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Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2017

Inscrições para a edição deste ano já podem ser feitas

Termina no dia 30 de maio o prazo para a inscrição no prêmio Darcy Ribeiro da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O objetivo do prêmio é contemplar pessoas e/ou entidades cujos trabalhos merecem destaque especial na defesa e na promoção da educação brasileira.

A premiação consiste na concessão de diploma de menção honrosa e outorga de medalha com a efígie de Darcy Ribeiro a três pessoas físicas ou jurídicas, escolhidas pela Comissão de Educação dentre aquelas indicadas por qualquer Deputado ou Senador.

As indicações devem ser entregues na Secretaria da Comissão de Educação: Anexo II, Pavimento Superior, Ala C, Sala T170, em forma de relato sintetizado, devidamente fundamentado, com dados qualificativos e informações que comprovem a adequação dos indicados ao prêmio, até às 19h do próximo dia 30. A escolha levará em consideração critérios de originalidade, vulto ou caráter exemplar das ações educativas desenvolvidas.

Em 2016, foram recebidas 32 indicações ao Prêmio . Os membros da Comissão de Educação selecionaram 10 semifinalistas e, no dia 5 de outubro, elegeram os três vencedores:  Centro Universitário Belas Artes de São Paulo; Professor João Batista Araújo e Oliveira e Projeto Rondon.

 

 

Legislação Relacionada        

Ato da Mesa 31, DE 2000

Resolução 30, DE 1998

Indicações dos Anos Anteriores

Lista de Agraciados 2002-2015

 

Darcy Ribeiro            

  Antropólogo, romancista e político mineiro. Um dos principais intelectuais brasileiros; é o fundador da Universidade de Brasília.

Darcy Ribeiro (26/10/1922-17/2/1997) – nasceu em Montes Claros. Forma-se pela Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo (USP) em 1946. No ano seguinte, como etnólogo do Serviço de Proteção ao Índio, passa períodos com várias tribos indígenas. Publica os livros Religião e Mitologia Kadiwéu (1950); Línguas e Culturas Indígenas do Brasil (1957; Arte Plumária dos Índios Kaapor (1957),este em colaboração com sua mulher, Berta Ribeiro; e A Política Indigenista Brasileira (1962). É chefe da Casa Civil da Presidência da República entre 1963 e 1964. Com o golpe militar, foge para o Uruguai, onde vive por quatro anos. Volta definitivamente ao Brasil em 1974 e passa a participar da política carioca. Em 1982 elege-se vice-governador do Rio de Janeiro na chapa liderada por Leonel Brizola pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Concorre ao governo estadual em 1986, mas é derrotado. Em 1990 elege-se senador pelo Rio. Escreve romances como Maíra (1977), O Mulo (1981), Utopia Selvagem (1982) e Migo (1988).

Faleceu em 17 de fevereiro de 1997.  No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau.

Fonte: Quem é Quem na História do Brasil  (Editora Abril – 2000)

"O livro mais importante do Brasil é o Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre. Mas é o ponto de vista da classe dominante sobre o que é a casa-grande e a senzala. Não explica o Brasil. Eu sempre tive como preocupação explicar as causas do desenvolvimento desigual dos povos americanos e, por isso, escrevi As Américas e a Civilização."

"Eu não tenho medo da morte. A morte é apagar-se, como apagar a luz. Presente, passado e futuro? Tolice. Não existem. A vida vai se construindo e destruindo. O que vai ficando para trás com o passado é a morte. O que está vivo vai adiante" . Darcy Ribeiro

 

Fonte: Revista Veja