Comemoração marca o encerramento do mês da mulher
Qui, 31 de Março de 2011
“Uma mulher que merece viver e amar, como outra qualquer do planeta”. Com a famosa canção “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, teve início na tarde desta quinta-feira (31), o evento de encerramento do mês da mulher na Câmara dos Deputados. Organizado em uma espécie “talk show” e contando com apresentação musical da cantora nordestina Myrlla Muniz, o evento deu um tom festivo à luta pelos direitos da mulher.
Em um clima leve e descontraído, a cerimônia de encerramento do mês da mulher reuniu centenas de pessoas no auditório Nereu Ramos. Com o slogan “Mulher. Uma palavra, muitos significados”, o evento contou com um dinâmico bate-papo com as deputadas Érika Kokay (PT-DF) e Janeth Pietá (PT-SP), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo e a atriz Elisa Lucinda.
A sexóloga Carmita Abdo afirmou a importância da educação no processo de erradicação dos preconceitos em relação à mulher. “Somos mães, tias, avós, e cabe a nós promover uma conscientização das novas gerações”, afirmou.
A deputada, coordenadora da bancada feminina na Câmara, Janete Rocha Pietá (PT-SP) ressaltou que tramita na Câmara um projeto de lei que institui no sistema educacional brasileiro matérias que debatam a questão de gênero. “É por meio da educação que venceremos essa cultura machista e exaltaremos o valor da mulher na sociedade”, disse.
Seguindo a mesma linha de defesa da educação para vencer o preconceito, Elisa Lucinda chamou os presentes para uma reflexão das próprias posturas. “Que geração é essa que estamos educando? Se eles ainda são machistas, a culpa é nossa”, concluiu.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou a pequena presença feminina no Poder Legislativo. Contudo, exaltou a importância da mulher nas discussões de gênero no Congresso. “Seria um equívoco achar que as mulheres não devem participar dessa discussão, somos as grandes interessadas nessa questão”, afirmou.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) também chamou atenção para a pequena representação feminina no Congresso Nacional. “Quando uma mulher entra no poder, muda a mulher. Mas quando muitas mulheres entram, muda a política”, afirmou .
Arte de ser mulher
Após os debates, a comemoração seguiu com uma série de apresentações artísticas. A atriz Elisa Lucinda, que também é poetisa, fez um espetáculo à parte. Alternando uma espécie de “stand up” com recital de poesias, a atriz tratou com irreverência e bom humor temas polêmicos, como o machismo e o preconceito racial.
Dando sequência às “Quintas musicais”, corais femininos do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) contribuíram para o tom cultural das comemorações.