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Pormenores acerca da carta do Grupo Parlamentar do ADI

A problemática à volta da carta endereçada pelo Grupo Parlamentar do ADI ao Presidente do Parlamento timorense veio à tona, na recente entrevista dada pelo Presidente da Assembleia Nacional, a qual já havíamos feito referência. Nesta edição, é retomado o assunto, com excertos dessa entrevista e a reacção da bancada parlamentar do ADI a propósito.

‘Espanto’ e ‘surpresa’ foram as palavras utilizadas por Alcino Pinto ao se referir ao momento em que ele e a delegação que chefiava tomaram conhecimento do facto. «Estando nós em Timor, e através do meu homólogo, o Presidente Guterres, me anunciava de que ele tinha na sua posse uma carta da bancada do ADI, anunciando que esta delegação não representa a Assembleia Nacional e que esta delegação é uma delegação que desrespeita não só o Parlamento timorense, mas o próprio povo timorense.

Qual é a leitura que nós fizemos disso? Fizemos, é que este ADI, que está todos os dias a propagandear de que defende o povo pequeno, o qual nós convidamos o líder parlamentar, como sempre o fizemos, para integrar as nossas delegações e as missões oficiais da Assembleia, quer no plano interno, quer no plano externo, comunica a um país amigo ao qual nós vamos pedir ajuda, para não dar ajuda. ADI, pura e simplesmente, dizia as autoridades timorenses para não dar ajuda a S. Tomé e Príncipe, através deste senhor Alcino Pinto que é um Presidente ilegal!

Agora quero perguntar ao povo de S. Tomé e Príncipe, quem é este ADI que diz tanto gostar de facto do povo santomense. Quando vamos buscar ajuda e nós conseguimos essa ajuda, o ADI para além do que fizeram no passado, vêm fazendo, ainda tentam impedir que se dê ajuda ao nosso País.» concluiu Alcino Pinto.

A Bancada Parlamentar do ADI reagiu evocando as razões que a levaram a não se deslocar a Timor-Leste. O Deputado Idalécio Quaresma disse que o Grupo Parlamentar, de que é líder, havia recebido o convite para participar nas comemorações da restauração da independência desse País, e que, «em nenhum momento, nesta carta, que eu tenho cá presente, falava que íamos negociar algum dinheiro para S. Tomé e Príncipe.»

Em declarações à imprensa, afirmou que a sua bancada respondeu a carta, «tendo em conta que a carta veio dirigida ao Presidente da Assembleia, como também aos líderes parlamentares e ao Deputado eleito do MDFM-PL. Respondemos, explicando o porquê de nós não fazermos parte da delegação. Um 3º ponto, gostaríamos aqui, mais uma vez, reafirmar que nós mantemos a nossa posição de não reconhecimento de Senhor Alcino Pinto, como Presidente da Assembleia Nacional. Portanto, não fazendo esse reconhecimento, não poderíamos fazer parte de uma delegação em que iria ser presidida pelo esse Senhor.

4º, para concluir: em nenhum momento o ADI impediu as autoridades santomense em ir buscar dinheiro para participar no desenvolvimento de S. Tomé e Príncipe. Portanto, é tudo uma falsa que nos estão a levantar.», acrescentou o Deputado.

Espírito Santo