22/06/2016 - 11h25

Procurador defende aumento de pena para corrupção

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O procurador da República Guilherme Raposo defendeu penas maiores para inibir os casos de corrupção no Brasil. Em comissão geral sobre o assunto, o procurador comparou as penas aplicadas hoje a casos de corrupção com aquelas aplicadas a furtos com emprego de chave falsa (mínimo de dois anos de reclusão), o que classificou como “incongruência”.

“Enquanto a balança pender para o benefício da corrupção, é óbvio e claro que há uma propensão à prática do delito. É importante o aumento da pena para que a balança penda para o lado da inibição, da prevenção”, afirmou o procurador, que espera ver a redução nos atos de corrupção caso sejam aprovadas as medidas previstas no Projeto de Lei 4850/16, em análise na Câmara dos Deputados.

Falando sobre os malefícios da corrupção, Raposo citou pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) segundo a qual, para cada R$ 1 desviado, é gerado um prejuízo de R$ 3 para a sociedade. “Para cada ato de corrupção, você tem empregos que deixam de ser gerados, tributos que deixam de ser recolhidos e, principalmente, há um descrédito do País para o investimento internacional.”

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), também defendeu o projeto de lei que é debatido na comissão geral. As medidas previstas na proposta, segundo ele, permitirão estabelecer travas contra a corrupção e fortalecerão operações de combate ao crime, como a Lava Jato, que não será interrompida, em sua avaliação. “Enganam-se os que acham que as investigações podem ser contidas, porque a sociedade espera a continuidade da Operação”, disse Imbassahy.

O debate segue no Plenário Ulysses Guimarães.

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