Eduardo Cunha elogia demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação

Para presidente da Câmara, ministro se demonstrou desqualificado para o cargo e sua permanência seria um desrespeito ao Legislativo
18/03/2015 18h20

Foto: JBatista

Eduardo Cunha elogia demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação

Ministro manteve acusações durante a comissão geral

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff de aceitar a demissão do ministro da Educação Cid Gomes. “A decisão da presidente foi correta, porque ela mostrou respeito ao Parlamento brasileiro”, afirmou.

Segundo Cunha, Gomes demonstrou “total desrespeito” à Câmara e “desqualificação” para o cargo. “No momento em que um representante do Executivo vem para cá agredir o Legislativo, ele não poderia ter outro destino que não fosse esse”, disse o presidente.

A Casa Civil comunicou a demissão de Cid Gomes logo após o ministro abandonar o Plenário durante comissão geral para ouvi-lo sobre as declarações que haveria “300 ou 400” achacadores no Congresso.

Antes de ser informado sobre a saída do ministro, Eduardo Cunha já havia determinado à Procuradoria Parlamentar da Casa a abertura de processo contra Cid Gomes. Cunha ainda informou que, pessoalmente, também vai propor processo contra o ex-ministro.

Na abertura da comissão geral, Cid Gomes reiterou sua declaração, mas disse que a havia proferido de forma privada e a frase não deveria ser avaliada como a fala de um ministro. Os parlamentares, no entanto, não aceitaram a explicação e pediram a demissão do ministro por parte da presidente Dilma Rousseff. Cerca de duas horas depois do início da comissão geral, o ministro abandonou o Plenário.

Eduardo Cunha disse que não admite que um representante do Poder Executivo agrida a todos os parlamentares e, depois, venha ao Plenário da Câmara reafirmar suas acusações. O presidente da Câmara disse que foi eleito pela maioria dos deputados para exercer suas atribuições com independência e harmonia, mas sem prejuízo de sua autonomia. “Independência pressupõe se dar ao respeito para ser respeitado. Essa Casa vai se dar ao respeito, no que depender desta Presidência e da maioria dos parlamentares que não se sentem achacadores”.