Legislação Informatizada - Decreto nº 73.594, de 8 de Fevereiro de 1974 - Publicação Original
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Decreto nº 73.594, de 8 de Fevereiro de 1974
Regulamenta a Lei nº 5.833, de 1 de dezembro de 1972, que instituiu no Ministério das Minas e Energia - MME o Plano de Formação e Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior - PLANFAP, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o artigo 81 itens III e V, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos artigos 145, 146 e 181 do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, com a redação dada pelo Decreto-lei nº 900, de 29 de setembro de 1969, e na Lei nº 5.833, de 1 de dezembro de 1972,
DECRETA:
Art. 1º. O Plano de Formação e Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior - PLANFAP, instituído no Ministério das Minas e Energia - MME pela Lei nº 5.833, de 1 de dezembro de 1972 supervisionado pela Secretaria-Geral do MME e administrado pela Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras - CAEEB, mediante convênio, nos termos do artigo 3º da Lei nº 5.736, de 22 de novembro de 1971, terá a seguinte finalidade:
I - Preparar pessoal de nível
superior para atender às necessidades especificas dos órgãos da Administração
Direta, e das entidades vinculadas ao MME;
II - Promover o aperfeiçoamento, em suas atividades específicas, do pessoal de nível superior dos órgãos da Administração Direta e das entidades vinculadas ao MME.
Parágrafo único. No desempenho das atividades de aperfeiçoamento dos servidores civis pertencentes a Administração Direta e Autarquias do MME, o PLANFAP se integrará, através do Departamento do Pessoal do MME no Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, observando as obras emanadas do Órgão Central do mesmo Sistema e as disposições relativas ao funcionamento do Subsistema de Aperfeiçoamento do Pessoal Civil da Administração Federal.
Art. 2º. O PLANFAP, sem prejuízo dos cursos e programas mantidos pelas entidades vinculadas ao MME, promoverá:
I - Cursos, no âmbito de
instituições universitárias mediante convênio, com duração mínima de 5 meses e
máxima de 15 meses;
II - Cursos, seminários e conferências de alto nível no Centro de Estudos e Conferências - CENTRECON, com a duração máxima de 3 semanas.
§ 1º - Poderá ser incluído nos cursos seminários e conferências do PLANFAP, pessoal de nível superior das empresas privadas e das empresas de economia mista e estadual, que operem na área de competência do MME.
§ 2º - Será dada especial ênfase aos cursos que interessem a duas ou mais entidades do MME.
Art. 3º. A supervisão das atividades do PLANFAP, será exercida pela Secretaria-Geral do MME, através da Comissão de Recursos Humanos (CRH), a qual será presidida pelo Secretário-Geral Adjunto responsável pela Secretaria de Recursos Humanos e de Tecnologia (SRHT).
Art. 4º. A Comissão de Recursos Humanos (CRH) será constituída pelo Presidente, pelo Secretário Executivo e por representantes nomeados pelo Ministro de Estado, mediante indicação dos órgãos a que pertencerem.
§ 1º - Os representantes a
que se refere este artigo, serão indicados pelos órgãos a seguir enumerados:
a) O Departamento do Pessoal do MME;
b) O Departamento Nacional da Produção Mineral -
DNPM;
c) O Conselho Nacional do Petróleo - CNP;
d) O Departamento Nacional de Águas e Energia
Elétrica - DNAEE;
e) A Comissão Nacional de Energia
Nuclear - CNEN;
f) A Companhia Vale do Rio Doce -
CVRD;
g) A Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRÁS;
h) A Centrais Elétricas Brasileiras S.A. -
ELETROBRÁS;
i) A Companhia de Pesquisa de Recursos
Minerais - CPRM;
j) A Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear - CBTN.
§ 2º - Os integrantes da CRH exercerão estas funções sem remuneração e sem prejuízo de outras atividades nos órgãos de origem.
Art. 5º. Compete a comissão de Recursos Humanos (CRH):
I - Deliberar sobre o
Programa Anual de cursos, seminários e conferências no âmbito do
PLANFAP;
II -
Deliberar sobre cronogramas de utilização do Centro de Estudos e Conferências -
CENTRECON previsto no inciso 2, artigo 3º da Lei número 5.833, de 1 de dezembro
de 1972;
III - Fixar
normas e especificações a serem seguidas pela CAEEB na administração do
CENTRECON;
IV - Deliberar sobre o orçamento analítico o PLANFAP e do CENTRECON.
Art. 6º. A CRH reunir-se-á ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente, sempre que seu presidente a convocar.
§ 1º - As deliberações da CRH serão tomadas por maioria de votos tendo o seu presidente, além do voto próprio, o de desempate.
