Legislação Informatizada - RESOLUÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 17, DE 1989 - Republicação Atualizada
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RESOLUÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Nº 17, DE 1989
Aprova o Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
A CÂMARA DOS DEPUTADOS, considerando a necessidade de adaptar o seu funcionamento e processo legislativo próprio à Constituição Federal,
RESOLVE:
Art. 1º O Regimento
Interno da Câmara dos Deputados passa a vigorar na conformidade do texto anexo.
Art. 2º Dentro de um ano
a contar da promulgação desta resolução, a Mesa elaborará e submeterá à
aprovação do Plenário o projeto de Regulamento Interno das Comissões e a
alteração dos Regulamentos Administrativo e de Pessoal, para ajustá-los às
diretrizes estabelecidas no Regimento.
Parágrafo único. Ficam mantidas as normas
administrativas em vigor, no que não contrarie o anexo Regimento, e convalidados
os atos praticados pela Mesa no período de 1º de fevereiro de 1987, data da
instalação da Assembléia Nacional Constituinte, até o início da vigência desta
resolução.
Art. 3º A Mesa
apresentará projeto de resolução sobre o Código de Ética e Decoro Parlamentar.
(Vide Resolução nº 25, de 2001)
Art. 4º Ficam mantidas, até o
final da sessão legislativa em curso, com seus atuais Presidente e
Vice-Presidentes, as Comissões Permanentes criadas e organizadas na forma da
Resolução nº 5, de 1989 , que terão competência em relação às matérias das
Comissões que lhes sejam correspondentes ou com as quais tenham maior afinidade,
conforme discriminação constante do texto regimental anexo (art. 32). (Vide Resolução nº 20, de 2004)
§ 1º Somente serão apreciadas
conclusivamente pelas Comissões, na conformidade do art. 24, II, do novo
Regimento , as proposições distribuídas a partir do início da vigência desta
Resolução.
§ 2º Excetuam-se do prescrito
no parágrafo anterior os projetos em trâmite na Casa, pertinentes ao cumprimento
dos arts. 50 e 59 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, em
relação aos quais o Presidente da Câmara abrirá o prazo de cinco sessões para a
apresentação de emendas nas Comissões incumbidas de examinar o mérito das
referidas proposições.
Art. 5º Ficam mantidas,
até o final da legislatura em curso, as lideranças constituídas, na forma das
disposições regimentais anteriores, até a data da promulgação do Regimento
Interno.
Art. 6º Até 15 de março
de 1990, constitui a Maioria a legenda ou composição partidária integrada pelo
maior número de representantes, considerando-se Minoria a representação
imediatamente inferior.
Art. 7º Esta resolução
entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º Revogam-se a
Resolução nº 30, de 1972 , suas alterações e demais disposições em contrário.
Brasília, 21 de setembro de 1989. - Paes de Andrade , Presidente.
REGIMENTO
INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Art. 1º A Câmara dos
Deputados, com sede na Capital Federal, funciona no Palácio do Congresso
Nacional.
Parágrafo único. Havendo motivo relevante, ou de força
maior, a Câmara poderá, por deliberação da Mesa, ad referendum da
maioria absoluta dos Deputados, reunir-se em outro edifício ou em ponto diverso
no território nacional.
Art. 2º A Câmara dos
Deputados reunir-se-á durante as sessões legislativas:
I -
ordinárias, de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro;
II - extraordinárias,
quando, com este caráter, for convocado o Congresso Nacional.
§
1º As reuniões marcadas para as datas a que se refere o inciso I serão
transferidas para o primeiro dia útil subseqüente quando recaírem em sábados,
domingos ou feriados.
§ 2º A primeira e a terceira
sessões legislativas ordinárias de cada legislatura serão precedidas de sessões
preparatórias.
§ 3º A sessão legislativa
ordinária não será interrompida em 30 de junho enquanto não for aprovada a lei
de diretrizes orçamentárias pelo Congresso Nacional.
§
4º Quando convocado extraordinariamente o Congresso Nacional, a Câmara dos
Deputados somente deliberará sobre a matéria objeto da convocação.
Art. 3º O candidato
diplomado Deputado Federal deverá apresentar à Mesa, pessoalmente ou por
intermédio do seu Partido, até o dia 31 de janeiro do ano de instalação de cada
legislatura, o diploma expedido pela Justiça Eleitoral, juntamente com a
comunicação de seu nome parlamentar, legenda partidária e unidade da Federação
de que proceda a representação.
§ 1º O nome parlamentar
compor-se-á, salvo quando, a juízo do Presidente, devam ser evitadas confusões,
apenas de dois elementos: um prenome e o nome; dois nomes; ou dois prenomes.
§
2º Caberá à Secretaria-Geral da Mesa organizar a relação dos Deputados
diplomados, que deverá estar concluída antes da instalação da sessão de posse.
§ 3º A relação será feita por Estado, Distrito Federal e Territórios, de norte a
sul, na ordem geográfica das capitais e, em cada unidade federativa, na sucessão
alfabética dos nomes parlamentares, com as respectivas legendas partidárias.
Art.
4º Às quinze horas do dia 1º de fevereiro do primeiro ano de cada
legislatura, os candidatos diplomados Deputados Federais reunir-se-ão em sessão
preparatória, na sede da Câmara.
§ 1º Assumirá a direção dos
trabalhos o último Presidente, se reeleito Deputado, e, na sua falta, o Deputado
mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas.
§
2º Aberta a sessão, o Presidente convidará quatro Deputados, de preferência de
Partidos diferentes, para servirem de Secretários e proclamará os nomes dos
Deputados diplomados, constantes da relação a que se refere o artigo anterior.
§ 3º Examinadas e decididas pelo Presidente as reclamações atinentes à relação
nominal dos Deputados, será tomado o compromisso solene dos empossados. De pé
todos os presentes, o Presidente proferirá a seguinte declaração: "Prometo
manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem
geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do
Brasil". Ato contínuo, feita a chamada, cada Deputado, de pé, a ratificará
dizendo: "Assim o prometo", permanecendo os demais Deputados sentados e em
silêncio.
§ 4º O conteúdo do
compromisso e o ritual de sua prestação não poderão ser modificados; o
compromissando não poderá apresentar, no ato, declaração oral ou escrita nem ser
empossado através de procurador.
§ 5º O Deputado empossado
posteriormente prestará o compromisso em sessão e junto à Mesa, exceto durante
período de recesso do Congresso Nacional, quando o fará perante o Presidente.
§ 6º Salvo motivo de força maior ou enfermidade devidamente comprovados, a posse
dar-se-á no prazo de trinta dias, prorrogável por igual período a requerimento
do interessado, contado:
I - da primeira sessão
preparatória para instalação da primeira sessão legislativa da legislatura;
II - da diplomação, se
eleito Deputado durante a legislatura;
III - da ocorrência do fato
que a ensejar, por convocação do Presidente.
§ 7º Tendo prestado o
compromisso uma vez, fica o Suplente de Deputado dispensado de fazê-lo em
convocações subseqüentes, bem como o Deputado ao reassumir o lugar, sendo a sua
volta ao exercício do mandato comunicada à Casa pelo Presidente.
§
8º Não se considera investido no mandato de Deputado Federal quem deixar de
prestar o compromisso nos estritos termos regimentais.
§
9º O Presidente fará publicar, no Diário da Câmara dos Deputados do dia
seguinte, a relação dos Deputados investidos no mandato, organizada de acordo
com os critérios fixados no § 3º do art. 3º, a qual, com as modificações
posteriores, servirá para o registro do comparecimento e verificação do
quorum necessário à abertura da sessão, bem como para as votações
nominais e por escrutínio secreto. (Denominação
alterada para adequação ao Ato dos Presidentes das Mesas das duas Casas do
Congresso Nacional, de 2 de outubro de 1995)
Art. 5º Na segunda
sessão preparatória da primeira sessão legislativa de cada legislatura, às
quinze horas do dia 2 de fevereiro, sempre que possível sob a direção da Mesa da
sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da
Mesa e dos Suplentes dos Secretários, para mandato de dois anos, vedada a
recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.
§
1º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas
diferentes, ainda que sucessivas.
§ 2º Enquanto não for
escolhido o Presidente, não se procederá à apuração para os demais cargos.
Art.
6º No terceiro ano de cada legislatura, a primeira sessão preparatória para
a verificação do quorum necessário à eleição da Mesa será realizada
durante a primeira quinzena do mês de fevereiro.
§ 1º A convocação para a
sessão preparatória a que se refere este artigo far-se-á antes de encerrada a
segunda sessão legislativa ordinária.
§ 2º Havendo
quorum, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da
Mesa e dos Suplentes de Secretário.
§ 3º Enquanto não for eleito
o novo Presidente, dirigirá os trabalhos da Câmara dos Deputados a Mesa da
sessão legislativa anterior.
Art. 7º A eleição dos
membros da Mesa far-se-á por escrutínio secreto, exigida maioria absoluta de
votos, em primeiro escrutínio, e maioria simples, em segundo escrutínio,
presente a maioria absoluta dos Deputados, observadas as seguintes exigências e
formalidades:
I - registro, junto à Mesa,
individualmente ou por chapa, de candidatos previamente escolhidos pelas
bancadas dos Partidos ou Blocos Parlamentares aos cargos que, de acordo com o
princípio da representação proporcional, tenham sido distribuídos a esses
Partidos ou Blocos Parlamentares;
II - chamada dos Deputados
para a votação;
III -
cédulas impressas ou datilografadas, contendo cada uma somente o nome do votado
e o cargo a que concorre, embora seja um só o ato de votação para todos os
cargos, ou chapa completa desde que decorrente de acordo partidário;
IV - colocação, em cabina
indevassável, das cédulas em sobre-cartas que resguardem o sigilo do voto;
V - colocação das
sobrecartas em quatro urnas, à vista do Plenário, duas destinadas à eleição do
Presidente e as outras duas à eleição dos demais membros da Mesa;
VI - acompanhamento dos
trabalhos de apuração, junto à Mesa, por dois ou mais Deputados indicados à
Presidência por Partidos ou Blocos Parlamentares diferentes e por candidatos
avulsos;
VII - o
Secretário designado pelo Presidente retirará as sobrecartas das urnas, em
primeiro lugar as destinadas à eleição do Presidente; contá-las-á e, verificada
a coincidência do seu número com o dos votantes, do que será cientificado o
Plenário, abri-las-á e separará as cédulas pelos cargos a preencher;
VIII - leitura, pelo
Presidente, dos nomes dos votados;
IX - proclamação dos votos,
em voz alta, por um Secretário e sua anotação por dois outros, à medida que
apurados;
X -
invalidação da cédula que não atenda ao disposto no inciso III;
XI - redação, pelo
Secretário, e leitura, pelo Presidente, do resultado de cada eleição, na ordem
decrescente dos votados;
XII - realização de segundo escrutínio, com os dois mais votados para cada
cargo, quando, no primeiro, não se alcançar maioria absoluta;
XIII - eleição do candidato
mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas, em caso de empate;
XIV - proclamação, pelo
Presidente, do resultado final e posse imediata dos eleitos.
Art.
8º Na composição da Mesa será assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos Partidos ou Blocos Parlamentares que participem
da Câmara, os quais escolherão os respectivos candidatos aos cargos que, de
acordo com o mesmo princípio, lhes caiba prover, sem prejuízo de candidaturas
avulsas oriundas das mesmas bancadas, observadas as seguintes regras:
I -
a escolha será feita na forma prevista no estatuto de cada Partido, ou conforme
o estabelecer a própria bancada e, ainda, segundo dispuser o ato de criação do
Bloco Parlamentar;
II -
em caso de omissão, ou se a representação não fizer a indicação, caberá ao
respectivo Líder fazê-la;
III - o resultado da eleição
ou a escolha constará de ata ou documento hábil, a ser enviado de imediato ao
Presidente da Câmara, para publicação;
IV - independentemente do
disposto nos incisos anteriores, qualquer Deputado poderá concorrer aos cargos
da Mesa que couberem à sua representação, mediante comunicação por escrito ao
Presidente da Câmara, sendo-lhe assegurado o tratamento conferido aos demais
candidatos.
§ 1º Salvo composição
diversa resultante de acordo entre as bancadas, a distribuição dos cargos da
Mesa far-se-á por escolha das Lideranças, da maior para a de menor
representação, conforme o número de cargos que corresponda a cada uma delas.
§
2º Se até 30 de novembro do segundo ano de mandato verificar-se qualquer vaga na
Mesa, será ela preenchida mediante eleição, dentro de cinco sessões, observadas
as disposições do artigo precedente. Ocorrida a vacância depois dessa data, a
Mesa designará um dos membros titulares para responder pelo cargo.
§
3º É assegurada a participação de um membro da Minoria, ainda que pela
proporcionalidade não lhe caiba lugar.
§ 4° As vagas de cada Partido ou Bloco Parlamentar na composição da Mesa serão definidas com base no número de candidatos eleitos pela respectiva agremiação, na conformidade do resultado final das eleições proclamado pela Justiça Eleitoral, desconsideradas as mudanças de filiação partidária posteriores a esse ato. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34, de 2005)
§ 5° Em caso de mudança de
legenda partidária, o membro da Mesa perderá automaticamente o cargo que ocupa,
aplicando-se para o preenchimento da vaga o disposto no § 2° deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 9º Os Deputados são
agrupados por representações partidárias ou de Blocos Parlamentares,
cabendo-lhes escolher o Líder quando a representação for igual ou superior a um
centésimo da composição da Câmara.
§ 1º Cada Líder poderá
indicar Vice-Líderes, na proporção de um por quatro Deputados, ou fração, que
constituam sua representação, facultada a designação de um como Primeiro
Vice-Líder. (Parágrafo com redação dada pela Resolução
nº 78, de 1995)
§ 2º A escolha do Líder será
comunicada à Mesa, no início de cada legislatura, ou após a criação de Bloco
Parlamentar, em documento subscrito pela maioria absoluta dos integrantes da
representação.
§ 3º Os Líderes permanecerão
no exercício de suas funções até que nova indicação venha a ser feita pela
respectiva representação.
§ 4º O Partido com bancada
inferior a um centésimo dos membros da Casa não terá Liderança, mas poderá
indicar um de seus integrantes para expressar a posição do Partido quando da
votação de proposições, ou para fazer uso da palavra, uma vez por semana, por
cinco minutos, durante o período destinado às Comunicações de Lideranças.
§
5º Os Líderes e Vice-Líderes não poderão integrar a Mesa.
Art.
10. O Líder, além de outras atribuições regimentais, tem as seguintes
prerrogativas:
I - fazer uso da palavra,
nos termos do art. 66, §§ 1º e 3º, combinado com o art. 89; (Inciso adaptado aos termos da Resolução n° 3, de 1991)
II - inscrever membros
da bancada para o horário destinado às Comunicações Parlamentares;
III - participar,
pessoalmente ou por intermédio dos seus Vice-Líderes, dos trabalhos de qualquer
Comissão de que não seja membro, sem direito a voto, mas podendo encaminhar a
votação ou requerer verificação desta;
IV - encaminhar a votação de
qualquer proposição sujeita à deliberação do Plenário, para orientar sua
bancada, por tempo não superior a um minuto;
V - registrar os candidatos
do Partido ou Bloco Parlamentar para concorrer aos cargos da Mesa, e atender ao
que dispõe o inciso III do art. 8º;
VI - indicar à Mesa os
membros da bancada para compor as Comissões, e, a qualquer tempo, substituí-los.
Art. 11. O Presidente da
República poderá indicar Deputados para exercerem a Liderança do Governo,
composta de Líder e cinco Vice-Líderes, com as prerrogativas constantes dos
incisos I, III e IV do art. 10. (Artigo com redação
dada pela Resolução nº 38, de 1993)
Art. 12. As
representações de dois ou mais Partidos, por deliberação das respectivas
bancadas, poderão constituir Bloco Parlamentar, sob Liderança comum.
§
1º O Bloco Parlamentar terá, no que couber, o tratamento dispensado por este
Regimento às organizações partidárias com representação na Casa.
§
2º As Lideranças dos Partidos que se coligarem em Bloco Parlamentar perdem suas
atribuições e prerrogativas regimentais.
§ 3º Não será admitida a
formação de Bloco Parlamentar composto de menos de três centésimos dos membros
da Câmara.
§ 4º Se o desligamento de
uma bancada implicar a perda do quorum fixado no parágrafo anterior,
extingue-se o Bloco Parlamentar.
§ 5º O Bloco Parlamentar tem
existência circunscrita à legislatura, devendo o ato de sua criação e as
alterações posteriores ser apresentados à Mesa para registro e publicação.
§
6º (Revogado pela Resolução nº 34, de 2005)
§
7º (Revogado em decorrência da aprovação da Resolução
nº 34, de 2005)
§ 8º A agremiação que
integrava Bloco Parlamentar dissolvido, ou a que dele se desvincular, não poderá
constituir ou integrar outro na mesma sessão legislativa.
§
9º A agremiação integrante de Bloco Parlamentar não poderá fazer parte de outro
concomitantemente.
§ 10. Para efeito do que
dispõe o § 4° do art. 8° e o art. 26 deste Regimento, a formação do Bloco
Parlamentar deverá ser comunicada à Mesa até o dia 1° de fevereiro do 1°
(primeiro) ano da legislatura, com relação às Comissões e ao 1° (primeiro)
biênio de mandato da Mesa, e até o dia 1° de fevereiro do 3° (terceiro) ano da
legislatura, com relação ao 2° (segundo) biênio de mandato da Mesa. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 13. Constitui a Maioria o
Partido ou Bloco Parlamentar integrado pela maioria absoluta dos membros da
Casa, considerando-se Minoria a representação imediatamente inferior que, em
relação ao Governo, expresse posição diversa da Maioria.
Parágrafo único. Se nenhuma representação atingir a
maioria absoluta, assume as funções regimentais e constitucionais da Maioria o
Partido ou Bloco Parlamentar que tiver o maior número de representantes.
Art. 14. À Mesa, na
qualidade de Comissão Diretora, incumbe a direção dos trabalhos legislativos e
dos serviços administrativos da Câmara.
§ 1º A Mesa compõe-se de
Presidência e de Secretaria, constituindo-se, a primeira, do Presidente e de
dois Vice-Presidentes e, a segunda, de quatro Secretários.
§
2º A Mesa contará, ainda, com quatro Suplentes de Secretário para o efeito do
§1º do art. 19.
§ 3º A Mesa reunir-se-á,
ordinariamente, uma vez por quinzena, em dia e hora prefixados, e,
extraordinariamente, sempre que convocada pelo Presidente ou por quatro de seus
membros efetivos.
§ 4º Perderá o lugar o
membro da Mesa que deixar de comparecer a cinco reuniões ordinárias
consecutivas, sem causa justificada.
§ 5º Os membros efetivos da
Mesa não poderão fazer parte de Liderança nem de Comissão Permanente, Especial
ou de Inquérito.
§ 6º A Mesa, em ato que
deverá ser publicado dentro de trinta sessões após a sua constituição, fixará a
competência de cada um dos seus membros, prevalecendo a da sessão legislativa
anterior enquanto não modificada.
Art. 15. À Mesa compete,
dentre outras atribuições estabelecidas em lei, neste Regimento ou por resolução
da Câmara, ou delas implicitamente resultantes:
I - dirigir todos os
serviços da Casa durante as sessões legislativas e nos seus interregnos e tomar
as providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos,
ressalvada a competência da Comissão Representativa do Congresso Nacional;
II - constituir, excluído o
seu Presidente, alternadamente com a Mesa do Senado, a Mesa do Congresso
Nacional, nos termos do § 5º do art. 57 da Constituição Federal;
III - promulgar, juntamente
com a Mesa do Senado Federal, emendas à Constituição;
IV - propor ação de
inconstitucionalidade, por iniciativa própria ou a requerimento de Deputado ou
Comissão;
V - dar
parecer sobre a elaboração do Regimento Interno da Câmara e suas modificações;
VI - conferir aos seus
membros atribuições ou encargos referentes aos serviços legislativos e
administrativos da Casa;
VII - fixar diretrizes para a divulgação das atividades da Câmara;
VIII - adotar medidas
adequadas para promover e valorizar o Poder Legislativo e resguardar o seu
conceito perante a Nação;
IX - adotar as providências
cabíveis, por solicitação do interessado, para a defesa judicial e extrajudicial
de Deputado contra a ameaça ou a prática de ato atentatório do livre exercício e
das prerrogativas constitucionais do mandato parlamentar;
X - fixar, no inicio da
primeira e da terceira sessões legislativas da legislatura, ouvido o Colégio de
Líderes, o número de Deputados por Partido ou Bloco Parlamentar em cada Comissão
Permanente;
XI -
elaborar, ouvido o Colégio de Líderes e os Presidentes de Comissões Permanentes,
projeto de Regulamento Interno das Comissões, que, aprovado pelo Plenário, será
parte integrante deste Regimento;
XII - promover ou adotar, em
virtude de decisão judicial, as providências necessárias, de sua alçada ou que
se insiram na competência legislativa da Câmara dos Deputados, relativas aos
arts. 102, I, q, e 103, § 2º, da Constituição Federal;
XIII - apreciar e encaminhar
pedidos escritos de informação a Ministros de Estado, nos termos do art. 50, §
2º, da Constituição Federal;
XIV - declarar a perda do
mandato de Deputado, nos casos previstos nos incisos III, IV e V do art. 55 da
Constituição Federal, observado o disposto no § 3º do mesmo artigo;
XV - aplicar a penalidade de
censura escrita a Deputado; (Inciso com redação
adaptada aos termos da Resolução nº 25, de 2001, que instituiu o Código de Ética
e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados)
XVI - decidir
conclusivamente, em grau de recurso, as matérias referentes ao ordenamento
jurídico de pessoal e aos serviços administrativos da Câmara;
XVII - propor,
privativamente, à Câmara projeto de resolução dispondo sobre sua organização,
funcionamento, polícia, regime jurídico do pessoal, criação, transformação ou
extinção de cargos, empregos e funções e fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
XVIII - prover os cargos,
empregos e funções dos serviços administrativos da Câmara, bem como conceder
licença, aposentadoria e vantagens devidas aos servidores, ou colocá-los em
disponibilidade;
XIX -
requisitar servidores da administração pública direta, indireta ou fundacional
para quaisquer de seus serviços;
XX - aprovar a proposta
orçamentária da Câmara e encaminhá-la ao Poder Executivo;
XXI - encaminhar ao Poder
Executivo as solicitações de créditos adicionais necessários ao funcionamento da
Câmara e dos seus serviços;
XXII - estabelecer os
limites de competência para as autorizações de despesa;
XXIII - autorizar a
assinatura de convênios e de contratos de prestação de serviços;
XXIV - aprovar o orçamento
analítico da Câmara;
XXV
- autorizar licitações, homologar seus resultados e aprovar o calendário de
compras;
XXVI - exercer
fiscalização financeira sobre as entidades subvencionadas, total ou
parcialmente, pela Câmara, nos limites das verbas que lhes forem destinadas;
XXVII - encaminhar ao
Tribunal de Contas da União a prestação de contas da Câmara em cada exercício
financeiro;
XXVIII -
requisitar reforço policial, nos termos do parágrafo único do art. 270;
XXIX - apresentar à Câmara,
na sessão de encerramento do ano legislativo, resenha dos trabalhos realizados,
precedida de sucinto relatório sobre o seu desempenho.
Parágrafo único. Em caso de matéria inadiável, poderá o
Presidente, ou quem o estiver substituindo, decidir, ad referendum da
Mesa, sobre assunto de competência desta.
Art. 16. O Presidente é
o representante da Câmara quando ela se pronuncia coletivamente e o supervisor
dos seus trabalhos e da sua ordem, nos termos deste Regimento.
Parágrafo único. O cargo de Presidente é privativo de
brasileiro nato.
Art. 17. São atribuições
do Presidente, além das que estão expressas neste Regimento, ou decorram da
natureza de suas funções e prerrogativas:
I - quanto às sessões da
Câmara:
| a) | presidi-las; |
| b) | manter a ordem; |
| c) | conceder a palavra aos Deputados; |
| d) | advertir o orador ou o aparteante quanto ao tempo de que dispõe, não permitindo que ultrapasse o tempo regimental; |
| e) | convidar o orador a declarar, quando for o caso, se irá falar a favor da proposição ou contra ela; |
| f) | interromper o orador que se desviar da questão ou falar do vencido, advertindo-o, e, em caso de insistência, retirar-lhe a palavra; (Alínea com redação adaptada aos termos da Resolução nº 25, de 2001) |
| g) | autorizar o Deputado a falar da bancada; |
| h) | determinar o não-apanhamento de discurso, ou aparte, pela taquigrafia; |
| i) | convidar o Deputado a retirar-se do recinto do Plenário, quando perturbar a ordem; |
| j) | suspender ou levantar a sessão quando necessário; |
| l) | autorizar a publicação de informações ou documentos em inteiro teor, em resumo ou apenas mediante referência na ata; |
| m) | nomear Comissão Especial, ouvido o Colégio de Líderes; |
| n) | decidir as questões de ordem e as reclamações; |
| o) | anunciar a Ordem do Dia e o número de Deputados presentes em Plenário; |
| p) | anunciar o projeto de lei apreciado conclusivamente pelas Comissões e a fluência do prazo para interposição do recurso a que se refere o inciso I do § 2º do art. 58 da Constituição Federal; |
| q) | submeter a discussão e votação a matéria a isso destinada, bem como estabelecer o ponto da questão que será objeto da votação; |
| r) | anunciar o resultado da votação e declarar a prejudicialidade; |
| s) | organizar, ouvido o Colégio de Líderes, a agenda com a previsão das proposições a serem apreciadas no mês subseqüente, para distribuição aos Deputados; |
| t) | designar a Ordem do Dia das sessões, na conformidade da agenda mensal, ressalvadas as alterações permitidas por este Regimento; |
| u) | convocar as sessões da Câmara; |
| v) | desempatar as votações, quando ostensivas, e votar em escrutínio secreto, contando-se a sua presença, em qualquer caso, para efeito de quorum; |
| x) | aplicar censura verbal a Deputado; |
II - quanto às proposições:
| a) | proceder à distribuição de matéria às Comissões Permanentes ou Especiais; |
| b) | deferir a retirada de proposição da Ordem do Dia; |
| c) | despachar requerimentos; |
| d) | determinar o seu arquivamento ou desarquivamento, nos termos regimentais; |
| e) | devolver ao Autor a proposição que incorra no disposto no § 1º do art. 137; |
III - quanto às Comissões:
| a) | designar seus membros titulares e suplentes mediante comunicação dos Líderes, ou independentemente desta, se expirado o prazo fixado, consoante o art. 28, caput e § 1º; |
| b) | declarar a perda de lugar, por motivo de falta; |
| c) | assegurar os meios e condições necessários ao seu pleno funcionamento; |
| d) | convidar o Relator, ou outro membro da Comissão, para esclarecimento de parecer; |
| e) | convocar as Comissões Permanentes para a eleição dos respectivos Presidentes e Vice-Presidentes, nos termos do art. 39 e seus parágrafos; |
| f) | julgar recurso contra decisão de Presidente de Comissão em questão de ordem; |
IV - quanto à Mesa:
| a) | presidir suas reuniões; |
| b) | tomar parte nas discussões e deliberações, com direito a voto; |
| c) | distribuir a matéria que dependa de parecer; |
| d) | executar as suas decisões, quando tal incumbência não seja atribuída a outro membro; |
V - quanto às publicações e à divulgação:
| a) | determinar a publicação, no Diário da Câmara dos Deputados, de matéria referente à Câmara; |
| b) | não permitir a publicação de pronunciamento ou expressões atentatórias do decoro parlamentar; |
| c) | tomar conhecimento das matérias pertinentes à Câmara a serem divulgadas pelo programa Voz do Brasil; |
| d) | divulgar as decisões do Plenário, das reuniões da Mesa, do Colégio de Líderes, das Comissões e dos Presidentes das Comissões, encaminhando cópia ao órgão de informação da Câmara; |
VI - quanto à sua competência geral. dentre outras:
| a) | substituir, nos termos do art. 80 da Constituição Federal, o Presidente da República; |
| b) | integrar o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; |
| c) | decidir, juntamente com o Presidente do Senado Federal, sobre a convocação extraordinária do Congresso Nacional, em caso de urgência ou interesse público relevante; |
| d) | dar posse aos Deputados, na conformidade do art. 4º; |
| e) | conceder licença a Deputado, exceto na hipótese do inciso I do art. 235; |
| f) | declarar a vacância do mandato nos casos de falecimento ou renúncia de Deputado; |
| g) | zelar pelo prestígio e decoro da Câmara, bem como pela dignidade e respeito às prerrogativas constitucionais de seus membros, em todo o território nacional; |
| h) | dirigir, com suprema autoridade, a polícia da Câmara; |
| i) | convocar e reunir, periodicamente, sob sua presidência, os Líderes e os Presidentes das Comissões Permanentes para avaliação dos trabalhos da Casa, exame das matérias em trâmite e adoção das providências julgadas necessárias ao bom andamento das atividades legislativas e administrativas; |
| j) | encaminhar aos órgãos ou entidades referidos no art. 37 as conclusões de Comissão Parlamentar de Inquérito; |
| l) | autorizar, por si ou mediante delegação, a realização de conferências, exposições, palestras ou seminários no edifício da Câmara, e fixar-lhes data, local e horário, ressalvada a competência das Comissões; |
| m) | promulgar as resoluções da Câmara e assinar os atos da Mesa; |
| n) | assinar a correspondência destinada ao Presidente da República; ao Vice-Presidente da República; ao Presidente do Senado Federal; ao Presidente do Supremo Tribunal Federal; aos Presidentes dos Tribunais Superiores, entre estes incluído o Tribunal de Contas da União; ao Procurador-Geral da República; aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; aos Chefes de Governo estrangeiros e seus representantes no Brasil; às Assembléias estrangeiras; às autoridades judiciárias, neste caso em resposta a pedidos de informação sobre assuntos pertinentes à Câmara, no curso de feitos judiciais; |
| o) | deliberar, ad referendum da Mesa, nos termos do parágrafo único do art. 15; |
| p) | cumprir e fazer cumprir o Regimento. |
§ 1º O Presidente não poderá, senão na qualidade de membro da Mesa, oferecer
proposição, nem votar, em Plenário, exceto no caso de escrutínio secreto ou para
desempatar o resultado de votação ostensiva.
§ 2º Para tomar parte em
qualquer discussão, o Presidente transmitirá a presidência ao seu substituto, e
não a reassumirá enquanto se debater a matéria que se propôs discutir.
§
3º O Presidente poderá, em qualquer momento, da sua cadeira, fazer ao Plenário
comunicação de interesse da Câmara ou do País.
§ 4º O Presidente poderá
delegar aos Vice-Presidentes competência que lhe seja própria.
Art.
18. Aos Vice-Presidentes, segundo sua numeração ordinal, incumbe substituir
o Presidente em suas ausências ou impedimentos.
§ 1º Sempre que tiver de se
ausentar da Capital Federal por mais de quarenta e oito horas, o Presidente
passará o exercício da presidência ao Primeiro-Vice-Presidente ou, na ausência
deste, ao Segundo-Vice-Presidente.
§ 2º À hora do início dos
trabalhos da sessão, não se achando o Presidente no recinto, será ele
substituído, sucessivamente e na série ordinal, pelos Vice-Presidentes,
Secretários e Suplentes, ou, finalmente, pelo Deputado mais idoso, dentre os de
maior número de legislaturas, procedendo-se da mesma forma quando tiver
necessidade de deixar a sua cadeira.
Art. 19. Os Secretários
terão as designações de Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto, cabendo ao
primeiro superintender os serviços administrativos da Câmara e, além das
atribuições que decorrem desta competência:
I - receber convites,
representações, petições e memoriais dirigidos à Câmara;
II - receber e fazer a
correspondência oficial da Casa, exceto a das Comissões;
III - decidir, em primeira
instância, recursos contra atos do Diretor-Geral da Câmara;
IV - interpretar e fazer
observar o ordenamento jurídico de pessoal e dos serviços administrativos da
Câmara;
V - dar posse ao
Diretor-Geral da Câmara e ao Secretário-Geral da Mesa.
§
1º Em sessão, os Secretários e os seus Suplentes substituir-se-ão conforme sua
numeração ordinal, e assim substituirão o Presidente, na falta dos
Vice-Presidentes; na ausência dos Suplentes, o Presidente convidará quaisquer
Deputados para substituírem os Secretários.
§ 2º Os Suplentes terão as
designações de Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto, de acordo com a ordem
decrescente da votação obtida.
§ 3º Os Secretários só
poderão usar da palavra, ao integrarem a Mesa durante a sessão, para chamada dos
Deputados, contagem dos votos ou leitura de documentos ordenada pelo Presidente.
Art. 19-A. São as
seguintes as atribuições dos Suplentes de Secretário, além de outras decorrentes
da natureza de suas funções:
I - tomar parte nas reuniões
da Mesa e substituir os Secretários, em suas faltas;
II - substituir
temporariamente os Secretários, quando licenciados nos termos previstos no art.
235;
III - funcionar
como Relatores e Relatores substitutos nos assuntos que envolvam matérias não
reservadas especificamente a outros membros da Mesa;
IV - propor à Mesa medidas
destinadas à preservação e à promoção da imagem da Câmara dos Deputados e do
Poder Legislativo;
V -
representar a Mesa, quando a esta for conveniente, nas suas relações externas à
Casa;
VI - representar a
Câmara dos Deputados, quando se verificar a impossibilidade de os Secretários o
fazerem, em solenidades e eventos que ofereçam subsídios para aprimoramento do
processo legislativo, mediante designação da Presidência;
VII - integrar, sempre que
possível, a juízo do Presidente, as Comissões Externas, criadas na forma do art.
38, e as Comissões Especiais, nomeadas na forma do art. 17 , inciso I, alínea
m;
VIII -
integrar grupos de trabalho designados pela Presidência para desempenhar
atividades de aperfeiçoamento do processo legislativo e administrativo.
Parágrafo único. Os Suplentes sempre substituirão os
Secretários e substituir-se-ão de acordo com sua numeração ordinal. (Artigo acrescido pela Resolução nº 28, de 2002)
Art. 20. Os Líderes da
Maioria, da Minoria, dos Partidos, dos Blocos Parlamentares e do Governo
constituem o Colégio de Líderes.
§ 1º Os Líderes de Partidos
que participem de Bloco Parlamentar e o Líder do Governo terão direito a voz, no
Colégio de Líderes, mas não a voto.
§ 2º Sempre que possível, as
deliberações do Colégio de Líderes serão tomadas mediante consenso entre seus
integrantes; quando isto não for possível, prevalecerá o critério da maioria
absoluta, ponderados os votos dos Líderes em função da expressão numérica de
cada bancada.
Art. 21. A Procuradoria
Parlamentar terá por finalidade promover, em colaboração com a Mesa, a defesa da
Câmara, de seus órgãos e membros quando atingidos em sua honra ou imagem perante
a sociedade, em razão do exercício do mandato ou das suas funções
institucionais.
