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07/12/2017 - 12h37

Rodrigo Maia afirma que trabalhará para aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano

Na quarta-feira, líderes aliados voltaram a se encontrar com Michel Temer e concluíram que ainda não há apoio suficiente. São necessários pelo menos 308 votos, em dois turnos de votação

Marcos Corrêa/PR
Reunião do presidente Michel Temer com ministros, líderes da base aliada na Câmara e presidentes de partidos (2)
Reunião de Michel Temer com ministros e líderes da base aliada na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quinta-feira (7) que, apesar de o governo ainda não ter os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência (PEC 287/16), ele vai continuar trabalhando para aprovar o texto ainda neste ano.

Ontem à noite, líderes aliados voltaram a se encontrar com o presidente da República, Michel Temer, para tentar contabilizar os votos. Concluíram que ainda não há o suficiente para garantir a aprovação no Plenário. São necessários pelo menos 308 votos, em dois turnos de votação.

Para Rodrigo Maia, já há um convencimento de que, sem a reforma da Previdência, o impacto negativo no equilíbrio fiscal será enorme. “Esse tema é urgente, há um deficit crescente que vai comprometer o futuro das próximas gerações”, disse.

“Tenho esperança de que esse trabalho continue melhorando as expectativas e, em algum momento, vamos conseguir votar”, continuou. “Vou trabalhar para que seja ainda neste ano.”

Eleições
Rodrigo Maia pretende discutir o tema o tempo que for necessário. Segundo ele, caso a votação não aconteça, o impacto pode ser tão ruim que vai prejudicar os aliados do governo nas eleições do próximo ano.

“O que todos precisamos entender é que esse assunto estará na pauta da eleição de qualquer jeito, não adianta fugir”, disse. “Se a reforma for aprovada, vamos chegar ao final do ano que vem com uma taxa de desemprego de 8%. Isso é um ganho enorme para o Brasil.”

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Ralph Machado

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Comentários

jose soares | 11/12/2017 - 17h08
Rodrigo Maia é um economista e como tal faz projeções abstratas e que como Karl Marx podem levar a desastres enormes, como no caso da previdência. Milhões de pessoas serão abandonadas sem renda e aposentadoria no Brasil pelo corte da previdência pública. Nunca os trabalhadores sofreram ameaça tão grande. O déficit não existe na BrasilPrev porque lá não podem roubar é privada. Falta o povo acordar e fiscalizar e cobrar os bilhões do fundo previdenciário roubado e 'desvinculado'. Jesus nos ajude...
Marco Antônio de Oliveira | 10/12/2017 - 11h36
Nunca vimos tanto os políticos se empenharem para aprovar uma lei, a não ser aquelas que são votadas na madrugada. A saúde no país está um horror, a segurança, as rodovias e ninguém se preocupa com isto, mesmo com a quantidade enorme de mortes. Cortar os próprios "privilégios" vocês não cortam, vocês são deuses, intocáveis. Com discurso pronto de cortar privilégios vocês só enganam que se deixa enganar. Como disse FHC: o povo brasileiro está enojado de todos vocês.(nem todos) Presidente Temer, pare de querer destruir o povo. NUNCA VOTAREI EM QUEM APOIAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. TENHO OJERIZA.
Prado | 08/12/2017 - 15h58
Quero saber se vão cortar privilégios do Michel Temer, que se aposentou com 55 anos e um salário de 30 mil reais? E os deputados e senadores, irão se aposentar com o mesmo teto dos trabalhadores? Irão contribuir pelo mesmo tempo dos trabalhadores? Vai acabar a aposentadoria após 8 anos de mandato? Vão cobrar os grande devedores como JBS e os grandes bancos? Quem defender essa reforma e votar a favor dela deve ter o nome divulgado para que nunca mais volte a pisar no Congresso. São traidores do Brasil.