§ 2º - Das deliberações da CRH caberá recurso, em instância final, ao Secretário-Geral do MME.
§ 3º - A CRH reger-se-á por Regimento próprio a ser elaborado, em conformidade com o Regimento da Secretaria-Geral do MME, obedecido o disposto neste Decreto.
Art. 7º. Todos os cursos, seminários e conferências realizados no âmbito do PLANFAP serão, necessariamente, planejados e preparados em forma de projeto, tendo em vista:
I
- Fixação dos objetivos didáticos a serem alcançados;
II - Caracterização dos
trabalhos a serem executados;
III - Caracterização das
necessidades respectivas em termos de homens, locais, materiais e
equipamentos;
IV -
Caracterização e distribuição de cargas de execução e suas
responsabilidades;
V - Fixação da estrutura
organizacional, do cronograma e da estimativa de custos de
execução;
VI - Acompanhamento, supervisão e coordenação da execução do projeto, através de uma sistemática de relatórios de avaliação de eficiência.
Art. 8º. Compete à companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras - CAEEB, como administradora do PLANFAP, sob a supervisão e fiscalização da CRH:
I -
Realizar pesquisa e avaliação de necessidades didáticas, articulando-se com
instituições de ensino e entidades de pesquisas pedagógicas, visando à constante
atualização dos métodos didáticos empregados;
II - Esquematizar os cursos
seminários e conferências a serem desenvolvidos;
III - Promover, no âmbito do
PLANFAP, a implantação e a execução de cursos, seminários e conferências no
CENTRECON;
IV - Articular-se
com entidades de ensino superior, visando à implantação de cursos e sua
eficiente execução;
V - Elaborar e submeter à CRH
os contratos e convênios com entidades de ensino superior, firmas
especializadas, professores, técnicos e conferencista, visando à implantação de
cursos, seminários e conferências bem como articular-se com coordenadores e
participantes, objetivando a eficiente execução dos mesmos.
VI - Elaborar o orçamento analítico do PLANFAP e submetê-lo à apreciação da CRH:
Art. 9º. Compete a Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras - CAEEB, como administradora do CENTRECON, sob supervisão e fiscalização da CRH:
I -
Realizar a manutenção, a conservação e a vigilância dos prédios, instalações e
demais benfeitorias da propriedade em que se localiza o CENTRECON;
II - Manter a plena e
eficiente operação dos serviços de hospedagem e alimentação destinados aos
participantes dos programas de cursos , seminários e conferências realizadas no
CENTRECON;
III - Elaborar o orçamento analítico do CENTRECON e submetê-lo à CRH.
Art. 10. Na programação da utilização máxima do CENTRECON pelas entidades vinculadas ao MME, fica estipulado o seguinte critério de cessão do calendário útil anual:
I -
Cursos, seminários e conferências compreendidos no PLANFAP - 1/3 do
tempo;
II - Cursos,
seminários e conferencias de interesse especifico de cada uma das empresas -
PETROBRÁS, CVRD e ELETROBRÁS, respectivamente - 1/6 do tempo;
III -Cursos,seminários e conferências de interesse específico das empresas - CPRM e CBTN, respectivamente - 1/12 do tempo.
Parágrafo único. No caso da não utilização total pelas entidades referidas nos itens II e III, do respectivo tempo máximo disponível, a CRH estipulará novo cronograma tendo em vista as necessidades dos demais usuários.
Art. 11. A utilização do CENTRECON pelas entidades mencionadas no artigo 10 faz-se-á mediante ressarcimento à operação e aos encargos relativos à amortização do investimento.
Art. 12. Para ocorrer às despesas com a execução do disposto nos incisos I e II do artigo 3º da Lei número 5.833, de 1 de dezembro de 1972, o MME destinará importância não inferior ao equivalente a 40% (quarenta por cento) das parcelas a que se referem o artigo 13, § 1º, item III, da Lei nº 4.676 de 16 de junho de 1965, e o artigo 1º, item VI do Decreto-lei nº 343, de 28 de dezembro de 1967, com a redação dada pelo Decreto-lei nº 1.091, de 12 de março de 1970.
Art. 13. Este Decreto
entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Brasília, 8 de fevereiro de 1974;153º da Independência e 86º da República.
EMÍLIO G. MÉDICI
Antônio Dias Leite Júnior
João Paulo dos Reis
Velloso
- Diário Oficial da União - Seção 1 - 8/2/1974, Página 1505 (Publicação Original)
- Coleção de Leis do Brasil - 1974, Página 120 Vol. 2 (Publicação Original)