Michel Temer defende solução negociada entre Congresso e Executivo para tabela do IR
O vice-presidente da República, Michel Temer, esteve nesta terça-feira (10) no Congresso para reafirmar a importância de uma solução negociada com o Executivo para definir a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Ele se encontrou com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.
Ele ressaltou aos presidentes das duas Casas a importância de uma relação harmoniosa entre os dois Poderes. “Registrei que tudo depende do Congresso Nacional, e, portanto, a construção que se fará em torno da tabela do Imposto de Renda deverá ser uma coisa conjugada entre o Congresso Nacional e o Poder Executivo”.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também esteve no Congresso para negociar um acordo para a votação do veto à correção de 6,5% da tabela progressiva mensal de retenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, incluído pelos parlamentares durante a tramitação da MP 656/14.
Um reajuste menor, de 4,5%, estava previsto em outra MP (644/14), que perdeu a vigência em 2014. Com isso, os parlamentares decidiram incluir o reajuste em percentual superior na MP 656/14, editada para estimular o crédito e prorrogar isenções tributárias.
O governo quer uma alternativa ao reajuste linear de 6,5% para a tabela do IR. O ministro recebeu sugestões que vão ser analisadas pelas áreas técnicas do Ministério da Fazenda. A ideia básica é promover uma correção escalonada.
Investigações
Questionado sobre o envolvimento de peemedebistas nas investigações da operação Lava Jato, Michel Temer afirmou que se há “um fato anunciado, deve se investigar”, mas advertiu que isso não representa culpa. “Não deve preocupar sequer a quem está sendo investigado, a não ser quando houver uma denúncia e o julgamento”.