um planejamento, uma organização, uma definição de prioridades e assim por diante", disse o parlamentar.

Críticas da imprensa
Em discurso no Plenário do Senado, o presidente da comissão, Ataídes Oliveira, respondeu a críticas da imprensa de que a CPMI teria o objetivo de retaliação ou constrangimento a autoridades.

"Ao longo desses cinco anos [de mandato], eu fui um dos maiores defensores do Ministério Público Federal do nosso país, um grande defensor e admirador também da Polícia Federal e do Poder Judiciário. Então, dizer que hoje eu, como presidente e criador desta CPMI da JBS, dizer que nosso objetivo é retaliação das nossas autoridades e contra a Operação Lava Jato, isso é um pecado. Nosso propósito é jogar luz sobre a coisa pública, que é o dever e a obrigação deste Congresso Nacional", afirmou.

Os trabalhos da CPMI da JBS devem ser concluídos em até 120 dias.

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

movimento voto consciente fortaleza | 07/09/2017 - 03h44
Senhores, a quem pretendem enganar? O povo brasileiro já esta ciente do que fazem os senhores com as CPMI E CPI, é só jogo para extorquirem dinheiro dos investigados, sabemos que os senhores querem se livrarem das acusações dos Batista, o povo não é bobo, já sabem do que vocês são capazes, parem com a palhaçada.