§ 1º A Procuradoria
Parlamentar será constituída por onze membros designados pelos Presidente da
Câmara, a cada dois anos, no início da sessão legislativa, com observância,
tanto quanto possível, do princípio da proporcionalidade partidária.
§ 2º
A Procuradoria Parlamentar providenciará ampla publicidade reparadora, além da
divulgação a que estiver sujeito, por força de lei ou de decisão judicial, o
órgão de comunicação ou de imprensa que veicular a matéria ofensiva à Casa ou a
seus membros.
§ 3º A Procuradoria
Parlamentar promoverá, por intermédio do Ministério Público, da Advocacia-Geral
da União ou de mandatários advocatícios, as medidas judiciais e extrajudiciais
cabíveis para obter ampla reparação, inclusive aquela a que se refere o inciso X
do art. 5º da Constituição Federal.
Art. 21-A. Compete à
Ouvidoria Parlamentar:
I - receber, examinar e
encaminhar aos órgãos competentes as reclamações ou representações de pessoas
físicas ou jurídicas sobre:
| a) | violação ou qualquer forma de discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; |
| b) | ilegalidades ou abuso de poder; |
| c) | mau funcionamento dos serviços legislativos e administrativos da Casa; |
| d) | assuntos recebidos pelo sistema 0800 de atendimento à população; |
II
- propor medidas para sanar as violações, as ilegalidades e os abusos
constatados;
III - propor
medidas necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos e administrativos,
bem como ao aperfeiçoamento da organização da Câmara dos Deputados;
IV - propor, quando cabível,
a abertura de sindicância ou inquérito destinado a apurar irregularidades de que
tenha conhecimento;
V -
encaminhar ao Tribunal de Contas da União, à Polícia Federal, ao Ministério
Público, ou a outro órgão competente as denúncias recebidas que necessitem
maiores esclarecimentos;
VI - responder aos cidadãos e às entidades quanto às providências tomadas pela
Câmara sobre os procedimentos legislativos e administrativos de seu interesse;
VII - realizar audiências
públicas com segmentos da sociedade civil. (Artigo
acrescido pela Resolução nº 19, de 2001)
Art. 21-B. A Ouvidoria Parlamentar é composta de um Ouvidor-Geral e dois Ouvidores Substitutos designados dentre os membros da Casa pelo Presidente da Câmara, a cada dois anos, no início da sessão legislativa, vedada a recondução no período subseqüente. (Artigo acrescido pela Resolução nº 19, de 2001)
Art. 21-C. O Ouvidor-Geral, no
exercício de suas funções, poderá:
I - solicitar informações ou
cópia de documentos a qualquer órgão ou servidor da Câmara dos Deputados;
II - ter vista no recinto da
Casa de proposições legislativas, atos e contratos administrativos e quaisquer
outros que se façam necessários;
III - requerer ou promover
diligências e investigações, quando cabíveis.
Parágrafo único. A demora injustificada na resposta às
solicitações feitas ou na adoção das providências requeridas pelo Ouvidor-Geral
poderá ensejar a responsabilização da autoridade ou do servidor. (Artigo acrescido pela Resolução nº 19, de 2001)
Art. 21-D. Toda iniciativa
provocada ou implementada pela Ouvidoria Parlamentar terá ampla divulgação pelo
órgão de comunicação ou de imprensa da Casa. (Artigo
acrescido pela Resolução nº 19, de 2001)
Art. 22. As Comissões da
Câmara são:
I - Permanentes, as de
caráter técnico-legislativo ou especializado integrantes da estrutura
institucional da Casa, co-partícipes e agentes do processo legiferante, que têm
por finalidade apreciar os assuntos ou proposições submetidos ao seu exame e
sobre eles deliberar, assim como exercer o acompanhamento dos planos e programas
governamentais e a fiscalização orçamentária da União, no âmbito dos respectivos
campos temáticos e áreas de atuação;
II - Temporárias, as criadas
para apreciar determinado assunto, que se extinguem ao término da legislatura,
ou antes dele, quando alcançado o fim a que se destinam ou expirado seu prazo de
duração.
Art. 23. Na constituição
das Comissões assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação
proporcional dos Partidos e dos Blocos Parlamentares que participem da Casa,
incluindo-se sempre um membro da Minoria, ainda que pela proporcionalidade não
lhe caiba lugar.
Parágrafo único. O Deputado que se desvincular de sua
bancada perde automaticamente o direito à vaga que ocupava em razão dela, ainda
que exerça cargo de natureza eletiva. (Parágrafo único
acrescido pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 24. Às Comissões
Permanentes, em razão da matéria de sua competência, e às demais Comissões, no
que lhes for aplicável, cabe:
I - discutir e votar as
proposições sujeitas à deliberação do Plenário que lhes forem distribuídas;
II - discutir e votar
projetos de lei, dispensada a competência do Plenário, salvo o disposto no § 2º
do art. 132 e excetuados os projetos:
| a) | de lei complementar; |
| b) | de código; |
| c) | de iniciativa popular; |
| d) | de Comissão; |
| e) | relativos a matéria que não possa ser objeto de delegação, consoante o § 1º do art. 68 da Constituição Federal; |
| f) | oriundos do Senado, ou por ele emendados, que tenham sido aprovados pelo Plenário de qualquer das Casas; |
| g) | que tenham recebido pareceres divergentes; |
| h) | em regime de urgência; |
III - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
IV - convocar Ministro de
Estado para prestar, pessoalmente, informações sobre assunto previamente
determinado, ou conceder-lhe audiência para expor assunto de relevância de seu
ministério;
V -
encaminhar, através da Mesa, pedidos escritos de informação a Ministro de
Estado;
VI - receber
petições, reclamações ou representações de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas, na forma do art. 253;
VII - solicitar depoimento de
qualquer autoridade ou cidadão;
VIII - acompanhar e apreciar
programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e
sobre eles emitir parecer, em articulação com a Comissão Mista Permanente de que
trata o art. 166, § 1º, da Constituição Federal;
IX - exercer o acompanhamento
e a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial
da União e das entidades da administração direta e indireta, incluídas as
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, em
articulação com a Comissão Mista Permanente de que trata o art. 166, § 1º, da
Constituição Federal;
X -
determinar a realização, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, de
diligências, perícias, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos
Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, da administração direta e indireta,
incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público
federal;
XI - exercer a
fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo, incluídos os da
administração indireta;
XII - propor a sustação dos atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do
poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa, elaborando o
respectivo decreto legislativo;
XIII - estudar qualquer
assunto compreendido no respectivo campo temático ou área de atividade, podendo
promover, em seu âmbito, conferências, exposições, palestras ou seminários;
XIV - solicitar audiência ou
colaboração de órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou
fundacional, e da sociedade civil, para elucidação de matéria sujeita a seu
pronunciamento, não implicando a diligência dilação dos prazos.
§ 1º
Aplicam-se à tramitação dos projetos de lei submetidos à deliberação conclusiva
das Comissões, no que couber, as disposições previstas para as matérias
submetidas à apreciação do Plenário da Câmara. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 58, de 1994)
§ 2º As atribuições contidas
nos incisos V e XII do caput não excluem a
iniciativa concorrente de Deputado.
Art. 25. O número de
membros efetivos das Comissões Permanentes será fixado por ato da Mesa, ouvido o
Colégio de Líderes, no início dos trabalhos de cada legislatura. ("Caput" do artigo com redação dada pela Resolução nº 34, de
2005)
§ 1º A fixação levará em
conta a composição da Casa em face do número de Comissões, de modo a permitir a
observância, tanto quanto possível, do princípio da proporcionalidade partidária
e demais critérios e normas para a representação das bancadas.
§ 2º
Nenhuma Comissão terá mais de doze centésimos nem menos de três e meio
centésimos do total de Deputados, desprezando-se a fração. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 20, de 2004)
§ 3º O número total de vagas
nas Comissões não excederá o da composição da Câmara, não computados os membros
da Mesa.
Art. 26. A distribuição
das vagas nas Comissões Permanentes entre os Partidos e Blocos Parlamentares
será organizada pela Mesa logo após a fixação da respectiva composição numérica
e mantida durante toda a legislatura. ("Caput" do artigo
com redação dada pela Resolução nº 34, de 2005)
§ 1º Cada Partido ou Bloco
Parlamentar terá em cada Comissão tantos Suplentes quantos os seus membros
efetivos.
§ 2º Nenhum Deputado poderá
fazer parte, como membro titular, de mais de (1) uma Comissão Permanente,
ressalvada a Comissão de Legislação Participativa e de Segurança Pública e
Combate ao Crime Organizado. (Parágrafo com redação dada
pela Resolução nº 30, de 2005)
§ 3º Ao Deputado, salvo se
membro da Mesa, será sempre assegurado o direito de integrar, como titular, pelo
menos uma Comissão, ainda que sem legenda partidária ou quando esta não possa
concorrer às vagas existentes pelo cálculo da proporcionalidade.
§ 4° As alterações numéricas que venham a ocorrer nas bancadas dos Partidos ou Blocos Parlamentares decorrentes de mudanças de filiação partidária não importarão em modificação na composição das Comissões, cujo número de vagas de cada representação partidária será fixado pelo resultado final obtido nas eleições e permanecerá inalterado durante toda a legislatura. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 27. A representação
numérica das bancadas em cada Comissão será estabelecida com a divisão do número
de membros do Partido ou Bloco Parlamentar, aferido na forma do § 4° do art. 8°
deste Regimento, pelo quociente resultante da divisão do número de membros da
Câmara pelo número de membros da Comissão; o inteiro do quociente assim obtido,
denominado quociente partidário, representará o número de lugares a que o
Partido ou Bloco Parlamentar poderá concorrer na Comissão. ("Caput" do artigo com redação dada pela Resolução nº 34, de
2005)
§ 1º As vagas que sobrarem,
uma vez aplicado o critério do caput, serão
destinadas aos Partidos ou Blocos Parlamentares, levando-se em conta as frações
do quociente partidário, da maior para a menor.
§ 2º Se verificado, após
aplicados os critérios do caput e do parágrafo
anterior, que há Partido ou Bloco Parlamentar sem lugares suficientes nas
Comissões para a sua bancada, ou Deputado sem legenda partidária, observar-se-á
o seguinte:
I - a Mesa dará quarenta e
oito horas ao Partido ou Bloco Parlamentar nessa condição para que declare sua
opção por obter lugar em Comissão em que não esteja ainda representado;
II - havendo coincidência de
opções terá preferência o Partido ou Bloco Parlamentar de maior quociente
partidário, conforme os critérios do caput e do
parágrafo antecedente;
III - a vaga indicada será preenchida em primeiro lugar;
IV - só poderá haver o
preenchimento de segunda vaga decorrente de opção, na mesma Comissão, quando em
todas as outras já tiver sido preenchida uma primeira vaga, em idênticas
condições;
V - atendidas
as opções do Partido ou Bloco Parlamentar, serão recebidas as dos Deputados sem
legenda partidária;
VI -
quando mais de um Deputado optante escolher a mesma Comissão, terá preferência o
mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas.
§ 3º
Após o cumprimento do prescrito no parágrafo anterior, proceder-se-á à
distribuição das demais vagas entre as bancadas com direito a se fazer
representar na Comissão, de acordo com o estabelecido no caput, considerando-se para efeito de cálculo da
proporcionalidade o número de membros da Comissão diminuído de tantas unidades
quantas as vagas preenchidas por opção.
Art. 28. Definida, na 1ª
(primeira) sessão legislativa de cada legislatura, a representação numérica dos
Partidos e Blocos Parlamentares nas Comissões, os Líderes comunicarão à
Presidência, no prazo de 5 (cinco) sessões, os nomes dos membros das respectivas
bancadas que, como titulares e suplentes, as integrarão; esse prazo contar-se-á,
nas demais sessões legislativas, do dia de início dessas. ("Caput" do artigo com redação dada pela Resolução nº 34, de
2005)
§ 1º O Presidente fará, de
ofício, a designação se, no prazo fixado, a Liderança não comunicar os nomes de
sua representação para compor as Comissões, nos termos do § 3º do art. 45.
§ 2º
Juntamente com a composição nominal das Comissões, o Presidente mandará publicar
no Diário da Câmara dos Deputados e no avulso da
Ordem do Dia a convocação destas para eleger os respectivos Presidentes e
Vice-Presidentes, na forma do art. 39.
Art. 29. As Comissões
Permanentes poderão constituir, sem poder decisório: ("Caput" do artigo com redação dada pela Resolução nº 20, de
2004)
I - Subcomissões Permanentes,
dentre seus próprios componentes e mediante proposta da maioria destes,
reservando-lhes parte das matérias do respectivo campo temático ou área de
atuação; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 20,
de 2004)
II -
Subcomissões Especiais, mediante proposta de qualquer de seus membros, para o
desempenho de atividades específicas ou o trato de assuntos definidos no
respectivo ato de criação.
§ 1º Nenhuma Comissão
Permanente poderá contar com mais de 3 (três) Subcomissões Permanentes e de 3
(três) Subcomissões Especiais em funcionamento simultâneo. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 20, de 2004)
§ 2º O Plenário da Comissão
fixará o número de membros de cada Subcomissão, respeitando o princípio da
representação proporcional, e definirá as matérias reservadas a tais
Subcomissões, bem como os objetivos das Subcomissões Especiais. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 20, de
2004)
§ 3º No funcionamento das
Subcomissões aplicar-se-ão, no que couber, as disposições deste Regimento
relativas ao funcionamento das Comissões Permanentes. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 20, de
2004)
Art. 30. As Comissões
Permanentes que não constituírem Subcomissões Permanentes poderão ser divididas
em duas Turmas, excluído o Presidente, ambas sem poder decisório.
§ 1º
Presidirá à Turma um Vice-Presidente da Comissão, substituindo-o o membro mais
idoso, dentre os de maior número de legislaturas.
§ 2º Os membros de uma Turma
são suplentes preferenciais da outra, respeitada a proporcionalidade partidária.
§
3º As Turmas poderão discutir os assuntos que lhes forem distribuídos, desde que
presente mais da metade dos seus membros.
Art. 31. A matéria
apreciada em Subcomissão Permanente ou Especial ou por Turma concluirá por um
relatório, sujeito à deliberação do Plenário da respectiva Comissão.
Art. 32. São as seguintes
as Comissões Permanentes e respectivos campos temáticos ou áreas de atividade:
I
- Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural:
| a) |
política agrícola e assuntos atinentes à
agricultura e à pesca profissional, destacadamente: |
| b) | política e questões fundiárias; reforma agrária;
justiça agrária; direito agrário, destacadamente: 1 - uso ou posse temporária da terra; contratos agrários; 2 - colonização oficial e particular; 3 - regularização dominial de terras rurais e de sua ocupação; 4 - aquisição ou arrendamento de imóvel rural por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras e na faixa de fronteira; 5 - alienação e concessão de terras públicas; |
II
- Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional:
| a) | assuntos relativos à região amazônica,
especialmente: 1 - integração regional e limites legais; 2 - valorização econômica; 3 - assuntos indígenas; 4 - caça, pesca, fauna e flora e sua regulamentação; 5 - exploração dos recursos minerais, vegetais e hídricos; 6 - turismo; 7 - desenvolvimento sustentável; |
| b) | desenvolvimento e integração da região amazônica; planos regionais de desenvolvimento econômico e social; incentivo regional da Amazônia; |
| c) | desenvolvimento e integração de regiões; planos regionais de desenvolvimento econômico e social; incentivos regionais; |
| d) | planos nacionais e regionais de ordenação do território e de organização político-administrativa; |
| e) | assuntos de interesse federal nos Municípios, Estados, Territórios e no Distrito Federal; |
| f) | sistema nacional de defesa civil; política de combate às calamidades; |
| g) | migrações internas; |
III - Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática:
| a) | desenvolvimento científico e tecnológico; política nacional de ciência e tecnologia e organização institucional do setor; acordos de cooperação com outros países e organismos internacionais; |
| b) | sistema estatístico, cartográfico e demográfico nacional; |
| c) | os meios de comunicação social e a liberdade de imprensa; |
| d) | a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão; |
| e) | assuntos relativos a comunicações, telecomunicações, informática, telemática e robótica em geral; |
| f) | indústrias de computação e seus aspectos estratégicos; |
| g) | serviços postais, telegráficos, telefônicos, de telex, de radiodifusão e de transmissão de dados; |
| h) | outorga e renovação da exploração de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens; |
| i) | política nacional de informática e automação e de telecomunicações; |
| j) | regime jurídico das telecomunicações e informática; |
IV
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania:
| a) | aspectos constitucional, legal, jurídico, regimental e de técnica legislativa de projetos, emendas ou substitutivos sujeitos à apreciação da Câmara ou de suas Comissões; |
| b) | admissibilidade de proposta de emenda à Constituição; |
| c) | assunto de natureza jurídica ou constitucional que lhe seja submetido, em consulta, pelo Presidente da Câmara, pelo Plenário ou por outra Comissão, ou em razão de recurso previsto neste Regimento; |
| d) | assuntos atinentes aos direitos e garantias fundamentais, à organização do Estado, à organização dos Poderes e às funções essenciais da Justiça; |
| e) | matérias relativas a direito constitucional, eleitoral, civil, penal, penitenciário, processual, notarial; |
| f) | Partidos Políticos, mandato e representação política, sistemas eleitorais e eleições; |
| g) | registros públicos; |
| h) | desapropriações; |
| i) | nacionalidade, cidadania, naturalização, regime jurídico dos estrangeiros; emigração e imigração; |
| j) | intervenção federal; |
| l) | uso dos símbolos nacionais; |
| m) | criação de novos Estados e Territórios; incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Estados ou de Territórios; |
| n) | transferência temporária da sede do Governo; |
| o) | anistia; |
| p) | direitos e deveres do mandato; perda de mandato de Deputado, nas hipóteses dos incisos I, II e VI do art. 55 da Constituição Federal; pedidos de licença para incorporação de Deputados às Forças Armadas; |
| q) | redação do vencido em Plenário e redação final das proposições em geral; |
V
- Comissão de Defesa do Consumidor:
| a) | economia popular e repressão ao abuso do poder econômico; |
| b) | relações de consumo e medidas de defesa do consumidor; |
| c) | composição, qualidade, apresentação, publicidade e distribuição de bens e serviços; |
VI
- Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio:
| a) | matérias atinentes a relações econômicas internacionais; |
| b) | assuntos relativos à ordem econômica nacional; |
| c) | política e atividade industrial, comercial e agrícola; setor econômico terciário, exceto os serviços de natureza financeira; |
| d) | sistema monetário; moeda; câmbio e reservas cambiais; |
| e) | comércio exterior; políticas de importação e exportação em geral; acordos comerciais, tarifas e cotas; |
| f) | atividade econômica estatal e em regime empresarial; programas de privatização; monopólios da União; |
| g) | proteção e benefícios especiais temporários, exceto os de natureza financeira e tributária, às empresas brasileiras de capital nacional; |
| h) | cooperativismo e outras formas de associativismo na atividade econômica, exceto quando relacionados com matéria própria de outra Comissão; |
| i) | regime jurídico das empresas e tratamento preferencial para microempresas e para empresas de pequeno porte; |
| j) | fiscalização e incentivo pelo Estado às atividades econômicas; diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado; planos nacionais e regionais ou setoriais; |
| l) | matérias relativas a direito comercial, societário e falimentar; direito econômico; |
| m) | propriedade industrial e sua proteção; |
| n) | registro de comércio e atividades afins; |
| o) | políticas e sistema nacional de metrologia, normalização e qualidade industrial; |
VII - Comissão de Desenvolvimento Urbano:
| a) | assuntos atinentes a urbanismo e arquitetura; política e desenvolvimento urbano; uso, parcelamento e ocupação do solo urbano; habitação e sistema financeiro da habitação; transportes urbanos; infra-estrutura urbana e saneamento ambiental; |
| b) | matérias relativas a direito urbanístico e a ordenação jurídico-urbanística do território; planos nacionais e regionais de ordenação do território e da organização político-administrativa; |
| c) | política e desenvolvimento municipal e territorial; |
| d) | matérias referentes ao direito municipal e edílico; |
| e) | regiões metropolitanas, aglomerações urbanas, regiões integradas de desenvolvimento e microrregiões; |
VIII - Comissão de Direitos Humanos e Minorias:
| a) | recebimento, avaliação e investigação de denúncias relativas a ameaça ou violação de direitos humanos; |
| b) | fiscalização e acompanhamento de programas governamentais relativos à proteção dos direitos humanos; |
| c) | colaboração com entidades não-governamentais, nacionais e internacionais, que atuem na defesa dos direitos humanos; |
| d) | pesquisas e estudos relativos à situação dos direitos humanos no Brasil e no mundo, inclusive para efeito de divulgação pública e fornecimento de subsídios para as demais Comissões da Casa; |
| e) | assuntos referentes às minorias étnicas e sociais, especialmente aos índios e às comunidades indígenas; regime das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios; |
| f) | preservação e proteção das culturas populares e étnicas do País; |
IX
- Comissão de Educação e Cultura:
| a) | assuntos atinentes à educação em geral; política e sistema educacional, em seus aspectos institucionais, estruturais, funcionais e legais; direito da educação; recursos humanos e financeiros para a educação; |
| b) | desenvolvimento cultural, inclusive patrimônio histórico, geográfico, arqueológico, cultural, artístico e científico; acordos culturais com outros países; |
| c) | direito de imprensa, informação e manifestação do pensamento e expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação; |
| d) | produção intelectual e sua proteção, direitos autorais e conexos; |
| e) | gestão da documentação governamental e patrimônio arquivístico nacional; |
| f) | diversões e espetáculos públicos; datas comemorativas e homenagens cívicas; |
X
- Comissão de Finanças e Tributação:
| a) | sistema financeiro nacional e entidades a ele vinculadas; mercado financeiro e de capitais; autorização para funcionamento das instituições financeiras; operações financeiras; crédito; bolsas de valores e de mercadorias; sistema de poupança; captação e garantia da poupança popular; |
| b) | sistema financeiro da habitação; |
| c) | sistema nacional de seguros privados e capitalização; |
| d) | títulos e valores mobiliários; |
| e) | regime jurídico do capital estrangeiro; remessa de lucros; |
| f) | dívida pública interna e externa; |
| g) | matérias financeiras e orçamentárias públicas, ressalvada a competência da Comissão Mista Permanente a que se refere o art. 166, § 1º, da Constituição Federal; normas gerais de direito financeiro; normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para a administração pública direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; |
| h) | aspectos financeiros e orçamentários públicos de quaisquer proposições que importem aumento ou diminuição da receita ou da despesa pública, quanto à sua compatibilidade ou adequação com o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual; |
| i) | fixação da remuneração dos membros do Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Ministros de Estado e dos membros da magistratura federal; |
| j) | sistema tributário nacional e repartição das receitas tributárias; normas gerais de direito tributário; legislação referente a cada tributo; |
| l) | tributação, arrecadação, fiscalização; parafiscalidade; empréstimos compulsórios; contribuições sociais; administração fiscal; |
XI
- Comissão de Fiscalização Financeira e Controle:
| a) | tomada de contas do Presidente da República, na hipótese do art. 51, II, da Constituição Federal; |
| b) | acompanhamento e fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, incluídas as sociedades e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, sem prejuízo do exame por parte das demais Comissões nas áreas das respectivas competências e em articulação com a Comissão Mista Permanente de que trata o art. 166, § 1º, da Constituição Federal; |
| c) | planos e programas de desenvolvimento nacional ou regional, após exame, pelas demais Comissões, dos programas que lhes disserem respeito; |
| d) | representações do Tribunal de Contas solicitando sustação de contrato impugnado ou outras providências a cargo do Congresso Nacional, elaborando, em caso de parecer favorável, o respectivo projeto de decreto legislativo (Constituição Federal, art. 71, § 1º); |
| e) | exame dos relatórios de atividades do Tribunal de Contas da União (Constituição Federal, art. 71, § 4º); |
| f) | requisição de informações, relatórios, balanços e inspeções sobre as contas ou autorizações de despesas de órgãos e entidades da administração federal, diretamente ou por intermédio do Tribunal de Contas da União; |
XII - Comissão de Legislação Participativa:
| a) | sugestões de iniciativa legislativa apresentadas por associações e órgãos de classe, sindicatos e entidades organizadas da sociedade civil, exceto Partidos Políticos; |
| b) | pareceres técnicos, exposições e propostas oriundas de entidades científicas e culturais e de qualquer das entidades mencionadas na alínea a deste inciso; |
XIII - Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável:
| a) | política e sistema nacional do meio ambiente; direito ambiental; legislação de defesa ecológica; |
| b) | recursos naturais renováveis; flora, fauna e solo; edafologia e desertificação; |
| c) | desenvolvimento sustentável; |
XIV - Comissão de Minas e Energia:
| a) | políticas e modelos mineral e energético brasileiros; |
| b) | a estrutura institucional e o papel dos agentes dos setores mineral e energético; |
| c) | fontes convencionais e alternativas de energia; |
| d) | pesquisa e exploração de recursos minerais e energéticos; |
| e) | formas de acesso ao bem mineral; empresas de mineração; |
| f) | política e estrutura de preços de recursos energéticos; |
| g) | comercialização e industrialização de minérios; |
| h) | fomento à atividade mineral; |
| i) | regime jurídico dos bens minerais e dos recursos energéticos; |
| j) | gestão, planejamento e controle dos recursos hídricos; regime jurídico de águas públicas e particulares; |
XV
- Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional:
| a) | relações diplomáticas e consulares, econômicas e comerciais, culturais e científicas com outros países; relações com entidades internacionais multilaterais e regionais; |
| b) | política externa brasileira; serviço exterior brasileiro; |
| c) | tratados, atos, acordos e convênios internacionais e demais instrumentos de política externa; |
| d) | direito internacional público; ordem jurídica internacional; nacionalidade; cidadania e naturalização; regime jurídico dos estrangeiros; emigração e imigração; |
| e) | autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República ausentar-se do território nacional; |
| f) | política de defesa nacional; estudos estratégicos e atividades de informação e contra-informação; |
| g) | Forças Armadas e Auxiliares; administração pública militar; serviço militar e prestação civil alternativa; passagem de forças estrangeiras e sua permanência no território nacional; envio de tropas para o exterior; |
| h) | assuntos atinentes à faixa de fronteira e áreas consideradas indispensáveis à defesa nacional; |
| i) | direito militar e legislação de defesa nacional; direito marítimo, aeronáutico e espacial; |
| j) | litígios internacionais; declaração de guerra; condições de armistício ou de paz; requisições civis e militares em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; |
| m) | outros assuntos pertinentes ao seu campo temático; |
XVI - Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado:
| a) | assuntos atinentes à prevenção, fiscalização e combate ao uso de drogas e ao tráfico ilícito de entorpecentes ou atividades conexas; |
| b) | combate ao contrabando, crime organizado, seqüestro, lavagem de dinheiro, violência rural e urbana; |
| c) | controle e comercialização de armas, proteção a testemunhas e vítimas de crime, e suas famílias; |
| d) | matérias sobre segurança pública interna e seus órgãos institucionais; |
| e) | recebimento, avaliação e investigação de denúncias relativas ao crime organizado, narcotráfico, violência rural e urbana e quaisquer situações conexas que afetem a segurança pública; |
| f) | sistema penitenciário, legislação penal e processual penal, do ponto de vista da segurança pública; |
| g) | políticas de segurança pública e seus órgãos institucionais; |
| h) | fiscalização e acompanhamento de programas e políticas governamentais de segurança pública; |
| i) | colaboração com entidades não-governamentais que atuem nas matérias elencadas nas alíneas deste inciso, bem como realização de pesquisas, estudos e conferências sobre as matérias de sua competência; |
XVII - Comissão de Seguridade Social e Família:
| a) | assuntos relativos à saúde, previdência e assistência social em geral; |
| b) | organização institucional da saúde no Brasil; |
| c) | política de saúde e processo de planificação em saúde; sistema único de saúde; |
| d) | ações e serviços de saúde pública, campanhas de saúde pública, erradicação de doenças endêmicas; vigilância epidemiológica, bioestatística e imunizações; |
| e) | assistência médica previdenciária; instituições privadas de saúde; |
| f) | medicinas alternativas; |
| g) | higiene, educação e assistência sanitária; |
| h) | atividades médicas e paramédicas; |
| i) | controle de drogas, medicamentos e alimentos; sangue e hemoderivados; |
| j) | exercício da medicina e profissões afins; recursos humanos para a saúde; |
| l) | saúde ambiental, saúde ocupacional e infortunística; seguro de acidentes do trabalho urbano e rural; |
| m) | alimentação e nutrição; |
| n) | indústria químico-farmacêutica; proteção industrial de fármacos; |
| o) | organização institucional da previdência social do País; |
| p) | regime geral e regulamentos da previdência social urbana, rural e parlamentar; |
| q) | seguros e previdência privada; |
| r) | assistência oficial, inclusive a proteção à maternidade, à criança, ao adolescente, aos idosos e aos portadores de deficiência; |
| s) | regime jurídico das entidades civis de finalidades sociais e assistenciais; |
| t) | matérias relativas à família, à mulher, à criança, ao adolescente, ao idoso e à pessoa portadora de deficiência física ou mental; |
| u) | direito de família e do menor; |
XVIII - Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público:
| a) | matéria trabalhista urbana e rural; direito do trabalho e processual do trabalho e direito acidentário; |
| b) | contrato individual e convenções coletivas de trabalho; |
| c) | assuntos pertinentes à organização, fiscalização, tutela, segurança e medicina do trabalho; |
| d) | trabalho do menor de idade, da mulher e do estrangeiro; |
| e) | política salarial; |
| f) | política de emprego; política de aprendizagem e treinamento profissional; |
| g) | dissídios individual e coletivo; conflitos coletivos de trabalho; direito de greve; negociação coletiva; |
| h) | Justiça do Trabalho; Ministério Público do Trabalho; |
| i) | sindicalismo e organização sindical; sistema de representação classista; política e liberdade sindical; |
| j) | relação jurídica do trabalho no plano internacional; organizações internacionais; convenções; |
| l) | relações entre o capital e o trabalho; |
| m) | regulamentação do exercício das profissões; autarquias profissionais; |
| n) | organização político-administrativa da União e reforma administrativa; |
| o) | matéria referente a direito administrativo em geral; |
| p) | matérias relativas ao serviço público da administração federal direta e indireta, inclusive fundacional; |
| q) | regime jurídico dos servidores públicos civis e militares, ativos e inativos; |
| r) | regime jurídico-administrativo dos bens públicos; |
| s) | prestação de serviços públicos em geral e seu regime jurídico; |
XIX - Comissão de Turismo e Desporto:
| a) | política e sistema nacional de turismo; |
| b) | exploração das atividades e dos serviços turísticos; |
| c) | colaboração com entidades públicas e não-governamentais nacionais e internacionais, que atuem na formação de política de turismo; |
| d) | sistema desportivo nacional e sua organização; política e plano nacional de educação física e desportiva; |
| e) | normas gerais sobre desporto; justiça desportiva; |
XX
- Comissão de Viação e Transportes:
| a) | assuntos referentes ao sistema nacional de viação e aos sistemas de transportes em geral; |
| b) | transportes aéreo, marítimo, aquaviário, ferroviário, rodoviário e metroviário; transporte por dutos; |
| c) | ordenação e exploração dos serviços de transportes; |
| d) | transportes urbano, interestadual, intermunicipal e internacional; |
| e) | marinha mercante, portos e vias navegáveis; navegação marítima e de cabotagem e a interior; direito marítimo; |
| f) | aviação civil, aeroportos e infra-estrutura aeroportuária; segurança e controle do tráfego aéreo; direito aeronáutico; |
| g) | transporte de passageiros e de cargas; regime jurídico e legislação setorial; acordos e convenções internacionais; responsabilidade civil do transportador; |
| h) | segurança, política, educação e legislação de trânsito e tráfego. |
Parágrafo único. Os campos temáticos ou áreas de
atividades de cada Comissão Permanente abrangem ainda os órgãos e programas
governamentais com eles relacionados e respectivo acompanhamento e fiscalização
orçamentária, sem prejuízo da competência da Comissão Mista Permanente a que se
refere o art. 166, § 1º, da Constituição Federal. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 20, de 2004)
Art. 33. As Comissões
Temporárias são:
I - Especiais;
II - de Inquérito;
III - Externas.
§ 1º
As Comissões Temporárias compor-se-ão do número de membros que for previsto no
ato ou requerimento de sua constituição, designados pelo Presidente por
indicação dos Líderes, ou independentemente desta se, no prazo de quarenta e
oito horas após criar-se a Comissão, não se fizer a escolha.
§ 2º
Na constituição das Comissões Temporárias observar-se-á o rodízio entre as
bancadas não contempladas, de tal forma que todos os Partidos ou Blocos
Parlamentares possam fazer-se representar.
§ 3º A participação do
Deputado em Comissão Temporária cumprir-se-á sem prejuízo de suas funções em
Comissões Permanentes.
Art. 34. As Comissões
Especiais serão constituídas para dar parecer sobre:
I - proposta de emenda à
Constituição e projeto de código, casos em que sua organização e funcionamento
obedecerão às normas fixadas nos Capítulos I e III, respectivamente, do Título
VI;
II - proposições que
versarem matéria de competência de mais de três Comissões que devam
pronunciar-se quanto ao mérito, por iniciativa do Presidente da Câmara, ou a
requerimento de Líder ou de Presidente de Comissão interessada.
§ 1º
Pelo menos metade dos membros titulares da Comissão Especial referida no inciso
II será constituída por membros titulares das Comissões Permanentes que deveriam
ser chamadas a opinar sobre a proposição em causa.
§ 2º Caberá à Comissão
Especial o exame de admissibilidade e do mérito da proposição principal e das
emendas que lhe forem apresentadas, observado o disposto no art. 49 e no § 1º do
art. 24.
Art. 35. A Câmara dos
Deputados, a requerimento de um terço de seus membros, instituirá Comissão
Parlamentar de Inquérito para apuração de fato determinado e por prazo certo, a
qual terá poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de
outros previstos em lei e neste Regimento.
§ 1º Considera-se fato
determinado o acontecimento de relevante interesse para a vida pública e a ordem
constitucional, legal, econômica e social do País, que estiver devidamente
caracterizado no requerimento de constituição da Comissão.
§ 2º
Recebido o requerimento, o Presidente o mandará a publicação, desde que
satisfeitos os requisitos regimentais; caso contrário, devolvê-lo-á ao Autor,
cabendo desta decisão recurso para o Plenário, no prazo de cinco sessões, ouvida
a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 3º A Comissão, que poderá
atuar também durante o recesso parlamentar, terá o prazo de cento e vinte dias,
prorrogável por até metade, mediante deliberação do Plenário, para conclusão de
seus trabalhos.
§ 4º Não será criada Comissão
Parlamentar de Inquérito enquanto estiverem funcionando pelo menos cinco na
Câmara, salvo mediante projeto de resolução com o mesmo quorum de apresentação previsto no caput deste artigo.
§ 5º A Comissão Parlamentar
de Inquérito terá sua composição numérica indicada no requerimento ou projeto de
criação.
