28/11/2018 10h00

CPI poderá investigar programa Mais Médicos para apurar irregularidades na parceria Brasil-Cuba

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) está colhendo assinaturas para criação da comissão parlamentar de inquérito sobre o caso. Ouça os detalhes na entrevista do parlamentar

A saída repentina dos profissionais cubanos do Mais Médicos, depois que o presidente eleito anunciou que vai fazer mudanças no programa, criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, levou o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) a colher assinaturas para criação de uma CPI sobre o caso.

O objetivo é de que o colegiado investigativo possa apurar denúncias de irregularidades e falta de transparência no acordo firmado entre Brasil e Cuba, que trouxe mais de oito mil profissionais ao país.

O deputado falou sobre o assunto em entrevista ao Painel Eletrônico. Segundo ele, a CPI deverá, entre outros pontos, esclarecer o motivo de os médicos cubanos terem sido retirados às pressas do Brasil; e se há indícios de lavagem de dinheiro, como garantia para que Cuba pudesse honrar os empréstimos do BNDES para a construção do Porto de Mariel. O colegiado deve apurar, ainda, se a criação do Mais Médicos partiu do regime de Cuba, como denunciado pela imprensa.

Jerônimo Goergen considera o Mais Médicos "uma escravidão moderna", já que 75% do valor do salário ficava com o governo. Por isso, o deputado sugeriu a mudança do nome do programa para "Médicos de Verdade". O parlamentar também critica o fato de a parceria entre Brasil e Cuba não ter sido autorizada pelo Congresso e afirma que a CPI pretende ter acesso ao documento oficial do acordo para ver se houve irregularidades no programa.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche