08/06/26 - Iluminação rosa no Congresso alerta para doença pulmonar rara
O Palácio do Congresso Nacional será iluminado na cor rosa hoje (8/6) e amanhã (9) para conscientizar sobre a linfangioleiomiomatose (LAM), doença pulmonar rara, de origem genética, que afeta predominantemente mulheres em idade fértil. Em junho, Mês Mundial de Conscientização da LAM, busca-se ampliar o conhecimento sobre a doença entre cientistas, profissionais da área da saúde, políticos e a sociedade em geral, destacando a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e do incentivo a pesquisas que possam elevar a qualidade de vida das pacientes e, futuramente, conduzir à cura.
A linfangioleiomiomatose se caracteriza pela presença de cistos nos pulmões, sistemas linfáticos e rins. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a enfermidade é considerada um tumor de baixo grau, de causas ainda desconhecidas. Em razão da proliferação de células musculares da LAM, pode haver obstrução de vias aéreas e de vasos sanguíneos nos pulmões. Com o tempo, o paciente passa a ter dificuldade de manter uma oxigenação adequada no organismo.
Os sintomas iniciais da LAM são falta de ar, tosse seca ou com sangue, dor no peito e nas costas e fadiga. Em casos mais avançados, pode ser indicado transplante pulmonar. Um quarto dos pacientes responde aos broncodilatadores inalatórios, outros são tratados com medicamentos à base de sirolimo, validados desde 2002 pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Calcula-se que de 3 a 5 mulheres em cada 1 milhão delas sejam portadoras da LAM, mas pode haver subdiagnóstico, pois muitas vezes a doença é confundida com enfisema, bronquite ou asma.