§ 6º Do ato de criação
constarão a provisão de meios ou recursos administrativos, as condições
organizacionais e o assessoramento necessários ao bom desempenho da Comissão,
incumbindo à Mesa e à Administração da Casa o atendimento preferencial das
providências que a Comissão solicitar.
Art. 36. A Comissão
Parlamentar de Inquérito poderá, observada a legislação específica:
I -
requisitar funcionários dos serviços administrativos da Câmara, bem como, em
caráter transitório, os de qualquer órgão ou entidade da administração pública
direta, indireta e fundacional, ou do Poder Judiciário, necessários aos seus
trabalhos;
II -
determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas sob compromisso,
requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e
documentos, requerer a audiência de Deputados e Ministros de Estado, tomar
depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, e requisitar os
serviços de quaisquer autoridades, inclusive policiais;
III - incumbir qualquer de
seus membros, ou funcionários requisitados dos serviços administrativos da
Câmara, da realização de sindicâncias ou diligências necessárias aos seus
trabalhos, dando conhecimento prévio à Mesa;
IV - deslocar-se a qualquer
ponto do território nacional para a realização de investigações e audiências
públicas;
V - estipular
prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de diligência sob
as penas da lei, exceto quando da alçada de autoridade judiciária;
VI - se forem diversos os
fatos inter-relacionados objeto do inquérito, dizer em separado sobre cada um,
mesmo antes de finda a investigação dos demais.
Parágrafo único. As Comissões Parlamentares de Inquérito
valer-se-ão, subsidiariamente, das normas contidas no Código de Processo Penal.
Art. 37. Ao termo dos
trabalhos a Comissão apresentará relatório circunstanciado, com suas conclusões,
que será publicado no Diário da Câmara dos
Deputados e encaminhado:
I - à Mesa, para as
providências de alçada desta ou do Plenário, oferecendo, conforme o caso,
projeto de lei, de decreto legislativo ou de resolução, ou indicação, que será
incluída em Ordem do Dia dentro de cinco sessões;
II - ao Ministério Público ou
à Advocacia-Geral da União, com a cópia da documentação, para que promovam a
responsabilidade civil ou criminal por infrações apuradas e adotem outras
medidas decorrentes de suas funções institucionais;
III - ao Poder Executivo,
para adotar as providências saneadoras de caráter disciplinar e administrativo
decorrentes do art. 37, §§ 2º a 6º, da Constituição Federal, e demais
dispositivos constitucionais e legais aplicáveis, assinalando prazo hábil para
seu cumprimento;
IV - à
Comissão Permanente que tenha maior pertinência com a matéria, à qual incumbirá
fiscalizar o atendimento do prescrito no inciso anterior;
V - à Comissão Mista
Permanente de que trata o art. 166, § 1º, da Constituição Federal, e ao Tribunal
de Contas da União, para as providências previstas no art. 71 da mesma Carta.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos II, III e V, a
remessa será feita pelo Presidente da Câmara, no prazo de cinco sessões.
Art. 38. As Comissões
Externas poderão ser instituídas pelo Presidente da Câmara, de ofício ou a
requerimento de qualquer Deputado, para cumprir missão temporária autorizada,
sujeitas à deliberação do Plenário quando importarem ônus para a Casa.
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, considera-se
missão autorizada aquela que implicar o afastamento do Parlamentar pelo prazo
máximo de oito sessões, se exercida no País, e de trinta, se desempenhada no
exterior, para representar a Câmara nos atos a que esta tenha sido convidada ou
a que tenha de assistir.
Art. 39. As Comissões
terão 1 (um) Presidente e 3 (três) Vice-Presidentes, eleitos por seus pares, com
mandato até a posse dos novos componentes eleitos no ano subseqüente, vedada a
reeleição. ("Caput" do artigo com redação dada pela
Resolução nº 20, de 2004)
§ 1º O Presidente da Câmara
convocará as Comissões Permanentes para se reunirem até cinco sessões depois de
constituídas, para instalação de seus trabalhos e eleição dos respectivos
Presidente, Primeiro, Segundo e Terceiro Vice-Presidentes.
§ 2º
Os Vice-Presidentes terão a designação prevista no parágrafo anterior,
obedecidos, pela ordem, os seguintes critérios:
I - legenda partidária do
Presidente;
II - ordem
decrescente da votação obtida.
§ 3º Serão observados na
eleição os procedimentos estabelecidos no art. 7º, no que couber.
§ 4º
Presidirá a reunião o último Presidente da Comissão, se reeleito Deputado ou se
continuar no exercício do mandato, e, na sua falta, o Deputado mais idoso,
dentre os de maior número de legislaturas.
§ 5º O membro suplente não
poderá ser eleito Presidente ou Vice-Presidente da Comissão.
Art.
40. O Presidente será, nos seus impedimentos, substituído por
Vice-Presidente, na seqüência ordinal, e, na ausência deles, pelo membro mais
idoso da Comissão, dentre os de maior número de legislaturas.
§ 1º
Se vagar o cargo de Presidente ou de Vice-Presidente, proceder-se-á a nova
eleição para escolha do sucessor, salvo se faltarem menos de três meses para o
término do mandato, caso em que será provido na forma indicada no caput deste artigo. (Parágrafo
único transformado em § 1º pela Resolução nº 34, de 2005)
§ 2° Em caso de mudança de legenda partidária, o Presidente ou Vice-Presidente da Comissão perderá automaticamente o cargo que ocupa, aplicando-se para o preenchimento da vaga o disposto no § 1° deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 41. Ao Presidente de
Comissão compete, além do que lhe for atribuído neste Regimento, ou no
Regulamento das Comissões:
I - assinar a correspondência
e demais documentos expedidos pela Comissão;
II - convocar e presidir
todas as reuniões da Comissão e nelas manter a ordem e a solenidade necessárias;
III - fazer ler a ata da
reunião anterior e submetê-la a discussão e votação;
IV - dar à Comissão
conhecimento de toda a matéria recebida e despachá-la;
V - dar à Comissão e às
Lideranças conhecimento da pauta das reuniões, prevista e organizada na forma
deste Regimento e do Regulamento das Comissões;
VI - designar Relatores e
Relatores-substitutos e distribuir-lhes a matéria sujeita a parecer, ou
avocá-la, nas suas faltas;
VII - conceder a palavra aos
membros da Comissão, aos Líderes e aos Deputados que a solicitarem;
VIII - advertir o orador que
se exaltar no decorrer dos debates; (Inciso com redação
adaptada aos termos da Resolução nº 25, de 2001)
IX - interromper o
orador que estiver falando sobre o vencido e retirar-lhe a palavra no caso de
desobediência;
X -
submeter a votos as questões sujeitas à deliberação da Comissão e proclamar o
resultado da votação;
XI
- conceder vista das proposições aos membros da Comissão, nos termos do art. 57,
XVI;
XII - assinar os
pareceres, juntamente com o Relator;
XIII - enviar à Mesa toda a
matéria destinada à leitura em Plenário e à publicidade;
XIV - determinar a publicação
das atas das reuniões no Diário da Câmara dos
Deputados;
XV -
representar a Comissão nas suas relações com a Mesa, as outras Comissões e os
Líderes, ou externas à Casa;
XVI - solicitar ao Presidente
da Câmara a declaração de vacância na Comissão, consoante o § 1º do art. 45, ou
a designação de substituto para o membro faltoso, nos termos do § 1º do art. 44;
XVII - resolver, de
acordo com o Regimento, as questões de ordem ou reclamações suscitadas na
Comissão;
XVIII - remeter
à Mesa, no início de cada mês, sumário dos trabalhos da Comissão e, no fim de
cada sessão legislativa, como subsídio para a sinopse das atividades da Casa,
relatório sobre o andamento e exame das proposições distribuídas à Comissão;
XIX - delegar, quando
entender conveniente, aos Vice-Presidentes a distribuição das proposições;
XX - requerer ao Presidente
da Câmara, quando julgar necessário, a distribuição de matéria a outras
Comissões, observado o disposto no art. 34, II;
XXI - fazer publicar no Diário da Câmara dos Deputados e mandar afixar em
quadro próprio da Comissão a matéria distribuída, com o nome do Relator, data,
prazo regimental para relatar, e respectivas alterações;
XXII - determinar o registro
taquigráfico dos debates quando julgá-lo necessário;
XXIII - solicitar ao órgão de
assessoramento institucional, de sua iniciativa ou a pedido do Relator, a
prestação de assessoria ou consultoria técnico-legislativa ou especializada,
durante as reuniões da Comissão ou para instruir as matérias sujeitas à
apreciação desta.
Parágrafo único. O Presidente poderá funcionar como
Relator ou Relator substituto e terá voto nas deliberações da Comissão.
Art.
42. Os Presidentes das Comissões Permanentes reunir-se-ão com o Colégio de
Líderes sempre que isso lhes pareça conveniente, ou por convocação do Presidente
da Câmara, sob a presidência deste, para o exame e assentamento de providências
relativas à eficiência do trabalho legislativo.
Parágrafo único. Na reunião seguinte à prevista neste
artigo, cada Presidente comunicará ao Plenário da respectiva Comissão o que dela
tiver resultado.
Art. 43. Nenhum Deputado
poderá presidir reunião de Comissão quando se debater ou votar matéria da qual
seja Autor ou Relator.
Parágrafo único. Não poderá o Autor de proposição ser
dela Relator, ainda que substituto ou parcial.
Art. 44. Sempre que um
membro de Comissão não puder comparecer às reuniões, deverá comunicar o fato ao
seu Presidente, que fará publicar em ata a escusa.
§ 1º Se, por falta de
comparecimento de membro efetivo, ou de suplente preferencial, estiver sendo
prejudicado o trabalho de qualquer Comissão, o Presidente da Câmara, a
requerimento do Presidente da Comissão ou de qualquer Deputado, designará
substituto para o membro faltoso, por indicação do Líder da respectiva bancada.
§
2º Cessará a substituição logo que o titular, ou o suplente preferencial, voltar
ao exercício.
§ 3º Em caso de matéria
urgente ou relevante, caberá ao Líder, mediante solicitação do Presidente da
Comissão, indicar outro membro da sua bancada para substituir, em reunião, o
membro ausente.
Art. 45. A vaga em
Comissão verificar-se-á em virtude de término do mandato, renúncia, falecimento
ou perda do lugar.
§ 1º Além do que estabelecem
os arts. 57, XX, c, e 232, perderá automaticamente
o lugar na Comissão o Deputado que não comparecer a cinco reuniões ordinárias
consecutivas, ou a um quarto das reuniões, intercaladamente, durante a sessão
legislativa, salvo motivo de força maior, justificado por escrito à Comissão. A
perda do lugar será declarada pelo Presidente da Câmara em virtude de
comunicação do Presidente da Comissão.
§ 2º O Deputado que perder o
lugar numa Comissão a ele não poderá retornar na mesma sessão legislativa.
§ 3º
A vaga em Comissão será preenchida por designação do Presidente da Câmara, no
interregno de três sessões, de acordo com a indicação feita pelo Líder do
Partido ou de Bloco Parlamentar a que pertencer o lugar, ou independentemente
dessa comunicação, se não for feita naquele prazo.
Art. 46. As Comissões
reunir-se-ão na sede da Câmara, em dias e horas prefixados, ordinariamente de
terça a quinta-feira, a partir das nove horas, ressalvadas as convocações de
Comissão Parlamentar de Inquérito que se realizarem fora de Brasília.
§ 1º
Em nenhum caso, ainda que se trate de reunião extraordinária, o seu horário
poderá coincidir com o da Ordem do Dia da sessão ordinária ou extraordinária da
Câmara ou do Congresso Nacional.
§ 2º As reuniões das
Comissões Temporárias não deverão ser concomitantes com as reuniões ordinárias
das Comissões Permanentes.
§ 3º O Diário da Câmara dos Deputados publicará, em todos os
seus números, a relação das Comissões Permanentes, Especiais e de Inquérito, com
a designação dos locais, dias e horários em que se realizarem as reuniões.
§ 4º
As reuniões extraordinárias das Comissões serão convocadas pela respectiva
Presidência, de ofício ou por requerimento de um terço de seus membros.
§ 5º
As reuniões extraordinárias serão anunciadas com a devida antecedência,
designando-se, no aviso de sua convocação, dia, hora, local e objeto da reunião.
Além da publicação no Diário da Câmara dos
Deputados, a convocação será comunicada aos membros da Comissão por
telegrama ou aviso protocolizado.
§ 6º As reuniões durarão o
tempo necessário ao exame da pauta respectiva, a juízo da Presidência.
§ 7º
As reuniões das Comissões Permanentes das terças e quartas-feiras destinar-se-ão
exclusivamente a discussão e votação de proposições, salvo se não houver nenhuma
matéria pendente de sua deliberação.
Art. 47. O Presidente da
Comissão Permanente organizará a Ordem do Dia de suas reuniões ordinárias e
extraordinárias, de acordo com os critérios fixados no Capítulo IX do Título V.
Parágrafo único. Finda a hora dos trabalhos, o
Presidente anunciará a Ordem do Dia da reunião seguinte, dando-se ciência da
pauta respectiva às Lideranças e distribuindo-se os avulsos com antecedência de
pelo menos vinte e quatro horas.
Art. 48. As reuniões das
Comissões serão públicas, salvo deliberação em contrário.
§ 1º
Serão reservadas, a juízo da Comissão, as reuniões em que haja matéria que deva
ser debatida com a presença apenas dos funcionários em serviço na Comissão e
técnicos ou autoridades que esta convidar.
§ 2º Serão secretas as
reuniões quando as Comissões tiverem de deliberar sobre:
I -
declaração de guerra, ou acordo sobre a paz;
II - passagem de forças
estrangeiras pelo território nacional, ou sua permanência nele;
III - (Revogado pela Resolução nº 57, de 1994)
§ 3º Nas reuniões secretas, servirá como Secretário da Comissão, por designação
do Presidente, um de seus membros, que também elaborará a ata.
§ 4º
Só os Deputados e Senadores poderão assistir às reuniões secretas; os Ministros
de Estado, quando convocados, ou as testemunhas chamadas a depor participarão
dessas reuniões apenas o tempo necessário.
§ 5º Deliberar-se-á,
preliminarmente, nas reuniões secretas, sobre a conveniência de os pareceres
nelas assentados serem discutidos e votados em reunião pública ou secreta, e se
por escrutínio secreto.
§ 6º A ata da reunião
secreta, acompanhada dos pareceres e emendas que foram discutidos e votados, bem
como dos votos apresentados em separado, depois de fechados em invólucro
lacrado, etiquetado, datado e rubricado pelo Presidente, pelo Secretário e
demais membros presentes, será enviada ao Arquivo da Câmara com indicação do
prazo pelo qual ficará indisponível para consulta.
Art. 49. As Comissões a
que for distribuída uma proposição poderão estudá-la em reunião conjunta, por
acordo dos respectivos Presidentes, com um só Relator ou Relator substituto,
devendo os trabalhos ser dirigidos pelo Presidente mais idoso dentre os de maior
número de legislaturas.
§ 1º Este procedimento será
adotado nos casos de:
I - proposição distribuída à
Comissão Especial a que se refere o inciso II do art. 34;
II - proposição aprovada, com
emendas, por mais de uma Comissão, a fim de harmonizar o respectivo texto, na
redação final, se necessário, por iniciativa da Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania. (Inciso com redação adaptada à
Resolução nº 20, de 2004)
§ 2º Na hipótese de reunião
conjunta, é também facultada a designação do Relator-Geral e dos
Relatores-Parciais correspondentes a cada Comissão, cabendo a estes metade do
prazo concedido àquele para elaborar seu parecer. As emendas serão encaminhadas
aos Relatores-Parciais consoante a matéria a que se referirem.
Art.
50. Os trabalhos das Comissões serão iniciados com a presença de, pelo
menos, metade de seus membros, ou com qualquer número, se não houver matéria
sujeita a deliberação ou se a reunião se destinar a atividades referidas no
inciso III, alínea a, deste artigo, e obedecerão à
seguinte ordem:
I - discussão e votação da
ata da reunião anterior;
II - expediente:
| a) | sinopse da correspondência e outros documentos recebidos e da agenda da Comissão; |
| b) | comunicação das matérias distribuídas aos Relatores; (Alínea adaptada aos termos da Resolução n° 58, de 1994) |
III - Ordem do Dia:
| a) | conhecimento, exame ou instrução de matéria de natureza legislativa, fiscalizatória ou informativa, ou outros assuntos da alçada da Comissão; |
| b) | discussão e votação de requerimentos e relatórios em geral: |
| c) | discussão e votação de proposições e respectivos pareceres sujeitos à aprovação do Plenário da Câmara; |
| d) | discussão e votação de projetos de lei e respectivos pareceres que dispensarem a aprovação do Plenário da Câmara. |
§
1º Essa ordem poderá ser alterada pela Comissão, a requerimento de qualquer de
seus membros, para tratar de matéria em regime de urgência, de prioridade ou de
tramitação ordinária, ou ainda no caso de comparecimento de Ministro de Estado
ou de qualquer autoridade, e de realização de audiência pública.
§ 2º
Para efeito do quorum de abertura, o comparecimento
dos Deputados verificar-se-á pela sua presença na Casa, e do quorum de votação por sua presença no recinto onde se
realiza a reunião.
§ 3º O Deputado poderá
participar, sem direito a voto, dos trabalhos e debates de qualquer Comissão de
que não seja membro.
Art. 51. As Comissões
Permanentes poderão estabelecer regras e condições específicas para a
organização e o bom andamento dos seus trabalhos, observadas as normas fixadas
neste Regimento e no Regulamento das Comissões, bem como ter Relatores e
Relatores substitutos previamente designados por assuntos.
Art. 52. Excetuados os
casos em que este Regimento determine de forma diversa, as Comissões deverão
obedecer aos seguintes prazos para examinar as proposições e sobre elas decidir:
I
- cinco sessões, quando se tratar de matéria em regime de urgência; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 58, de 1994)
II - dez sessões, quando
se tratar de matéria em regime de prioridade; (Inciso
com redação dada pela Resolução nº 58, de 1994)
III - quarenta sessões,
quando se tratar de matéria em regime de tramitação ordinária; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 58, de 1994)
IV - o mesmo prazo da
proposição principal, quando se tratar de emendas apresentadas no Plenário da
Câmara, correndo em conjunto para todas as Comissões, observado o disposto no
parágrafo único do art. 121.
§ 1º O Relator disporá da
metade do prazo concedido à Comissão para oferecer seu parecer. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 58, de 1994)
§ 2º O Presidente da Comissão
poderá, a requerimento fundamentado do Relator, conceder-lhe prorrogação de até
metade dos prazos previstos neste artigo, exceto se em regime de urgência a
matéria. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº
58, de 1994)
§ 3º Esgotado o prazo
destinado ao Relator, o Presidente da Comissão avocará a proposição ou designará
outro membro para relatá-la, no prazo improrrogável de duas sessões, se em
regime de prioridade, e de cinco sessões, se em regime de tramitação ordinária.
(Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 58, de
1994)
§ 4º Esgotados os prazos
previstos neste artigo, poderá a Comissão, a requerimento do Autor da
proposição, deferir sua inclusão na Ordem do Dia da reunião imediata, pendente
de parecer. Caso o Relator não ofereça parecer até o início da discussão da
matéria, o Presidente designará outro membro para relatá-la na mesma reunião ou
até a seguinte. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº
58, de 1994)
§ 5º A Comissão poderá,
mediante requerimento de um terço de seus membros, aprovado pela maioria
absoluta da respectiva composição plenária, incluir matéria na Ordem do Dia para
apreciação imediata, independentemente do disposto nos parágrafos anteriores,
desde que publicada e distribuída em avulsos ou cópias. Não havendo parecer, o
Presidente designará Relator para proferi-lo oralmente no curso da reunião ou
até a reunião seguinte. (Parágrafo acrescido pela
Resolução nº 58, de 1994)
§ 6º Sem prejuízo do disposto
nos §§ 4º e 5º, esgotados os prazos previstos neste artigo, o Presidente da
Câmara poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer Deputado, determinar o
envio de proposição pendente de parecer à Comissão seguinte ou ao Plenário,
conforme o caso, independentemente de interposição do recurso previsto no art.
132, § 2º, para as referidas no art. 24, inciso II. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 58, de 1994)
Art. 53. Antes da
deliberação do Plenário, ou quando esta for dispensada, as proposições, exceto
os requerimentos, serão apreciadas:
I - pelas Comissões de mérito
a que a matéria estiver afeta;
II - pela Comissão de
Finanças e Tributação, para o exame dos aspectos financeiro e orçamentário
públicos, quanto à sua compatibilidade ou adequação com o plano plurianual, a
lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, e para o exame do mérito,
quando for o caso;
III -
pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para o exame dos
aspectos de constitucionalidade, legalidade, juridicidade, regimentalidade e de
técnica legislativa, e, juntamente com as comissões técnicas, para pronunciar-se
sobre o seu mérito, quando for o caso; (Inciso com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
IV - pela Comissão Especial a
que se refere o art. 34, inciso II, para pronunciar-se quanto à admissibilidade
jurídica e legislativa e, quando for o caso, a compatibilidade orçamentária da
proposição, e sobre o mérito, aplicando-se em relação à mesma o disposto no
artigo seguinte. (Artigo com redação dada pela Resolução
nº 10, de 1991)
Art. 54. Será terminativo o
parecer: ("Caput" do artigo com redação dada pela
Resolução nº 10, de 1991)
I - da Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania, quanto à constitucionalidade ou
juridicidade da matéria; (Inciso com redação adaptada à
Resolução nº 20, de 2004)
II - da Comissão de
Finanças e Tributação, sobre a adequação financeira ou orçamentária da
proposição;
III - da
Comissão Especial referida no art. 34, II, acerca de ambas as preliminares.
§ 1º
(Revogado pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 2º (Revogado pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 3º
(Revogado pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 4º
(Revogado pela Resolução nº 10, de 1991)
Art. 55. A nenhuma Comissão cabe
manifestar-se sobre o que não for de sua atribuição específica.
Parágrafo único. Considerar-se-á como não escrito o
parecer, ou parte dele, que infringir o disposto neste artigo, o mesmo
acontecendo em relação às emendas ou substitutivos elaborados com violação do
art. 119, §§ 2º e 3º, desde que provida reclamação apresentada antes da
aprovação definitiva da matéria pelas Comissões ou pelo Plenário.
Art.
56. Os projetos de lei e demais proposições distribuídos às Comissões,
consoante o disposto no art. 139, serão examinados pelo Relator designado em seu
âmbito, ou no de Subcomissão ou Turma, quando for o caso, para proferir parecer.
§
1º A discussão e a votação do parecer e da proposição serão realizadas pelo
Plenário da Comissão.
§ 2º Salvo disposição
constitucional em contrário, as deliberações das Comissões serão tomadas por
maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros, prevalecendo em
caso de empate o voto do Relator.
Art. 57. No
desenvolvimento dos seus trabalhos, as Comissões observarão as seguintes normas:
I
- no caso de matéria distribuída por dependência para tramitação conjunta, cada
Comissão competente, em seu parecer, deve pronunciar-se em relação a todas as
proposições apensadas;
II
- à Comissão é lícito, para facilidade de estudo, dividir qualquer matéria,
distribuindo-se cada parte, ou capítulo, a Relator-Parcial e Relator-Parcial
substituto, mas escolhidos Relator-Geral e Relator-Geral substituto, de modo que
seja enviado à Mesa um só parecer; (Inciso adaptado aos
termos da Resolução n° 58, de 1994)
III - quando diferentes
matérias se encontrarem num mesmo projeto, poderão as Comissões dividi-las para
constituírem proposições separadas, remetendo-as à Mesa para efeito de
renumeração e distribuição;
IV - ao apreciar qualquer
matéria, a Comissão poderá propor a sua adoção ou a sua rejeição total ou
parcial, sugerir o seu arquivamento, formular projeto dela decorrente, dar-lhe
substitutivo e apresentar emenda ou subemenda;
V - é lícito às Comissões
determinar o arquivamento de papéis enviados à sua apreciação, exceto
proposições, publicando-se o despacho respectivo na ata dos seus trabalhos;
VI - lido o parecer, ou
dispensada a sua leitura se for distribuído em avulsos, será ele de imediato
submetido a discussão;
VII - durante a discussão na Comissão, podem usar da palavra o Autor do projeto,
o Relator, demais membros e Líder, durante quinze minutos improrrogáveis, e, por
dez minutos, Deputados que a ela não pertençam; é facultada a apresentação de
requerimento de encerramento da discussão após falarem dez Deputados;
VIII - os Autores terão
ciência, com antecedência mínima de três sessões, da data em que suas
proposições serão discutidas em Comissão técnica, salvo se estiverem em regime
de urgência;
IX -
encerrada a discussão, será dada a palavra ao Relator para réplica, se for o
caso, por vinte minutos, procedendo-se, em seguida, à votação do parecer;
X - se for aprovado o parecer
em todos os seus termos, será tido como da Comissão e, desde logo, assinado pelo
Presidente, pelo Relator ou Relator substituto e pelos autores de votos
vencidos, em separado ou com restrições, que manifestem a intenção de fazê-lo;
constarão da conclusão os nomes dos votantes e os respectivos votos;
XI - se ao voto do Relator
forem sugeridas alterações, com as quais ele concorde, ser-lhe-á concedido prazo
até a reunião seguinte para a redação do novo texto;
XII - se o voto do Relator
não for adotado pela Comissão, a redação do parecer vencedor será feita até a
reunião ordinária seguinte pelo Relator substituto, salvo se vencido ou ausente
este, caso em que o Presidente designará outro Deputado para fazê-lo;
XIII - na hipótese de a
Comissão aceitar parecer diverso do voto do Relator, o deste constituirá voto em
separado;
XIV - para o
efeito da contagem dos votos relativos ao parecer serão considerados:
| a) | favoráveis - os "pelas conclusões", "com restrições" e "em separado" não divergentes das conclusões; |
| b) | contrários - os "vencidos" e os "em separado" divergentes das conclusões; |
XV - sempre que adotar parecer com restrição, o membro da Comissão expressará em que consiste a sua divergência; não o fazendo, o seu voto será considerado integralmente favorável;
XVI - ao membro da Comissão que pedir vista do processo, ser-lhe-á concedida esta por duas sessões, se não se tratar de matéria em regime de urgência; quando mais de um membro da Comissão, simultaneamente, pedir vista, ela será conjunta e na própria Comissão, não podendo haver atendimento a pedidos sucessivos;
XVII - os processos de proposições em regime de urgência não podem sair da Comissão, sendo entregues diretamente em mãos dos respectivos Relatores e Relatores substitutos;
XVIII - poderão ser publicadas as exposições escritas e os resumos das orais, os extratos redigidos pelos próprios Autores, ou as notas taquigráficas, se assim entender a Comissão;
XIX - nenhuma irradiação ou gravação poderá ser feita dos trabalhos das Comissões sem prévia autorização do seu Presidente, observadas as diretrizes fixadas pela Mesa;
XX - quando algum membro de Comissão retiver em seu poder papéis a ela pertencentes, adotar-se-á o seguinte procedimento:
| a) | frustrada a reclamação escrita do Presidente da Comissão, o fato será comunicado à Mesa; |
| b) | o Presidente da Câmara fará apelo a este membro da Comissão no sentido de atender à reclamação, fixando- lhe para isso o prazo de duas sessões; |
| c) | se, vencido o prazo, não houver sido atendido o apelo, o Presidente da Câmara designará substituto na Comissão para o membro faltoso, por indicação do Líder da bancada respectiva, e mandará proceder à restauração dos autos; |
XXI - o membro da Comissão pode levantar questão de ordem sobre a ação ou omissão do órgão técnico que integra, mas somente depois de resolvida conclusivamente pelo seu Presidente poderá a questão ser levada, em grau de recurso, por escrito, ao Presidente da Câmara, sem prejuízo do andamento da matéria em trâmite.
Art. 58. Encerrada a apreciação conclusiva da matéria, a proposição e respectivos pareceres serão mandados à publicação e remetidos à Mesa até a sessão subseqüente, para serem anunciados na Ordem do Dia. ("Caput" do artigo com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 1º Dentro de cinco sessões da publicação referida no caput, poderá ser apresentado o recurso de que trata o art. 58, § 2º, I, da Constituição Federal.
§ 2º Durante a fluência do prazo recursal, o avulso da Ordem do Dia de cada sessão deverá consignar a data final para interposição do recurso.
§ 3º O recurso, dirigido ao Presidente da Câmara e assinado por um décimo, pelo menos, dos membros da Casa, deverá indicar expressamente, dentre a matéria apreciada pelas Comissões, o que será objeto de deliberação do Plenário. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 4º Fluído o prazo sem interposição de recurso, ou improvido este, a matéria será enviada à redação final ou arquivada, conforme o caso.
§ 5º Aprovada a redação final pela Comissão competente, o projeto de lei torna à Mesa para ser encaminhado ao Senado Federal ou à Presidência da República, conforme o caso, no prazo de setenta e duas horas.
Art. 59. Encerrada a apreciação, pelas Comissões, da matéria sujeita à deliberação do Plenário, ou na hipótese de ser provido o recurso mencionado no § 1º do artigo anterior, a proposição será enviada à Mesa e aguardará inclusão na Ordem do Dia.
Art. 60. Constituem atos
ou fatos sujeitos à fiscalização e controle do Congresso Nacional, de suas Casas
e Comissões:
I - os passíveis de
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial
referida no art. 70 da Constituição Federal;
II - os atos de gestão
administrativa do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta, seja
qual for a autoridade que os tenha praticado;
III - os atos do Presidente e
Vice-Presidente da República, dos Ministros de Estado, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República e do Advogado-Geral da União
que importarem, tipicamente, crime de responsabilidade;
IV - os de que trata o art.
253.
Art. 61. A fiscalização e
controle dos atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta,
pelas Comissões, sobre matéria de competência destas, obedecerão às regras
seguintes:
I - a proposta da
fiscalização e controle poderá ser apresentada por qualquer membro ou Deputado,
à Comissão, com específica indicação do ato e fundamentação da providência
objetivada;
II - a
proposta será relatada previamente quanto à oportunidade e conveniência da
medida e o alcance jurídico, administrativo, político, econômico, social ou
orçamentário do ato impugnado, definindo-se o plano de execução e a metodologia
de avaliação;
III -
aprovado pela Comissão o relatório prévio, o mesmo Relator ficará encarregado de
sua implementação, sendo aplicável à hipótese o disposto no § 6º do art. 35;
IV - o relatório final da
fiscalização e controle, em termos de comprovação da legalidade do ato,
avaliação política, administrativa, social e econômica de sua edição, e quanto à
eficácia dos resultados sobre a gestão orçamentária, financeira e patrimonial,
atenderá, no que couber, ao que dispõe o art. 37.
§ 1º A Comissão, para a
execução das atividades de que trata este artigo, poderá solicitar ao Tribunal
de Contas da União as providências ou informações previstas no art. 71, IV e
VII, da Constituição Federal.
§ 2º Serão assinados prazos
não inferiores a dez dias para cumprimento das convocações, prestação de
informações, atendimento às requisições de documentos públicos e para a
realização de diligências e perícias.
§ 3º O descumprimento do
disposto no parágrafo anterior ensejará a apuração da responsabilidade do
infrator, na forma da lei.
§ 4º Quando se tratar de
documentos de caráter sigiloso, reservado ou confidencial, identificados com
estas classificações, observar-se-á o prescrito no § 5º do art. 98.
Art. 62. Cada Comissão
terá uma secretaria incumbida dos serviços de apoio administrativo.
Parágrafo único. Incluem-se nos serviços de secretaria:
I
- apoiamento aos trabalhos e redação da ata das reuniões;
II - a organização do
protocolo de entrada e saída de matéria;
III - a sinopse dos
trabalhos, com o andamento de todas as proposições em curso na Comissão;
IV - o fornecimento ao
Presidente da Comissão, no último dia de cada mês, de informações sucintas sobre
o andamento das proposições;
V - a organização dos
processos legislativos na forma dos autos judiciais, com a numeração das páginas
por ordem cronológica, rubricadas pelo Secretário da Comissão onde foram
incluídas;
VI - a entrega
do processo referente a cada proposição ao Relator, até o dia seguinte à
distribuição;
VII - o
acompanhamento sistemático da distribuição de proposições aos Relatores e
Relatores substitutos e dos prazos regimentais, mantendo o Presidente
constantemente informado a respeito;
VIII - o encaminhamento, ao
órgão incumbido da sinopse, de cópia da ata das reuniões com as respectivas
distribuições;
IX - a
organização de súmula da jurisprudência dominante da Comissão, quanto aos
assuntos mais relevantes, sob orientação de seu Presidente;
X - o desempenho de outros
encargos determinados pelo Presidente.
Art. 63. Lida e aprovada,
a ata de cada reunião da Comissão será assinada pelo Presidente e rubricada em
todas as folhas.
Parágrafo único. A ata será publicada no Diário da Câmara dos Deputados, de preferência no dia
seguinte, e obedecerá, na sua redação, a padrão uniforme de que conste o
seguinte:
I - data, hora e local da
reunião;
II - nomes dos
membros presentes e dos ausentes, com expressa referência às faltas
justificadas;
III -
resumo do expediente;
IV
- relação das matérias distribuídas, por proposições, Relatores e Relatores
substitutos;
V - registro
das proposições apreciadas e das respectivas conclusões.
Art. 64. As Comissões
contarão, para o desempenho das suas atribuições, com assessoramento e
consultoria técnico-legislativa e especializada em suas áreas de competência, a
cargo do órgão de assessoramento institucional da Câmara, nos termos de
resolução específica e do que prevê o § 1º do art. 278.
Art. 65. As sessões da
Câmara serão:
I - preparatórias, as que
precedem a inauguração dos trabalhos do Congresso Nacional na primeira e na
terceira sessões legislativas de cada legislatura;
II - ordinárias, as de
qualquer sessão legislativa, realizadas apenas uma vez por dia, em todos os dias
úteis, de segunda a sexta-feira;
III - extraordinárias, as
realizadas em dias ou horas diversos dos prefixados para as ordinárias;
IV - solenes, as realizadas
para grandes comemorações ou homenagens especiais.
