Eduardo Cunha se dispõe a prestar esclarecimentos à CPI da Petrobras

Presidente da Câmara reafirmou que não tem nada a temer se colocou à disposição da CPI para esclarecer qualquer suposto envolvimento de seu nome nas investigações. Cunha compareceu à reunião do colegiado nesta quinta-feira (5) e afirmou que está “absolutamente tranquilo".
05/03/2015 13h07

Foto: Rodolfo Stuckert

Eduardo Cunha se dispõe a prestar esclarecimentos à CPI da Petrobras

Cunha disse estar tranquilo para esclarecer qualquer fato

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, se colocou à disposição da CPI da Petrobras para esclarecer qualquer suposto envolvimento de seu nome nas investigações sobre irregularidades na estatal.

Cunha compareceu à reunião do colegiado desta quinta-feira (5) e afirmou que está “pronto e absolutamente tranquilo para esclarecer qualquer fato ou qualquer suposição de fato que porventura possam aparecer”. Segundo ele, ninguém é imune às investigações e seu gesto sinaliza à sociedade que a CPI “não é de faz de conta, mas feita para esclarecer os fatos, dentro de sua ementa”. Todos, segundo ele, têm que respeitar a CPI, inclusive o presidente da Casa.

Ele reiterou que não foi avisado se seu nome consta da lista de pedidos de abertura de inquérito enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. “Não tem veracidade a informação de que eu teria sido avisado por qualquer emissário”, disse. Cunha anunciou ainda que apresentou petição ao STF para saber se seu nome foi citado e sob qual circunstância.

Diante da indefinição, o presidente defendeu a divulgação da lista, que ainda está sob sigilo. “Causa muita estranheza tudo isso até agora. Então, pelo menos da minha parte, eu já peticionei ontem para saber se é ou não verdade e, se for verdade, qual é o teor. Eu espero ter essa resposta o mais rápido possível. Eu faço questão de dar publicidade”, declarou.

O presidente lembrou que, durante a campanha para a presidência da Câmara, seu nome foi mencionado por um investigado. Em depoimento, o policial federal Jayme de Oliveira disse ter entregue dinheiro na casa de Cunha no Rio de Janeiro. Na época, o presidente da Câmara divulgou provas de que o endereço mencionado pelo depoente não era o dele. “O fato foi publicamente desmentido”, destacou.