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24/10/2006 - 10h20

Conheça a acusação contra Wellington Roberto e sua defesa

Acusação:
O deputado Wellington Roberto (PL-PB) é acusado pelo empresário Darci Vedoin de ter feito acordo para receber uma comissão de 10% do valor de cada emenda de sua autoria que viesse a ser executada por prefeituras ou entidades não-governamentais em benefício do esquema das sanguessugas. Darci, porém, fez a ressalva de que não se lembrava se houve pagamentos diretamente ao parlamentar.
Luiz Antônio Vedoin disse que pagou R$ 9,5 mil em espécie a um assessor do deputado, no gabinete do parlamentar.
O empresário Ronildo Pereira de Medeiros disse que o parlamentar apresentou emenda em favor do município de São Bento (PB), no valor de R$ 800 mil, relativa ao exercício de 2004, para aquisição de equipamentos médico-hospitalares. Ronildo disse que chegou ao prefeito do município por meio de um assessor de Wellington Roberto chamado Mello. O depoente disse que venceu a licitação a Conseg, empresa que teria realizado o pagamento da comissão de 27%, por meio de transferências para terceiras pessoas, a pedido do parlamentar. Porém, o empresário não soube dizer os nomes das pessoas beneficiadas com essas transferências.
Na acusação contra o deputado consta ainda transcrição de ligação telefônica na qual o então assessor do Ministério da Saúde Jairo Langoni de Carvalho (acusado de participar do esquema) diz que terça-feira é o dia que Roberto vai atendê-lo, para resolver "o negócio" da Federação de São João do Meriti.

Defesa:
O deputado Wellington Roberto, que é da Paraíba, argumenta que jamais ofereceu emenda para São João do Meriti, município do Rio de Janeiro. Admite que apresentou emenda para o município paraibano de São Bento e apresenta documentação, incluindo auditoria do Tribunal de Contas da Paraíba, para comprovar "a integral aplicação dos recursos financeiros alocados e até aqui liberados".
Wellington Roberto acrescenta que toda a contratação dos serviços foi realizada por meio de pregão presencial seguindo rigorosos critérios.
Quanto ao depoimento de Luiz Antônio Vedoin, o parlamentar cita o trecho em que o empresário admite não ter participado diretamente das negociações, "razão pela qual não tem condições de dar maiores detalhes". E aponta a contradição ao apontar outro trecho, no qual Vedoin afirma ter entregue valor em espécie, no gabinete do deputado, ao assessor Marcelo Cardoso Costa de Carvalho, que era lotado no gabinete do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) até março de 2003.
"Enfim, tão-somente essa remota e contraditória alusão ao parlamentar [Wellington Roberto] rendeu-lhe a pecha nesta véspera de campanha política de integrante da Operação Sanguessuga?", questiona a defesa.
Wellington Roberto aponta ainda o que considera contradição no depoimento do empresário Ronildo Pereira de Almeida. Nos autos do processo, Ronildo afirma não saber dizer "se foi o deputado Wellington Roberto quem procurou Darci Vedoin ou se foi Darci quem procurou o deputado". O parlamentar acrescenta que o empresário também diz que conheceu o prefeito de São Bento por meio do assessor Mello, para depois declarar ter sido o deputado a lhe apresentar o prefeito.

Da Redação/JPJ e SC

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