Art. 66. As sessões
ordinárias terão duração de cinco horas, iniciando-se às nove horas, quando
convocadas para as sextas-feiras, e, nos demais dias da semana, às quatorze
horas, e constarão de: ("Caput" do artigo com redação
dada pela Resolução nº 3, de 1991)
I - Pequeno Expediente, com
duração de sessenta minutos improrrogáveis, destinado à matéria do expediente e
aos oradores inscritos que tenham comunicação a fazer; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 3, de 1991)
II - Grande Expediente, a
iniciar-se às dez ou às quinze horas, conforme o caso, com duração improrrogável
de cinqüenta minutos, distribuída entre os oradores inscritos; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 1, de 1995)
III - Ordem do Dia, a
iniciar-se às onze ou dezesseis horas, conforme o caso, com duração de três
horas prorrogáveis, para apreciação da pauta; (Inciso
com redação dada pela Resolução nº 1, de 1995)
IV - Comunicações
Parlamentares, desde que haja tempo, destinadas a representantes de Partidos e
Blocos Parlamentares, alternadamente, indicados pelos Líderes. (Inciso com redação dada pela Resolução nº 3, de 1991)
§ 1º Em qualquer tempo da sessão, os Líderes dos Partidos, pessoalmente e sem
delegação, poderão fazer comunicações destinadas ao debate em torno de assuntos
de relevância nacional. (Parágrafo com redação dada pela
Resolução nº 3, de 1991)
§ 2º O Presidente da Câmara
dos Deputados poderá determinar, a fim de adequá-la às necessidades da Casa, que
a Ordem do Dia absorva o tempo destinado aos oradores do Grande Expediente. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 3, de 1991)
§ 3º O Presidente da Câmara dos Deputados poderá não designar Ordem do Dia para
sessões ordinárias, que se denominarão sessões de debates e se constituirão de
Pequeno Expediente, Grande Expediente e Comunicações Parlamentares,
disciplinando o Presidente a distribuição do tempo que corresponderia à Ordem do
Dia, podendo os Líderes delegar a membros de suas bancadas o tempo relativo às
Comunicações de Lideranças. (Parágrafo acrescido pela
Resolução nº 3, de 1991)
§ 4º O Presidente da Câmara,
de ofício, por proposta do Colégio de Líderes ou mediante deliberação do
Plenário sobre requerimento de pelo menos um décimo dos Deputados, poderá
convocar períodos de sessões extraordinárias exclusivamente destinadas à
discussão e votação das matérias constantes do ato de convocação. (Primitivo §2º renumerado pela Resolução nº 3, de 1991)
§ 5º Durante os períodos de sessões a que se refere o parágrafo anterior, não
serão realizadas sessões ordinárias nem funcionarão as Comissões Permanentes.
(Primitivo §3º renumerado pela Resolução nº 3, de
1991)
Art. 67. A sessão
extraordinária, com duração de quatro horas, será destinada exclusivamente à
discussão e votação das matérias constantes da Ordem do Dia.
§ 1º
A sessão extraordinária será convocada pelo Presidente, de ofício, pelo Colégio
de Líderes ou por deliberação do Plenário, a requerimento de qualquer Deputado.
§
2º O Presidente prefixará o dia, a hora e a Ordem do Dia da sessão
extraordinária, que serão comunicados à Câmara em sessão ou pelo Diário da Câmara dos Deputados, e, quando mediar tempo
inferior a vinte e quatro horas para convocação, também por via telegráfica ou
telefônica, aos Deputados.
Art. 68. A Câmara poderá
realizar sessão solene para comemorações especiais ou recepção de altas
personalidades, a juízo do Presidente ou por deliberação do Plenário, mediante
requerimento de um décimo dos Deputados ou Líderes que representem este número,
atendendo-se que:
I - em sessão solene, poderão
ser admitidos convidados à Mesa e no Plenário;
II - a sessão solene, que
independe de número, será convocada em sessão ou através do Diário da Câmara dos Deputados e nela só usarão da
palavra os oradores previamente designados pelo Presidente;
III - será admitida a
realização de até duas sessões solenes, por deliberação do Plenário, a cada mês;
(Inciso acrescido pela Resolução nº 8 de 1996)
IV- para ser submetido
ao Plenário, o requerimento para homenagem deverá constar no avulso da Ordem do
Dia como matéria sobre a mesa; (Inciso acrescido pela
Resolução nº 8 de 1996)
V - terá preferência
para deliberação do Plenário o requerimento que for apresentado à Mesa em
primeiro lugar. (Inciso acrescido pela Resolução nº 8 de
1996)
§ 1º As demais homenagens
serão prestadas durante prorrogação das Sessões Ordinárias convocadas para as
segundas e sextas-feiras e por prazo não superior a trinta minutos. Tratando-se
de congressista da legislatura, Chefe de um dos Poderes da República ou Chefe de
Estado estrangeiro, com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas, as
homenagens poderão ser prestadas no Grande Expediente. (Parágrafo único com redação dada pela Resolução nº 3, de
1991, transformado em § 1º pela Resolução nº 8, de 1996)
§ 2° Nas homenagens prestadas
durante o Grande Expediente observar-se-á o previsto para as sessões solenes, e
nas prestadas nas prorrogações das sessões atender-se-á, ainda, ao seguinte;
I -
só poderão ocorrer, no máximo, duas homenagens a cada mês;
II - falará, por cinco
minutos, além do autor, um Deputado de cada Partido ou Bloco, indicado pelo
respectivo Líder;
III -
esgotado o prazo previsto neste parágrafo, a sessão será levantada, facultado
aos inscritos o direito à publicação e divulgação de seus pronunciamentos. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 8 de 1996)
Art. 69. As sessões serão
públicas, mas excepcionalmente poderão ser secretas, quando assim deliberado
pelo Plenário.
Art. 70. Poderá a sessão
ser suspensa por conveniência da manutenção da ordem, não se computando o tempo
da suspensão no prazo regimental.
Art. 71. A sessão da
Câmara só poderá ser levantada, antes do prazo previsto para o término dos seus
trabalhos, no caso de:
I - tumulto grave;
II - falecimento de
congressista da legislatura, de Chefe de um dos Poderes da República ou quando
for decretado luto oficial;
III - presença nos debates de
menos de um décimo do número total de Deputados.
Art. 72. O prazo da
duração da sessão poderá ser prorrogado pelo Presidente, de ofício, ou,
automaticamente, quando requerido pelo Colégio de Líderes, ou por deliberação do
Plenário, a requerimento de qualquer Deputado, por tempo nunca superior a uma
hora, para continuar a discussão e votação da matéria da Ordem do Dia, audiência
de Ministro de Estado e homenagens, observado, neste último caso, o que dispõe o
§ 1º do art. 68. (Numeração adaptada aos termos da
Resolução nº 8, de 1996)
§ 1º O requerimento de
prorrogação, que poderá ser apresentado à Mesa até o momento de o Presidente
anunciar a Ordem do Dia da sessão seguinte, será verbal, prefixará o seu prazo,
não terá discussão nem encaminhamento de votação e será votado pelo processo
simbólico.
§ 2º O esgotamento da hora
não interrompe o processo de votação, ou o de sua verificação, nem do
requerimento de prorrogação obstado pelo surgimento de questões de ordem.
§ 3º
Havendo matéria urgente, o Presidente poderá deferir requerimento de prorrogação
da sessão.
§ 4º A prorrogação destinada
à votação da matéria da Ordem do Dia só poderá ser concedida com a presença da
maioria absoluta dos Deputados.
§ 5º Se, ao ser requerida
prorrogação de sessão, houver orador na tribuna, o Presidente o interromperá
para submeter a votos o requerimento.
§ 6º Aprovada a prorrogação,
não lhe poderá ser reduzido o prazo, salvo se encerrada a discussão e votação da
matéria em debate.
Art. 73. Para a
manutenção da ordem, respeito e austeridade das sessões, serão observadas as
seguintes regras:
I - só Deputados e Senadores
podem ter assento no Plenário, ressalvado o disposto no art. 77, §§ 2º e 3º;
II - não será permitida
conversação que perturbe a leitura de documento, chamada para votação,
comunicações da Mesa, discursos e debates;
III - o Presidente falará
sentado, e os demais Deputados, de pé, a não ser que fisicamente
impossibilitados;
IV - o
orador usará da tribuna à hora do Grande Expediente, nas Comunicações de
Lideranças e nas Comunicações Parlamentares, ou durante as discussões, podendo,
porém, falar dos microfones de apartes sempre que, no interesse da ordem, o
Presidente a isto não se opuser;
V - ao falar da bancada, o
orador em nenhuma hipótese poderá fazê-lo de costas para a Mesa;
VI - a nenhum Deputado será
permitido falar sem pedir a palavra e sem que o Presidente a conceda, e somente
após essa concessão a taquigrafia iniciará o apanhamento do discurso;
VII - se o Deputado pretender
falar ou permanecer na tribuna anti-regimentalmente, o Presidente adverti-lo-á;
se, apesar dessa advertência, o Deputado insistir em falar, o Presidente dará o
seu discurso por terminado;
VIII - sempre que o
Presidente der por findo o discurso, os taquígrafos deixarão de registrá-lo;
IX - se o Deputado perturbar
a ordem ou o andamento regimental da sessão, o Presidente poderá censurá-lo
oralmente ou, conforme a gravidade, promover a aplicação das sanções previstas
neste Regimento;
X - o
Deputado, ao falar, dirigirá a palavra ao Presidente, ou aos Deputados de modo
geral;
XI - referindo-se,
em discurso, a colega, o Deputado deverá fazer preceder o seu nome do tratamento
de Senhor ou de Deputado; quando a ele se dirigir, o Deputado dar-lhe-á o
tratamento de Excelência;
XII - nenhum Deputado poderá referir-se de forma descortês ou injuriosa a
membros do Poder Legislativo ou às autoridades constituídas deste e dos demais
Poderes da República, às instituições nacionais, ou a Chefe de Estado
estrangeiro com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas;
XIII - não se poderá
interromper o orador, salvo concessão especial deste para levantar questão de
ordem ou para aparteá-lo, e no caso de comunicação relevante que o Presidente
tiver de fazer;
XIV- a
qualquer pessoa é vedado fumar no recinto do Plenário.
Art.
74. O Deputado só poderá falar, nos expressos termos deste Regimento:
I -
para apresentar proposição;
II - para fazer comunicação
ou versar assuntos diversos, à hora do Expediente ou das Comunicações
Parlamentares;
III -
sobre proposição em discussão;
IV - para questão de ordem;
V - para reclamação;
VI - para encaminhar a
votação;
VII - a juízo do
Presidente, para contestar acusação pessoal à própria conduta, feita durante a
discussão, ou para contradizer o que lhe for indevidamente atribuído como
opinião pessoal.
Art. 75. Ao ser-lhe
concedida a palavra, o Deputado que, inscrito, não puder falar, entregará à Mesa
discurso escrito para ser publicado, dispensando-se a leitura, observadas as
seguintes normas:
I - se a inscrição houver
sido para o Pequeno Expediente, serão admitidos, na conformidade deste artigo,
discursos que não resultem em transcrição de qualquer matéria e desde que não
ultrapasse, cada um, três laudas datilografadas em espaço dois; (Inciso com redação adaptada aos termos da Resolução nº 25
de 2001)
II - a
publicação será feita pela ordem de entrega e, quando desatender às condições
fixadas no inciso anterior, o discurso será devolvido ao autor.
Art.
76. Nenhum discurso poderá ser interrompido ou transferido para outra
sessão, salvo se findo o tempo a ele destinado, ou da parte da sessão em que
deve ser proferido, e nas hipóteses dos arts. 70, 71, 73, XIII, 79, § 3º, 82, §
2º, e 91.
Art. 77. No recinto do
Plenário, durante as sessões, só serão admitidos os Deputados e Senadores, os
ex-parlamentares, os funcionários da Câmara em serviço local e os jornalistas
credenciados.
§ 1º Será também admitido o
acesso a parlamentar estrangeiro, desde que no respectivo Parlamento se adote
igual medida.
§ 2º Nas sessões solenes,
quando permitido o ingresso de autoridades no Plenário, os convites serão feitos
de maneira a assegurar, tanto aos convidados como aos Deputados, lugares
determinados.
§ 3º Haverá lugares na
tribuna de honra reservados para convidados, membros do Corpo Diplomático e
jornalistas credenciados.
§ 4º Ao público será
franqueado o acesso às galerias circundantes para assistir às sessões,
mantendo-se a incomunicabilidade da assistência com o recinto do Plenário.
Art.
78. A transmissão por rádio ou televisão, bem como a gravação das sessões
da Câmara, depende de prévia autorização do Presidente e obedecerá às normas
fixadas pela Mesa.
Art. 79. À hora do início
da sessão, os membros da Mesa e os Deputados ocuparão os seus lugares.
§ 1º
A Bíblia Sagrada deverá ficar, durante todo o tempo da sessão, sobre a mesa, à
disposição de quem dela quiser fazer uso.
§ 2º Achando-se presente na
Casa pelo menos a décima parte do número total de Deputados, desprezada a
fração, o Presidente declarará aberta a sessão, proferindo as seguintes
palavras:
§
3º Não se verificando o quorum de presença, o
Presidente aguardará, durante meia hora, que ele se complete, sendo o
retardamento deduzido do tempo destinado ao expediente. Se persistir a falta de
número, o Presidente declarará que não pode haver sessão, determinando a
atribuição de falta aos ausentes para os efeitos legais.
Art.
80. Abertos os trabalhos, o Segundo-Secretário fará a leitura da ata da
sessão anterior, que o Presidente considerará aprovada, independentemente de
votação.
§ 1º O Deputado que pretender
retificar a ata enviará à Mesa declaração escrita. Essa declaração será inserta
em ata, e o Presidente dará, se julgar conveniente, as necessárias explicações
pelas quais a tenha considerado procedente, ou não, cabendo recurso ao Plenário.
§
2º Proceder-se-á de imediato à leitura da matéria do expediente, abrangendo:
I -
as comunicações enviadas à Mesa pelos Deputados;
II - a correspondência em
geral, as petições e outros documentos recebidos pelo Presidente ou pela Mesa,
de interesse do Plenário.
Art. 81. O tempo que se
seguir à leitura da matéria do expediente será destinado aos Deputados inscritos
para breves comunicações, podendo cada um falar por cinco minutos, não sendo
permitidos apartes.
§ 1º Sempre que um Deputado
tiver comunicação a fazer à Mesa, ou ao Plenário, deverá fazê-la oralmente, ou
redigi-la para publicação no Diário da Câmara dos
Deputados. A comunicação por escrito não pode ser feita com a juntada ou
transcrição de documentos.
§ 2º A inscrição dos oradores
será feita na Mesa, em caráter pessoal e intransferível, em livro próprio, das
oito às treze horas e trinta minutos, diariamente, assegurada a preferência aos
que não hajam falado nas cinco sessões anteriores.
§ 3º O Deputado que, chamado
a ocupar o microfone, não se apresentar, perderá a prerrogativa a que se refere
o parágrafo anterior.
§ 4º As inscrições que não
puderem ser atendidas em virtude do levantamento ou não realização da sessão
transferir-se-ão para a sessão ordinária seguinte.
Art. 82. Às onze ou às
dezesseis horas, conforme o caso, passar-se-á a tratar da matéria destinada à
Ordem do Dia, sendo previamente verificado o número de Deputados presentes no
recinto do Plenário, através do sistema eletrônico, para o mesmo efeito do que
prescreve o § 5º deste artigo. (Primitivo art. 85
renumerado pela Resolução nº 3, de 1991,"caput" com nova redação dada pela
Resolução nº 1, de 1995)
§ 1º O Presidente dará
conhecimento da existência de projetos de lei:
I - constantes da pauta e
aprovados conclusivamente pelas Comissões Permanentes ou Especiais, para efeito
de eventual apresentação do recurso previsto no § 2º do art. 132;
II - sujeitos à deliberação
do Plenário, para o caso de oferecimento de emendas, na forma do art. 120.
§ 2º
Havendo matéria a ser votada e número legal para deliberar, proceder-se-á
imediatamente à votação, interrompendo-se o orador que estiver na tribuna. (Primitivo § 3º renumerado pela Resolução nº 3, de 1991)
§ 3º Não havendo matéria a ser votada, ou se inexistir quorum para votação, ou, ainda, se sobrevier a falta de
quorum durante a Ordem do Dia, o Presidente
anunciará o debate das matérias em discussão. (Primitivo
§ 4º renumerado pela Resolução nº 3, de 1991)
§ 4º Encerrado o Grande
Expediente, será aberto o prazo de 10 (dez) minutos para apresentação de
proposições, ou solicitação de apoiamento eletrônico a elas, que se resumirá à
leitura das ementas. (Primitivo § 2º renumerado pela
Resolução nº 3, de 1991 e com nova redação dada pela Resolução nº 22, de
2004)
§ 5º Ocorrendo verificação de
votação e comprovando-se presenças suficientes em Plenário, o Presidente
determinará a atribuição de faltas aos ausentes, para os efeitos legais.
§ 6º
A ausência às votações equipara-se, para todos os efeitos, à ausência às
sessões, ressalvada a que se verificar a título de obstrução parlamentar
legítima, assim considerada a que for aprovada pelas bancadas ou suas Lideranças
e comunicada à Mesa.
§ 7º Terminada a Ordem do
Dia, encerrar-se-á o registro eletrônico de presença. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1, de 1995)
Art. 83. Presente em Plenário a
maioria absoluta dos Deputados, mediante verificação de quorum, dar-se-á início à apreciação da pauta, na
seguinte ordem: (Primitivo art. 86 renumerado pela
Resolução nº 3, de 1991)
I - redações finais;
II - requerimentos de
urgência;
III -
requerimentos de Comissão sujeitos a votação;
IV - requerimentos de
Deputados dependentes de votação imediata;
V - matérias constantes da
Ordem do Dia, de acordo com as regras de preferência estabelecidas no Capítulo
IX do Título V.
Parágrafo único. A ordem estabelecida no caput poderá ser alterada ou interrompida:
I -
para a posse de Deputados;
II - em caso de aprovação de
requerimento de:
| a) | preferência; |
| b) | adiamento; |
| c) | retirada da Ordem do Dia; |
| d) | inversão de pauta. |
Art. 84. O tempo
reservado à Ordem do Dia poderá ser prorrogado pelo Presidente, de ofício, pelo
Colégio de Líderes, ou pelo Plenário, a requerimento verbal de qualquer
Deputado, por prazo não excedente a trinta ou, na hipótese do art. 72, a
sessenta minutos. (Primitivo art. 87 renumerado pela
Resolução nº 3, de 1991)
Art. 85. Findo o tempo da
sessão, o Presidente a encerrará anunciando a Ordem do Dia da sessão de
deliberação seguinte e eventuais alterações da programação, na conformidade dos
§§ 2º, 3º e 4º do art. 66, dando-se ciência da pauta respectiva às Lideranças.
(Numeração adaptada aos termos da Resolução nº 3, de
1991)
Parágrafo único. Não será designada Ordem do Dia para a
primeira sessão plenária de cada sessão legislativa. (Primitivo art. 88 renumerado pela Resolução nº 3, de
1991)
Art. 86. O Presidente organizará
a Ordem do Dia com base na agenda mensal a que se refere o art. 17, I, s, e
observância do que dispõem os arts. 83 e 143, III, para ser publicada no Diário da Câmara dos Deputados e distribuída em avulsos
antes de iniciar-se a sessão respectiva.
§ 1º Cada grupo de projetos
referidos no § 1º do art. 159 será iniciado pelas proposições em votação e,
entre as matérias de cada um, têm preferência na colocação as emendas do Senado
a proposições da Câmara, seguidas pelas proposições desta em turno único,
segundo turno, primeiro turno e apreciação preliminar.
§ 2º
Constarão da Ordem do Dia as matérias não apreciadas da pauta da sessão
ordinária anterior, com precedência sobre outras dos grupos a que pertençam.
§ 3º
A proposição entrará em Ordem do Dia desde que em condições regimentais e com os
pareceres das Comissões a que foi distribuída. (Primitivo art. 89 renumerado pela Resolução nº 3, de 1991)
Art. 87. Encerrado o
Pequeno Expediente, será concedida a palavra aos deputados inscritos para o
Grande Expediente, pelo prazo de vinte e cinco minutos para cada orador,
incluídos nesse tempo os apartes. (Primitivo art. 82
renumerado pela Resolução nº 3, de 1991 e "caput" com nova redação dada pela
Resolução nº 1, de 1995)
§ 1º A lista de oradores para
o Grande Expediente será organizada mediante sorteio eletrônico, competindo à
Mesa disciplinar, em ato próprio, a forma dele. (Parágrafo único transformado em § 1º e com nova redação
dada pela Resolução nº 23, de 2004)
§ 2º O Deputado poderá falar
no Grande Expediente no máximo 3 (três) vezes por semestre, sendo 1 (uma) por
sorteio e 2 (duas) por cessão de vaga de outro parlamentar. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 23, de 2004)
§ 3º Ao Deputado que não falar por falta de vaga no semestre será assegurada a
preferência de inscrição no próximo semestre. (Parágrafo
acrescido pela Resolução nº 23, de 2004)
Art. 88. A Câmara poderá
destinar o Grande Expediente para comemorações de alta significação nacional, ou
interromper os trabalhos para a recepção, em Plenário, de altas personalidades,
desde que assim resolva o Presidente, ou delibere o Plenário. (Primitivo art. 83 renumerado pela Resolução nº 3, de 1991)
Art. 89. As Comunicações
de Lideranças previstas no § 1º do art. 66 deste Regimento destinam-se aos
Líderes que queiram fazer uso da palavra, por período de tempo proporcional ao
número de membros das respectivas bancadas, com o mínimo de três e o máximo de
dez minutos, não sendo permitido apartes, destinando-se à Liderança do Governo a
média do tempo reservado às representações da Maioria e da Minoria.
Parágrafo único. É facultada aos líderes a cessão, entre
si, do tempo, total ou parcial, que lhes for atribuído na forma deste artigo.
(Primitivo art. 84 renumerado e com nova redação dada
pela Resolução nº 3, de 1991)
Art. 90. Se esgotada a
Ordem do Dia antes das dezenove horas, ou não havendo matéria a ser votada, o
Presidente concederá a palavra aos oradores indicados pelos Líderes para
Comunicações Parlamentares. ("Caput" do artigo com
redação dada pela Resolução nº 3, de 1991 e adaptada aos termos da Resolução nº
1, de 1995)
Parágrafo único. Os oradores serão chamados,
alternadamente, por Partidos e Blocos Parlamentares, por período não excedente a
dez minutos para cada Deputado.
Art. 91. A sessão
plenária da Câmara será transformada em Comissão Geral, sob a direção de seu
Presidente, para:
I - debate de matéria
relevante, por proposta conjunta dos Líderes, ou a requerimento de um terço da
totalidade dos membros da Câmara;
II - discussão de projeto de
lei de iniciativa popular, desde que presente o orador que irá defendê-lo;
III - comparecimento de
Ministro de Estado.
§ 1º No caso do inciso I,
falarão, primeiramente, o Autor do requerimento, os Líderes da Maioria e da
Minoria, cada um por trinta minutos, seguindo-se os demais Líderes, pelo prazo
de sessenta minutos, divididos proporcionalmente entre os que o desejarem, e
depois, durante cento e vinte minutos, os oradores que tenham requerido
inscrição junto à Mesa, sendo destinados dez minutos para cada um.
§ 2º
Na hipótese do inciso II, poderá usar da palavra qualquer signatário do projeto
ou Deputado, indicado pelo respectivo autor, por trinta minutos, sem apartes,
observando-se para o debate as disposições contidas nos §§ 1º e 4º do art. 220,
e nos §§ 2º e 3º do art. 222.
§ 3º Alcançada a finalidade
da Comissão Geral, a sessão plenária terá andamento a partir da fase em que
ordinariamente se encontrariam os trabalhos.
Art. 92. A sessão secreta
será convocada, com a indicação precisa de seu objetivo:
I -
automaticamente, a requerimento escrito de Comissão, para tratar de matéria de
sua competência, ou do Colégio de Líderes ou de, pelo menos, um terço da
totalidade dos membros da Câmara, devendo o documento permanecer em sigilo até
ulterior deliberação do Plenário;
II - por deliberação do
Plenário, quando o requerimento for subscrito por Líder ou um quinto dos membros
da Câmara.
Parágrafo único. Será secreta a sessão em que a Câmara
deva deliberar sobre:
I - projeto de fixação ou
modificação dos efetivos das Forças Armadas;
II - declaração de guerra ou
acordo sobre a paz;
III -
passagem de forças estrangeiras pelo território nacional, ou sua permanência
nele;
IV - (Revogado pela Resolução nº 57, de 1994)
Art. 93. Para iniciar-se a
sessão secreta, o Presidente fará sair do recinto das tribunas, das galerias e
das demais dependências anexas as pessoas estranhas aos trabalhos, inclusive os
funcionários da Casa, sem prejuízo de outras cautelas que a Mesa adotar no
sentido de resguardar o sigilo.
§ 1º Reunida a Câmara em
sessão secreta, deliberar-se-á, preliminarmente, salvo na hipótese do parágrafo
único do artigo precedente, se o assunto que motivou a convocação deve ser
tratado sigilosa ou publicamente; tal debate, porém, não poderá exceder a
primeira hora, nem cada Deputado ocupará a tribuna por mais de cinco minutos.
§
2º Antes de encerrar-se a sessão secreta, a Câmara resolverá se o requerimento
de convocação, os debates e deliberações, no todo ou em parte, deverão constar
da ata pública, ou fixará o prazo em que devam ser mantidos sob sigilo.
§ 3º
Antes de levantada a sessão secreta, a ata respectiva será aprovada e,
juntamente com os documentos que a ela se refiram, encerrada em invólucro
lacrado, etiquetado, datado e rubricado pelos membros da Mesa, e recolhida ao
Arquivo.
§ 4º Será permitido a
Deputado e a Ministro de Estado que houver participado dos debates reduzir seu
discurso a escrito para ser arquivado num segundo envelope igualmente lacrado,
que se anexará ao invólucro mencionado no parágrafo anterior, desde que o
interessado o prepare em prazo não excedente de uma sessão.
Art.
94. Só Deputados e Senadores poderão assistir às sessões secretas do
Plenário; os Ministros de Estado, quando convocados, ou as testemunhas chamadas
a depor participarão dessas sessões apenas durante o tempo necessário.
Art. 95. Considera-se
questão de ordem toda dúvida sobre a interpretação deste Regimento, na sua
prática exclusiva ou relacionada com a Constituição Federal.
§ 1º
Durante a Ordem do Dia só poderá ser levantada questão de ordem atinente
diretamente à matéria que nela figure.
§ 2º Nenhum Deputado poderá
exceder o prazo de três minutos para formular questão de ordem, nem falar sobre
a mesma mais de uma vez.
§ 3º No momento de votação,
ou quando se discutir e votar redação final, a palavra para formular questão de
ordem só poderá ser concedida uma vez ao Relator e uma vez a outro Deputado, de
preferência ao Autor da proposição principal ou acessória em votação.
§ 4º
A questão de ordem deve ser objetiva, claramente formulada, com a indicação
precisa das disposições regimentais ou constitucionais cuja observância se
pretenda elucidar, e referir-se à matéria tratada na ocasião.
§ 5º
Se o Deputado não indicar, inicialmente, as disposições em que se assenta a
questão de ordem, enunciando-as, o Presidente não permitirá a sua permanência na
tribuna e determinará a exclusão, da ata, das palavras por ele pronunciadas.
§ 6º
Depois de falar somente o Autor e outro Deputado que contra-argumente, a questão
de ordem será resolvida pelo Presidente da sessão, não sendo lícito ao Deputado
opor-se à decisão ou criticá-la na sessão em que for proferida.
§ 7º
O Deputado que quiser comentar, criticar a decisão do Presidente ou contra ela
protestar poderá fazê-lo na sessão seguinte, tendo preferência para uso da
palavra, durante dez minutos, à hora do expediente.
§ 8º O Deputado, em qualquer
caso, poderá recorrer da decisão da Presidência para o Plenário, sem efeito
suspensivo, ouvindo-se a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que
terá o prazo máximo de três sessões para se pronunciar. Publicado o parecer da
Comissão, o recurso será submetido na sessão seguinte ao Plenário. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 9º Na hipótese do parágrafo
anterior, o Deputado, com o apoiamento de um terço dos presentes, poderá
requerer que o Plenário decida, de imediato, sobre o efeito suspensivo ao
recurso.
§ 10. As decisões sobre
questão de ordem serão registradas e indexadas em livro especial, a que se dará
anualmente ampla divulgação; a Mesa elaborará projeto de resolução propondo, se
for o caso, as alterações regimentais delas decorrentes, para apreciação em
tempo hábil, antes de findo o biênio.
Art. 96. Em qualquer fase
da sessão da Câmara ou de reunião de Comissão, poderá ser usada a palavra para
reclamação, restrita durante a Ordem do Dia à hipótese do parágrafo único do
art. 55 ou às matérias que nela figurem.
§ 1º O uso da palavra, no
caso da sessão da Câmara, destina-se exclusivamente a reclamação quanto à
observância de expressa disposição regimental ou relacionada com o funcionamento
dos serviços administrativos da Casa, na hipótese prevista no art. 264.
§ 2º
O membro de Comissão pode formular reclamação sobre ação ou omissão do órgão
técnico que integre. Somente depois de resolvida, conclusivamente, pelo seu
Presidente, poderá o assunto ser levado, em grau de recurso, por escrito ou
oralmente, ao Presidente da Câmara ou ao Plenário.
§ 3º Aplicam-se às
reclamações as normas referentes às questões de ordem, constantes dos §§ 1º a 7º
do artigo precedente.
Art. 97. Lavrar-se-á ata
com a sinopse dos trabalhos de cada sessão, cuja redação obedecerá a padrão
uniforme adotado pela Mesa.
§ 1º As atas impressas ou
datilografadas serão organizadas em Anais, por ordem cronológica, encadernadas
por sessão legislativa e recolhidas ao Arquivo da Câmara.
§ 2º
Da ata constará a lista nominal de presença e de ausência às sessões ordinárias
e extraordinárias da Câmara.
§ 3º A ata da última sessão,
ao encerrar-se a sessão legislativa, será redigida, em resumo, e submetida a
discussão e aprovação, presente qualquer número de Deputados, antes de se
levantar a sessão.
Art. 98. O Diário da Câmara dos Deputados publicará a ata da
sessão do dia anterior, com toda a seqüência dos trabalhos.
§ 1º
Os discursos proferidos durante a sessão serão publicados por extenso na ata
impressa, salvo expressas restrições regimentais. Não são permitidas as
reproduções de discursos no Diário da Câmara dos
Deputados com o fundamento de corrigir erros e omissões; as correções
constarão da seção "Errata".
§ 2º Ao Deputado é licito
retirar na Taquigrafia, para revisão, o seu discurso, não permitindo a
publicação na ata respectiva. Caso o orador não devolva o discurso dentro de
cinco sessões, a Taquigrafia dará à publicação o texto sem revisão do orador.
§
3º As informações e documentos ou discursos de representantes de outro Poder que
não tenham sido integralmente lidos pelo Deputado serão somente indicados na
ata, com a declaração do objeto a que se referirem, salvo se a publicação
integral ou transcrição em discurso for autorizada pela Mesa, a requerimento do
orador; em caso de indeferimento, poderá este recorrer ao Plenário, aplicando-se
o parágrafo único do art. 115.
§ 4º As informações enviadas
à Câmara em virtude de solicitação desta, a requerimento de qualquer Deputado ou
Comissão, serão, em regra, publicadas na ata impressa, antes de entregues, em
cópia autêntica, ao solicitante, mas poderão ser publicadas em resumo ou apenas
mencionadas, a juízo do Presidente, ficando, em qualquer hipótese, o original no
Arquivo da Câmara, inclusive para o fornecimento de cópia aos demais Deputados
interessados.
§ 5º Não se dará publicidade
a informações e documentos oficiais de caráter reservado. As informações
solicitadas por Comissão serão confiadas ao Presidente desta pelo Presidente da
Câmara para que as leia a seus pares; as solicitadas por Deputado serão lidas a
este pelo Presidente da Câmara. Cumpridas essas formalidades, serão fechadas em
invólucro lacrado, etiquetado, datado e rubricado por dois Secretários, e assim
arquivadas.
§ 6º Não será autorizada a
publicação de pronunciamentos ou expressões atentatórias do decoro parlamentar,
cabendo recurso do orador ao Plenário. (Parágrafo com
redação adaptada aos termos da Resolução nº 25, de 2001)
§ 7º Os pedidos de retificação da ata serão decididos pelo Presidente, na forma
do art. 80, § 1º.
Art. 99. Serão divulgados
pelo programa Voz do Brasil as atividades das Comissões e do Plenário e os
pronunciamentos lidos ou proferidos da tribuna da Câmara, desde que em termos
regimentais.
Art. 100. Proposição é
toda matéria sujeita à deliberação da Câmara.
§ 1º As proposições poderão
consistir em proposta de emenda à Constituição, projeto, emenda, indicação,
requerimento, recurso, parecer e proposta de fiscalização e controle.
§ 2º
Toda proposição deverá ser redigida com clareza, em termos explícitos e
concisos, e apresentada em três vias, cuja destinação, para os projetos, é a
descrita no § 1º do art. 111.
§ 3º Nenhuma proposição
poderá conter matéria estranha ao enunciado objetivamente declarado na ementa,
ou dele decorrente.
Art. 101. Ressalvadas as
hipóteses enumeradas na alínea a do inciso I deste
artigo, a apresentação de proposição será feita por meio do sistema eletrônico
de autenticação de documentos, na forma e nos locais determinados por Ato da
Mesa, ou:
I - em Plenário ou perante
Comissão, quando se tratar de matéria constante da Ordem do Dia:
| a) |
no momento em que a matéria respectiva for
anunciada, para os requerimentos que digam respeito a: |
II
- à Mesa, quando se tratar de iniciativa do Senado Federal, de outro Poder, do
Procurador-Geral da República ou de cidadãos. (Artigo
com redação dada pela Resolução nº 22, de 2004)
Art. 102. A proposição de
iniciativa de Deputado poderá ser apresentada individual ou coletivamente.
§ 1º
Consideram-se Autores da proposição, para efeitos regimentais, todos os seus
signatários, podendo as respectivas assinaturas ser apostas por meio eletrônico
de acordo com Ato da Mesa. (Parágrafo com redação dada
pela Resolução nº 22, de 2004).
§ 2º As atribuições ou
prerrogativas regimentais conferidas ao Autor serão exercidas em Plenário por um
só dos signatários da proposição, regulando-se a precedência segundo a ordem em
que a subscreveram.
§ 3º O quorum para a iniciativa coletiva das proposições,
exigido pela Constituição Federal ou por este Regimento Interno, pode ser obtido
por meio das assinaturas de cada Deputado, apostas por meio eletrônico ou,
quando expressamente permitido, de Líder ou Líderes, representando estes últimos
exclusivamente o número de Deputados de sua legenda partidária ou parlamentar,
na data da apresentação da proposição. (Parágrafo com
redação dada pela Resolução nº 22, de 2004).
§ 4º Nos casos em que as
assinaturas de uma proposição sejam necessárias ao seu trâmite, não poderão ser
retiradas ou acrescentadas após a respectiva publicação ou, em se tratando de
requerimento, depois de sua apresentação à Mesa.
Art. 103. A proposição
poderá ser fundamentada por escrito ou verbalmente pelo Autor e, em se tratando
de iniciativa coletiva, pelo primeiro signatário ou quem este indicar, mediante
prévia inscrição junto à Mesa.
Parágrafo único. O relator de proposição, de ofício ou a
requerimento do Autor, fará juntar ao respectivo processo a justificação oral,
extraída do Diário da Câmara dos Deputados.
Art.
