05/04/2019 - 11h38

Câmara recebe exposição do artista paraense Francelino Mesquita

Obras são feitas com a madeira miriti, encontrada abundantemente no Pará

A Câmara dos Deputados abre para visitação, nesta sexta-feira (5), a exposição “euetimiriti”, de Francelino Mesquita, que comemora 20 anos de carreira. As obras são feitas com a madeira miriti que, nas mãos do artista, reveste-se de versatilidade. O resultado são jogos pela busca de equilíbrio que, por vezes, manifesta-se na instabilidade de fios; no jogo de sombras e luzes que emolduram as peças e que conferem ao espaço o desenho de formas nas paredes, no chão, na atmosfera. As obras de Francelino apresentam-se em coloração natural e nos remete aos mestres do concretismo.

O encontro com o artista será realizado às 18h, na Galeria Décimo - Anexo IV, 10º andar da Casa, onde a mostra ficará até o dia 1º de maio.

O artista

Francelino Moraes Mesquita reside no município de Ananindeua, região metropolitana de Belém/PA. Na infância, produzia suas próprias pipas com estrutura de tala do miriti e linha. A criatividade na fabricação de modelos exclusivos lhe rendeu sua primeira “Exposição Individual de Pipas”, realizada na Biblioteca Pública Arthur Viana no final da década de 1990.

O curso de Técnico em Edificações, concluído em 1998, deu-lhe suporte para uma nova etapa e amadurecimento artístico. Aproximou-se das obras tridimensionais, dos desenhos arquitetônicos e dos desenhos em perspectiva, construídos com princípios geométricos, e da arte contemporânea abstrata.

Em 2008, o artista conquistou o “Concurso de Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística” para pesquisar as diversas possibilidades de utilizar todas as matérias-primas possíveis extraídas do miritizeiro para confecção de obras de arte.

Miriti

A palmeira miriti é abundante em áreas alagadiças, como em Abaetetuba, no Pará, mas também pode ser encontrada no Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso. A espécie é também conhecida como buriti e recebe várias outras denominações, como buriti-do-brejo, carandá-guaçu e palmeira-dos-brejos, em países da floresta amazônica.

Os povos indígenas chamam o miriti de “árvore da vida” por ser uma planta totalmente aproveitada, do caule às folhas e fruto. Da polpa do fruto podem ser feitos doces, vinho, sorvetes e licor. O óleo é matéria-prima para a produção do biodiesel. As fibras das folhas são usadas para confecção de esteiras, cordas, cestos e chapéus, entre outros itens.

Serviço

Exposição euetimiriti

Inauguração: 5 de abril, às 9h

Encontro com o artista: 5 de abril, 18h

Visitação: 5 de abril a 1º de maio

Horário: segunda a sexta-feira, das 9 às 17h