Parlamento Juvenil do Mercosul visita a Câmara

02/02/2017 14h30

Seg, 06 de Agosto de 2012

Na última sexta-feira, 3 de agosto, os quase cem participantes do Parlamento Juvenil do Mercosul conheceram o Congresso Nacional e finalizaram a passagem por Brasília.

O motivo da visita à capital foi a seleção para os novos parlamentares do projeto, que este ano contou com inscritos de 25 estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação enviou três estudantes e um de cada grupo foi escolhido para representar o país junto aos outros parlamentares juvenis dos países que compõem o Mercosul. O projeto é destinado a alunos do ensino médio de escolas públicas com idades entre 14 e 17 anos. O mandato de cada jovem eleito tem a duração de dois anos e essa foi a segunda seleção do Parlamento Juvenil do Mercosul, que começou em 2010.

De acordo com a coordenadora nacional do projeto, Sandra Sérgio, “eles (os participantes) já são muito politizados e já têm um discurso muito bom.” A visita à Câmara dos Deputados serve para que “eles conheçam o ambiente de perto e se sintam parte dele, do lugar onde acontecem as mudanças”, completa. Segundo Sandra, o projeto visa dar voz aos estudantes e criar uma identidade do Mercosul, e como a primeira edição trouxe um resultado bastante positivo, o programa foi institucionalizado.

O tema do projeto é “O Ensino Médio que queremos” e as discussões passam por vários eixos temáticos como, por exemplo, Gênero, Trabalho, Inclusão Educativa, Integração Latino-americana etc.. Depois de chegarem a uma conclusão, um documento é criado e a declaração oficial é apresentada ao Parlamento do Mercosul adulto.

Bruna Campos, 15, do Distrito Federal, será uma das 26 representantes do Brasil no encontro do projeto que se realizará na Colômbia. Bruna conta que ficou triste com a má divulgação do evento e que um dos motivos pelos quais resolveu se inscrever é a tentativa de mudar essa realidade que gira em torno da falta de informações que chegam aos estudantes. A aluna do 1º ano do Centro de Ensino 01 do Núcleo Bandeirante não esconde a ansiedade e a preocupação com as propostas dos outros países. Sobre o projeto, ela, que pretende ser diplomata e acredita no enriquecimento do currículo após o Parlamento, relatou: “Foi muito concorrido e muito importante porque é uma forma da gente trabalhar em grupo e uma forma de todos pensarem juntos.”

Já Abel Handerson, 19, de Colinas-Maranhão, foi eleito na primeira edição do programa e passou o mandato a outro parlamentar na última semana. “Eu sempre digo que foi um projeto que mudou minha vida. O jovem realmente se politiza, aprende como funciona o sistema e a gente vem só colhendo os frutos”, comentou. Os parlamentares também recebem material didático e podem fazer cursos como espanhol e francês, por exemplo. Hoje Abel está envolvido com a política de Colinas-MA e se tornou candidato a vereador.