104. A retirada de proposição, em qualquer fase do seu andamento, será
requerida pelo Autor ao Presidente da Câmara, que, tendo obtido as informações
necessárias, deferirá, ou não, o pedido, com recurso para o Plenário.
§ 1º
Se a proposição já tiver pareceres favoráveis de todas as Comissões competentes
para opinar sobre o seu mérito, ou se ainda estiver pendente do pronunciamento
de qualquer delas, somente ao Plenário cumpre deliberar, observado o art. 101,
II, b, 1.
§ 2º No caso de iniciativa
coletiva, a retirada será feita a requerimento de, pelo menos, metade mais um
dos subscritores da proposição.
§ 3º A proposição de Comissão
ou da Mesa só poderá ser retirada a requerimento de seu Presidente, com prévia
autorização do colegiado.
§ 4º A proposição retirada na
forma deste artigo não pode ser reapresentada na mesma sessão legislativa, salvo
deliberação do Plenário.
§ 5º Às proposições de
iniciativa do Senado Federal, de outros Poderes, do Procurador-Geral da
República ou de cidadãos aplicar-se-ão as mesmas regras.
Art.
105. Finda a legislatura, arquivar-se-ão todas as proposições que no seu
decurso tenham sido submetidas à deliberação da Câmara e ainda se encontrem em
tramitação, bem como as que abram crédito suplementar, com pareceres ou sem
eles, salvo as:
I - com pareceres favoráveis
de todas as Comissões;
II
- já aprovadas em turno único, em primeiro ou segundo turno;
III - que tenham tramitado
pelo Senado, ou dele originárias;
IV - de iniciativa popular;
V - de iniciativa de
outro Poder ou do Procurador-Geral da República.
Parágrafo único. A proposição poderá ser desarquivada
mediante requerimento do Autor, ou Autores, dentro dos primeiros cento e oitenta
dias da primeira sessão legislativa ordinária da legislatura subseqüente,
retomando a tramitação desde o estágio em que se encontrava.
Art.
106. Quando, por extravio ou retenção indevida, não for possível o
andamento de qualquer proposição, vencidos os prazos regimentais, a Mesa fará
reconstituir o respectivo processo pelos meios ao seu alcance para a tramitação
ulterior.
Art. 107. A publicação de
proposição no Diário da Câmara dos Deputados e em
avulsos, quando de volta das Comissões, assinalará, obrigatoriamente, após o
respectivo número:
I - o Autor e o número de
Autores da iniciativa, que se seguirem ao primeiro, ou de assinaturas de
apoiamento;
II - os
turnos a que está sujeita;
III - a ementa;
IV - a conclusão dos
pareceres, se favoráveis ou contrários, e com emendas ou substitutivos;
V - a existência, ou não, de
votos em separado, ou vencidos, com os nomes de seus Autores;
VI - a existência, ou não, de
emendas, relacionadas por grupos, conforme os respectivos pareceres;
VII - outras indicações que
se fizerem necessárias.
§ 1º Deverão constar da
publicação a proposição inicial, com a respectiva justificação; os pareceres,
com os respectivos votos em separado; as declarações de voto e a indicação dos
Deputados que votaram a favor e contra; as emendas na íntegra, com as suas
justificações e respectivos pareceres; as informações oficiais porventura
prestadas acerca da matéria e outros documentos que qualquer Comissão tenha
julgado indispensáveis à sua apreciação.
§ 2º Os projetos de lei
aprovados conclusivamente pelas Comissões, na forma do art. 24, II, serão
publicados com os documentos mencionados no parágrafo anterior, ressaltando-se a
fluência do prazo para eventual apresentação do recurso a que se refere o art.
58, § 2º, I, da Constituição Federal.
Art. 108. A Câmara dos
Deputados exerce a sua função legislativa por via de projeto de lei ordinária ou
complementar, de decreto legislativo ou de resolução, além da proposta de emenda
à Constituição.
Art. 109. Destinam-se os
projetos:
I - de lei a regular as
matérias de competência do Poder Legislativo, com a sanção do Presidente da
República;
II - de
decreto legislativo a regular as matérias de exclusiva competência do Poder
Legislativo, sem a sanção do Presidente da República;
III - de resolução a regular,
com eficácia de lei ordinária, matérias da competência privativa da Câmara dos
Deputados, de caráter político, processual, legislativo ou administrativo, ou
quando deva a Câmara pronunciar-se em casos concretos como:
| a) | perda de mandato de Deputado; |
| b) | criação de Comissão Parlamentar de Inquérito; |
| c) | conclusões de Comissão Parlamentar de Inquérito; |
| d) | conclusões de Comissão Permanente sobre proposta de fiscalização e controle; |
| e) | conclusões sobre as petições, representações ou reclamações da sociedade civil; |
| f) | matéria de natureza regimental; |
| g) | assuntos de sua economia interna e dos serviços administrativos. |
§
1º A iniciativa de projetos de lei na Câmara será, nos termos do art. 61 da
Constituição Federal e deste Regimento:
I - de Deputados, individual
ou coletivamente;
II - de
Comissão ou da Mesa;
III
- do Senado Federal;
IV -
do Presidente da República;
V - do Supremo Tribunal
Federal;
VI - dos
Tribunais Superiores;
VII
- do Procurador-Geral da República;
VIII - dos cidadãos.
§ 2º
Os Projetos de decreto legislativo e de resolução podem ser apresentados por
qualquer Deputado ou Comissão, quando não sejam de iniciativa privativa da Mesa
ou de outro colegiado específico.
Art. 110. A matéria
constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos
membros da Câmara, ou, nos casos dos incisos III a VIII do § 1º do artigo
anterior, por iniciativa do Autor, aprovada pela maioria absoluta dos Deputados.
Art. 111. Os projetos
deverão ser divididos em artigos numerados, redigidos de forma concisa e clara,
precedidos, sempre, da respectiva ementa.
§ 1º O projeto será
apresentado em três vias:
I - uma, subscrita pelo Autor
e demais signatários, se houver, destinada ao Arquivo da Câmara;
II - uma, autenticada, em
cada página, pelo Autor ou Autores, com as assinaturas, por cópia, de todos os
que o subscreveram, remetida à Comissão ou Comissões a que tenha sido
distribuído;
III - uma,
nas mesmas condições da anterior, destinada a publicação no Diário da Câmara dos Deputados e em avulsos.
§ 2º
Cada projeto deverá conter, simplesmente, a enunciação da vontade legislativa,
de conformidade com o § 3º do art. 100, aplicando-se, caso contrário, o disposto
no art. 137, § 1º, ou no art. 57, III.
§ 3º Nenhum artigo de projeto
poderá conter duas ou mais matérias diversas.
Art. 112. Os projetos que
forem apresentados sem observância dos preceitos fixados no artigo anterior e
seus parágrafos, bem como os que, explícita ou implicitamente, contenham
referências a lei, artigo de lei, decreto ou regulamento, contrato ou concessão,
ou qualquer ato administrativo e não se façam acompanhar de sua transcrição, ou,
por qualquer modo, se demonstrem incompletos e sem esclarecimentos, só serão
enviados às Comissões, cientes os Autores do retardamento, depois de completada
sua instrução.
Art. 113. Indicação é a
proposição através da qual o deputado:
I - sugere a outro Poder a
adoção de providência, a realização de ato administrativo ou de gestão, ou o
envio de projeto sobre a matéria de sua iniciativa exclusiva;
II - sugere a manifestação de
uma ou mais Comissões acerca de determinado assunto, visando a elaboração de
projeto sobre matéria de iniciativa da Câmara.
§ 1º Na hipótese do inciso I,
a indicação será objeto de requerimento escrito, despachado pelo Presidente e
publicado no Diário da Câmara dos Deputados.
§ 2º
Na hipótese do inciso II, serão observadas as seguintes normas:
I -
as indicações recebidas pela Mesa serão lidas em súmula, mandadas à publicação
no Diário da Câmara dos Deputados e encaminhadas às
Comissões competentes;
II
- o parecer referente à indicação será proferido no prazo de vinte sessões,
prorrogável a critério da Presidência da Comissão;
III - se a Comissão que tiver
de opinar sobre indicação concluir pelo oferecimento de projeto, seguirá este os
trâmites regimentais das proposições congêneres;
IV - se nenhuma Comissão
opinar em tal sentido, o Presidente da Câmara, ao chegar o processo à Mesa,
determinará o arquivamento da indicação, cientificando-se o Autor para que este,
se quiser, ofereça projeto próprio à consideração da Casa;
V - não serão aceitas
proposições que objetivem:
| a) | consulta a Comissão sobre interpretação e aplicação de lei; |
| b) | consulta a Comissão sobre atos de qualquer Poder, de seus órgãos e autoridades. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991) |
Art. 114. Serão verbais
ou escritos, e imediatamente despachados pelo Presidente, os requerimentos que
solicitem:
I - a palavra, ou a
desistência desta;
II -
permissão para falar sentado, ou da bancada;
III - leitura de qualquer
matéria sujeita ao conhecimento do Plenário;
IV - observância de
disposição regimental;
V
- retirada, pelo Autor, de requerimento;
VI - discussão de uma
proposição por partes;
VII - retirada, pelo Autor, de proposição com parecer contrário, sem parecer, ou
apenas com parecer de admissibilidade; (Primitivo inciso
VIII renumerado pela Resolução nº 5, de 1996)
VIII - verificação de
votação; (Primitivo inciso IX renumerado pela Resolução
nº 5, de 1996)
IX -
informações sobre a ordem dos trabalhos, a agenda mensal ou a Ordem do Dia; (Primitivo inciso X renumerado pela Resolução nº 5, de 1996)
X - prorrogação de
prazo para o orador na tribuna; (Primitivo inciso XI
renumerado pela Resolução nº 5, de 1996)
XI - dispensa do avulso
para a imediata votação da redação final já publicada; (Primitivo inciso XII renumerado pela Resolução nº 5, de
1996)
XII -
requisição de documentos; (Primitivo inciso XIII
renumerado pela Resolução nº 5, de 1996)
XIII - preenchimento de
lugar em Comissão; (Primitivo inciso XIV renumerado pela
Resolução nº 5, de 1996)
XIV - inclusão em Ordem do
Dia de proposição com parecer, em condições regimentais de nela figurar; (Primitivo inciso XV renumerado pela Resolução nº 5, de
1996)
XV -
reabertura de discussão de projeto encerrada em sessão legislativa anterior; (Primitivo inciso XVI renumerado pela Resolução nº 5, de
1996)
XVI -
esclarecimento sobre ato da administração ou economia interna da Câmara; (Primitivo inciso XVII renumerado pela Resolução nº 5, de
1996)
XVII - licença
a Deputado, nos termos do § 3º do art. 235. (Primitivo
inciso XVIII renumerado pela Resolução nº 5, de 1996)
Parágrafo único. Em caso de indeferimento e a pedido
do Autor, o Plenário será consultado, sem discussão nem encaminhamento de
votação, que será feita pelo processo simbólico.
Art. 115. Serão escritos
e despachados no prazo de cinco sessões, pelo Presidente, ouvida a Mesa, e
publicados com a respectiva decisão no Diário da Câmara
dos Deputados, os requerimentos que solicitem:
I - informação a Ministro de
Estado;
II - inserção,
nos Anais da Câmara, de informações, documentos ou discurso de representante de
outro Poder, quando não lidos integralmente pelo orador que a eles fez remissão.
Parágrafo único. Nas hipóteses deste artigo, caberá
recurso ao Plenário dentro em cinco sessões, a contar da publicação do despacho
indeferitório no Diário da Câmara dos Deputados. O
recurso será decidido pelo processo simbólico, sem discussão, sendo permitido o
encaminhamento de votação pelo Autor do requerimento e pelos Líderes, por cinco
minutos cada um.
Art. 116. Os pedidos
escritos de informação a Ministro de Estado, importando crime de
responsabilidade a recusa ou o não-atendimento no prazo de trinta dias, bem como
a prestação de informações falsas, serão encaminhados pelo Primeiro-Secretário
da Câmara, observadas as seguintes regras:
I - apresentado requerimento
de informação, se esta chegar espontaneamente à Câmara ou já tiver sido prestada
em resposta a pedido anterior, dela será entregue cópia ao Deputado interessado,
caso não tenha sido publicada no Diário da Câmara dos
Deputados, considerando-se, em conseqüência, prejudicada a proposição;
II - os requerimentos de
informação somente poderão referir-se a ato ou fato, na área de competência do
Ministério, incluídos os órgãos ou entidades da administração pública indireta
sob sua supervisão:
| a) | relacionado com matéria legislativa em trâmite, ou qualquer assunto submetido à apreciação do Congresso Nacional, de suas Casas ou Comissões; |
| b) | sujeito à fiscalização e ao controle do Congresso Nacional, de suas Casas ou Comissões; |
| c) | pertinente às atribuições do Congresso Nacional; |
III - não cabem, em requerimento de informação, providências a tomar, consulta,
sugestão, conselho ou interrogação sobre propósitos da autoridade a que se
dirige;
IV - a Mesa tem a
faculdade de recusar requerimento de informação formulado de modo inconveniente,
ou que contrarie o disposto neste artigo, sem prejuízo do recurso mencionado no
parágrafo único do art. 115.
§ 1º Por matéria legislativa
em trâmite entende-se a que seja objeto de proposta de emenda à Constituição, de
projeto de lei ou de decreto legislativo ou de medida provisória em fase de
apreciação pelo Congresso Nacional, por suas Casas ou Comissões.
§ 2º
Constituem atos ou fatos sujeitos à fiscalização e ao controle do Congresso
Nacional, de suas Casas e Comissões os definidos no art. 60.
Art. 117. Serão escritos
e dependerão de deliberação do Plenário os requerimentos não especificados neste
Regimento e os que solicitem:
I - representação da Câmara
por Comissão Externa;
II
- convocação de Ministro de Estado perante o Plenário;
III - sessão extraordinária;
IV - sessão secreta;
V - não realização de sessão
em determinado dia;
VI -
retirada da Ordem do Dia de proposição com pareceres favoráveis, ainda que
pendente do pronunciamento de outra Comissão de mérito;
VII - prorrogação de prazo
para a apresentação de parecer por qualquer Comissão;
VIII - audiência de Comissão,
quando formulados por Deputado;
IX - destaque, nos termos do
art. 161; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 5,
de 1996)
X -
adiamento de discussão ou de votação;
XI - encerramento de
discussão;
XII - votação
por determinado processo;
XIII - votação de proposição, artigo por artigo, ou de emendas, uma a uma;
XIV - dispensa de publicação
para votação de redação final;
XV - urgência;
XVI - preferência;
XVII - prioridade;
XVIII - voto de pesar;
XIX - voto de regozijo ou
louvor.
§ 1º Os requerimentos
previstos neste artigo não sofrerão discussão, só poderão ter sua votação
encaminhada pelo Autor e pelos Líderes, por cinco minutos cada um, e serão
decididos pelo processo simbólico.
§ 2º Só se admitem
requerimentos de pesar:
I - pelo falecimento de Chefe
de Estado estrangeiro, congressista de qualquer legislatura, e de quem tenha
exercido os cargos de Presidente ou Vice-Presidente da República, Presidente do
Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior, Ministro de Estado, Governador
de Estado, de Território ou do Distrito Federal;
II - como manifestação de
luto nacional oficialmente declarado.
§ 3º O requerimento que
objetive manifestação de regozijo ou louvor deve limitar-se a acontecimentos de
alta significação nacional.
§ 4º A manifestação de
regozijo ou louvor concernente a ato ou acontecimento internacional só poderá
ser objeto de requerimento se de autoria da Comissão de Relações Exteriores e de
Defesa Nacional, previamente aprovada pela maioria absoluta de seus membros. (Redação adaptada aos termos da Resolução nº 15, de 1996)
Art. 118. Emenda é a
proposição apresentada como acessória de outra, sendo a principal qualquer uma
dentre as referidas nas alíneas a a e do inciso I do art. 138.
§ 1º As emendas são
supressivas, aglutinativas, substitutivas, modificativas ou aditivas.
§ 2º
Emenda supressiva é a que manda erradicar qualquer parte de outra proposição.
§
3º Emenda aglutinativa é a que resulta da fusão de outras emendas, ou destas com
o texto, por transação tendente à aproximação dos respectivos objetos.
§ 4º
Emenda substitutiva é a apresentada como sucedânea a parte de outra proposição,
denominando-se "substitutivo" quando a alterar, substancial ou formalmente, em
seu conjunto; considera-se formal a alteração que vise exclusivamente ao
aperfeiçoamento da técnica legislativa.
§ 5º Emenda modificativa é a
que altera a proposição sem a modificar substancialmente.
§ 6º
Emenda aditiva é a que se acrescenta a outra proposição.
§ 7º
Denomina-se subemenda a emenda apresentada em Comissão a outra emenda e que pode
ser, por sua vez, supressiva, substitutiva ou aditiva, desde que não incida, a
supressiva, sobre emenda com a mesma finalidade.
§ 8º Denomina-se emenda de
redação a modificativa que visa a sanar vício de linguagem, incorreção de
técnica legislativa ou lapso manifesto.
Art. 119. As emendas
poderão ser apresentadas em Comissão no caso de projeto sujeito à apreciação
conclusiva: ("Caput" do artigo com redação dada pela
Resolução nº 22, de 2004)
I - a partir da
designação do Relator, por qualquer Deputado, individualmente, e se for o caso
com o apoiamento necessário, e pela Comissão de Legislação Participativa, nos
termos da alínea a do inciso XII do art. 32 deste
Regimento; (Inciso com redação dada pela Resolução nº
22, de 2004)
II
- a substitutivo oferecido pelo Relator, por qualquer dos membros da Comissão.
(Inciso com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 1º As emendas serão
apresentadas no prazo de cinco sessões, após a publicação de aviso na Ordem do
Dia das Comissões. (Parágrafo com redação dada pela
Resolução nº 10, de 1991)
§ 2º A emenda somente será
tida como da Comissão, para efeitos posteriores, se versar sobre matéria de seu
campo temático ou área de atividade e for por ela aprovada. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991)
§ 3º A apresentação de
substitutivo por Comissão constitui atribuição da que for competente para opinar
sobre o mérito da proposição, exceto quando se destinar a aperfeiçoar a técnica
legislativa, caso em que a iniciativa será da Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania. (Parágrafo com redação dada pela
Resolução nº 10, de 1991)
§ 4º Considerar-se-ão como
não escritos emendas ou substitutivos que infringirem o disposto nos parágrafos
anteriores, desde que provida reclamação apresentada antes da aprovação
definitiva da matéria pelas Comissões ou pelo Plenário. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 10, de
1991)
Art. 120. As emendas de Plenário
serão apresentadas:
I - durante a discussão em
apreciação preliminar, turno único ou primeiro turno: por qualquer Deputado ou
Comissão;
II - durante a
discussão em segundo turno:
| a) | por Comissão, se aprovada pela maioria absoluta de seus membros; |
| b) | desde que subscritas por um décimo dos membros da Casa, ou Líderes que representem este número; |
III - à redação final, até o início da sua votação, observado o quorum previsto nas alíneas a e b do inciso anterior.
§
1º Na apreciação preliminar só poderão ser apresentadas emendas que tiverem por
fim escoimar a proposição dos vícios argüidos pelas Comissões referidas nos
incisos I a III do art. 54.
§ 2º Somente será admitida
emenda à redação final para evitar lapso formal, incorreção de linguagem ou
defeito de técnica legislativa, sujeita às mesmas formalidades regimentais da
emenda de mérito.
§ 3º Quando a redação final
for de emendas da Câmara a proposta de emenda à Constituição ou a projeto
oriundos do Senado, só se admitirão emendas de redação a dispositivo emendado e
as que decorram de emendas aprovadas.
§ 4º As proposições urgentes,
ou que se tornarem urgentes em virtude de requerimento, só receberão emendas de
Comissão ou subscritas por um quinto dos membros da Câmara ou Líderes que
representem este número, desde que apresentadas em Plenário até o início da
votação da matéria.
§ 5º Não poderá ser emendada
a parte do projeto de lei aprovado conclusivamente pelas Comissões que não tenha
sido objeto do recurso provido pelo Plenário.
Art. 121. As emendas de
Plenário serão publicadas e distribuídas, uma a uma, às Comissões, de acordo com
a matéria de sua competência.
Parágrafo único. O exame do mérito, da adequação
financeira ou orçamentária e dos aspectos jurídicos e legislativos das emendas
poderá ser feito, por delegação dos respectivos colegiados técnicos, mediante
parecer apresentado diretamente em Plenário, sempre que possível pelos mesmos
Relatores da proposição principal junto às Comissões que opinaram sobre a
matéria. (Parágrafo único com redação dada pela
Resolução nº 10, de 1991)
Art. 122. As emendas
aglutinativas podem ser apresentadas em Plenário, para apreciação em turno
único, quando da votação da parte da proposição ou do dispositivo a que elas se
refiram, pelos Autores das emendas objeto da fusão, por um décimo dos membros da
Casa ou por Líderes que representem esse número.
§ 1º Quando apresentada pelos
Autores, a emenda aglutinativa implica a retirada das emendas das quais resulta.
§
2º Recebida a emenda aglutinativa, a Mesa poderá adiar a votação da matéria por
uma sessão para fazer publicar e distribuir em avulsos o texto resultante da
fusão.
Art. 123. As emendas do
Senado a projetos originários da Câmara serão distribuídas, juntamente com
estes, às Comissões competentes para opinar sobre as matérias de que tratam.
Art.
124. Não serão admitidas emendas que impliquem aumento da despesa prevista:
I
- nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da Republica, ressalvado o
disposto no art. 166, §§ 3º e 4º, da Constituição Federal;
II - nos projetos sobre
organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.
Art.
125. O Presidente da Câmara ou de Comissão tem a faculdade de recusar
emenda formulada de modo inconveniente, ou que verse sobre assunto estranho ao
projeto em discussão ou contrarie prescrição regimental. No caso de reclamação
ou recurso, será consultado o respectivo Plenário, sem discussão nem
encaminhamento de votação, a qual se fará pelo processo simbólico.
Art. 126. Parecer é a
proposição com que uma Comissão se pronuncia sobre qualquer matéria sujeita a
seu estudo.
Parágrafo único. A Comissão que tiver de apresentar
parecer sobre proposições e demais assuntos submetidos à sua apreciação
cingir-se-á à matéria de sua exclusiva competência, quer se trate de proposição
principal, de acessória, ou de matéria ainda não objetivada em proposição.
Art.
127. Cada proposição terá parecer independente, salvo as apensadas na forma
dos arts. 139, I, e 142, que terão um só parecer.
Art. 128. Nenhuma
proposição será submetida a discussão e votação sem parecer escrito da Comissão
competente, exceto nos casos previstos neste Regimento.
Parágrafo único. Excepcionalmente, quando o admitir este
Regimento, o parecer poderá ser verbal.
Art. 129. O parecer por
escrito constará de três partes:
I - relatório, em que se fará
exposição circunstanciada da matéria em exame;
II - voto do Relator, em
termos objetivos, com a sua opinião sobre a conveniência da aprovação ou
rejeição, total ou parcial, da matéria, ou sobre a necessidade de dar-lhe
substitutivo ou oferecer-lhe emenda;
III - parecer da Comissão,
com as conclusões desta e a indicação dos Deputados votantes e respectivos
votos.
§ 1º O parecer a emenda pode
constar apenas das partes indicadas nos incisos II e III, dispensado o
relatório.
§ 2º Sempre que houver
parecer sobre qualquer matéria que não seja projeto do Poder Executivo, do
Judiciário ou do Ministério Publico, nem proposição da Câmara ou do Senado, e
desde que das suas conclusões deva resultar resolução, decreto legislativo ou
lei, deverá ele conter a proposição necessária devidamente formulada pela
Comissão que primeiro deva proferir parecer de mérito, ou por Comissão
Parlamentar de Inquérito, quando for o caso.
Art. 130. Os pareceres
aprovados, depois de opinar a última Comissão a que tenha sido distribuído o
processo, serão remetidos juntamente com a proposição à Mesa.
Parágrafo único. O Presidente da Câmara devolverá à
Comissão o parecer que contrarie as disposições regimentais, para ser
reformulado na sua conformidade, ou em razão do que prevê o parágrafo único do
art. 55.
Art. 131. Cada
proposição, salvo emenda, recurso ou parecer, terá curso próprio.
Art.
132. Apresentada e lida perante o Plenário, a proposição será objeto de
decisão:
I - do Presidente, nos casos
do art. 114;
II - da
Mesa, nas hipóteses do art. 115;
III - das Comissões, em se
tratando de projeto de lei que dispensar a competência do Plenário, nos termos
do art. 24, II;
IV - do
Plenário, nos demais casos.
§ 1º Antes da deliberação do
Plenário, haverá manifestação das Comissões competentes para estudo da matéria,
exceto quando se tratar de requerimento.
§ 2º Não se dispensará a
competência do Plenário para discutir e votar, globalmente ou em parte, projeto
de lei apreciado conclusivamente pelas Comissões se, no prazo de cinco sessões
da publicação do respectivo anúncio no Diário da Câmara
dos Deputados e no avulso da Ordem do Dia, houver recurso nesse sentido, de
um décimo dos membros da Casa, apresentado em sessão e provido por decisão do
Plenário da Câmara. (Parágrafo com redação dada pela
Resolução nº 10, de 1991)
Art. 133. Ressalvada a hipótese
de interposição do recurso de que trata o § 2º do artigo anterior, e excetuados
os casos em que as deliberações dos órgãos técnicos não têm eficácia conclusiva,
a proposição que receber pareceres contrários, quanto ao mérito, de todas as
Comissões a que for distribuída será tida como rejeitada e arquivada
definitivamente por despacho do Presidente, dando-se conhecimento ao Plenário,
e, quando se tratar de matéria em revisão, ao Senado.
Parágrafo único. O parecer contrário a emenda não obsta
a que a proposição principal siga seu curso regimental.
Art.
134. Logo que voltar das Comissões a que tenha sido remetido, o projeto
será anunciado no expediente, publicado com os respectivos pareceres no Diário da Câmara dos Deputados e distribuído em
avulsos.
Art. 135. Decorridos os
prazos previstos neste Regimento para tramitação nas Comissões ou no Plenário, o
Autor de proposição que já tenha recebido pareceres dos órgãos técnicos poderá
requerer ao Presidente a inclusão da matéria na Ordem do Dia.
Art.
136. As deliberações do Plenário ocorrerão na mesma sessão, no caso de
requerimentos que devam ser imediatamente apreciados, ou mediante inclusão na
Ordem do Dia, nos demais casos.
Parágrafo único. O processo referente a proposição
ficará sobre a mesa durante sua tramitação em Plenário.
Art. 137. Toda proposição
recebida pela Mesa será numerada, datada, despachada às Comissões competentes e
publicada no Diário da Câmara dos Deputados e em
avulsos, para serem distribuídos aos Deputados, às Lideranças e Comissões.
§ 1º
Alem do que estabelece o art. 125, a Presidência devolverá ao Autor qualquer
proposição que:
I - não estiver devidamente
formalizada e em termos;
II - versar sobre matéria:
| a) | alheia à competência da Câmara; |
| b) | evidentemente inconstitucional; |
| c) | anti-regimental. |
§
2º Na hipótese do parágrafo anterior, poderá o Autor da proposição recorrer ao
Plenário, no prazo de cinco sessões da publicação do despacho, ouvindo-se a
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em igual prazo. Caso seja
provido o recurso, a proposição voltará à Presidência para o devido trâmite. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de
2004)
Art. 138. As proposições serão
numeradas de acordo com as seguintes normas:
I - terão numeração por
legislatura, em séries específicas:
| a) | as propostas de emenda à Constituição; |
| b) | os projetos de lei ordinária; |
| c) | os projetos de lei complementar; |
| d) | os projetos de decreto legislativo, com indicação da Casa de origem; |
| e) | os projetos de resolução; |
| f) | os requerimentos; |
| g) | as indicações; |
| h) | as propostas de fiscalização e controle; |
II
- as emendas serão numeradas, em cada turno, pela ordem de entrada e organizadas
pela ordem dos artigos do projeto, guardada a seqüência determinada pela sua
natureza, a saber, supressivas, aglutinativas, substitutivas, modificativas e
aditivas;
III - as
subemendas de Comissão figurarão ao fim da série das emendas de sua iniciativa,
subordinadas ao titulo "Subemendas", com a indicação das emendas a que
correspondam; quando à mesma emenda forem apresentadas várias subemendas, terão
estas numeração ordinal em relação à emenda respectiva;
IV - as emendas do Senado a
projeto da Câmara serão anexadas ao projeto primitivo e tramitarão com o número
deste.
§ 1º Os projetos de lei
ordinária tramitarão com a simples denominação de "projeto de lei".
§ 2º
Nas publicações referentes a projeto em revisão, será mencionado, entre
parênteses, o número da Casa de origem, em seguida ao que lhe couber na Câmara.
§
3º Ao número correspondente a cada emenda de Comissão acrescentar-se-ão as
iniciais desta.
§ 4º A emenda que substituir
integralmente o projeto terá, em seguida ao número, entre parênteses, a
indicação "Substitutivo".
Art. 139. A distribuição
de matéria às Comissões será feita por despacho do Presidente, dentro em duas
sessões depois de recebida na Mesa, observadas as seguintes normas:
I -
antes da distribuição, o Presidente mandará verificar se existe proposição em
trâmite que trate de matéria análoga ou conexa; em caso afirmativo, fará a
distribuição por dependência, determinando a sua apensação, após ser numerada,
aplicando-se à hipótese o que prescreve o parágrafo único do art. 142. (Numeração adaptada aos termos da Resolução nº 10, de 1991)
II - excetuadas as
hipóteses contidas no art. 34, a proposição será distribuída:
| a) | às Comissões a cuja competência estiver relacionado o mérito da proposição; (Alínea com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991) |
| b) | quando envolver aspectos financeiro ou orçamentário públicos, à Comissão de Finanças e Tributação, para o exame da compatibilidade ou adequação orçamentária; (Alínea com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991) |
| c) | obrigatoriamente à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para o exame dos aspectos de constitucionalidade, legalidade, juridicidade, regimentalidade e de técnica legislativa, e, juntamente com as Comissões técnicas, para pronunciar-se sobre o seu mérito, quando for o caso; (Alínea com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991 e adaptada à Resolução nº 20, de 2004) |
| d) | diretamente à primeira Comissão que deva proferir parecer de mérito sobre a matéria nos casos do § 2º do art. 129, sem prejuízo do que prescrevem as alíneas anteriores; (Alínea com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991) |
III - a remessa de proposição às Comissões será feita por intermédio da
Secretaria-Geral da Mesa, devendo chegar ao seu destino até a sessão seguinte,
ou imediatamente, em caso de urgência, iniciando-se pela Comissão que, em
primeiro lugar, deva proferir parecer sobre o mérito; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 10, de
1991)
IV - a
remessa de processo distribuído a mais de uma Comissão será feita diretamente de
uma a outra, na ordem em que tiverem de manifestar-se, com os necessários
registros de acompanhamento, salvo matéria em regime de urgência, que será
apreciada conjuntamente pelas Comissões e encaminhada à Mesa;
V - nenhuma proposição será
distribuída a mais do que três Comissões de mérito, aplicando-se, quando for o
caso, o art. 34, II;
VI -
a proposição em regime de urgência, distribuída a mais de uma Comissão, deverá
ser discutida e votada ao mesmo tempo, em cada uma delas, desde que publicada
com as respectivas emendas, ou em reunião conjunta, aplicando-se à hipótese o
que prevê o art.49.
Art. 140. Quando qualquer
Comissão pretender que outra se manifeste sobre determinada matéria, apresentará
requerimento escrito nesse sentido ao Presidente da Câmara, com a indicação
precisa da questão sobre a qual deseja o pronunciamento, observando-se que:
I -
do despacho do Presidente caberá recurso para o Plenário, no prazo de cinco
sessões contado da sua publicação;
II - o pronunciamento da
Comissão versará exclusivamente sobre a questão formulada;
III - o exercício da
faculdade prevista neste artigo não implica dilação dos prazos previstos no art.
52.
Art. 141. Se a Comissão a
que for distribuída uma proposição se julgar incompetente para apreciar a
matéria, ou se, no prazo para a apresentação de emendas referido no art. 120, I,
e § 4º, qualquer Deputado ou Comissão suscitar conflito de competência em
relação a ela, será este dirimido pelo Presidente da Câmara, dentro em duas
sessões, ou de imediato, se a matéria for urgente, cabendo, em qualquer caso,
recurso para o Plenário no mesmo prazo.
Art. 142. Estando em
curso duas ou mais proposições da mesma espécie, que regulem matéria idêntica ou
correlata, é licito promover sua tramitação conjunta, mediante requerimento de
qualquer Comissão ou Deputado ao Presidente da Câmara, observando-se que:
I -
do despacho do Presidente caberá recurso para o Plenário, no prazo de cinco
sessões contado de sua publicação;
II - considera-se um só o
parecer da Comissão sobre as proposições apensadas. (Primitivo inciso III renumerado pela Resolução nº 10, de
1991)
Parágrafo único. A tramitação conjunta só será deferida
se solicitada antes de a matéria entrar na Ordem do Dia ou, na hipótese do art.
24, II, antes do pronunciamento da única ou da primeira Comissão incumbida de
examinar o mérito da proposição.
Art. 143. Na tramitação
em conjunto ou por dependência, serão obedecidas as seguintes normas:
I -
ao processo da proposição que deva ter precedência serão apensos, sem
incorporação, os demais;
II - terá precedência:
| a) | a proposição do Senado sobre a da Câmara; |
| b) | a mais antiga sobre as mais recentes proposições; |
III - em qualquer caso, as proposições serão incluídas conjuntamente na Ordem do
Dia da mesma sessão.
Parágrafo único. O regime especial de tramitação de uma
proposição estende-se às demais que lhe estejam apensas.
Art. 144. Haverá
apreciação preliminar em Plenário quando for provido recurso contra parecer
terminativo de Comissão, emitido na forma do art. 54.
Parágrafo único. A apreciação preliminar é parte
integrante do turno em que se achar a matéria. (Artigo
com redação dada pela Resolução nº 10, de 1991)
Art. 145. Em apreciação
preliminar, o Plenário deliberará sobre a proposição somente quanto à sua
constitucionalidade e juridicidade ou adequação financeira e orçamentária.
§ 1º
Havendo emenda saneadora da inconstitucionalidade ou injuridicidade e da
inadequação ou incompatibilidade financeira ou orçamentária, a votação far-se-á
primeiro sobre ela.
§ 2º Acolhida a emenda,
considerar-se-á a proposição aprovada quanto à preliminar, com a modificação
decorrente da emenda.
§ 3º Rejeitada a emenda,
votar-se-á a proposição, que, se aprovada, retomará o seu curso, e, em caso
contrário, será definitivamente arquivada.
Art. 146. Quando a
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, ou a Comissão de Finanças e
Tributação, apresentar emenda tendente a sanar vício de inconstitucionalidade ou
injuridicidade, e de inadequação ou incompatibilidade financeira ou
orçamentária, respectivamente, ou o fizer a Comissão Especial referida no art.
