Página Inicial Notícias Oposição lança críticas ao Governo e não só

Oposição lança críticas ao Governo e não só

Na sua intervenção no plenário do dia 15 de Outubro, o Deputado Levy Nazaré da Bancada Parlamentar do ADI afirmou, entre outras coisas, que tem havido perseguição por parte do poder aos simpatizantes do seu Partido.

«O poder actual, em vez de dar respostas aos inúmeros desafios e problemas que enfrentam o País, passam a vida a atacar a oposição, a perseguir todos que, de uma forma ou de outra, simpatizam com o ADI e chegam mesmo ao absurdo de apresentarem propostas de lei com o mero intuito de atacar uma pessoas, ou um grupo de pessoas, como é o caso da proposta de Lei Eleitoral e a proposta de Lei da Reforma da Justiça.

Sobre o primeiro, a Lei Eleitoral, o partido ADI votou contra na generalidade por entender que o objectivo dos proponentes não é uma verdadeira reforma, mas sim contra uma pessoa e contra um partido. Entende ainda o ADI que o clima político actual não permite que se faça uma verdadeira reforma em todas as legislações eleitorais; Lei Eleitoral; Lei do Recenseamento Eleitoral; Lei das Autarquias Locais; Lei dos Partidos Políticos; Lei do Financiamento dos Partidos Políticos, dentre outras, bem como essas reformas não devem ser feitas a faltar poucos meses para as eleições.

Quanto a segunda, a Reforma da Justiça, o ADI deixa mais uma vez de forma bem clara que é a favor de uma verdadeira reforma da justiça, inclusiva, isto é, chamando previamente todos os pilares do sistema, a classe política e a sociedade civil. A reforma deve ser do sistema no seu todo e não apenas visando alguns magistrados, pré-identificados dentro do sistema e não subalternizar um órgão de soberania perante outro, como se pretende».

O Deputado Levy Nazaré, ao tecer o cenário do País, questionou porque é que não é feita uma presidência aberta?

«Não é preciso sermos Deputados, dirigentes, funcionários públicos para constatarmos a olho nu de que a República está doente. O País vai de mal a pior, com uma população desanimada, incrédula e descrente com o actual poder. Um país onde o poder de compra da população baixou consideravelmente e, consequentemente, o custo de vida acelerou em poucos meses; onde as receitas fiscais e aduaneiras reduziram drasticamente; onde a saúde pública se deteriora como nunca antes visto, com pessoas a morrerem todos os dias por falta de medicamentos e outros bens básicos de saúde, motivos para perguntarmos; porquê que não se faz agora uma presidência aberta, com os professores a entrarem em greve por causa das reivindicações justas da classe, mas que encontrou um Governo intransigente, sem capacidade de diálogo negocial, prejudicando assim os alunos, usando como desculpa para as suas incapacidades e fraquezas que o ADI é que está por detrás da greve, chegando mesmo a cansar as pessoas de que tudo que acontece nesse país é culpa da oposição, comportamento típico dos fracos.», sublinhou.

Espírito Santo