34, II, a matéria prosseguirá o seu curso, e a apreciação preliminar far-se-á
após a manifestação das demais Comissões constantes do despacho inicial. (Artigo com redação adaptada à Resolução nº 20, de
2004)
Art. 147. Reconhecidas, pelo
Plenário, a constitucionalidade e a juridicidade ou a adequação financeira e
orçamentária da proposição, não poderão essas preliminares ser novamente
argüidas em contrário.
Art. 148. As proposições
em tramitação na Câmara são subordinadas, na sua apreciação, a turno único,
excetuadas as propostas de emenda à Constituição, os projetos de lei
complementar e os demais casos expressos neste Regimento.
Art.
149. Cada turno é constituído de discussão e votação, salvo:
I -
no caso dos requerimentos mencionados no art. 117, em que não há discussão;
II - se encerrada a discussão
em segundo turno, sem emendas, quando a matéria será dada como definitivamente
aprovada, sem votação, salvo se algum Líder requerer seja submetida a votos;
III - se encerrada a
discussão da redação final, sem emendas ou retificações, quando será considerada
definitivamente aprovada, sem votação.
Art. 150. Excetuada a
matéria em regime de urgência, é de duas sessões o interstício entre:
I - a
distribuição de avulsos dos pareceres das Comissões e o início da discussão ou
votação correspondente;
II - a aprovação da matéria, sem emendas, e o início do turno seguinte.
Parágrafo único. A dispensa de interstício para inclusão
em Ordem do Dia de matéria constante da agenda mensal a que se refere o art. 17,
I, s, poderá ser concedida pelo Plenário, a
requerimento de um décimo da composição da Câmara ou mediante acordo de
Lideranças, desde que procedida a distribuição dos avulsos com antecedência
mínima de quatro horas.
Art. 151. Quanto à
natureza de sua tramitação podem ser:
I - urgentes as proposições:
| a) | sobre declaração de guerra, celebração de paz, ou remessa de forças brasileiras para o exterior; |
| b) | sobre suspensão das imunidades de Deputados, na vigência do estado de sitio ou de sua prorrogação; |
| c) | sobre requisição de civis e militares em tempo de guerra, ou quaisquer providências que interessem à defesa e à segurança do País; |
| d) | sobre decretação de impostos, na iminência ou em caso de guerra externa; |
| e) | sobre medidas financeiras ou legais, em caso de guerra; |
| f) | sobre transferência temporária da sede do Governo Federal; |
| g) | sobre permissão para que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; |
| h) | sobre intervenção federal, ou modificação das condições de intervenção em vigor; |
| i) | sobre autorização ao Presidente ou ao Vice-Presidente da República para se ausentarem do Pais; |
| j) | oriundas de mensagens do Poder Executivo que versem sobre acordos, tratados, convenções, pactos, convênios, protocolos e demais instrumentos de política internacional, a partir de sua aprovação pelo órgão técnico específico, através de projeto de decreto legislativo, ou que sejam por outra forma apreciadas conclusivamente; |
| l) | de iniciativa do Presidente da República, com solicitação de urgência; |
| m) | constituídas pelas emendas do Senado Federal a projetos referidos na alínea anterior; |
| n) | referidas no art. 15, XII; |
| o) | reconhecidas, por deliberação do Plenário, de caráter urgente, nas hipóteses do art. 153; |
II - de tramitação com
prioridade:
| a) | os projetos de iniciativa do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Mesa, de Comissão Permanente ou Especial, do Senado Federal ou dos cidadãos; |
| b) | os projetos: 1 - de leis complementares e ordinárias que se destinem a regulamentar dispositivo constitucional, e suas alterações; 2 - de lei com prazo determinado; 3 - de regulamentação de eleições, e suas alterações; 4 - de alteração ou reforma do Regimento Interno; |
III - de tramitação ordinária: os projetos não compreendidos nas hipóteses dos incisos anteriores.
Art. 152. Urgência é a
dispensa de exigências, interstícios ou formalidades regimentais, salvo as
referidas no § 1º deste artigo, para que determinada proposição, nas condições
previstas no inciso I do artigo antecedente, seja de logo considerada, até sua
decisão final.
§ 1º Não se dispensam os
seguintes requisitos:
I - publicação e
distribuição, em avulsos ou por cópia, da proposição principal e, se houver, das
acessórias;
II -
pareceres das Comissões ou de Relator designado;
III - quorum para deliberação.
§ 2º As proposições urgentes
em virtude da natureza da matéria ou de requerimento aprovado pelo Plenário, na
forma do artigo subsequente, terão o mesmo tratamento e trâmite
regimental.
Art. 153. A urgência
poderá ser requerida quando:
I - tratar-se de matéria que
envolva a defesa da sociedade democrática e das liberdades fundamentais;
II - tratar-se de providência
para atender a calamidade pública;
III - visar à prorrogação de
prazos legais a se findarem, ou à adoção ou alteração de lei para aplicar-se em
época certa e próxima;
IV
- pretender-se a apreciação da matéria na mesma sessão.
Art.
154. O requerimento de urgência somente poderá ser submetido à deliberação
do Plenário se for apresentado por:
I - dois terços dos membros
da Mesa, quando se tratar de matéria da competência desta;
II - um terço dos membros da
Câmara, ou Líderes que representem esse número;
III - dois terços dos membros
de Comissão competente para opinar sobre o mérito da proposição.
§ 1º
O requerimento de urgência não tem discussão, mas a sua votação pode ser
encaminhada pelo Autor e por um Líder, Relator ou Deputado que lhe seja
contrário, um e outro com o prazo improrrogável de cinco minutos. Nos casos dos
incisos I e III, o orador favorável será o membro da Mesa ou de Comissão
designado pelo respectivo presidente.
§ 2º Estando em tramitação
duas matérias em regime de urgência, em razão de requerimento aprovado pelo
Plenário, não se votará outro.
Art. 155. Poderá ser
incluída automaticamente na Ordem do Dia para discussão e votação imediata,
ainda que iniciada a sessão em que for apresentada, proposição que verse sobre
matéria de relevante e inadiável interesse nacional, a requerimento da maioria
absoluta da composição da Câmara, ou de Líderes que representem esse número,
aprovado pela maioria absoluta dos Deputados, sem a restrição contida no § 2º do
artigo antecedente.
Art. 156. A retirada do
requerimento de urgência, bem como a extinção do regime de urgência, atenderá às
regras contidas no art. 104.
Art. 157. Aprovado o
requerimento de urgência, entrará a matéria em discussão na sessão imediata,
ocupando o primeiro lugar na Ordem do Dia.
§ 1º Se não houver parecer, e
a Comissão ou Comissões que tiverem de opinar sobre a matéria não se julgarem
habilitadas a emiti-lo na referida sessão, poderão solicitar, para isso, prazo
conjunto não excedente de duas sessões, que lhes será concedido pelo Presidente
e comunicado ao Plenário, observando-se o que prescreve o art. 49.
§ 2º
Findo o prazo concedido, a proposição será incluída na Ordem do Dia para
imediata discussão e votação, com parecer ou sem ele. Anunciada a discussão, sem
parecer de qualquer Comissão, o Presidente designará Relator que o dará
verbalmente no decorrer da sessão, ou na sessão seguinte, a seu pedido.
§ 3º
Na discussão e no encaminhamento de votação de proposição em regime de urgência,
só o Autor, o Relator e Deputados inscritos poderão usar da palavra, e por
metade do prazo previsto para matérias em tramitação normal, alternando-se,
quanto possível, os oradores favoráveis e contrários. Após falarem seis
Deputados, encerrar-se-ão, a requerimento da maioria absoluta da composição da
Câmara, ou de Líderes que representem esse número, a discussão e o
encaminhamento da votação.
§ 4º Encerrada a discussão
com emendas, serão elas imediatamente distribuídas às Comissões respectivas e
mandadas a publicar. As Comissões têm prazo de uma sessão, a contar do
recebimento das emendas, para emitir parecer, o qual pode ser dado verbalmente,
por motivo justificado.
§ 5º A realização de
diligência nos projetos em regime de urgência não implica dilação dos prazos
para sua apreciação.
Art. 158. Prioridade é a
dispensa de exigências regimentais para que determinada proposição seja incluída
na Ordem do Dia da sessão seguinte, logo após as proposições em regime de
urgência.
§ 1º Somente poderá ser
admitida a prioridade para a proposição:
I - numerada;
II - publicada no Diário da Câmara dos Deputados e em avulsos;
III - distribuída em avulsos,
com pareceres sobre a proposição principal e as acessórias, se houver, pelo
menos uma sessão antes.
§ 2º Além dos projetos
mencionados no art. 151, II, com tramitação em prioridade, poderá esta ser
proposta ao Plenário:
I - pela Mesa;
II - por Comissão que houver
apreciado a proposição;
III - pelo Autor da proposição, apoiado por um décimo dos Deputados ou por
Líderes que representem esse número.
Art. 159. Denomina-se
preferência a primazia na discussão, ou na votação, de uma proposição sobre
outra, ou outras.
§ 1º Os projetos em regime de
urgência gozam de preferência sobre os em prioridade, que, a seu turno, têm
preferência sobre os de tramitação ordinária e, entre estes, os projetos para os
quais tenha sido concedida preferência, seguidos dos que tenham pareceres
favoráveis de todas as Comissões a que foram distribuídos.
§ 2º
Haverá entre os projetos em regime de urgência a seguinte ordem de preferencia:
I
- declaração de guerra e correlatos;
II - estado de defesa, estado
de sítio e intervenção federal nos Estados;
III - matéria considerada
urgente;
IV - acordos
internacionais;
V -
fixação dos efetivos das Forças Armadas.
§ 3º Entre os projetos em
prioridade, as proposições de iniciativa da Mesa ou de Comissões Permanentes têm
preferência sobre as demais.
§ 4º Entre os requerimentos
haverá a seguinte precedência:
I - O requerimento sobre
proposição em Ordem do Dia terá votação preferencial, antes de iniciar-se a
discussão ou votação da matéria a que se refira;
II - o requerimento de
adiamento de discussão, ou de votação, será votado antes da proposição a que
disser respeito;
III -
quando ocorrer a apresentação de mais de um requerimento, o Presidente regulará
a preferência pela ordem de apresentação ou, se simultâneos, pela maior
importância das matérias a que se reportarem;
IV - quando os requerimentos
apresentados, na forma do inciso anterior, forem idênticos em seus fins, serão
postos em votação conjuntamente, e a adoção de um prejudicará os demais, o mais
amplo tendo preferência sobre o mais restrito.
Art. 160. Será permitido
a qualquer Deputado, antes de iniciada a Ordem do Dia, requerer preferência para
votação ou discussão de uma proposição sobre as do mesmo grupo.
§ 1º
Quando os requerimentos de preferência excederem a cinco, o Presidente, se
entender que isso pode tumultuar a ordem dos trabalhos, verificará, por consulta
prévia, se a Câmara admite modificação na Ordem do Dia.
§ 2º
Admitida a modificação, os requerimentos serão considerados um a um na ordem de
sua apresentação.
§ 3º Recusada a modificação
na Ordem do Dia, considerar-se-ão prejudicados todos os requerimentos de
preferência apresentados, não se recebendo nenhum outro na mesma sessão.
§ 4º
A matéria que tenha preferência solicitada pelo Colégio de Líderes será
apreciada logo após as proposições em regime especial.
Art. 161. Poderá ser
concedido, mediante requerimento aprovado pelo Plenário, destaque para:
I -
votação em separado de parte de proposição, desde que requerido por um décimo
dos Deputados ou Líderes que representem esse número;
II - votação de emenda,
subemenda, parte de emenda ou de subemenda;
III - tornar emenda ou parte
de uma proposição projeto autônomo;
IV - votação de projeto ou
substitutivo, ou de parte deles, quando a preferência recair sobre o outro ou
sobre proposição apensada;
V - suprimir, total ou
parcialmente, dispositivo de proposição.
§ 1º Não poderá ser destacada
a parte do projeto de lei apreciado conclusivamente pelas Comissões que não
tenha sido objeto do recurso previsto no § 2º do art. 132, provido pelo
Plenário;
§ 2º Independerá de aprovação
do Plenário o requerimento de destaque apresentado por bancada de Partido,
observada a seguinte proporcionalidade:
- de 05 até 24 Deputados: um
destaque;
- de 25 até 49
Deputados: dois destaques;
- de
50 até 74 Deputados: três destaques;
- de 75 ou mais Deputados: quatro
destaques. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 5,
de 1996).
Art. 162. Em relação aos
destaques, serão obedecidas as seguintes normas:
I - o requerimento deve ser
formulado até ser anunciada a votação da proposição, se o destaque atingir
alguma de suas partes ou emendas;
II - antes de iniciar a
votação da matéria principal, a Presidência dará conhecimento ao Plenário dos
requerimentos de destaque apresentados à Mesa; (Inciso
com redação dada pela Resolução nº 5, de 1996).
III - não se admitirá
destaque de emendas para constituição de grupos diferentes daqueles a que,
regimentalmente, pertençam;
IV - não será permitido
destaque de expressão cuja retirada inverta o sentido da proposição ou a
modifique substancialmente;
V - o destaque será possível
quando o texto destacado possa ajustar-se á proposição em que deva ser integrado
e forme sentido completo;
VI - concedido o destaque para votação em separado, submeter-se-á a votos,
primeiramente, a matéria principal e, em seguida, a destacada, que somente
integrará o texto se for aprovada;
VII - a votação do
requerimento de destaque para projeto em separado precederá a deliberação sobre
a matéria principal;
VIII
- o pedido de destaque de emenda para ser votada separadamente, ao final, deve
ser feito antes de anunciada a votação;
IX - não se admitirá destaque
para projeto em separado quando a disposição a destacar seja de projeto do
Senado, ou se a matéria for insuscetível de constituir proposição de curso
autônomo;
X - concedido o
destaque para projeto em separado, o Autor do requerimento terá o prazo de duas
sessões para oferecer o texto com que deverá tramitar o novo projeto;
XI - o projeto resultante de
destaque terá a tramitação de proposição inicial;
XII - havendo retirada do
requerimento de destaque, a matéria destacada voltará ao grupo a que pertencer;
XIII - considerar-se-á
insubsistente o destaque se, anunciada a votação de dispositivo ou emenda
destacada, o Autor do requerimento não pedir a palavra para encaminhá-la,
voltando a matéria ao texto ou grupo a que pertencia;
XIV - em caso de mais de um
requerimento de destaque, poderão os pedidos ser votados em globo, se requerido
por Líder e aprovado pelo Plenário.
Art. 163. Consideram-se
prejudicados:
I - a discussão ou a votação
de qualquer projeto idêntico a outro que já tenha sido aprovado, ou rejeitado,
na mesma sessão legislativa, ou transformado em diploma legal;
II - a discussão ou a votação
de qualquer projeto semelhante a outro considerado inconstitucional de acordo
com o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
III - a discussão ou a
votação de proposição apensa quando a aprovada for idêntica ou de finalidade
oposta à apensada;
IV - a
discussão ou a votação de proposição apensa quando a rejeitada for idêntica à
apensada;
V - a
proposição, com as respectivas emendas, que tiver substitutivo aprovado,
ressalvados os destaques;
VI - a emenda de matéria idêntica à de outra já aprovada ou rejeitada;
VII - a emenda em sentido
absolutamente contrário ao de outra, ou ao de dispositivo, já aprovados;
VIII - o requerimento com a
mesma, ou oposta, finalidade de outro já aprovado.
Art. 164. O Presidente da
Câmara ou de Comissão, de ofício ou mediante provocação de qualquer Deputado,
declarará prejudicada matéria pendente de deliberação:
I -
por haver perdido a oportunidade;
II - em virtude de
prejulgamento pelo Plenário ou Comissão, em outra deliberação.
§ 1º
Em qualquer caso, a declaração de prejudicialidade será feita perante a Câmara
ou Comissão, sendo o despacho publicado no Diário da
Câmara dos Deputados.
§ 2º Da declaração de
prejudicialidade poderá o Autor da proposição, no prazo de cinco sessões a
partir da publicação do despacho, ou imediatamente, na hipótese do parágrafo
subseqüente, interpor recurso ao Plenário da Câmara, que deliberará, ouvida a
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 3º Se a prejudicialidade,
declarada no curso de votação, disser respeito a emenda ou dispositivo de
matéria em apreciação, o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania será proferido oralmente. (Parágrafo com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 4º A proposição dada como
prejudicada será definitivamente arquivada pelo Presidente da Câmara.
Art. 165. Discussão é a
fase dos trabalhos destinada ao debate em Plenário.
§ 1º A discussão será feita
sobre o conjunto da proposição e das emendas, se houver.
§ 2º
O Presidente, aquiescendo o Plenário, poderá anunciar o debate por títulos,
capítulos, seções ou grupos de artigos.
Art. 166. A proposição
com a discussão encerrada na legislatura anterior terá sempre a discussão
reaberta para receber novas emendas.
Art. 167. A proposição
com todos os pareceres favoráveis poderá ter a discussão dispensada por
deliberação do Plenário, mediante requerimento de Líder.
Parágrafo único. A dispensa da discussão deverá ser
requerida ao ser anunciada a matéria e não prejudica a apresentação de emendas.
Art. 168. Excetuados os
projetos de código, nenhuma matéria ficará inscrita na Ordem do Dia para
discussão por mais de quatro sessões, em turno único ou primeiro turno, e por
duas sessões, em segundo turno.
§ 1º Após a primeira sessão
de discussão, a Câmara poderá, mediante proposta do Presidente, ordenar a
discussão.
§ 2º Aprovada a proposta,
cuja votação obedecerá ao disposto na primeira parte do § 1º do art. 154, o
Presidente fixará a ordem dos que desejam debater a matéria, com o número
previsível das sessões necessárias e respectivas datas, não se admitindo
inscrição nova para a discussão assim ordenada.
Art. 169. Nenhum Deputado
poderá solicitar a palavra quando houver orador na tribuna, exceto para requerer
prorrogação de prazo, levantar questão de ordem, ou fazer comunicação de
natureza urgentíssima, sempre com permissão do orador, sendo o tempo usado,
porém, computado no de que este dispõe.
Art. 170. O Presidente
solicitará ao orador que estiver debatendo matéria em discussão que interrompa o
seu discurso, nos seguintes casos:
I - quando houver número
legal para deliberar, procedendo-se imediatamente à votação;
II - para leitura de
requerimento de urgência, feito com observância das exigências regimentais;
III - para comunicação
importante à Câmara;
IV -
para recepção de Chefe de qualquer Poder, Presidente da Câmara ou Assembléia de
país estrangeiro, ou personalidade de excepcional relevo, assim reconhecida pelo
Plenário;
V - para
votação da Ordem do Dia, ou de requerimento de prorrogação da sessão;
VI - no caso de tumulto grave
no recinto, ou no edifício da Câmara, que reclame a suspensão ou o levantamento
da sessão.
Art. 171. Os Deputados
que desejarem discutir proposição incluída na Ordem do Dia devem inscrever-se
previamente na Mesa, antes do inicio da discussão.
§ 1º Os oradores terão a
palavra na ordem de inscrição, alternadamente a favor e contra.
§ 2º
É permitida a permuta de inscrição entre os Deputados, mas os que não se
encontrarem presentes na hora da chamada perderão definitivamente a inscrição.
§
3º O primeiro subscritor de projeto de iniciativa popular, ou quem este houver
indicado para defendê-lo, falará anteriormente aos oradores inscritos para seu
debate, transformando-se a Câmara, nesse momento, sob a direção de seu
Presidente, em Comissão Geral.
Art. 172. Quando mais de
um Deputado pedir a palavra, simultaneamente, sobre o mesmo assunto, o
Presidente deverá concedê-la na seguinte ordem, observadas as demais exigências
regimentais:
I - ao Autor da proposição;
II - ao Relator;
III - ao Autor de voto em
separado;
IV - ao Autor
da emenda;
V - a Deputado
contrário à matéria em discussão;
VI - a Deputado favorável à
matéria em discussão.
§ 1º Os Deputados, ao se
inscreverem para discussão, deverão declarar-se favoráveis ou contrários à
proposição em debate, para que a um orador favorável suceda, sempre que
possível, um contrário, e vice-versa.
§ 2º Na hipótese de todos os
Deputados inscritos para a discussão de determinada proposição serem a favor
dela ou contra ela, ser-lhes-á dada a palavra pela ordem de inscrição, sem
prejuízo da precedência estabelecida nos incisos I a IV do caput deste artigo.
§ 3º A discussão de
proposição com todos os pareceres favoráveis só poderá ser iniciada por orador
que a combata; nesta hipótese, poderão falar a favor oradores em numero igual ao
dos que a ela se opuseram.
Art. 173. Anunciada a
matéria, será dada a palavra aos oradores para a discussão.
Art.
174. O Deputado, salvo expressa disposição regimental, só poderá falar uma
vez e pelo prazo de cinco minutos na discussão de qualquer projeto, observadas,
ainda, as restrições contidas nos parágrafos deste artigo.
§ 1º
Na discussão prévia só poderão falar o Autor e o Relator do projeto e mais dois
Deputados, um a favor e outro contra.
§ 2º O Autor do projeto e o
Relator poderão falar duas vezes cada um, salvo proibição regimental expressa.
§
3º Quando a discussão da proposição se fizer por partes, o Deputado poderá
falar, na discussão de cada uma, pela metade do prazo previsto para o projeto.
§
4º Qualquer prazo para uso da palavra, salvo expressa proibição regimental,
poderá ser prorrogado pelo Presidente, pela metade, no máximo, se não se tratar
de proposição em regime de urgência ou em segundo turno.
§ 5º
Havendo três ou mais oradores inscritos para discussão da mesma proposição, não
será concedida prorrogação de tempo.
Art. 175. O Deputado que
usar a palavra sobre a proposição em discussão não poderá:
I -
desviar-se da questão em debate;
II - falar sobre o vencido;
III - usar de linguagem
imprópria;
IV -
ultrapassar o prazo regimental.
Art. 176. Aparte é a
interrupção, breve e oportuna, do orador para indagação, ou esclarecimento,
relativos à matéria em debate.
§ 1º O Deputado só poderá
apartear o orador se lhe solicitar e obtiver permissão, devendo permanecer de pé
ao fazê-lo.
§ 2º Não será admitido
aparte:
I - à palavra do Presidente;
II - paralelo a discurso;
III - a parecer oral;
IV - por ocasião do
encaminhamento de votação;
V - quando o orador declarar,
de modo geral, que não o permite;
VI - quando o orador estiver
suscitando questão de ordem, ou falando para reclamação;
VII - nas Comunicações a que
se referem o inciso I e § 1º do art. 66. (Inciso com
redação adaptada aos termos da Resolução n° 3, de 1991)
§ 3º Os apartes subordinam-se às disposições relativas à discussão, em tudo que
lhes for aplicável, e incluem-se no tempo destinado ao orador.
§ 4º
Não serão publicados os apartes proferidos em desacordo com os dispositivos
regimentais.
§ 5º Os apartes só serão
sujeitos a revisão do Autor se permitida pelo orador, que não poderá
modificá-los.
Art. 177. Antes de ser
iniciada a discussão de um projeto, será permitido o seu adiamento, por prazo
não superior a dez sessões, mediante requerimento assinado por Líder, Autor ou
Relator e aprovado pelo Plenário.
§ 1º Não admite adiamento de
discussão a proposição em regime de urgência, salvo se requerido por um décimo
dos membros da Câmara, ou Líderes que representem esse número, por prazo não
excedente a duas sessões.
§ 2º Quando para a mesma
proposição forem apresentados dois ou mais requerimentos de adiamento, será
votado em primeiro lugar o de prazo mais longo.
§ 3º Tendo sido adiada uma
vez a discussão de uma matéria, só o será novamente ante a alegação, reconhecida
pelo Presidente da Câmara, de erro na publicação.
Art. 178. O encerramento
da discussão dar-se-á pela ausência de oradores, pelo decurso dos prazos
regimentais ou por deliberação do Plenário.
§ 1º Se não houver orador
inscrito, declarar-se-á encerrada a discussão.
§ 2º O requerimento de
encerramento de discussão será submetido pelo Presidente a votação, desde que o
pedido seja subscrito por cinco centésimos dos membros da Casa ou Líder que
represente este número, tendo sido a proposição discutida pelo menos por quatro
oradores. Será permitido o encaminhamento da votação pelo prazo de cinco
minutos, por um orador contra e um a favor.
§ 3º Se a discussão se
proceder por partes, o encerramento de cada parte só poderá ser pedido depois de
terem falado, no mínimo, dois oradores.
Art. 179. Encerrada a
discussão do projeto, com emendas, a matéria irá às Comissões que a devam
apreciar, observado o que dispõem o art. 139, II, e o parágrafo único do art.
121.
Parágrafo único. Publicados os pareceres sobre as
emendas no Diário da Câmara dos Deputados e
distribuídos em avulsos, estará a matéria em condições de figurar em Ordem do
Dia, obedecido o interstício regimental.
Art. 180. A votação
completa o turno regimental da discussão.
§ 1º A votação das matérias
com a discussão encerrada e das que se acharem sobre a Mesa será realizada em
qualquer sessão:
I - imediatamente após a
discussão, se houver número;
II - após as providências de
que trata o art. 179, caso a proposição tenha sido emendada na discussão.
§ 2º
O Deputado poderá escusar-se de tomar parte na votação, registrando simplesmente
"abstenção".
§ 3º Havendo empate na
votação ostensiva cabe ao Presidente desempatá-la; em caso de escrutínio
secreto, proceder-se-á sucessivamente a nova votação, até que se dê o desempate.
§
4º Em se tratando de eleição, havendo empate, será vencedor o Deputado mais
idoso, dentre os de maior número de legislaturas, ressalvada a hipótese do
inciso XII do art. 7º.
§ 5º Se o Presidente se
abstiver de desempatar votação, o substituto regimental o fará em seu lugar.
§ 6º
Tratando-se de causa própria ou de assunto em que tenha interesse individual,
deverá o Deputado dar-se por impedido e fazer comunicação nesse sentido à Mesa,
sendo seu voto considerado em branco, para efeito de quorum.
§ 7º O voto do Deputado,
mesmo que contrarie o da respectiva representação ou sua Liderança, será
acolhido para todos os efeitos.
Art. 181. Só se
interromperá a votação de uma proposição por falta de quorum.
§ 1º Quando esgotado o
período da sessão, ficará esta automaticamente prorrogada pelo tempo necessário
à conclusão da votação, nos termos do § 2º do art. 72.
§ 2º
Ocorrendo falta de número para deliberação, proceder-se-á nos termos do § 3ºdo
art. 82. (Numeração adaptada aos termos da Resolução n º
3, de 1991)
Art. 182. Terminada a apuração,
o Presidente proclamará o resultado da votação, especificando os votos
favoráveis, contrários, em branco e nulos.
Parágrafo único. É lícito ao Deputado, depois da votação
ostensiva, enviar à Mesa para publicação declaração escrita de voto, redigida em
termos regimentais, sem lhe ser permitido, todavia, lê-la ou fazer a seu
respeito qualquer comentário da tribuna.
Art. 183. Salvo
disposição constitucional em contrário, as deliberações da Câmara serão tomadas
por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
§ 1º
Os projetos de leis complementares à Constituição somente serão aprovados se
obtiverem maioria absoluta dos votos dos membros da Câmara, observadas, na sua
tramitação, as demais normas regimentais para discussão e votação.
§ 2º
Os votos em branco que ocorrerem nas votações por meio de cédulas e as
abstenções verificadas pelo sistema eletrônico só serão computados para efeito
de quorum.
Art. 184. A votação
poderá ser ostensiva, adotando-se o processo simbólico ou o nominal, e secreta,
por meio do sistema eletrônico ou de cédulas.
Parágrafo único. Assentado, previamente, pela Câmara
determinado processo de votação para uma proposição, não será admitido para ela
requerimento de outro processo.
Art. 185. Pelo processo
simbólico, que será utilizado na votação das proposições em geral, o Presidente,
ao anunciar a votação de qualquer matéria, convidará os Deputados a favor a
permanecerem sentados e proclamará o resultado manifesto dos votos.
§ 1º
Havendo votação divergente, o Presidente consultará o Plenário se há dúvida
quanto ao resultado proclamado, assegurando a oportunidade de formular-se pedido
de verificação de votação.
§ 2º Nenhuma questão de
ordem, reclamação ou qualquer outra intervenção será aceita pela Mesa antes de
ouvido o Plenário sobre eventual pedido de verificação.
§ 3º
Se seis centésimos dos membros da Casa ou Líderes que representem esse número
apoiarem o pedido, proceder-se-á então à votação através do sistema nominal.
§ 4º
Havendo-se procedido a uma verificação de votação, antes do decurso de uma hora
da proclamação do resultado, só será permitida nova verificação por deliberação
do Plenário, a requerimento de um décimo dos Deputados, ou de Líderes que
representem esse número.
§ 5º Ocorrendo requerimento
de verificação de votação, se for notória a ausência de quorum no Plenário, o Presidente poderá, desde logo,
determinar a votação pelo processo nominal.
Art. 186. O processo
nominal será utilizado:
I - nos casos em que seja
exigido quorum especial de votação;
II - por deliberação do
Plenário, a requerimento de qualquer Deputado;
III - quando houver pedido de
verificação de votação, respeitado o que prescreve o § 4º do artigo anterior;
IV - nos demais casos
expressos neste Regimento.
§ 1º O requerimento verbal
não admitirá votação nominal.
§ 2º Quando algum Deputado
requerer votação nominal e a Câmara não a conceder, será vedado requerê-la
novamente para a mesma proposição, ou para as que lhe forem acessórias.
Art.
187. A votação nominal far-se-á pelo sistema eletrônico de votos,
obedecidas as instruções estabelecidas pela Mesa para sua utilização.
§ 1º
Concluída a votação, encaminhar-se-á à Mesa a respectiva listagem, que conterá
os seguintes registros:
I - data e hora em que se
processou a votação;
II -
a matéria objeto da votação;
III - o nome de quem presidiu
a votação;
IV - os nomes
dos Líderes em exercício presentes à votação;
V - o resultado da votação;
VI - os nomes dos
Deputados votantes, discriminando-se os que votaram a favor, os que votaram
contra e os que se abstiveram.
§ 2º A listagem de votação
será publicada juntamente com a ata da sessão.
§ 3º Só poderão ser feitas e
aceitas reclamações quanto ao resultado de votação antes de ser anunciada a
discussão ou votação de nova matéria.
§ 4º Quando o sistema
eletrônico não estiver em condições de funcionamento, e nas hipóteses de que
tratam os arts. 217, IV, e 218, § 8º, a votação nominal será feita pela chamada
dos Deputados, alternadamente, do norte para o sul e vice-versa, observando-se
que: ("Caput" do parágrafo com redação dada pela
Resolução nº 22, de 1992)
I - os nomes serão
enunciados, em voz alta, por um dos Secretários;
II - os Deputados,
levantando-se de suas cadeiras, responderão sim ou não, conforme aprovem ou
rejeitem a matéria em votação;
III - as abstenções serão
também anotadas pelo Secretário.
Art. 188. A votação por
escrutínio secreto far-se-á pelo sistema eletrônico, nos termos do artigo
precedente, apurando-se apenas os nomes dos votantes e o resultado final, nos
seguintes casos:
I - deliberação, durante o
estado de sítio, sobre a suspensão de imunidades de Deputado, nas condições
previstas no § 8º do art. 53 da Constituição Federal; (Numeração adaptada aos termos da Emenda Constitucional nº
35, de 2001)
II -
por decisão do Plenário, a requerimento de um décimo dos membros da Casa ou de
Líderes que representem este número, formulado antes de iniciada a Ordem do Dia.
(Inciso com redação dada pela Resolução nº 22, de
1992)
§ 1º A votação por escrutínio
secreto far-se-á mediante cédula, impressa ou datilografada, recolhida em urna à
vista do Plenário:
I - quando o sistema
eletrônico de votação não estiver funcionando;
II - no caso de
pronunciamento sobre a perda do mandato de Deputado ou de suspensão das
imunidades constitucionais dos membros da Casa durante o estado de sítio;
III - para eleição do
Presidente e demais membros da Mesa, do Presidente e Vice-Presidentes de
Comissão Permanente, dos membros da Câmara que irão compor a Comissão
Representativa do Congresso Nacional, dos dois cidadãos que irão integrar o
Conselho da República, e nas demais eleições.
§ 2º Não serão objeto de
deliberação por meio de escrutínio secreto:
I - recursos sobre questão de
ordem;
II - projeto de
lei periódica;
III -
proposição que vise a alteração de legislação codificada ou disponha sobre leis
tributárias em geral, concessão de favores, privilégios ou isenções e qualquer
das matérias compreendidas nos incisos I, II, IV, VI, VII, XI, XII e XVII do
art. 21 e incisos IV, VII, X, XII e XV do art. 22 da Constituição Federal;
IV - autorização para
instauração de processo, nas infrações penais comuns ou nos crimes de
responsabilidade, contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os
Ministros de Estado. (Inciso acrescido pela Resolução nº
22, de 1992)
Art. 189. A proposição,
ou seu substitutivo, será votada sempre em globo, ressalvada a matéria destacada
ou deliberação diversa do Plenário.
§ 1º As emendas serão votadas
em grupos, conforme tenham parecer favorável ou parecer contrário de todas as
Comissões, considerando-se que:
I - no grupo das emendas com
parecer favorável incluem-se as de Comissão, quando sobre elas não haja
manifestação em contrário de outra;
II - no grupo das emendas com
parecer contrário incluem-se aquelas sobre as quais se tenham manifestado pela
rejeição as Comissões competentes para o exame do mérito, embora consideradas
constitucionais e orçamentariamente compatíveis.
§ 2º A emenda que tenha
pareceres divergentes e as emendas destacadas serão votadas uma a uma, conforme
sua ordem e natureza.
§ 3º O Plenário poderá
conceder, a requerimento de qualquer Deputado, que a votação das emendas se faça
destacadamente.
§ 4º Também poderá ser
deferido pelo Plenário dividir-se a votação da proposição por título, capítulo,
seção, artigo ou grupo de artigos ou de palavras.
§ 5º Somente será permitida a
votação parcelada a que se referem os §§ 3º e 4º se solicitada durante a
discussão, salvo quando o requerimento for de autoria do Relator, ou tiver a sua
aquiescência.
§ 6º Não será submetida a
votos emenda declarada inconstitucional ou injurídica pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania, ou financeira e orçamentariamente
incompatível pela Comissão de Finanças e Tributação, ou se no mesmo sentido se
pronunciar a Comissão Especial a que se refere o art. 34, II, em decisão
irrecorrida ou mantida pelo Plenário. (Parágrafo com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
Art. 190. O substitutivo da
Câmara a projeto do Senado será considerado como série de emendas e votado em
globo, exceto:
I - se qualquer Comissão, em
seu parecer, se manifestar favoravelmente a uma ou mais emendas e contrariamente
a outra ou outras, caso em que a votação se fará em grupos, segundo o sentido
dos pareceres;
II -
quando for aprovado requerimento para a votação de qualquer emenda
destacadamente.
Parágrafo único. Proceder-se-á da mesma forma com
relação a substitutivo do Senado a projeto da Câmara.
Art.
191. Além das regras contidas nos arts. 159 e 163, serão obedecidas ainda
na votação as seguintes normas de precedência ou preferência e prejudicialidade:
I
- a proposta de emenda à Constituição tem preferência na votação em relação às
proposições em tramitação ordinária;
II - o substitutivo de
Comissão tem preferência na votação sobre o projeto;
III - votar-se-á em primeiro
lugar o substitutivo de Comissão; havendo mais de um, a preferência será
regulada pela ordem inversa de sua apresentação;
IV - aprovado o substitutivo,
ficam prejudicados o projeto e as emendas a este oferecidas, ressalvadas as
emendas ao substitutivo e todos os destaques;
V - na hipótese de rejeição
do substitutivo, ou na votação de projeto sem substitutivo, a proposição inicial
será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas;
VI - a rejeição do projeto
prejudica as emendas a ele oferecidas;
VII - a rejeição de qualquer
artigo do projeto, votado artigo por artigo, prejudica os demais artigos que
forem uma conseqüência daquele;
VIII - dentre as emendas de
cada grupo, oferecidas respectivamente ao substitutivo ou à proposição original,
e as emendas destacadas, serão votadas, pela ordem, as supressivas, as
aglutinativas, as substitutivas, as modificativas e, finalmente, as aditivas;
IX - as emendas com
subemendas serão votadas uma a uma, salvo deliberação do Plenário, mediante
proposta de qualquer Deputado ou Comissão; aprovado o grupo, serão consideradas
aprovadas as emendas com as modificações constantes das respectivas subemendas;
X - as subemendas
substitutivas têm preferência na votação sobre as respectivas emendas;
XI - a emenda com subemenda,
quando votada separadamente, sê-lo-á antes e com ressalva desta, exceto nos
seguintes casos, em que a subemenda terá precedência:
| a) | se for supressiva; |
| b) | se for substitutiva de artigo da emenda, e a votação desta se fizer artigo por artigo; |
XII - serão votadas, destacadamente, as emendas com parecer no sentido de
constituírem projeto em separado;
XIII - quando, ao mesmo
dispositivo, forem apresentadas várias emendas da mesma natureza, terão
preferência as de Comissão sobre as demais; havendo emendas de mais de uma
Comissão, a precedência será regulada pela ordem inversa de sua apresentação;
XIV - o dispositivo
destacado de projeto para votação em separado precederá, na votação, às emendas,
independerá de parecer e somente integrará o texto se aprovado;
XV - se a votação do projeto
se fizer separadamente em relação a cada artigo, o texto deste será votado antes
das emendas aditivas a ele correspondentes.
Art. 192. Anunciada uma
votação, é lícito usar da palavra para encaminhá-la, salvo disposição regimental
em contrário, pelo prazo de cinco minutos, ainda que se trate de matéria não
sujeita a discussão, ou que esteja em regime de urgência.
§ 1º
Só poderão usar da palavra quatro oradores, dois a favor e dois contrários,
assegurada a preferência, em cada grupo, a Autor de proposição principal ou
acessória e de requerimento a ela pertinente, e a Relator.
§ 2º
Ressalvado o disposto no parágrafo anterior, cada Líder poderá manifestar-se
para orientar sua bancada, ou indicar Deputado para fazê-lo em nome da
Liderança, pelo tempo não excedente a um minuto.
§ 3º As questões de ordem e
quaisquer incidentes supervenientes serão computados no prazo de encaminhamento
do orador, se suscitados por ele ou com a sua permissão.
§ 4º
Sempre que o Presidente julgar necessário, ou for solicitado a fazê-lo,
convidará o Relator, o Relator substituto ou outro membro da Comissão com a qual
tiver mais pertinência a matéria, a esclarecer, em encaminhamento da votação, as
razões do parecer.
§ 5º Nenhum Deputado, salvo o
Relator, poderá falar mais de uma vez para encaminhar a votação de proposição
principal, de substitutivo ou de grupo de emendas.
§ 6º Aprovado requerimento de
votação de um projeto por partes, será lícito o encaminhamento da votação de
cada parte por dois oradores, um a favor e outro contra, além dos Líderes.
§ 7º
No encaminhamento da votação de emenda destacada, somente poderão falar o
primeiro signatário, o Autor do requerimento de destaque e o Relator. Quando
houver mais de um requerimento de destaque para a mesma emenda, só será
assegurada a palavra ao Autor do requerimento apresentado em primeiro lugar.
§ 8º
Não terão encaminhamento de votação as eleições; nos requerimentos, quando
cabível, é limitado ao signatário e a um orador contrário.
Art. 193. O adiamento da
votação de qualquer proposição só pode ser solicitado antes de seu início,
mediante requerimento assinado por Líder, pelo Autor ou Relator da matéria.
§ 1º
O adiamento da votação só poderá ser concedido uma vez e por prazo previamente
fixado, não superior a cinco sessões.
§ 2º Solicitado,
simultaneamente, mais de um adiamento, a adoção de um requerimento prejudicará
os demais.
§ 3º Não admite adiamento de
votação a proposição em regime de urgência, salvo se requerido por um décimo dos
membros da Câmara, ou Líderes que representem este número, por prazo não
excedente a duas sessões.
Art. 194. Terminada a
votação em primeiro turno, os projetos irão à Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania para redigir o vencido. ("Caput" do
artigo com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
Parágrafo único. A redação será dispensada, salvo se
houver vício de linguagem, defeito ou erro manifesto a corrigir, nos projetos
aprovados em primeiro turno, sem emendas.
Art. 195. Ultimada a fase
da votação, em turno único ou em segundo turno, conforme o caso, será a proposta
de emenda à Constituição ou o projeto, com as respectivas emendas, se houver,
enviado à Comissão competente para a redação final, na conformidade do vencido,
com a apresentação, se necessário, de emendas de redação.
§ 1º
A redação final é parte integrante do turno em que se concluir a apreciação da
matéria.
§ 2º A redação final será
dispensada, salvo se houver vício de linguagem, defeito ou erro manifesto a
corrigir:
I - nas propostas de emenda à
Constituição e nos projetos em segundo turno, se aprovados sem modificações, já
tendo sido feita redação do vencido em primeiro turno;
II - nos substitutivos
aprovados em segundo turno, sem emendas;
III - nos projetos do Senado
aprovados sem emendas.
§ 3º A Comissão poderá, em
seu parecer, propor seja considerada como final a redação do texto de proposta
de emenda à Constituição, projeto ou substitutivo aprovado sem alterações, desde
que em condições de ser adotado como definitivo.
§ 4º Nas propostas de emenda
à constituição e nos projetos do Senado emendados pela Câmara, a redação final
limitar-se-á às emendas, destacadamente, não as incorporando ao texto da
proposição, salvo quando apenas corrijam defeitos evidentes de forma, sem
atingir de qualquer maneira a substância do projeto.
Art. 196. A redação do
vencido ou a redação final será elaborada dentro de dez sessões para os projetos
em tramitação ordinária, cinco sessões para os em regime de prioridade, e uma
sessão, prorrogável por outra, excepcionalmente, por deliberação do Plenário,
para os em regime de urgência, entre eles incluídas as propostas de emenda à
Constituição.
Art. 197. É privativo da
Comissão específica para estudar a matéria redigir o vencido e elaborar a
redação final, nos casos de proposta de emenda à Constituição, de projeto de
código ou sua reforma e, na hipótese do § 6º do art. 216, de projeto de
Regimento Interno.
Art. 198. A redação final
será votada depois de publicada no Diário da Câmara dos
Deputados ou distribuída em avulsos, observado o interstício regimental.
§
1º O Plenário poderá, quando a redação chegar à Mesa, dispensar-lhe a impressão,
para o fim de proceder-se à imediata votação, salvo se a proposição houver sido
emendada na sua discussão final ou única.
§ 2º A redação final emendada
será sujeita a discussão depois de publicadas as emendas, com o parecer da
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania ou da Comissão referida no
art. 197. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº
20, de 2004)
§ 3º Somente poderão tomar
parte do debate, uma vez e por cinco minutos cada um, o Autor de emenda, um
Deputado contra e o Relator.
§ 4º A votação da redação
final terá início pelas emendas.
§ 5º Figurando a redação
final na Ordem do Dia, se sua discussão for encerrada sem emendas ou
retificações, será considerada definitivamente aprovada, sem votação.
Art.
199. Quando, após a aprovação de redação final, se verificar inexatidão do
texto, a Mesa procederá à respectiva correção, da qual dará conhecimento ao
Plenário e fará a devida comunicação ao Senado, se já lhe houver enviado o
autógrafo, ou ao Presidente da República, se o projeto já tiver subido à sanção.
Não havendo impugnação, considerar-se-á aceita a correção; em caso contrário,
caberá a decisão ao Plenário.
Parágrafo único. Quando a inexatidão, lapso ou erro
manifesto do texto se verificar em autógrafo recebido do Senado, a Mesa o
devolverá a este, para correção, do que dará conhecimento ao Plenário.
Art.
200. A proposição aprovada em definitivo pela Câmara, ou por suas
Comissões, será encaminhada em autógrafos à sanção, à promulgação ou ao Senado,
conforme o caso, até a segunda sessão seguinte.
§ 1º Os autógrafos
reproduzirão a redação final aprovada pelo Plenário, ou pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania, se conclusiva, ou o texto do Senado, não
emendado. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº
20, de 2004)
§ 2º As resoluções da Câmara
serão promulgadas pelo Presidente no prazo de duas sessões após o recebimento
dos autógrafos; não o fazendo, caberá aos Vice-Presidentes, segundo a sua
numeração ordinal, exercer essa atribuição.
Art. 201. A Câmara
apreciará proposta de emenda à Constituição:
I - apresentada pela terça
parte, no mínimo, dos Deputados; pelo Senado Federal; pelo Presidente da
República; ou por mais da metade das Assembléias Legislativas, manifestando-se
cada uma pela maioria dos seus membros;
II - desde que não se esteja
na vigência de estado de defesa ou de estado de sítio e que não proponha a
abolição da Federação, do voto direto, secreto, universal e periódico, da
separação dos Poderes e dos direitos e garantias individuais.
Art.
202. A proposta de emenda à Constituição será despachada pelo Presidente da
Câmara à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que se pronunciará
sobre sua admissibilidade, no prazo de cinco sessões, devolvendo-a à Mesa com o
respectivo parecer. ("Caput" do artigo com redação
adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 1º Se inadmitida a
proposta, poderá o Autor, com o apoiamento de Líderes que representem, no
mínimo, um terço dos Deputados, requerer a apreciação preliminar em Plenário.
§
2º Admitida a proposta, o Presidente designará Comissão Especial para o exame do
mérito da proposição, a qual terá o prazo de quarenta sessões, a partir de sua
constituição para proferir parecer.
§ 3º Somente perante a
Comissão Especial poderão ser apresentadas emendas, com o mesmo quorum mínimo de assinaturas de Deputados e nas
condições referidas no inciso II do artigo anterior, nas primeiras dez sessões
do prazo que lhe está destinado para emitir parecer.
§ 4º O Relator ou a Comissão,
em seu parecer, só poderá oferecer emenda ou substitutivo à proposta nas mesmas
condições estabelecidas no inciso II do artigo precedente.
§ 5º
Após a publicação do parecer e interstício de duas sessões, a proposta será
incluída na Ordem do Dia.
§ 6º A proposta será
submetida a dois turnos de discussão e votação, com interstício de cinco
sessões.
§ 7º Será aprovada a proposta
que obtiver, em ambos os turnos, três quintos dos votos dos membros da Câmara
dos Deputados, em votação nominal.
§ 8º Aplicam-se à proposta de
emenda à Constituição, no que não colidir com o estatuído neste artigo, as
disposições regimentais relativas ao trâmite e apreciação dos projetos de lei.
Art. 203. A proposta de
emenda à Constituição recebida do Senado Federal, bem como as emendas do Senado
à proposta de emenda à Constituição oriunda da Câmara, terá a mesma tramitação
estabelecida no artigo precedente.
Parágrafo único. Quando ultimada na Câmara a aprovação
da proposta, será o fato comunicado ao Presidente do Senado e convocada sessão
para promulgação da emenda.
Art. 204. A apreciação do
projeto de lei de iniciativa do Presidente da República, para o qual tenha
solicitado urgência, consoante os §§ 1º, 2º e 3º do art. 64 da Constituição
Federal, obedecerá ao seguinte:
I - findo o prazo de quarenta
e cinco dias de seu recebimento pela Câmara, sem a manifestação definitiva do
Plenário, o projeto será incluído na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação
quanto aos demais assuntos, para que se ultime sua votação;
II - a apreciação das emendas
do Senado pela Câmara, em função revisora, far-se-á no prazo de dez dias, ao
término do qual se procederá na forma do inciso anterior.
§ 1º
A solicitação do regime de urgência poderá ser feita pelo Presidente da
República depois da remessa do projeto e em qualquer fase de seu andamento,
aplicando-se a partir daí o disposto neste artigo.
§ 2º Os prazos previstos
neste artigo não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional nem se
aplicam aos projetos de código.
Art. 205. Recebido o
projeto de código ou apresentado à Mesa, o Presidente comunicará o fato ao
Plenário e determinará a sua inclusão na Ordem do Dia da sessão seguinte, sendo
publicado e distribuído em avulsos.
§ 1º No decurso da mesma
sessão, ou logo após, o Presidente nomeará Comissão Especial para emitir parecer
sobre o projeto e as emendas.
§ 2º A Comissão se reunirá no
prazo de duas sessões a partir de sua constituição, para eleger seu Presidente e
três Vice-Presidentes.
§ 3º O Presidente da Comissão
designará em seguida o Relator-Geral e tantos Relatores-Parciais quantos forem
necessários para as diversas partes do código.
§ 4º As emendas serão
apresentadas diretamente na Comissão Especial, durante o prazo de vinte sessões
consecutivas contado da instalação desta, e encaminhadas, à proporção que forem
oferecidas, aos Relatores das partes a que se referirem.
§ 5º
Após encerrado o período de apresentação de emendas, os Relatores-Parciais terão
o prazo de dez sessões para entregar seus pareceres sobre as respectivas partes
e as emendas que a eles tiverem sido distribuídas.
§ 6º Os pareceres serão
imediatamente encaminhados ao Relator-Geral, que emitirá o seu parecer no prazo
de quinze sessões contado daquele em que se encerrar o dos Relatores-Parciais.
§
7º Não se fará a tramitação simultânea de mais de dois projetos de código. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 33, de 1999)
§ 8º A Mesa só receberá projeto de lei para tramitação na forma deste capítulo,
quando a matéria, por sua complexidade ou abrangência, deva ser apreciada como
código. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 33, de
1999)
Art. 206. A Comissão terá o
prazo de dez sessões para discutir e votar o projeto e as emendas com os
pareceres.
Parágrafo único. A Comissão, na discussão e votação da
matéria, obedecerá às seguintes normas:
I - as emendas com parecer
contrário serão votadas em globo, salvo os destaques requeridos por um décimo
dos Deputados, ou Líderes que representem este número;
II - as emendas com parecer
favorável serão votadas em grupo para cada Relator-Parcial que as tiver
relatado, salvo destaque requerido por membro da Comissão ou Líder;
III - sobre cada emenda
destacada, poderá falar o Autor, o Relator-Geral e o Relator-Parcial, bem como
os demais membros da Comissão, por cinco minutos cada um, improrrogáveis;
IV - o Relator-Geral e os
Relatores-Parciais poderão oferecer, juntamente com seus pareceres, emendas que
serão tidas como tais, para efeitos posteriores, somente se aprovadas pela
Comissão;
V - concluída a
votação do projeto e das emendas, o Relator-Geral terá cinco sessões para
apresentar o relatório do vencido na Comissão.
Art. 207. Publicados e
distribuídos em avulsos, dentro de duas sessões, o projeto, as emendas e os
pareceres, proceder-se-á à sua apreciação no Plenário, em turno único, obedecido
o interstício regimental.
§ 1º Na discussão do projeto,
que será uma só para toda a matéria, poderão falar os oradores inscritos pelo
prazo improrrogável de quinze minutos, salvo o Relator-Geral e os
Relatores-Parciais, que disporão de trinta minutos.
§ 2º Poder-se-á encerrar a
discussão mediante requerimento de Líder, depois de debatida a matéria em cinco
sessões, se antes não for encerrada por falta de oradores.
§ 3º
A Mesa destinará sessões exclusivas para a discussão e votação dos projetos de
código.
Art. 208. Aprovados o
projeto e as emendas, a matéria voltará à Comissão Especial, que terá cinco
sessões para elaborar a redação final.
§ 1º Publicada e distribuída
em avulsos, a redação final será votada independentemente de discussão,
obedecido o interstício regimental.
§ 2º As emendas à redação
final serão apresentadas na própria sessão e votadas imediatamente, após parecer
oral do Relator-Geral ou Relator-Parcial.
Art. 209. O projeto de
código aprovado será enviado ao Senado Federal no prazo de até cinco sessões,
acompanhado da publicação de todos os pareceres que o instruíram na tramitação.
Art. 210. As emendas do
Senado Federal ao projeto de código irão à Comissão Especial, que terá dez
sessões para oferecer parecer sobre as modificações propostas.
§ 1º
Publicadas as emendas e o parecer, dentro de duas sessões o projeto será
incluído em Ordem do Dia.
§ 2º Na discussão, serão
debatidas somente as emendas do Senado Federal.
§ 3º É lícito cindir a emenda
do Senado Federal para votar separadamente cada artigo, parágrafo, inciso e
alínea dela constante.
§ 4º O projeto aprovado
definitivamente será enviado à sanção no prazo improrrogável de três sessões.
§
5º O projeto de código recebido do Senado Federal para revisão obedecerá às
normas previstas neste capítulo. (Parágrafo acrescido
pela Resolução nº 33, de 1999)
Art. 211. A requerimento da
Comissão Especial, sujeito à deliberação do Plenário, os prazos previstos neste
capítulo poderão ser:
I - prorrogados até o dobro
e, em casos excepcionais, até o quádruplo;
II - suspensos, conjunta ou
separadamente, até cento e vinte sessões, sem prejuízo dos trabalhos da
Comissão, prosseguindo-se a contagem dos prazos regimentais de tramitação findo
o período da suspensão.
Art. 212. A Mesa
Diretora, qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados poderá formular
projeto de consolidação, visando à sistematização, à correção, ao aditamento, à
supressão e à conjugação de textos legais, cuja elaboração cingir-se-á aos
aspectos formais, resguardada a matéria de mérito.
§ 1º A Mesa Diretora remeterá
o projeto de consolidação ao Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis e à
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que o examinarão, vedadas as
alterações de mérito.
§ 2º O Grupo de Trabalho de
Consolidação das Leis, recebido o projeto de consolidação, fá-lo-á publicar no
Diário Oficial e no Diário da Câmara dos Deputados,
a fim de que, no prazo de trinta dias, a ele sejam oferecidas sugestões, as
quais, se for o caso, serão incorporadas ao texto inicial, a ser encaminhado, em
seguida, ao exame da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 33, de 1999 e
adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
Art. 213. O projeto de
consolidação, após a apreciação do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis e
da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, será submetido ao Plenário
da Casa. ("Caput" do artigo com redação adaptada à
Resolução nº 20, de 2004)
§ 1º Verificada a existência
de dispositivos visando à alteração ou supressão de matéria de mérito, deverão
ser formuladas emendas, visando à manutenção do texto da consolidação.
§ 2º
As emendas apresentadas em Plenário consoante o disposto no parágrafo anterior
deverão ser encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania,
que sobre elas emitirá parecer, sendo-lhe facultada, para tanto e se for o caso,
a requisição de informações junto ao Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis.
(Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de
2004)
§ 3º As emendas aditivas
apresentadas ao texto do projeto visam à adoção de normas excluídas, e as
emendas supressivas, à retirada de dispositivos conflitantes com as regras
legais em vigor.
§ 4º O Relator proporá, em
seu Voto, que as emendas consideradas de mérito, isolada ou conjuntamente, sejam
destacadas para fins de constituírem projeto autônomo, o qual deverá ser
apreciado pela Casa, dentro das normas regimentais aplicáveis à tramitação dos
demais projetos de lei.
§ 5º As alterações propostas
ao texto, formuladas com fulcro nos dispositivos anteriores, deverão ser
fundamentadas com a indicação do dispositivo legal pertinente.
§ 6º
Após o pronunciamento definitivo da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania, o projeto de consolidação será encaminhado ao Plenário, tendo
preferência para inclusão em Ordem do Dia. (Artigo com
redação dada pela Resolução nº 33, de 1999 e parágrafo com redação adaptada à
Resolução nº 20, de 2004)
Art. 214. À Comissão de
Finanças e Tributação incumbe elaborar, no último ano de cada legislatura, o
projeto de decreto legislativo destinado a fixar a remuneração e a ajuda de
custo dos membros do Congresso Nacional, a vigorar na legislatura subseqüente,
bem assim a remuneração do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos
Ministros de Estado para cada exercício financeiro, observado o que dispõem os
arts. 150, II, e 153, III e § 2º, I, da Constituição Federal.
§ 1º
Se a Comissão não apresentar, durante o primeiro semestre da última sessão
legislativa da legislatura, o projeto de que trata este artigo, ou não o fizer
nesse interregno qualquer Deputado, a Mesa incluirá na Ordem do Dia, na primeira
sessão ordinária do segundo período semestral, em forma de proposição, as
disposições respectivas em vigor.
§ 2º O projeto mencionado
neste artigo figurará na Ordem do Dia durante cinco sessões para recebimento de
emendas, sobre as quais a Comissão de Finanças e Tributação emitirá parecer no
prazo improrrogável de cinco sessões.
Art. 215. À Comissão de
Finanças e Tributação incumbe proceder à tomada de contas do Presidente da
República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias
após a abertura da sessão legislativa.
§ 1º A Comissão aguardará,
para pronunciamento definitivo, a organização das contas do exercício, que
deverá ser feita por uma Subcomissão Especial, com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, dentro de sessenta sessões.
§ 2º A Subcomissão Especial
compor-se-á, pelo menos, de tantos membros quantos forem os órgãos que figuraram
no Orçamento da União referente ao exercício anterior, observado o princípio da
proporcionalidade partidária.
§ 3º Cada membro da
Subcomissão Especial será designado Relator-Parcial da tomada de contas
relativas a um órgão orçamentário.
§ 4º A Subcomissão Especial
terá amplos poderes, mormente os referidos nos §§ 1º a 4º do art. 61,
cabendo-lhe convocar os responsáveis pelo sistema de controle interno e todos os
ordenadores de despesa da administração pública direta, indireta e fundacional
dos três Poderes, para comprovar, no prazo que estabelecer, as contas do
exercício findo, na conformidade da respectiva lei orçamentária e das alterações
havidas na sua execução.
§ 5º O parecer da Comissão de
Finanças e Tributação será encaminhado, através da Mesa da Câmara, ao Congresso
Nacional, com a proposta de medidas legais e outras providências cabíveis.
§ 6º
A prestação de contas, após iniciada a tomada de contas, não será óbice à adoção
e continuidade das providências relativas ao processo por crime de
responsabilidade nos termos da legislação especial.
Art. 216. O Regimento
Interno poderá ser modificado ou reformado por meio de projeto de resolução de
iniciativa de Deputado, da Mesa, de Comissão Permanente ou de Comissão Especial
para esse fim criada, em virtude de deliberação da Câmara, da qual deverá fazer
parte um membro da Mesa.
§ 1º O projeto, após
publicado e distribuído em avulsos, permanecerá na Ordem do Dia durante o prazo
de cinco sessões para o recebimento de emendas.
§ 2º Decorrido o prazo
previsto no parágrafo anterior, o projeto será enviado:
I - à
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em qualquer caso; (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
II - à Comissão Especial
que o houver elaborado, para exame das emendas recebidas;
III - à Mesa, para apreciar
as emendas e o projeto.
§ 3º Os pareceres das
Comissões serão emitidos no prazo de cinco sessões, quando o projeto for de
simples modificação, e de vinte sessões, quando se tratar de reforma.
§ 4º
Depois de publicados os pareceres e distribuídos em avulsos, o projeto será
incluído na Ordem do Dia, em primeiro turno, que não poderá ser encerrado, mesmo
por falta de oradores, antes de transcorridas duas sessões.
§ 5º
O segundo turno não poderá ser também encerrado antes de transcorridas duas
sessões.
§ 6º A redação do vencido e a
redação final do projeto competem à Comissão Especial que o houver elaborado, ou
à Mesa, quando de iniciativa desta, de Deputados ou Comissão Permanente.
§ 7º
A apreciação do projeto de alteração ou reforma do Regimento obedecerá às normas
vigentes para os demais projetos de resolução.
§ 8º A Mesa fará a
consolidação e publicação de todas as alterações introduzidas no Regimento antes
de findo cada biênio.
Art. 217. A solicitação
do Presidente do Supremo Tribunal Federal para instauração de processo, nas
infrações penais comuns, contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e
os Ministros de Estado será recebida pelo Presidente da Câmara dos Deputados,
que notificará o acusado e despachará o expediente à Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania, observadas as seguintes normas: ("Caput" do artigo com redação adaptada à Resolução nº 20,
de 2004)
I - perante a Comissão, o
acusado ou seu advogado terá o prazo de dez sessões para, querendo,
manifestar-se;
II - a
Comissão proferirá parecer dentro de cinco sessões contadas do oferecimento da
manifestação do acusado ou do término do prazo previsto no inciso anterior,
concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização;
III - o parecer da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania será lido no expediente, publicado no
Diário da Câmara dos Deputados, distribuído em
avulsos e incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte à de seu recebimento pela
Mesa; (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20, de
2004)
IV - encerrada
a discussão, será o parecer submetido a votação nominal, pelo processo da
chamada dos Deputados.
§ 1º Se, da aprovação do
parecer por dois terços dos membros da Casa, resultar admitida a acusação,
considerar-se-á autorizada a instauração do processo.
§ 2º
A decisão será comunicada pelo Presidente ao Supremo Tribunal Federal dentro do
prazo de duas sessões. (Artigo com redação dada pela
Resolução nº 22, de 1992)
Art. 218. É permitido a
qualquer cidadão denunciar à Câmara dos Deputados o Presidente da República, o
Vice-Presidente da República ou Ministro de Estado por crime de
responsabilidade.
§ 1º A denúncia, assinada
pelo denunciante e com firma reconhecida, deverá ser acompanhada de documentos
que a comprovem ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los, com
indicação do local onde possam ser encontrados, bem como, se for o caso, do rol
das testemunhas, em número de cinco, no mínimo.
§ 2º Recebida a denúncia pelo
Presidente, verificada a existência dos requisitos de que trata o parágrafo
anterior, será lida no expediente da sessão seguinte e despachada à Comissão
Especial eleita, da qual participem, observada a respectiva proporção,
representantes de todos os Partidos.
§ 3º Do despacho do
Presidente que indeferir o recebimento da denúncia, caberá recurso ao Plenário.
§
4º Do recebimento da denúncia será notificado o denunciado para manifestar-se,
querendo, no prazo de dez sessões.
§ 5º A Comissão Especial se
reunirá dentro de quarenta e oito horas e, depois de eleger seu Presidente e
Relator, emitirá parecer em cinco sessões contadas do oferecimento da
manifestação do acusado ou do término do prazo previsto no parágrafo anterior,
concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização.
§ 6º
O parecer da Comissão Especial será lido no expediente da Câmara dos Deputados e
publicado na íntegra, juntamente com a denúncia, no Diário da Câmara dos Deputados e avulsos.
§ 7º
Decorridas quarenta e oito horas da publicação do parecer da Comissão Especial,
será o mesmo incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte.
§ 8º
Encerrada a discussão do parecer, será o mesmo submetido à votação nominal, pelo
processo de chamada dos Deputados.
§ 9º Será admitida a
instauração do processo contra o denunciado se obtidos dois terços dos votos dos
membros da Casa, comunicada a decisão ao Presidente do Senado Federal dentro de
duas sessões. (Artigo com redação dada pela Resolução nº
22, de 1992)
Art. 219. O Ministro de
Estado comparecerá perante a Câmara ou suas Comissões:
I -
quando convocado para prestar, pessoalmente, informações sobre assunto
previamente determinado;
II - por sua iniciativa, mediante entendimentos com a Mesa ou a Presidência da
Comissão, respectivamente, para expor assunto de relevância de seu Ministério.
§
1º A convocação do Ministro de Estado será resolvida pela Câmara ou Comissão,
por deliberação da maioria da respectiva composição plenária, a requerimento de
qualquer Deputado ou membro da Comissão, conforme o caso.
§ 2º
A convocação do Ministro de Estado ser-lhe-á comunicada mediante ofício do
Primeiro-Secretário ou do Presidente da Comissão, que definirá o local, dia e
hora da sessão ou reunião a que deva comparecer, com a indicação das informações
pretendidas, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação
adequada, aceita pela Casa ou pelo colegiado.
Art. 220. A Câmara
reunir-se-á em Comissão Geral, sob a direção de seu Presidente, toda vez que
perante o Plenário comparecer Ministro de Estado.
§ 1º O Ministro de Estado
terá assento na primeira bancada, até o momento de ocupar a tribuna, ficando
subordinado às normas estabelecidas para o uso da palavra pelos Deputados;
perante Comissão, ocupará o lugar à direita do Presidente.
§ 2º
Não poderá ser marcado o mesmo horário para o comparecimento de mais de um
Ministro de Estado à Casa, salvo em caráter excepcional, quando a matéria lhes
disser respeito conjuntamente, nem se admitirá sua convocação simultânea por
mais de uma Comissão.
§ 3º O Ministro de Estado
somente poderá ser aparteado ou interpelado sobre assunto objeto de sua
exposição ou matéria pertinente à convocação.
§ 4º Em qualquer hipótese, a
presença de Ministro de Estado no Plenário não poderá ultrapassar o horário
normal da sessão ordinária da Câmara.
Art. 221. Na hipótese de
convocação, o Ministro encaminhará ao Presidente da Câmara ou da Comissão, até a
sessão da véspera da sua presença na Casa, sumário da matéria de que virá
tratar, para distribuição aos Deputados.
§ 1º O Ministro, ao início do
Grande Expediente, ou da Ordem do Dia, poderá falar até trinta minutos,
prorrogáveis por mais quinze, pelo Plenário da Casa ou da Comissão, só podendo
ser aparteado durante a prorrogação.
§ 2º Encerrada a exposição do
Ministro, poderão ser formuladas interpelações pelos Deputados que se
inscreveram previamente, não podendo cada um fazê-lo por mais de cinco minutos,
exceto o Autor do requerimento, que terá o prazo de dez minutos.
§ 3º
Para responder a cada interpelação, o Ministro terá o mesmo tempo que o Deputado
para formulá-la.
§ 4º Serão permitidas a
réplica e a tréplica, pelo prazo de três minutos, improrrogáveis.
§ 5º
É lícito aos Líderes, após o término dos debates, usar da palavra por cinco
minutos, sem apartes.
Art. 222. No caso do
comparecimento espontâneo ao Plenário, o Ministro de Estado usará da palavra ao
início do Grande Expediente, se para expor assuntos da sua Pasta, de interesse
da Casa e do País, ou da Ordem do Dia, se para falar de proposição legislativa
em trâmite, relacionada com o ministério sob sua direção.
§ 1º
Ser-lhe-á concedida a palavra durante quarenta minutos, podendo o prazo ser
prorrogado por mais vinte minutos, por deliberação do Plenário, só sendo
permitidos apartes durante a prorrogação.
§ 2º Findo o discurso, o
Presidente concederá a palavra aos Deputados, ou aos membros da Comissão,
respeitada a ordem de inscrição, para, no prazo de três minutos, cada um,
formular suas considerações ou pedidos de esclarecimentos, dispondo o Ministro
do mesmo tempo para a resposta.
§ 3º Serão permitidas a
réplica e tréplica, pelo prazo de três minutos, improrrogáveis.
Art.
223. Na eventualidade de não ser atendida convocação feita de acordo com o
art. 50, caput, da Constituição Federal, o
Presidente da Câmara promoverá a instauração do procedimento legal cabível.
Art. 224. A Mesa
conduzirá o processo eleitoral para a escolha, na última sessão ordinária do
período legislativo anual, dos membros da Câmara dos Deputados que irão compor,
durante o recesso, a Comissão Representativa do Congresso Nacional de que trata
o art. 58, § 4º, da Constituição Federal.
Parágrafo único. A Mesa expedirá as instruções
necessárias, com observância das exigências e formalidades previstas nos arts.
7º e 8º, no que couber, atendendo que, na composição da Comissão Representativa,
deverá reproduzir-se, quando possível, a proporcionalidade da representação dos
Partidos e dos Blocos Parlamentares na Casa.
Art. 225. A eleição dos
dois cidadãos que devam integrar o Conselho da República, a que se refere o art.
89, VII, da Constituição Federal, será feita na forma prevista no art. 7º,
dentre candidatos escolhidos nos termos dos incisos I a IV do art. 8º, abstraído
o princípio da proporcionalidade partidária.
Art. 226. O Deputado deve
apresentar-se à Câmara durante a sessão legislativa ordinária ou extraordinária,
para participar das sessões do Plenário e das reuniões de Comissão de que seja
membro, além das sessões conjuntas do Congresso Nacional, sendo-lhe assegurado o
direito, nos termos deste Regimento, de:
I - oferecer proposições em
geral, discutir e deliberar sobre qualquer matéria em apreciação na Casa,
integrar o Plenário e demais colegiados e neles votar e ser votado;
II - encaminhar, através da
Mesa, pedidos escritos de informação a Ministro de Estado;
III - fazer uso da palavra;
IV - integrar as
Comissões e representações externas e desempenhar missão autorizada;
V - promover, perante
quaisquer autoridades, entidades ou órgãos da administração federal, estadual ou
municipal, direta ou indireta e fundacional, os interesses públicos ou
reivindicações coletivas de âmbito nacional ou das comunidades representadas;
VI - realizar outros
cometimentos inerentes ao exercício do mandato ou atender a obrigações
político-partidárias decorrentes da representação.
Art. 227. O
comparecimento efetivo do Deputado à Casa será registrado diariamente, sob
responsabilidade da Mesa e da presidência das Comissões, da seguinte forma:
I -
às sessões de debates, através de lista de presença em postos instalados no hall
do edifício principal e dos seus anexos;
II - às sessões de
deliberação, mediante registro eletrônico até o encerramento da Ordem do Dia ou,
se não estiver funcionando o sistema, pelas listas de presença em Plenário; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 1, de 1995)
III - nas Comissões,
pelo controle da presença às suas reuniões.
Art. 228. Para afastar-se
do território nacional, o Deputado deverá dar prévia ciência à Câmara, por
intermédio da Presidência, indicando a natureza do afastamento e sua duração
estimada.
Art. 229. O Deputado
apresentará à Mesa, para efeito de posse e antes do término do mandato,
declaração de bens e de suas fontes de renda, importando infração ao Código de
Ética e Decoro Parlamentar a inobservância deste preceito.
Art.
230. O Deputado que se afastar do exercício do mandato para ser investido
em cargo referido no inciso I do caput do art. 56
da Constituição Federal fará comunicação escrita à Casa, bem como ao reassumir o
lugar.
§ 1º Ao comunicar o seu
afastamento, o Deputado apresentará o ato de nomeação e o termo de posse.
§ 2º
Ao reassumir o lugar, o Deputado apresentará o ato de exoneração.
§ 3º
É de quinze dias o prazo para o Deputado reassumir o exercício do mandato,
quando exonerado de cargo a que se refere o caput,
sob pena de sua omissão tipificar falta de decoro parlamentar.
§ 4º
Enquanto não for feita a comunicação a que se refere o § 2º, o suplente em
exercício participará normalmente dos debates e das votações. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 16, de 2000)
Art. 231. No exercício do
mandato, o Deputado atenderá às prescrições constitucionais e regimentais e às
contidas no Código de Ética e Decoro Parlamentar, sujeitando-se às medidas
disciplinares nelas previstas.
§ 1º Os Deputados são
invioláveis por suas opiniões, palavras e votos.
§ 2º Desde a expedição do
diploma, os Deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime
inafiançável. (Parágrafo com redação adaptada aos termos
da Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
§ 3º (Revogado tacitamente pela Emenda Constitucional nº 35, de
2001)
§ 4º Os Deputados serão
submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.
§ 5º
Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou
prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes
confiaram ou deles receberam informações.
§ 6º A incorporação de
Deputados às Forças Armadas, embora militares e ainda que em tempo de guerra,
dependerá de licença da Câmara.
§ 7º As imunidades
parlamentares subsistirão quando os Deputados forem investidos nos cargos
previstos no inciso I do art. 56 da Constituição Federal.
§ 8º
Os Deputados não poderão:
I - desde a expedição do
diploma:
| a) | firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; |
| b) | aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades constantes da alínea anterior; |
II - desde a posse:
| a) | ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; |
| b) | ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, a; |
| c) | patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; |
| d) | ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. |
Art. 232. O Deputado que
se desvincular de sua bancada perde, para efeitos regimentais, o direito a
cargos ou funções que ocupar em razão dela. (Artigo com
redação dada pela Resolução nº 34, de 2005)
Art. 233. As imunidades
constitucionais dos Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo
ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa, em escrutínio
secreto, restrita a suspensão aos atos praticados fora do recinto do Congresso
Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.
§ 1º
Recebida pela Mesa a solicitação da suspensão, aguardar-se-á que o Congresso
Nacional autorize a decretação do estado de sítio ou de sua prorrogação.
§ 2º
Aprovada a decretação, a mensagem do Presidente da República será remetida à
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que dará parecer e elaborará
o projeto de resolução no sentido da respectiva conclusão. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
§ 3º Na apreciação do pedido,
serão observadas as disposições sobre a tramitação de matéria em regime de
urgência.
Art. 234. Os ex-Deputados
Federais, além de livre acesso ao Plenário, poderão utilizar-se dos seguintes
serviços prestados na Casa, mediante prévia autorização do Presidente da Câmara
para os de que tratam os incisos I e IV:
I - reprografia;
II - biblioteca;
III - arquivo;
IV - processamento de dados;
V - assistência médica;
VI - assistência
farmacêutica.
Art. 235. O Deputado
poderá obter licença para:
I - desempenhar missão
temporária de caráter diplomático ou cultural;
II - tratamento de saúde;
III - tratar, sem
remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultrapasse
cento e vinte dias por sessão legislativa;
IV - investidura em qualquer
dos cargos referidos no art. 56, I, da Constituição Federal.
§ 1º
As Deputadas poderão ainda obter licença-gestante, e os Deputados,
licença-paternidade, nos termos previstos no art. 7º, incisos XVIII e XIX, da
Constituição Federal. (Parágrafo acrescido pela
Resolução nº 15, de 2003, renumerando os demais)
§ 2º Salvo nos casos de prorrogação da sessão legislativa ordinária ou de
convocação extraordinária do Congresso Nacional, não se concederão as licenças
referidas nos incisos II e III durante os períodos de recesso constitucional.
§
3º Suspender-se-á a contagem do prazo da licença que se haja iniciado
anteriormente ao encerramento de cada semiperíodo da respectiva sessão
legislativa, exceto na hipótese do inciso II quando tenha havido assunção de
Suplente.
§ 4º A licença será concedida
pelo Presidente, exceto na hipótese do inciso I, quando caberá à Mesa decidir.
§
5º A licença depende de requerimento fundamentado, dirigido ao Presidente da
Câmara, e lido na primeira sessão após o seu recebimento.
§ 6º
O Deputado que se licenciar, com assunção de Suplente, não poderá reassumir o
mandato antes de findo o prazo, superior a cento e vinte dias, da licença ou de
suas prorrogações.
Art. 236. Ao Deputado
que, por motivo de doença comprovada, se encontre impossibilitado de atender aos
deveres decorrentes do exercício do mandato, será concedida licença para
tratamento de saúde.
Parágrafo único. Para obtenção ou prorrogação da
licença, será necessário laudo de inspeção de saúde, firmado por três
integrantes do corpo médico da Câmara, com a expressa indicação de que o
paciente não pode continuar no exercício ativo de seu mandato.
Art.
237. Em caso de incapacidade civil absoluta, julgada por sentença de
interdição ou comprovada mediante laudo médico passado por junta nomeada pela
Mesa da Câmara, será o Deputado suspenso do exercício do mandato, sem perda da
remuneração, enquanto durarem os seus efeitos.
§ 1º No caso de o Deputado se
negar a submeter-se ao exame de saúde, poderá o Plenário, em sessão secreta, por
deliberação da maioria absoluta dos seus membros, aplicar-lhe a medida
suspensiva.
§ 2º A junta deverá ser
constituída, no mínimo, de três médicos de reputada idoneidade profissional, não
pertencentes aos serviços da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.
Art. 238. As vagas, na
Câmara, verificar-se-ão em virtude de:
I - falecimento;
II - renúncia;
III - perda de mandato.
Art.
239. A declaração de renúncia do Deputado ao mandato deve ser dirigida por
escrito à Mesa, e independe de aprovação da Câmara, mas somente se tornará
efetiva e irretratável depois de lida no expediente e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
§ 1º
Considera-se também haver renunciado:
I - o Deputado que não
prestar compromisso no prazo estabelecido neste Regimento;
II - o Suplente que,
convocado, não se apresentar para entrar em exercício no prazo regimental.
§ 2º
A vacância, nos casos de renúncia, será declarada em sessão pelo Presidente.
Art.
240. Perde o mandato o Deputado:
I - que infringir qualquer
das proibições constantes do art. 54 da Constituição Federal;
II - cujo procedimento for
declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de
comparecer, em cada sessão legislativa ordinária, à terça parte das sessões
ordinárias da Câmara, salvo licença ou missão autorizada;
IV - que perder ou tiver
suspensos os direitos políticos;
V - quando o decretar a
Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal;
VI - que sofrer condenação
criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º Nos casos dos incisos I,
II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados, em
escrutínio secreto e por maioria absoluta de votos, mediante provocação da Mesa
ou de Partido com representação no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§
2º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda do mandato será declarada
pela Mesa, de ofício ou mediante provocação de qualquer Deputado, ou de Partido
com representação no Congresso Nacional, assegurada ao representado, consoante
procedimentos específicos estabelecidos em Ato, ampla defesa perante a Mesa.
§ 3º
A representação, nos casos dos incisos I e VI, será encaminhada à Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania, observadas as seguintes normas: ("Caput" do parágrafo com redação dada pela Resolução nº 25,
de 2001 e adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
I - recebida e processada na
Comissão, será fornecida cópia da representação ao Deputado, que terá o prazo de
cinco sessões para apresentar defesa escrita e indicar provas;
II - se a defesa não for
apresentada, o Presidente da Comissão nomeará defensor dativo para oferecê-la no
mesmo prazo;
III -
apresentada a defesa, a Comissão procederá às diligências e à instrução
probatória que entender necessárias, findas as quais proferirá parecer no prazo
de cinco sessões, concluindo pela procedência da representação ou pelo
arquivamento desta; procedente a representação, a Comissão oferecerá também o
projeto de resolução no sentido da perda do mandato;
IV - o parecer da Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania, uma vez lido no expediente, publicado no
Diário da Câmara dos Deputados e distribuído em
avulsos, será incluído em Ordem do Dia. (Inciso com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
Art. 241. A Mesa
convocará, no prazo de quarenta e oito horas, o Suplente de Deputado nos casos
de:
I - ocorrência de vaga;
II - investidura do titular
nas funções definidas no art. 56, I, da Constituição Federal;
III - licença para tratamento
de saúde do titular, desde que o prazo original seja superior a cento e vinte
dias, vedada a soma de períodos para esse efeito, estendendo-se a convocação por
todo o período de licença e de suas prorrogações.
§ 1º Assiste ao Suplente que
for convocado o direito de se declarar impossibilitado de assumir o exercício do
mandato, dando ciência por escrito à Mesa, que convocará o Suplente imediato.
§
2º Ressalvadas as hipóteses de que trata o parágrafo anterior, de doença
comprovada na forma do art. 236, ou de estar investido nos cargos de que trata o
art. 56, I, da Constituição Federal, o Suplente que, convocado, não assumir o
mandato no período fixado no art. 4º, § 6º, III, perde o direito à suplência,
sendo convocado o Suplente imediato.
Art. 242. Ocorrendo vaga
mais de quinze meses antes do término do mandato e não havendo Suplente, o
Presidente comunicará o fato à Justiça Eleitoral para o efeito do art. 56, § 2º,
da Constituição Federal.
Art. 243. O Suplente de
Deputado, quando convocado em caráter de substituição, não poderá ser escolhido
para os cargos da Mesa ou de Suplente de Secretário, nem para Presidente ou
Vice-Presidente de Comissão, ou integrar a Procuradoria Parlamentar.
Art. 244. O deputado que
praticar ato contrário ao decoro parlamentar ou que afete a dignidade do mandato
estará sujeito às penalidades e ao processo disciplinar previstos no Código de
Ética e Decoro Parlamentar, que definirá também as condutas puníveis. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 25, de 2001)
Art. 245. (Revogado pela Resolução nº 25, de 2001)
Art. 246. (Revogado pela Resolução nº 25, de 2001)
Art. 247. (Revogado pela Resolução nº 25, de 2001)
Art. 248. (Revogado pela Resolução nº 25, de 2001)
Art. 249. A solicitação
do Presidente do Supremo Tribunal Federal para instaurar processo criminal
contra Deputado será instruída com a cópia integral dos autos da ação penal
originária ou do inquérito policial.
Art. 250. No caso de
prisão em flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos à Casa
dentro de vinte e quatro horas, sob pena de responsabilidade da autoridade que a
presidir, cuja apuração será promovida de ofício pela Mesa.
Art.
251. Recebida a solicitação ou os autos de flagrante, o Presidente
despachará o expediente à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania,
observadas as seguintes normas: ("Caput" do artigo com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
I - no caso de flagrante, a
Comissão resolverá preliminarmente sobre a prisão, devendo:
| a) | ordenar apresentação do réu preso, que permanecerá sob sua custódia até o pronunciamento da Casa sobre o relaxamento ou não da prisão; |
| b) | oferecer parecer prévio, facultada a palavra ao Deputado envolvido ou ao seu representante, no prazo de setenta e duas horas, sobre a manutenção ou não da prisão, propondo o projeto de resolução respectivo, que será submetido até a sessão seguinte à deliberação do Plenário, pelo voto secreto da maioria de seus membros; |
II
- vencida ou inocorrente a fase prevista no inciso I, a Comissão proferirá
parecer, facultada a palavra ao Deputado ou ao seu representante, no prazo de
dez sessões, concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de licença
ou pela autorização, ou não, da formação de culpa, no caso de flagrante,
propondo o competente projeto de resolução;
III - o parecer da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania, uma vez lido no expediente, publicado
no Diário da Câmara dos Deputados e em avulsos,
será incluído em Ordem do Dia; (Inciso com redação
adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
IV - se, da aprovação do
parecer, pelo voto secreto da maioria dos membros da Casa, resultar admitida a
acusação contra o Deputado, considerar-se-á dada a licença para instauração do
processo ou autorizada a formação de culpa;
V - a decisão será comunicada
pelo Presidente ao Supremo Tribunal Federal dentro em duas sessões;
Parágrafo único. Estando em recesso a Casa, as
atribuições conferidas à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ao
Plenário serão exercidas cumulativamente pela Comissão Representativa do
Congresso Nacional, a que se reporta o § 4º do art. 58 da Constituição Federal,
se assim dispuser o Regimento Comum; caso contrário, as mencionadas atribuições
serão desempenhadas plenamente pela Mesa, ad
referendum do Plenário. (Parágrafo único com
redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
Art. 252. A iniciativa
popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
lei subscrito por, no mínimo, um centésimo do eleitorado nacional, distribuído
pelo menos por cinco Estados, com não menos de três milésimos dos eleitores de
cada um deles, obedecidas as seguintes condições:
I - a assinatura de cada
eleitor deverá ser acompanhada de seu nome completo e legível, endereço e dados
identificadores de seu título eleitoral;
II - as listas de assinatura
serão organizadas por Município e por Estado, Território e Distrito Federal, em
formulário padronizado pela Mesa da Câmara;
III - será lícito a entidade
da sociedade civil patrocinar a apresentação de projeto de lei de iniciativa
popular, responsabilizando-se inclusive pela coleta das assinaturas;
IV - o projeto será instruído
com documento hábil da Justiça Eleitoral quanto ao contingente de eleitores
alistados em cada Unidade da Federação, aceitando-se, para esse fim, os dados
referentes ao ano anterior, se não disponíveis outros mais recentes;
V - o projeto será
protocolizado perante a Secretaria-Geral da Mesa, que verificará se foram
cumpridas as exigências constitucionais para sua apresentação;
VI - o projeto de lei de
iniciativa popular terá a mesma tramitação dos demais, integrando a numeração
geral das proposições;
VII - nas Comissões ou em Plenário, transformado em Comissão Geral, poderá usar
da palavra para discutir o projeto de lei, pelo prazo de vinte minutos, o
primeiro signatário, ou quem este tiver indicado quando da apresentação do
projeto;
VIII - cada
projeto de lei deverá circunscrever-se a um único assunto, podendo, caso
contrário, ser desdobrado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
em proposições autônomas, para tramitação em separado; (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20, de 2004)
IX - não se rejeitará,
liminarmente, projeto de lei de iniciativa popular por vícios de linguagem,
lapsos ou imperfeições de técnica legislativa, incumbindo à Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania escoimá-lo dos vícios formais para sua
regular tramitação; (Inciso com redação adaptada à
Resolução nº 20, de 2004)
X - a Mesa designará
Deputado para exercer, em relação ao projeto de lei de iniciativa popular, os
poderes ou atribuições conferidos por este Regimento ao Autor de proposição,
devendo a escolha recair sobre quem tenha sido, com a sua anuência, previamente
indicado com essa finalidade pelo primeiro signatário do projeto.
Art. 253. As petições,
reclamações, representações ou queixas apresentadas por pessoas físicas ou
jurídicas contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas, ou
imputados a membros da Casa, serão recebidas e examinadas pela Ouvidoria
Parlamentar, pelas Comissões ou pela Mesa, conforme o caso, desde que:
I - encaminhadas por
escrito ou por meio eletrônico, devidamente identificadas em formulário próprio,
ou por telefone, com a identificação do autor;
II - o assunto envolva matéria
de competência da Câmara dos Deputados. (Artigo com
redação dada pela Resolução nº 19, de 2001)
Art. 254. A participação da
sociedade civil poderá, ainda, ser exercida mediante o oferecimento de sugestões
de iniciativa legislativa, de pareceres técnicos, de exposições e propostas
oriundas de entidades científicas e culturais e de qualquer das entidades
mencionadas na alínea a do inciso XVII do art. 32.
§
1º As sugestões de iniciativa legislativa que, observado o disposto no inciso I
do artigo 253, receberem parecer favorável da Comissão de Legislação
Participativa serão transformadas em proposição legislativa de sua iniciativa,
que será encaminhada à Mesa para tramitação.
§ 2º As sugestões que
receberem parecer contrário da Comissão de Legislação Participativa serão
encaminhadas ao arquivo.
§ 3º Aplicam-se à apreciação
das sugestões pela Comissão de Legislação Participativa, no que couber, as
disposições regimentais relativas ao trâmite dos projetos de lei nas Comissões.
§
4º As demais formas de participação recebidas pela Comissão de Legislação
Participativa serão encaminhadas à Mesa para distribuição à Comissão ou
Comissões competentes para o exame do respectivo mérito, ou à Ouvidoria,
conforme o caso. (Artigo com redação dada pela Resolução
nº 21, de 2001)
Art. 255. Cada Comissão
poderá realizar reunião de audiência pública com entidade da sociedade civil
para instruir matéria legislativa em trâmite, bem como para tratar de assuntos
de interesse público relevante, atinentes à sua área de atuação, mediante
proposta de qualquer membro ou a pedido de entidade interessada.
Art.
256. Aprovada a reunião de audiência pública, a Comissão selecionará, para
serem ouvidas, as autoridades, as pessoas interessadas e os especialistas
ligados às entidades participantes, cabendo ao Presidente da Comissão expedir os
convites.
§ 1º Na hipótese de haver
defensores e opositores relativamente à matéria objeto de exame, a Comissão
procederá de forma que possibilite a audiência das diversas correntes de
opinião.
§ 2º O convidado deverá
limitar-se ao tema ou questão em debate e disporá, para tanto, de vinte minutos,
prorrogáveis a juízo da Comissão, não podendo ser aparteado.
§ 3º
Caso o expositor se desvie do assunto, ou perturbe a ordem dos trabalhos, o
Presidente da Comissão poderá adverti-lo, cassar-lhe a palavra ou determinar a
sua retirada do recinto.
§ 4º A parte convidada poderá
valer-se de assessores credenciados, se para tal fim tiver obtido o
consentimento do Presidente da Comissão.
§ 5º Os Deputados inscritos
para interpelar o expositor poderão fazê-lo estritamente sobre o assunto da
exposição, pelo prazo de três minutos, tendo o interpelado igual tempo para
responder, facultadas a réplica e a tréplica, pelo mesmo prazo, vedado ao orador
interpelar qualquer dos presentes.
Art. 257. Não poderão ser
convidados a depor em reunião de audiência pública os membros de representação
diplomática estrangeira.
Art. 258. Da reunião de
audiência pública lavrar-se-á ata, arquivando-se, no âmbito da Comissão, os
pronunciamentos escritos e documentos que os acompanharem.
Parágrafo único. Será admitido, a qualquer tempo, o
traslado de peças ou fornecimento de cópias aos interessados.
Art. 259. Além dos
Ministérios e entidades da administração federal indireta, poderão as entidades
de classe de grau superior, de empregados e empregadores, autarquias
profissionais e outras instituições de âmbito nacional da sociedade civil
credenciar junto à Mesa representantes que possam, eventualmente, prestar
esclarecimentos específicos à Câmara, através de suas Comissões, às Lideranças e
aos Deputados em geral e ao órgão de assessoramento institucional.
§ 1º
Cada Ministério ou entidade poderá indicar apenas um representante, que será
responsável perante a Casa por todas as informações que prestar ou opiniões que
emitir quando solicitadas pela Mesa, por Comissão ou Deputado.
§ 2º
Esses representantes fornecerão aos Relatores, aos membros das Comissões, às
Lideranças e aos demais Deputados interessados e ao órgão de assessoramento
legislativo exclusivamente subsídios de caráter técnico, documental, informativo
e instrutivo.
§ 3º Caberá ao
Primeiro-Secretário expedir credenciais a fim de que os representantes indicados
possam ter acesso às dependências da Câmara, excluídas as privativas dos
Deputados.
Art. 260. Os órgãos de
imprensa, do rádio e da televisão poderão credenciar seus profissionais,
inclusive correspondentes estrangeiros, perante a Mesa, para exercício das
atividades jornalísticas, de informação e divulgação, pertinentes à Casa e a
seus membros.
§ 1º Somente terão acesso às
dependências privativas da Casa os jornalistas e profissionais de imprensa
credenciados, salvo as exceções previstas em regulamento.
§ 2º
Os jornalistas e demais profissionais de imprensa credenciados pela Câmara
poderão congregar-se em comitê, como seu órgão representativo junto à Mesa.
§ 3º
O Comitê de Imprensa reger-se-á por regulamento aprovado pela Mesa.
Art.
261. O credenciamento previsto nos artigos precedentes será exercido sem
ônus ou vínculo trabalhista com a Câmara dos Deputados.
Art. 262. Os serviços
administrativos da Câmara reger-se-ão por regulamentos especiais, aprovados pelo
Plenário, considerados partes integrantes deste Regimento, e serão dirigidos
pela Mesa, que expedirá as normas ou instruções complementares necessárias.
Parágrafo único. Os regulamentos mencionados no caput obedecerão ao disposto no art. 37 da Constituição
Federal e aos seguintes princípios:
I - descentralização
administrativa e agilização de procedimentos, com a utilização do processamento
eletrônico de dados;
II -
orientação da política de recursos humanos da Casa no sentido de que as
atividades administrativas e legislativas, inclusive o assessoramento
institucional, sejam executadas por integrantes de quadros ou tabelas de pessoal
adequados às suas peculiaridades, cujos ocupantes tenham sido recrutados
mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvados os
cargos em comissão destinados a recrutamento interno preferencialmente dentre os
servidores de carreira técnica ou profissional, ou declarados de livre nomeação
e exoneração, nos termos de resolução específica;
III - adoção de política de
valorização de recursos humanos, através de programas e atividades permanentes e
sistemáticas de capacitação, treinamento, desenvolvimento e avaliação
profissional; da instituição do sistema de carreira e do mérito, e de processos
de reciclagem e realocação de pessoal entre as diversas atividades
administrativas e legislativas;
IV - existência de
assessoramento institucional unificado, de caráter técnico-legislativo ou
especializado, à Mesa, às Comissões, aos Deputados e à Administração da Casa, na
forma de resolução específica, fixando-se desde logo a obrigatoriedade da
realização de concurso público para provimento de vagas ocorrentes, sempre que
não haja candidatos anteriormente habilitados para quaisquer das áreas de
especialização ou campos temáticos compreendidos nas atividades da Consultoria
Legislativa; (Denominação alterada para adaptação aos
termos da Resolução nº 28, de 1998)
V - existência de
assessoria de orçamento, controle e fiscalização financeira, acompanhamento de
planos, programas e projetos, a ser regulamentada por resolução própria, para
atendimento à Comissão Mista Permanente a que se refere o art. 166, § 1º, da
Constituição Federal, bem como às Comissões Permanentes, Parlamentares de
Inquérito ou Especiais da Casa, relacionado ao âmbito de atuação destas.
Art.
263. Nenhuma proposição que modifique os serviços administrativos da Câmara
poderá ser submetida à deliberação do Plenário sem parecer da Mesa.
Art.
264. As reclamações sobre irregularidades nos serviços administrativos
deverão ser encaminhadas à Mesa, para providência dentro de setenta e duas
horas. Decorrido esse prazo, poderão ser levadas ao Plenário.
Art. 265. A administração
contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial e o sistema de
controle interno serão coordenados e executados por órgãos próprios, integrantes
da estrutura dos serviços administrativos da Casa.
§ 1º As despesas da Câmara,
dentro dos limites das disponibilidades orçamentárias consignadas no Orçamento
da União e dos créditos adicionais discriminados no orçamento analítico,
devidamente aprovado pela Mesa, serão ordenadas pelo Diretor-Geral.
§ 2º
A movimentação financeira dos recursos orçamentários da Câmara será efetuada
junto ao Banco do Brasil S.A. ou à Caixa Econômica Federal.
§ 3º
Serão encaminhados mensalmente à Mesa, para apreciação, os balancetes analíticos
e demonstrativos complementares da execução orçamentária, financeira e
patrimonial.
§ 4º Até trinta de junho de
cada ano, o Presidente encaminhará ao Tribunal de Contas da União a prestação de
contas relativa ao exercício anterior.
§ 5º A gestão patrimonial e
orçamentária obedecerá às normas gerais de Direito Financeiro e sobre licitações
e contratos administrativos, em vigor para os três Poderes, e à legislação
interna aplicável.
Art. 266. O patrimônio da
Câmara é constituído de bens móveis e imóveis da União, que adquirir ou forem
colocados à sua disposição.
Parágrafo único. A ocupação de imóveis residenciais da
Câmara por Deputados ficará restrita ao período de exercício do mandato e será
objeto de contrato-padrão aprovado pela Mesa.
Art. 267. A Mesa fará
manter a ordem e a disciplina nos edifícios da Câmara e suas adjacências.
Parágrafo único. A Mesa designará, logo depois de
eleita, quatro de seus membros efetivos para, como Corregedor e Corregedores
substitutos, se responsabilizarem pela manutenção do decoro, da ordem e da
disciplina no âmbito da Casa.
Art. 268. Se algum
Deputado, no âmbito da Casa, cometer qualquer excesso que deva ter repressão
disciplinar, o Presidente da Câmara ou de Comissão conhecerá do fato e promoverá
a abertura de sindicância ou inquérito destinado a apurar responsabilidades e
propor as sanções cabíveis.
Art. 269. Quando, nos
edifícios da Câmara, for cometido algum delito, instaurar-se-á inquérito a ser
presidido pelo diretor de serviços de segurança ou, se o indiciado ou o preso
for membro da Casa, pelo Corregedor ou Corregedor substituto.
§ 1º
Serão observados, no inquérito, o Código de Processo Penal e os regulamentos
policiais do Distrito Federal, no que lhe forem aplicáveis.
§ 2º
A Câmara poderá solicitar a cooperação técnica de órgãos policiais
especializados ou requisitar servidores de seus quadros para auxiliar na
realização do inquérito.
§ 3º Servirá de escrivão
funcionário estável da Câmara, designado pela autoridade que presidir o
inquérito.
§ 4º O inquérito será
enviado, após a sua conclusão, à autoridade judiciária competente.
§ 5º
Em caso de flagrante de crime inafiançável, realizar-se-á a prisão do agente da
infração, que será entregue com o auto respectivo à autoridade judicial
competente, ou, no caso de parlamentar, ao Presidente da Câmara, atendendo-se,
nesta hipótese, ao prescrito nos arts. 250 e 251.
Art. 270. O policiamento
dos edifícios da Câmara e de suas dependências externas, inclusive de blocos
residenciais funcionais para Deputados, compete, privativamente, à Mesa, sob a
suprema direção do Presidente, sem intervenção de qualquer outro Poder.
Parágrafo único. Este serviço será feito,
ordinariamente, com a segurança própria da Câmara ou por esta contratada e, se
necessário, ou na sua falta, por efetivos da polícia civil e militar do Distrito
Federal, requisitados ao Governo local, postos à inteira e exclusiva disposição
da Mesa e dirigidos por pessoas que ela designar.
Art. 271. Excetuado aos
membros da segurança, é proibido o porte de arma de qualquer espécie nos
edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes, constituindo infração disciplinar,
além de contravenção, o desrespeito a esta proibição.
Parágrafo único. Incumbe ao Corregedor, ou Corregedor
substituto, supervisionar a proibição do porte de arma, com poderes para mandar
revistar e desarmar.
Art. 272. Será permitido
a qualquer pessoa, convenientemente trajada e portando crachá de identificação,
ingressar e permanecer no edifício principal da Câmara e seus anexos durante o
expediente e assistir das galerias às sessões do Plenário e às reuniões das
Comissões.
Parágrafo único. Os espectadores ou visitantes que se
comportarem de forma inconveniente, a juízo do Presidente da Câmara ou de
Comissão, bem como qualquer pessoa que perturbar a ordem em recinto da Casa,
serão compelidos a sair, imediatamente, dos edifícios da Câmara.
Art.
273. É proibido o exercício de comércio nas dependências da Câmara, salvo
em caso de expressa autorização da Mesa.
Art. 274. A delegação de
competência será utilizada como instrumento de descentralização administrativa,
visando a assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, e situá-las na
proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender.
§ 1º
É facultado à Mesa, a qualquer de seus membros, ao Diretor-Geral, ao
Secretário-Geral da Mesa e às demais autoridades dos serviços administrativos da
Câmara delegar competência para a prática de atos administrativos.
§ 2º
O ato de delegação indicará, com precisão, a autoridade delegante, a autoridade
delegada e as atribuições objeto da delegação.
Art. 275. O sistema de
consultoria e assessoramento institucional unificado da Câmara dos Deputados
compreende, além do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, a
Consultoria Legislativa, com seus integrantes e respectivas atividades de
consultoria e assessoramento técnico-legislativo e parlamentar à Mesa, às
Comissões, às Lideranças, aos Deputados e à Administração da Casa, com o apoio
dos sistemas de documentação e informação, de informática e processamento de
dados.
Parágrafo único. O Conselho de Altos Estudos e Avaliação
Tecnológica e a Assessoria Legislativa terão suas estruturas, interação,
atribuições e funcionamento regulados por resolução própria.
Art.
276. O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, órgão
técnico-consultivo diretamente jurisdicionado à Mesa, terá por incumbência:
I -
os estudos concernentes à formulação de políticas e diretrizes legislativas ou
institucionais, das linhas de ação ou suas alternativas e respectivos
instrumentos normativos, quanto a planos, programas e projetos, políticas e
ações governamentais;
II
- os estudos de viabilidade e análise de impactos, riscos e benefícios de
natureza tecnológica, ambiental, econômica, social, política, jurídica,
cultural, estratégica e de outras espécies, em relação a tecnologias, planos,
programas ou projetos, políticas ou ações governamentais de alcance setorial,
regional ou nacional;
III
- a produção documental de alta densidade crítica e especialização técnica ou
científica, que possa ser útil ao trato qualificado de matérias objeto de
trâmite legislativo ou de interesse da Casa ou de suas Comissões.
Parágrafo único. As atividades de responsabilidade do
Conselho poderão ser deflagradas por solicitação da Mesa, de Comissão ou do
Colégio de Líderes.
Art. 277. O Conselho de
Altos Estudos e Avaliação Tecnológica terá uma composição plenária variável, de
que farão parte, ao lado de membros natos ou representantes, técnicos,
cientistas e especialistas de notoriedade profissional, não permanentes, sendo:
I
- membros natos ou representantes, com mandato por tempo indeterminado:
| a) | um membro da Mesa, por ela indicado, que o presidirá; |
| b) | cinco Deputados designados pelo Presidente da Câmara, com observância do princípio da proporcionalidade partidária, por indicação dos Líderes, dentre os membros das respectivas bancadas portadores de currículo acadêmico ou experiência profissional compatíveis com as finalidades do colegiado; |
| c) | o Diretor da Assessoria Legislativa; |
II
- membros temporários, cuja atuação ficará restrita a cada trabalho, estudo ou
projeto específico de que devam participar, no âmbito do Conselho:
| a) | um representante, indicado dentre os seus membros que atendam ao requisito mencionado no inciso I, alínea b, in fine, de cada Comissão Permanente cuja área de atividade ou campo temático tenha correlação com o trabalho em exame ou execução no Conselho, mediante solicitação do presidente deste; |
| b) | pelo menos um Consultor Legislativo de cada núcleo temático integrante da Consultoria Legislativa, que tenha pertinência com o trabalho em elaboração ou apreciação no Conselho, indicado pelo Diretor da Consultoria; (Alínea com redação adaptada aos termos da Resolução nº 28, de 1998) |
| c) | até quatro cientistas ou especialistas de notório saber e renome profissional, que venham a ser contratados pela Câmara como consultores autônomos para realização de tarefa certa ou por tempo determinado. |
§
1º Os membros representantes referidos no inciso I, alíneas a e b, integrarão o
Conselho até que sejam substituídos, ou expirem os respectivos mandatos
parlamentares.
§ 2º Nos casos do inciso I,
alíneas a e b, além
dos membros titulares, serão indicados os respectivos suplentes, que os
substituirão nas hipóteses de ausência ou impedimento.
§ 3º
As decisões do Conselho serão tomadas por maioria de votos dos seus membros.
§ 4º
O Conselho poderá contar ainda com a assistência de instituições científicas e
de pesquisa, centros tecnológicos e universidades, além dos organismos ou
entidades estatais voltados para seu campo de atuação, com os quais estabelecerá
intercâmbio e, mediante prévia autorização da Mesa, convênios ou contratos.
Art.
278. A Consultoria Legislativa organizar-se-á sob forma de núcleos
temáticos de consultoria e assessoramento, integrados por quatro Consultores
Legislativos, pelo menos, sendo estes admitidos mediante concurso público de
provas e títulos.
§ 1º A Consultoria
Legislativa disporá também de núcleo de assessoramento às Comissões, incumbido
de organizar e coordenar a prestação de assistência técnica ou especializada aos
trabalhos dos colegiados da Casa, através dos profissionais integrantes dos
núcleos temáticos com as quais tenham correlação.
§ 2º A Consultoria
Legislativa terá colaboração preferencial dos órgãos de pesquisa bibliográfica e
legislativa, de documentação e informação e de processamento de dados da Câmara
na execução dos trabalhos que lhe forem distribuídos.
§ 3º
A Consultoria Legislativa manterá cadastro de pessoas físicas ou jurídicas para
eventual contratação de serviços de consultoria autorizada pela Mesa.
§ 4º
A Consultoria Legislativa avaliará, em cada caso concreto, para efeito do
parágrafo anterior, se a complexidade técnico-científica da matéria justifica a
celebração de contrato ou convênio com profissional ou instituição
especializada. (Artigo com redação adaptada aos termos
da Resolução nº 28, de 1998)
Art. 279. A Mesa, na
designação da legislatura pelo respectivo número de ordem, tomará por base a que
se iniciou em 1826, de modo a ser mantida a continuidade histórica da
instituição parlamentar do Brasil.
Art. 280. Salvo
disposição em contrário, os prazos assinalados em dias ou sessões neste
Regimento computar-se-ão, respectivamente, como dias corridos ou por sessões
ordinárias da Câmara efetivamente realizadas; os fixados por mês contam-se de
data a data.
§ 1º Exclui-se do cômputo o
dia ou sessão inicial e inclui-se o do vencimento.
§ 1º-A Considera-se sessão
inicial a do dia em que ocorrer o fato ou se praticar o ato. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11, de 2000)
§ 2º Os prazos, salvo disposição em contrário, ficarão suspensos durante os
períodos de recesso do Congresso Nacional.
Art. 281. Os atos ou
providências, cujos prazos se achem em fluência, devem ser praticados durante o
período de expediente normal da Câmara ou das suas sessões ordinárias, conforme
o caso.
Art. 282. É vedado dar
denominação de pessoas vivas a qualquer das dependências ou edifícios da Câmara
dos Deputados.
- Diário da Câmara dos Deputados - Suplemento B - 15/12/2005, Página 4 (Republicação Atualizada)